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Friday, April 25, 2014

A receita para a compatibilidade perfeita de um casal...



...não está, creio eu, em partilhar todos os gostos e preferências. Tão pouco nos opostos que se atraem (pois isso pode ser bom, pode ser mau...). Não, meus queridos - tenho para mim que a fórmula para uma relação à prova de bala está em partilhar as mesmas intolerâncias.

 Ora pensemos: uma pessoa consegue conviver com gostos que não aquecem nem arrefecem, porque amigo não empata amigo. Se ele gosta de Fórmula 1 e a ela tanto lhe faz, pacífico. Se ela adora ténis e a ele esse desporto lhe é indiferente, tudo bem. Não existe atrito e os gostos que tiverem em comum compensam essas diferenças.

 Mas se um é tolerante a coisas que fazem urticária ao outro...ou pior, aprecia e encoraja essas mesmas coisas que fazem urticária...não há amor que resista, principalmente se estivermos a falar de hábitos ou comportamentos fracturantes. Do amor à embirração, e daí para a aversão, é um ápice.

  Acho mesmo que se evitavam muitas relações falhadas se se substituísse, nos primeiros encontros, a pergunta da praxe "fale-me das coisas que o apaixonam" por "vamos lá ser honestos: o que é que mais detesta?" e "com que é que embirra?".

 Vá-se lá gostar de alguém que pactua com o inimigo...Credo.

2 comments:

Sandy said...

Concordo a 100% :)

Veruska said...

Concordo totalmente.

Chego a usar essa estratégia para distrair a minha cara metade durante as discussões. :)

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