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Thursday, May 29, 2014

Uma senhora conhece-se pelo calçado.

Sempre ouvi dizer o estribilho acima e acho que é verdade - até porque o critério das mãos "arranjadas", que costumava ser mais ou menos de fiar, vai sendo cada vez mais duvidoso com tanta macacada nas unhas (Guida dixit) que por aí se vê. 

 Mais do que nunca uma senhora conhece-se pelas mãos, mas mais pelo que não lhes põe do que pelo contrário...

No Chile uma senhora bem nascida não pinta as unhas, em Itália só em dias especiais é que uma rapariga distinta usa cores, e olhem que por cá...não sei não.

  Mas garras à parte, além da velha máxima que já tenho citado por aqui -  um vestido modesto se for bem escolhido passa por outra coisa mas calçado de má qualidade não se atura (é isso e carteiras de acrílico) eu sempre tive cá uma coisa em relação aos sapatos das pessoas. Das mulheres, principalmente. É que se outros indícios me faltarem - e geralmente as primeiras impressões não me enganam - o calçado diz-me imenso sobre a pessoa.

 A sério. 


Uma mulher que se apresente com calçado clássico, de qualidade, embora de um modelo que possa não estar exactamente na moda, desperta-me imediatamente confiança, mesmo que os sapatos não sejam Ferragamo ou afins. 

Se uma rapariga varia muito, usando modelos engraçados ou vintage coordenados de forma invulgar ou interessante, percebe obviamente de moda, mesmo que eu não aprecie particularmente o seu estilo.

 No liceu nunca confiei muito nas raparigas que usavam, sempre, ou quase,  ténis. Principalmente ténis de desporto. Estão a ver aqueles grupinhos de marias-rapazes para quem a Sportzone é o mesmo  que a Prada para uma mulher de gosto? Não me perguntem porquê, mas a maior parte delas era muito malcriada e olhava com desdém para as colegas mais femininas que não eram maluquinhas da bola, ou seja, que não gostavam de futebol. Paradoxalmente, esta tribo era super namoradeira - embora só admitisse como potencial companheiro um clone do Nuno Gomes ou coisa que se parecesse (ouvi tanto falar no moço que até eu decorei o nome de um jogador da bola!). Pior ainda, havia as que iam para as aulas com TÉNIS e calçõezinhos de vólei. Ou seja, as oferecidas de chuteiras...e pronto, nunca mais confiei lá muito em quem me aparece de sapatilhas dia sim, dia sim.

Mulheres que calçam inspirações de Louboutin para ir trabalhar esforçam-se demasiado e provavelmente, não foram educadas para o bom gosto. Se forem mesmo Louboutins, o julgamento é o mesmo porque há ocasiões para tudo.

 As que optam invariavelmente por marcas medianas, mas não exactamente baratas - eu sei lá, Melissa, Bimba &Lola, Xuz - e combinam isso com marcas equivalentes de roupa e o resto da Zara poderão - atenção, poderão - cultivar valores um pouco aburguesados para o meu gosto. Isto é uma questão meramente pessoal, mas aburguesado traduz-se por um desejo de afirmação, um certo postiço, um conhecimento demasiado recente de dadas coisas que mão é exactamente a minha chávena de chá. Não serão más pessoas, só um bocadinho chatas.

 E quanto a sapatos sintéticos, baratuxos e espaventosos nem preciso de dizer, certo?

 Que querem? Critérios, análises, impressões e manias, cada um com os seus...












2 comments:

A Bomboca Mais Gostosa said...

Sapatos para mim é uma área muito sensível, na medida em que tenho muitos problemas de pés e tenho de usar calçado de qualidade e confortável. Nada de aventuras com saltos agulha ou coisas similares. Mas admito que tenho pouco calçado, mas bom. Sapatilhas, só as que não são de desporto, para dias mais informais. As outras, apenas a fazer desporto, claro está.

Sérgio S said...

Vou-te confessar uma coisa... Eu prefiro ver as mulheres de sapatos rasos...

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