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Thursday, April 24, 2014

6 Compras por impulso que é melhor esquecer.


Quem muito arruma, muito aprende sobre si mesmo. E poucas coisas mostram, com provas e tudo, as asneiras passadas como fazer a triagem do que anda a ganhar pó. Basta um dia a separar coisas inúteis com olhos de ver para fazer o exercício "não volto a gastar dinheiro nisto". Retirei alguns itens com que concordo deste texto muito engraçado e acrescentei outros, com base no disparate próprio ou alheio:

1- Vernizes e mais vernizes

Quem é como eu, que usa só as cores básicas e pouco mais, arrisca-se a ter mesmo assim uns três cestos de vernizes esquecidos a secar, acabando por usar sempre os mesmos. E quem gosta de experimentar todas as cores do arco íris? Nem quero imaginar. Entre aqueles que não resultaram e os que estão para testar quando o rei fizer anos, as velhas estórias "foi tão baratinho", "esta é mesmo a minha cor e quase nunca encontro!" ou "desta vez é que acertei!" são responsáveis por muito dinheiro mal gasto.

Terapia de substituição:

 Tendo em conta que se trata de um produto perecível (juntar-lhe óleo de banana ou acetona nunca resulta como deve, mesmo) e que em boa verdade, os vernizes de marcas de perfumaria duram mais, é melhor gastar até ao fim o que já existe (e ainda está capaz) e a partir daí, limitar a colecção a meia dúzia de exemplares de confiança. Investir antes em bons cremes e exfoliantes também é boa ideia, porque se usam mais vezes e unhas pintadas com mãos coradas e secas...não dá.

2- Sapatos baratos

Bom, "barato" é relativo. Pares de excelente qualidade e/ou de uma marca requintada, comprados em super saldos por uma fracção do preço, não contam. Depois há aqueles sapatos de cetim/veludo para sair que foram em conta mas saíram  óptimos, são clássicos e dão sempre jeito para ocasiões especiais. Tenho uns dois ou três assim cujo molde é bom e deixam pouco a desejar aos seus parentes com mais pedigree que vivem no meu armário- afinal, calçado de tecido é quase sempre confortável mas frágil, e quanto a arranhões dos paralelos a griffe não vale de muito.

Mas em tudo o resto aplica-se a regra "um vestido modesto passa, sapatos reles jamais".

 O que se deve evitar como a peste é o calçado sintético, com mau ar, e/ou  que se compra só porque está barato e é capaz de ser divertido usar aquilo num assomo de criatividade, (pois lá no fundo a consciência avisa que em estado de sanidade nunca se vai levar tal coisa à rua). Se é demasiado alto/baixo/extravagante/arriscado/de um formato que já se sabe que não vai resultar no seu pé, se a origem/modelo/material é duvidoso, não há que arriscar.
 Caso contrário, acaba-se com estantes a abarrotar de sapatos, botas e sandálias...e nada apresentável para calçar. 

Terapia de substituição: esta é fácil de adivinhar. Basta fazer as contas para ver os pares de qualidade superior que poderia comprar, daqueles que sobrevivem a ventos e marés, se tivesse prescindido de alguns desses sapatuxos sem grande jeito a preço de banana...e de futuro, cingir-se a materiais (pele macia, tecido...) e/ou marcas fiáveis. Sempre que lhe aparecer um sapato engraçado mas suspeito, recorde que fez voto de não comprar mais coisas dessas e finja que acredita, finja, finja, até dominar a técnica. Compensa, juro.

3- Carteiras baratuxas

Idem, idem, idem. Principalmente se forem contrafeitas, que nem pensar nisso é bom. Nada destrói tão depressa um visual como uma bolsa, saco ou clutch de P.U. , poliéster e afins. Estragam-se num ápice, não devem nada à beleza...e atafulham as estantes, além de as perfumar com um cheirinho a loja dos horrores. No, no, no.

4- Tops de todos os feitios...que nunca usa
Demasiado curtos, assimétricos (um castigo para manter no lugar) com alças cruzadas que são um autêntico labirinto, demasiado compridos (que não combinam com nada), corte império (que a fazem parecer barriguda) cai cai (que passa a vida a puxar desesperadamente para cima) corpetes do tamanho errado que se cravam na cintura....os modelos simples são sempre o melhor. E a certa altura da vida, a experiência ensina-nos quais os feitios que nos ficam bem. Então qual é a necessidade de encher uma gaveta XXL com ziliões de tops e blusinhas...só para andar sempre à procura das mesmas?

Terapia de substituição: coleccionar os modelos que sabe que resultam, comprar só quando for caso de necessidade ou amor à primeira vista e lembrar-se de que precisa de espaço para arrumar os exemplares que lhe facilitam a vida. Nos saldos, fuja do expositor dos tops se não estiver mesmo a precisar de nenhum. Como são imensos, coloridos, pequenos e super baratos, parecem inofensivos. Como as plantas invasoras, lembre-se!

