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Tuesday, May 6, 2014

Há pessoas mesmo espanholitas.


Que é como se diz, na minha terra, das crianças que começam a falar tarde e não pronunciam as palavras lá muito bem.  
 Mas hoje nem me refiro às que dizem coisas feias como "fizestes" ou "vai fazer o comer". Falo das que pretendem ter alguma cultura, até são licenciadas e ainda por cima gostam de marcas mas não se dão ao trabalho de lhes dizer ou escrever correctamente os nomes.

  Começam por chamar Breska à Bershka e continuam por ali além, por ali além, à medida que vão apurando os gostos  (às vezes, vá) e/ou ganhando poder de compra, para baptizar atamancadamente as marcas mais...bom, exclusivas. 

É muito comum encontrar quem ache que escrever Channel é mais chic do que Chanel, dizer Burbérri faz mais sentido do que Burberry, e assim por diante.

 Está certo que com mais instrução ou menos, nem toda a gente tem de ser um ás em línguas e que há algumas marcas cuja pronunciação correcta divide até os entendidos na matéria. A gaffes todos estamos sujeitos,  mas com tanta informação fidedigna disponível é no mínimo disparatado não saber dizer/escrever como se chama aquilo que se traz vestido. 

É como as pessoas que acham que uma maçã é Apple, mas quando se fala de computadores e telefones já é fashion dizer "Eiple", mesmo que tenham uma maçã escarrapachada na engenhoca, para que não restem dúvidas...

Espanholitos com a mania que são espertos - haja paciência.  


8 comments:

Sérgio S said...

É por estas e por outras que não gosto de roupas de marca: não sei depois pronunciar. Ou então traduzo o nome da marca para português, tipo "umas calças da Pedro d'Aço", uma camisola da "senhor Azul", "uma gravata dos Irmãos do Saco".

Eu tenho uma amiga toda dada a marcas e sempre de olho nas etiquetas e que uma vez ao ver-me de camisa branca me disse "ai que camisa tão gira... finalmente bom gosto..." Nesse dia tinha levado uma camisa de marca mais chique por causa de uma reunião qualquer. Acontece que tive um acidente e sujei a camisa já não me lembro como. Como pessoa chique fui comprar uma camisa nova para não aparecer pouco apresentável... Mas como pessoa forreta fui... ao Continente (ainda por cima estavam com promoção)... Fiquei a saber que a minha consultora de moda e das marcas afinal... Gosta é da roupa do Continente.

Imperatriz Sissi said...
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Imperatriz Sissi said...
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Imperatriz Sissi said...

Irmãos do saco...LOL. Pedro del Hierro é daquelas marcas que...bom, enfim, mais vale comprar Zara que a qualidade é igual e o preço mais barato. Sou muito de extremos nestas coisas - vou pelo material e pelo corte e prefiro bem baratinho ou mesmo luxuoso. Quanto ao Continente, às vezes até se encontram coisas aceitáveis em algodão, mas os sapatos (e outras coisas de maior "responsabilidade") nunca. Por carolice, deixei-me tentar uma vez: comprei em saldo umas sandálias douradas de salto muito confortável, com um modelo que é um bocado difícil de encontrar - e jurei para nunca mais. Nunca vi um sapato auto destruir-se tão depressa :D

Inês Sousa said...

achei piada ao facto de ter percebido que essa coisa de traduzir o nome das marcas é coisa que os homens acham piada fazer, porque o de cá de casa também tem essa mesma ideia.. Há traduções bem hilariantes. Aqui no Porto ainda há uma muito boa: Luis Biton (é o que dá trocar os V pelos B) Ó menina não quer vir ver uma malinha da Luis Biton dizem as senhoras na feira.

Unknown said...

Há muito que acompanho o seu blogue. A menina escreve lindamente, tem bom gosto, pelos vistos também é bonita, os seus defeitos parecem-me virtudes! Enfim, o que é que estará a escapar-me?

Sérgio S said...

Eu prefiro as camisas da Pedro del Hierro por causa da forma. A Zara é mais para pessoas finas (de corpo) o que não é o meu caso. Há uns anos aprendi uma coisa importante com a Zara: estava eu a tentar comprar uma camisa que tinha gostado quando denoto que não tinham o meu tamanho (o tamanho maior da Zara não me serve). Não fiquei chateado, afinal no dia seguinte ia viajar para Varsóvia e lá as marcas vendem sempre até 5 ou 6 números acima daquilo que vendem cá. Quando fui a uma Zara de lá descubro a mesma camisa custava 2 ou 3 vezes mais do que cá, isto porque parece que a imagem que a Zara adoptou por lá foi a de uma marca de luxo (enquanto cá é mais massificada), com lojas todas coisinhas e com montes de pessoal para te auxiliar, etc. A roupa é a mesma, mas a imagem com que se apresentaram ao público diferente pelo que aparentemente luxo também é isso: a forma como te apresentas e não apenas o conteúdo. Claro que não comprei...

Imperatriz Sissi said...

Peço perdão por ter perdido o seu comentário. Ai que vaidosa me deixou! Obrigada :D

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