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Sunday, June 8, 2014

Sweets for my sweet.


Esta semana, que foi de grande lufa lufa, ocorreram-me dois airosos raciocínios (não sei se a vossa mente costuma trabalhar por si própria e inventar devaneios com alguma lógica quando andam em stress; a mim acontece-me).

1- Há pessoas que se parecem com os figos dos cactos; aparentemente espinhosas, difíceis de decifrar, que não se manifestam muito- mas uma vez removidos os picos (ou seja, conquistada a confiança e conhecidas as subtilezas) são do mais doce que há. A sua meiguice, que costuma vir acompanhada de integridade e constância, não é distribuída a tudo e todos, gratuitamente. É preciso paciência e mérito para dar por ela e parte da emoção de um relacionamento assim vem da descoberta, do mistério, dos pequenos nadas. Quando finalmente se estabelece o entendimento, este é perfeito e duradouro.
 Depois há aquelas que aparentemente são uma doçura - tudo mel, tudo promessas, tudo certezas, um mar de rosas. Mas vai-se a ver e em menos de um fósforo, prova-se que são peta-zetas: quando parece que tudo é maravilhoso, dão um valente estouro de deixar uma alma assarapantada e muitos amargos de boca.

 Obviamente, eu prefiro as primeiras. Tenho mais de cacto que de peta zeta...

2- Ainda hei-de perceber a relação entre crianças e elásticos, mas que há alguma, isso há. No meu tempo de escola os meus colegas andavam todos maluquinhos a saltar ao elástico. Eu nunca entendi as regras e por isso não gostava muito (saltar por saltar, antes à corda) mas para muita pequenada todas as desculpas eram boas para pular no recreio, e vi as professoras a refundir no fundo da secretária não poucos elásticos, já bastante sebentos da brincadeira...
 Agora a loucura é com as pulseiras de elástico. Rapazes e raparigas, é vê-los entretidíssimos a alinhavar padrões e a fazer justiça ao estribilho trabalho de menino é pouco, mas quem o perde é louco, pois eu cá mesmo hoje não atreveria a fazer uma pulseira que se visse. 
  Ora aí está uma brincadeira que se fosse na minha infância eu ia achar bem chata e que me deixaria isolada a um canto de certeza, pois nunca tive paciência para trabalhinhos manuais...em todo o caso podia dar-lhes para muito pior, mas sei que já há muitos docentes a perder as estribeiras e a confiscar os brinquedos como antes se fazia com os pega monstros.
  As pulseiras sempre são menos nojentas do que estes últimos, desde que não sejam os adultos a usá-las.

1 comment:

Sandra Marques de Paiva said...

Saudades dos pega monstros :)

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