5-Bâtons de cores que não lembram a ninguém

Para cada mulher há uma paleta que funciona e num cenário ideal, uma rapariga sensata não se afasta muito dela. Mas as marcas de maquilhagem, como se não bastasse o stock que todas temos de renovar de tempos a tempos, inventam constantemente o novo bâton sensação sem o qual não se vive - mesmo que seja roxo-irisado. E quando vai a ver, o seu toucador parece um balcão da Sephora em liquidação selvagem, para além de haver cores que não confessa a ninguém ou só usa no Carnaval para pintar a cara ao seu sobrinho... e uns quantos tubinhos rançosos.

Terapia de substituição: já que as tentações são muitas, canalizem-se os impulsos para comprar mais exemplares das cores preferidas. Ora porque são descontinuadas, ora porque aquele tom é difícil de encontrar ou porque passa a vida a deixar bâtons em todo o lado, há sempre uma desculpa para trazer mais um para casa...ao menos esses, sabe que os gasta até ao fim. Espero.


6- Pijamas giros...mas pouco práticos
Cito muitas vezes aquela expressão francesa "nunca durma com um pijama feio, porque pode precisar de ser salva pelos bombeiros a meio da noite" e quem diz bombeiros diz a polícia ou os paramédicos, lagarto lagarto. Por isso, convém ter uma colecção decente para o dia a dia (neste caso, noite) e umas quantas roupas de dormir para ocasiões especiais.
 Mas sejamos francas, de quantos mini pijamas daqueles que não são lingerie nem são pijamas, antes tofu, super apertadinhos, com cava americana, calçõezinhos desconfortáveis, alças fininhas que magoam os ombros ou decotes esquisitos é que precisa? Quantas vezes por ano é que usa aquelas peças semi transparentes de musselina (ser salva pelo INEM nesses preparos deve ser lindo, deve) e minúsculas que teimam em encravar as gavetas (true story)?

Terapia de substituição: A regra de ouro é que qualquer roupa de noite, mesmo a de seda ou de renda (que digo eu? principalmente a de seda ou de renda, e convém que seja mesmo seda, sempre que possível) deve ser confortável. Ou seja, não pode cortar a circulação, sair do sítio nem subir pelo pescoço estrangulando-a a meio da noite (caso em que nem o mais competente dos tinonis nem o mais bonito dos pijamas valeriam de muito).

 Arranje-se um sortido de pijamas, conjuntos e/ou camisas de dormir simples, folgados q.b e bonitos em algodão, turco e cetim versão Verão e Inverno para todas as noites, mais uns negligées de seda com rendas suaves ao toque para as ocasiões românticas (ou se vai ter amigas em casa a fazer sessões de manicura e pipocas como nos tempos do liceu) e mais umas quantas peças de lingerie de confiança, isto acompanhado de robes de chambre (os orientais forrados, à antiga, são fantásticos) a condizer com tudo...e basta para todas as eventualidades.



Tralha que remédio, todas temos, mas seja tralha de qualidade e com préstimo...

3 comments:

Sandy said...

A única onde me revejo é na dos sapatos, no resto já ando controladinha. Bantons, tenho muitos, mas uso-os a todos. Boas dicas. :)

Bárbara Godinho said...

Olá Sissi,

Mais uma vez tiro o chapéu ao teu post. Tens toda a razão naquilo que dizes! Em tempos uma amiga após dar à luz constatou que nada lhe servia, os ossos alargaram e eu herdei um considerável guarda-roupa. As peças serviam-me na perfeição mas faltava os básicos. Faltava o clássico. Ao fim ao cabo, não havia um vestido mais formal, todos aqueles que me tinham sido oferecido deambulavam entre o estilo de praia e o caseiro - à novela brasileira dos anos 90 - blusas cheias de folhos com dezenas de calças estampadas. Ao fim ao cabo ao olhar para todos aqueles apetrechos quase sentia que estava perante os enfeites da árvore de Natal e nada conjugava. Fiz uma selecção daquilo que efectivamente interessava e despachei o restante. Não percebo como se gasta tanto dinheiro em porcarias.
Aprendi muito sobre clássicos a ver as revistas Burda. Lá os cortes são simples e ensinavam a usar determinada peça em três momentos distintos. (Não sei se actualmente ainda acontece). O que é facto, ter uma ideia de como se veste determinada peça e como cai no nosso corpo é primordial. Prefiro ter menos do que torrar tudo em coisas que passado um mês só têm utilidade - não pela qualidade - mas pela estrutura - de servirem de panos para o pó.

Creio que te esqueceste de referenciar os perfumes. Há centenas deles e há pessoas que os coleccionam. Creio que o perfume é algo muito pessoal e que classifica a pessoa. Se temos centenas deles algo está mal, ou não sabemos quem somos ou estamos numa crise de idade/identidade.

Creio mesmo que o teu blogue é como um balsamo à alma. Após se ver, observar, conviver com tantas "desgraças" (só para não dizer nomes feios). Encontro aqui algo com me identifico - as minhas origens são germanófilas e as tuas italianas, contudo, os valores, esses, são clássicos e isso de se viver a norte ou a sul pouco importa - nós não precisamos de muito para reconhecer os nossos semelhantes - é a nossa génese :P

beijinho e bom feriado

Imperatriz Sissi said...

Bárbara, este comentário ficou aqui perdido. Muito obrigada, de coração! Beijinho.

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