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Tuesday, June 3, 2014

Rihanna vai nua...e faz um sucesso. Como Josephine Baker? Ná.



Já vos contei que cá em casa costuma dizer-se jocosa e ironicamente, quando alguém não sabe que vestimenta levar a uma festa, "vai nua que fazes um sucesso".

 Pois,  Rihanna também deve saber essa, porque a aplica tão amiúde que não sei como continua a espantar quem quer que seja.
  Sempre ouvi que a nudez, quando se torna muito frequente, perde o impacto e já ninguém liga nenhuma... mas a julgar pelas evidências que por aí andam, acho que não é verdade. 

 Porém, desta feita a starlet  exagerou e para receber o (muito discutível, volto a dizer) prémio de ícone de moda do ano - atribuído pelo Council of Fashion Designers of America - achou que nada seria mais apropriado do que não levar roupa nenhuma.


  Se pensarmos que há quem defenda que o nome Rihanna, como Rihannon, vem da palavra céltica para "Rainha" então será seguro afirmar que, como naquela história infantil, "a Rainha vai nua"

Ou que como noutro conto de fadas, vestiu uma rede e não vai nua, mas também não vai vestida.

 A homenagem da cantora à mítica estrela de vaudeville Josephine Baker é mais do que óbvia: em termos de silhueta são muito parecidas; Josephine Baker não teria a cara de boneca de Rihanna mas em compensação era bem mais expressiva, e ambas são mulheres de origem africana com um vasto público. Sem dúvida, o look anos 20 criado por Adam Selman vai bem ao tipo de Rihanna. Resta saber se a menina tinha de ser a única a interpretar o dress code da festa - "Impacto Instantâneo" - ao pé da letra...

 E ressalvemos um detalhezinho: Josephine Baker, que era uma óptima pessoa e muito amiga de Grace Kelly, despia-se imenso, mas só em palco; tinha mais subtileza e o atractivo da novidade.
 Aalém disso, ciosa do seu bonito busto como era (tinha por hábito pôr o peito num balde de gelo para o manter tonificado) duvido que andasse por ali super desconfortável a
 bambolear-se uma noite inteira. Vá lá que Rihanna ainda teve a réstia de bom senso de pôr umas calcinhas cor de carne - não é um cinto de bananas como o de Josephine, mas sempre se resguarda uma migalhinha de modéstia. Ufff.

*(Deixo-vos com a "Dança das Bananas" de Josephine Baker, porque não há nada como ver o original...eu cá acho que a Josephine dançava e cantava melhor, mas isso sou eu...)*




4 comments:

Inês Sousa said...

Icone de moda do ano... se calhar enganaram-se na categoria, estava melhor para ícone do ano em nudismo. É que nem os mais de 200 mil cristais da Swarovoski serviram para a tapar. Mas lá está no conto de fadas o rei também ia nu porque os tecelões lhe disseram que o tecido era invisivel aos olhos dos tolos e dos incompentes. Esta se calhar também caiu no mesmo engodo.

A Bomboca Mais Gostosa said...

Também já vi as imagens e achei de péssimo gosto a vestimenta. Vulgar, vulgar, vulgar. Normal, portanto, tendo em conta a pessoa em causa.

Sara Silva said...

Após o choque inicial (então mas agora mostra-se assim o corpo para quem quiser ver, como se nada fosse?), só me preocupa o fato de ela, tal como a polémica Miley Cyrus, serem ídolos e inspiração para muitas jovens, que agora vão passar a achar que mostrarem-se como vieram ao mundo não é big deal nenhum. Se calhar sou eu que tenho uma mentalidade retrógrada e conservadora, mas onde andam os modos de senhora que tanto se cultivavam há uns anos? Parece-me que parte desses ensinamentos deviam voltar...

C*inderela said...

Não sei como ela ganhou tal prémio, acho que faltou aí "o icone da moda de fugir a sete pés"! Muito extravagante para o meu gosto.

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