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Saturday, July 26, 2014

10 grandes mulheres que não precisaram do feminismo para coisa nenhuma.


O conceito de "feminismo" está longe de ser unânime. É dito por aí aos quatro ventos que cada mulher constrói o seu próprio feminismo e generalidades assim, o que não contribui nem um bocadinho para que eu goste da palavra ou suporte os disparates do "movimento".  Como é dito é muito bem num texto excelente e que dá que pensar até a quem não é religioso, os ideais feministas surgiram como resposta natural a alguns exageros e injustiças que se verificaram em determinadas épocas - porque atenção, pensar que os direitos da mulher foram conquistados só no século passado é, no mínimo, ignorar a História.

 Em todo o caso, num cenário razoável, o feminismo supostamente seria isto: igualdade perante a Lei. Mas basta estar atenta para ver que não é assim e que, não contentes com terem dobrado os trabalhos às mulheres com as ideias de "libertação" (arranjaram-na bonita: agora trabalham dentro e fora de casa, os homens estão uns bananas que esperam que as mulheres tomem as iniciativas todas, e outras maleitas já descritas noutros posts...) e "ódio ao patriarcado" (que é assim um papão que anda de noite e ninguém sabe o que é) as todo-poderosas feministas querem agora fazer as mulheres sentirem-se culpadas por serem bonitas, por escolherem um comportamento/ papel tido como tradicional, ou simplesmente esborrachar o sexo oposto. E a imprensa feminina banaliza tudo isto sem questionar, sem reflectir. 


Pois, porque ser gentil custa muito, não é? E comer as sanduíches sozinha dá nisto.

  O assunto tem sido amplamente visto - ou espancado sem misericórdia por aqui - por isso não pretendo alongar-me em mais do mesmo ou debater ideologias, porque se há coisa feia é uma mulher que debate (principalmente se não houver necessidade). Lembro apenas que as mulheres sempre se manifestaram quando foi preciso, sempre governaram- sem subscrever ideais feministas e na maioria das vezes, muito antes tal coisa ser inventada. Em nome próprio ou fazendo o que sabiam fazer melhor, que era governar os homens sem  alarde. Porque sabem, estavam demasiado ocupadas, fartavam-se de trabalhar e por isso não lhes sobrava tempo para andar zangadas com o mundo, refilar nem filosofar sobre patetices.


1- (Beata) Madre Teresa de Calcutá: Prémio Nobel da Paz.
 “Uma mulher não pode tornar-se um sacerdote. Existe somente uma criatura na terra que poderia  dizer ‘Isto é o Meu Corpo, Isto é o Meu Sangue’, a Santa Virgem e ela não foi escolhida para ser um sacerdote.” 

Filha de ricos comerciantes, descobriu cedo a vocação religiosa e um manancial de heroísmo para socorrer os "mais pobres entre os pobres". Fundou a Ordem das Missionárias da Caridade, um hospital para leprosos, escolas...pelo seu incansável trabalho, viu a Ordem receber sanção canónica do Papa Pio XII (1950) e em 1965, o Vaticano reconheceu a sua Congregação como parte do trabalho da Igreja Católica Romana no mundo. Madre Teresa não tinha logicamente vagar para debater ideias como a "opressão das mulheres na Igreja", porque estava sempre ocupada a auxiliar os que eram realmente oprimidos e marginalizados, como os leprosos (sem medo de sujar as mãos) ou as mulheres que engravidavam como consequência de abusos, nos bairros mais miseráveis da Índia.


2- Iolanda d´Anjou: a "Rainha dos quatro Reinos".
Duquesa de Anjou e Rainha da Sicília, Nápoles, Jerusalém e Aragão, começou com apenas dezasseis anos a ajudar o marido a governar vastíssimos e conflituosos domínios. Actuou inúmeras vezes como regente e teve um papel determinante na Guerra dos 100 anos. No meio disto tudo conseguiu assegurar uma educação esmerada e um futuro brilhante a cinco filhos sem contar com o genro, o Rei de França... que se não fosse por ela, talvez as páginas da História se tivessem escrito de forma diferente. Outra senhora com pouco tempo livre...




3- Isabel II do Reino Unido
Com apenas 26 anos assumiu o pesadíssimo encargo de suceder ao pai no Trono, após a complicada reviravolta familiar que levou o Rei seu tio, Eduardo VIII, a abdicar. O facto de não ter sido preparada desde sempre para reinar não a intimidou...e o resto, todos conhecemos. Ainda Princesa, aos 18 anos foi nomeada conselheira de Estado (caso fosse necessário substituir o pai) e participou no esforço de guerra como motorista e mecânica. Actualmente, continua a demonstrar a mesma força de carácter - e não perdeu um milímetro da sua costumada elegância.


