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Wednesday, May 7, 2014

Qualquer dia o carteiro vai ver. Não perde pela demora.


"Traz carta p´ra mim?" 
e o carteiro que é gago 
espera um bocado 
e responde-lhe: 
"Não não não não não 
não não trago nada 
só trago o pacote 
só trago o pacote
da sua criada"


Facto: eu não tenho grande paciência para andar a correr as capelinhas (leia-se, lojas "comuns") por isso uma parte considerável do meu guarda roupa, para não falar de livros e outros produtos, é encomendada pela internet ou a vendedores que já sabem que marcas e modelos me agradam e me mandam  sugestões de tempos a tempos, numa junção do melhor dos dois mundos: os prodígios do comércio online e a cortesia luxuosa das antigas boutiques tradicionais, à porta fechada, com atendimento personalizado e nada de filas. 

 Ora, algumas encomendas vêm à cobrança e, maçada das maçadas, quando a  entrega é feita pelos CTT sucede que os Correios são demasiado primitivos para dar aos carteiros uma maquineta de multibanco. Quando sei ao certo em que dia virá o "embrulho", já estou prevenida. Mas muitas vezes não há certezas e com franqueza, nos dias que correm é tolice ter em casa certas quantias, ou dinheiro trocado (pois  por vezes o carteiro nem troco traz!).
 Ora, uma pessoa já sabe disto e atura, que remédio;  já basta a parvoíce de, se não estiver presente para receber a encomenda em mão ou não tiver dinheiro consigo, só poder levantar o pacote 24 horas depois, na estação dos Correios.

 O pior é que por aqui costumam passar dois carteiros: um mais jovem que é uma simpatia e que, perante os meus argumentos de que isto não tem jeito nenhum, me aconselha a queixar-me à empresa porque eles próprios acham estúpido que não lhes dêem uma engenhoca para que as pessoas possam pagar mais confortavelmente; outro, mais velho e carrancudo que se farta, com uma bigodaça que parece o Guarda Serôdio, que quando não pode entregar logo a encomenda faz questão de voltar para dentro da carrinha, de trombas, e fazer-me esperar SÉCULOS para preencher o postal e entregar-mo, como se eu não tivesse outra coisa que fazer - quando podia perfeitamente dizer-me "vá lá, menina, que eu deixo o postal na caixa do correio". Agora sou obrigada a ter um banco em casa para agradar a Sua Senhoria, não me faltava mais nada...

 Ando com vontade de arranjar um pastor alemão mal humorado, tipo Rex, o Cão Polícia, por várias razões: mas desconfio que acabo de encontrar mais uma desculpa para ter outro um lindo bicho de estimação . E que hei-de treinar o mastim para causar danos nas calças do homenzinho. Se não for isso, invento outra partida qualquer. Não é bom
 irritar-me gratuitamente, muito menos quando se trata de aquisições destas. 

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