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Sunday, March 23, 2014

Uma festa com História (s)


Tendo em conta que por aqui se fala muito de História, com todas as estórias e curiosos episódios que daí advêm; que esta menina que vos escreve é uma aficionada da matéria e só não se dedicou a ela a tempo inteiro (ex aequo com Antropologia) porque a família achou que esse era um percurso enfim, menos sensato para quem gosta de certos confortos e de saber com que linhas se cose (e com alguma razão, convenhamos: penar por bolsas de de investigação, torrar ao sol em escavações, vender a alma para deitar mão a arquivos poeirentos e correr o risco de ser desterrada para Vale de Nenhures, na sagrada missão de ensinar História a meninos que "não querem saber disso porque já lá vai há muito tempo e assim como assim já não vão conhecer ninguém daquela gente" não corresponde, de facto, à minha ideia romântica do tema, ao melhor estilo Indiana Jones) enfim, pesando tudo isso, fiquei muito contente com o convite do Canal História para celebrar o seu 15º aniversário.



 Para assinalar a data a organização recriou, no Hotel Ritz Four Seasons, o mítico Black and White Ball de Truman Capote - festa que, em 1966, foi considerada "o auge da história social americana", e...granjeou ao autor um número considerável de inimigos, já que as personalidades que não entraram na lista nunca lhe perdoaram. Diz-se mesmo que quem não foi convidado se sentiu na obrigação de sair de Nova Iorque durante uns tempos, para fugir à desfeita. 

 O sucesso do baile de máscaras, onde todas as senhoras e cavalheiros
vestiram de preto e/ou branco (Capote inspirou-se na cena de Ascot, de "My Fair Lady", para traçar o dress code)  foi tal que de tempos a tempos, o evento é recriado. 

E em Lisboa não foi diferente: a festa reuniu convidados ligados à História e aos Museus, assim como personalidades do mundo do espectáculo, da moda, da blogosfera, da melhor sociedade e da imprensa. 
  Quanto a mim, iniciei o serão com um jantar numa sala também ela cheia de História. Como a versão lisboeta do Baile pedia um traje um bocadinho mais descontraído do que o original e o minimalismo está de volta, optei por um cocktail dress espartilhado de estimação (Mango com cara de Dolce& Gabbanna, amor à primeira vista) uma clutch bordada a contas  que já era antiga no tempo de Truman Capote (tinha de usar algo branco, certo?) um bolero de veludo também vintage e sapatos Pollini - arruinei-lhes as capas com tanta animação, mas lá dizem os americanos, "se não deste cabo dos sapatos, é porque a festa não valeu a pena". Enough said. 

2 comments:

Sandra Paiva said...

Muito elegante a Patroa ;) Beijinho

Imperatriz Sissi said...

grazie, Sandra! Beijinho

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