Recomenda-se:

Netscope

Wednesday, October 22, 2014

Palermices do dia: o espanholito arrivista e a Bridget Jones a fazer das suas.



Espanha ficou banzada com o alpinista-social-espertalhão-com-cara-de-bebé que conseguiu enganar meio mundo e até ser recebido por Filipe IV.

  Não sei porquê: única coisa que me espanta aqui é o ar de jardim escola do mocinho, que com vinte anos parecia ter dezasseis no máximo... quanto mais credibilidade para convencer alguém.
 De resto, não faltam peralvilhos ambiciosos, treinados nas vendas de batidos milagreiros da vida e ansiosos por aparecer, com lata e falta de escrúpulos para isso e para muito mais. Talvez tenham menos sorte ou sejam mais prudentes, mas o modus operandi e as motivações não diferem: ora trocando de partido político como de camisa, ora furando bolos em tudo quanto é organização ou ainda engraxando das piores maneiras quem encontram pelo caminho, os patos bravos deste género começam cedo. Coitadinhos, sentem-se complexados socialmente e inventam uma identidade lá mais a seu gosto, ou mais a condizer com a ganância que os move. Sociopatazecos destes são sempre ridículos e felizmente a maioria acaba assim, alvo de chacota. Moral da história: quando alguém sorri muito, se faz muito útil e fofinho e servil, há que ter as orelhas equipadas com radar, como o Casimiro...



E enquanto isso, o resto do planeta admirou-se muito com o novo rosto de Renée Zellweger. Não sei que diabos a actriz fez à cara, mas descaracterizou-se completamente. Se calhar o bronzeado e uma maquilhagem diferente ajudam à transformação, mas houve quem a confundisse com Cameron Diaz e a mim parece-me a Rainha Letizia!
 Onde estão o maxilar anguloso, os olhos achinesados e os lábios almofadados que eram a sua imagem de marca? 
 Não tenho nada contra pequenas intervenções de aperfeiçoamento ou para manter um ar jovem, mas bem dizia a avó que é pecado querermos ser muito diferentes daquilo que Deus nos deu. É que se corre o risco de ver uma estranha ao espelho, o que é no mínimo esquisito...
Porém (aqui entre nós que ninguém nos ouve) eu que até gostei muito de a ver em Chicago, sempre achei que a actriz era um pouco exagerada: estragar uma silhueta como ela tinha só para interpretar Bridget Jones, um dos piores exemplos jamais escritos para as mulheres? 



Não anunciava coisa boa. Bridget Jones era assim uma desgraça ambulante: desleixada, bêbeda, trapalhona, promíscua, um tapetinho sempre disponível sem um pingo de dignidade, e ainda se queixava da vida. Não sei como é  que as mulheres se identificaram com uma personagem tão patética e embora me tenha rido numa cena ou duas quando vi de relance os filmes na televisão, encolhia-me sempre que reparava nas bochechas encarnadas de Renée e no seu aspecto inchado.
 Quem faz uma faz um cento, logo não se admirem da mudança radical: é só mais uma. Há pessoas assim, que arriscam mesmo quando não vale a pena.

2 comments:

Sérgio S said...

Eu achava a Mademoiselle Renée muito gira, com os seus olhos muito caracteristicos. Mesmo mais rechonchuda não acho que ficasse mal, afinal para mim "uma gorda" não é aquilo. Agora ficou estranha. Parece um humanoide produzido em laboratório.

Inês Sousa said...

A minha avó Ana diria: Deus nos dê juizinho a todos até à hora da nossa morte. E cada vez mais se vê como faz falta ter um bocado de miolo. Enfim...

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...