4- Caterina Sforza, Condessa de Forlì
Governava os seus domínios com, literalmente, mão de ferro. Fez frente a César Borgia. Além de guerreira exímia gostava de alquimia, de moda, de dançar...e foi mãe de uma data de pequenos. A "virago crudelíssima" não se sujeitava a estereótipos e fazia o que achava melhor. Passou à História como uma das mulheres mais fascinantes do Renascimento.


5- Lívia Drusilla, Imperatriz de Roma

 Mulher, mãe, avó, bisavó e trisavó de Imperadores, a Divina Augusta estabeleceu o padrão de virtude e comportamento para a matrona romana e "reinou" nos bastidores até à provecta idade de 86 anos. Era uma mulher virtuosa, de agudíssimo instinto político e que sabia mexer os cordelinhos por trás do pano sem que a sua voz fosse ouvida. Uma senhora, nem mais.

6 - Veronica Franco, a "cortesã honesta"

Uma das mais afamadas beldades venezianas do sec. XVI e por pleno direito, um dos seus literati. Mulher culta, ficou tão famosa como poetisa como pela sua beleza, colaborando ainda enquanto editora de diversas antologias.

7- Isabel I, "The Good Queen Bess"

Sobre a Rainha Virgem, também conhecida como "Gloriana" pelo brilho do seu reinado, pouco há a dizer de novo. O seu pai, o temível Henrique XVIII, toda a vida lamentou a falta de um varão legítimo, sem sonhar que a filha da infeliz Ana Bolena viria a honrar o Trono de Inglaterra melhor do que muitos homens. Isabel herdou tanto as melhores qualidades do pai como as da mãe. Não lhe faltava sequer um formoso talento para a escrita e um belíssimo sentido de estilo - mas facilmente trocava os elaborados vestidos por uma armadura, se preciso fosse.

8- Isabel, a Católica

Filha de Isabel de Portugal, Isabel, a Católica, a defensora da Fé, Rainha de Castela e Rainha Consorte da Sicília e de Aragão foi, com o marido, Fernando II, responsável pela unificação política de Espanha. O Papa Alexandre VI (também conhecido como Rodrigo Bórgia, e que enquanto cardeal, ajudara o casal a obter permissão do Papa Sisto IV para o casamento) concedeu-lhes o título de Reis Católicos, pelos serviços prestados à Igreja.
 Recordada pelo apoio a Cristóvão Colombo, a Rainha Isabel governou trinta anos, foi mãe de várias Rainhas fascinantes - Joana, a Louca, Isabel de Aragão, Rainha de Portugal, e Catarina de Aragão, Rainha Consorte de Inglaterra, a famosa 1ª mulher de Henrique VIII. Seria ainda avó do Imperador do Sacro Império Romano, Carlos I. Um bom exemplo de como um casamento funciona quando marido e mulher trabalham em equipa, e de uma mulher que sabia exactamente quando comandar e quando se submeter com graciosidade.


9 - Santa Catarina de Siena

Filósofa e Teológa italiana do século XIV, viveu apenas 33 anos: no tempo que passou na Terra ajudou a devolver o Papado a Roma durante o Grande Cisma do Ocidente e teve um papel crucial no restabelecimento da paz entre várias cidades-estado. Por esse motivo, é uma das grandes padroeiras da Itália e nos anos 1970 foi proclamada pelo Papa Paulo VI como Doutora da Igreja. Curiosamente, apesar de ter aprendido a ler depois de adulta, um dos seus escritos, "O Diálogo" é considerado um dos mais brilhantes da Igreja Católica.

10 -Leonor de Aquitânia

Belíssima, culta (falava oito línguas) e rica, a herdeira do ducado de Aquitânia era considerada um dos melhores partidos da Europa. Casada com Luís VII de França, acabaria por abandoná-lo para casar com Henrique II de Inglaterra: desta união nasceria Ricardo, Coração de Leão. Pelo meio, a voluntariosa rainha viveria inúmeras aventuras, incluindo a participação nas Cruzadas. 


Moral da História: mulheres muito belas, muito inteligentes e/ou de muito espírito não precisam de panfletos nem de movimentos. Vão, fazem o que têm a fazer e pronto, ninguém se lembra de as tentar impedir só porque são mulheres...








2 comments:

Inês Sousa said...

Obrigada por partilhar estas histórias de vida de Mulheres grandiosas e virtuosas e felizmente tantas há ao longo da história, que nos deixaram testemunhos de vidas onde o feminismo onde não fez falta nenhuma porque estas Mulheres souberam governar a sua vida com imensa sabedoria. Pena é que pouco ou nada disto se ensine às meninas feministas de hoje que só me fazem lembrar galinhas chocas

Imperatriz Sissi said...

Obrigada, inês :)
Convém transmitir a essas meninas, porque há tantos maus exemplos que elas esquecem os bons.

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