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Thursday, March 6, 2014

Máxima do dia: agitar as águas


"You can only fish for so long before you've gotta throw a stick of dynamite in the water"

Ouvi este sábio conselho na série Big Bang Theory, da qual sou uma grande fã - talvez porque tenho algo de nerd (rato de biblioteca toda a vida) e uma pitada de Penny (a rapariga com muita roupa e pouco espaço, capaz de grandes sacrifícios por umas botas vintage de camurça).

 Nunca pesquei na vida, se excluir a vez que em pequena quis, porque quis e quis um camaroeiro para andar nas rochas à cata de camaritas, lapas e burriés (rasgou-se rapidamente e não me compraram mais nenhum). Acho a pesca desportiva uma maçada e uma crueldade, mas subscrevo totalmente a parábola. Pescar à linha (ou com camaroeiro) é uma questão de paciência, de impassibilidade zen, de se fundir com o cenário para agarrar a oportunidade.

 E na vida, uma pessoa pode ter uma paciência de Job (eu) um sangue frio à prova de muita coisa (acuso-me) uma capacidade de adaptação genial e imensa tolerância às manias de cada um, ou à forma como as circunstâncias que nos ultrapassam são geridas.

 Em geral defendo que quando alguém se quer atirar a um poço é deixá-lo, porque impedir a asneira é quase impossível: quanto mais se tenta segurar o maluco pela roupa mais ele corre, no firme propósito de partir a cabeça e aborrecer os outros. 
 Se mais depressa agir à sua vontade mais depressa aprende, end of story. Foi o modus operandi da mãe do Sheldon neste episódio: esperar que a birra passe e que as coisas vão ao sítio normalmente...até ao basta.

E aí entra a estória do dinamite.

Em tudo na vida é preciso um basta,pum, basta; se as águas estagnaram e não se vê evolução  ser zen,  ficar tranquilo à espera que os peixes acabem o que estão a fazer, não resolve nada. Há que meter um bom terror aos peixes, por assim dizer. 

Por outro lado, às vezes o melhor dinamite é mesmo deixar as pessoas (ou as situações, ou as peixeiradas) baterem em cheio no poço. Depois disso, só se pode mesmo voltar para cima - e cria-se agitação suficiente para libertar a energia estagnada.
 
 

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