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Saturday, November 22, 2014

Outra vez esse horror da kizomba, ou momento "If they don´t dance they are no friends of mine"




Esta semana tive *mais uma*  prova de que os aficionados da kizomba por este país não regulam, ou de que há pessoas totalmente cegas à sensibilidade dos outros.

 Por ossos do ofício já antigos acontece ter muita gente do meio artístico, da comunicação - fora a política, a sociedade e relacionados -  nas minhas contas de social media. Sabem como é, um amigo-de-um-amigo-de-um-colega que vai aparecendo e uma pessoa fica em modo " a tua cara não me é estranha" e lá aceita com as devidas restrições de privacidade, sem que de facto chegue a trocar palavra com tais "amizades".

 E realmente, alguns devem adicionar meio mundo com o único propósito de promover os eventos que se lembram de organizar...80% dos quais não têm nada a ver comigo. Normalmente ignoro - de lançamentos disto ou daquilo que nada me dizem a festas não sei de quê, há de tudo e apesar de julgar cá com os meus botões, não costumo dizer palavra para não melindrar ninguém, recuso e pronto...a não ser que apareça alguma coisa que vá contra os meus valores.

 E ultimamente andava a cansar-me de ser constantemente convidada para eventos que não me interessavam  na sua vigésima edição, enviados sucessivamente pelas mesmas pessoas com quem nunca falo, até porque não existe a opção "recusar convites desta pessoa". Bolas, eu já convidei (é raro, mas já aconteceu) amigos e tenho o cuidado de avaliar se o acontecimento em causa interessa ou não àquela pessoa, a proximidade geográfica, o perfil do convidado, etc. E caso recusem...bem, tenho alguma relutância em fazê-lo outra vez.

 Pois sim! Eu que tanto faço troça da kizomba, aqui no blog e publicamente nas redes sociais para quem quiser ouvir, volta e meia zás, lá aparecia um convite para  um divertidíssimo serão kizombeiro pejado de Carlões e Soraias com unhacas de gel e vestidinhos de lycra e divorciadas em ebulição romântica.

 Não sei se o faziam por ignorância, completa indiferença ou para fazer pouco de mim abertamente, mas enviei uma mensagem à pessoa pedindo que não me associassem a tais divertimentos, já que eu não os aprecio.

Pois bem, desamigaram-me logo (bons ventos os levem!) o que me deixou cá a pensar em três hipóteses:

a) Esta gente só quer amigos virtuais para promover as suas negociatas;

b) É tudo pela kizomba ou tudo contra a kizomba e eu escolhi o meu lado da barricada, a eles como Santiago aos Mouros;

c) Esta gente leva aquela cantiga que eu adoro, a Safety Dance, demasiado a sério: `cause your friends don´t dance and if they don´t dance they are no friends of mine. Faço figas para que não se lembrem de estragar a canção com uma versão akizombada by Anselmo qualquer coisa e companheiros. 




Não me faltava mais nada.





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