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Thursday, December 4, 2014

Boa atitude da semana: rir das ofensas


Já há umas semanas que eu via a circular por aí estes vídeos das celebridades a ler os tweets mauzinhos que lhes dedicam, mas como para mim o Twitter é uma chinesice e não ligo a TV a não ser para séries ou filmes que já saiba que quero ver, passou-me ao lado.

 Entretanto lá abri um, por curiosidade, e achei divertidíssima a reacção dos famosos - de várias áreas e idades - perante os "mimos" de que são alvo.  Pareceram-me mesmo chocantes os insultos que certas pessoas, refundidas atrás de um monitor, atiraram a alguns actores e apresentadores mais velhos, sem o mínimo de respeito.



                                     


Embora isso tenda a mudar - o enquadramento legal para a difamação na internet ainda está a ser definido em vários países - há quem ache que injuriar outrem publicamente não faz mal porque...bem, é a internet e não lhes vai acontecer nada. É caso para dizer que não perdem pela demora...

 No nosso país, basta visitar as páginas online de alguns jornais e abrir os comentários para ver o lado mais feio, grosseiro e sinistro do ser humano. Destilam-se por lá os ódios gratuitos, as invejazinhas, todas as feias e rasteiras frustrações. 



E os famosos são vítimas fáceis disto, porque para muita gente não passam de uma imagem distante, não são bem pessoas com sentimentos, família e uma sensibilidade exactamente igual à sua, que podem ficar magoados com aquilo que se escreve levianamente. Claro que quem é figura pública está mais sujeito a isso e deve construir uma carapaça para lidar com malucos, que é impossível agradar a toda a gente, mas...há sempre maneiras educadas de criticar. 

Para não falar de quem desenvolve verdadeiras obsessões com certas personagens - lembro-me de uma maluquinha que gastava os neurónios a injuriar a então Princesa Letizia em cada artigo que saía sobre ela. Devia ter uma paixão assolapada pelo actual Rei de Espanha e muitíssimo tempo nas mãos, coitada...

   Porém, com esta rábula de televisão o feitiço voltou-se contra o feiticeiro, porque os nomes de quem twittou foram divulgados e por sua vez, os autores receberam comentários mauzinhos dos fãs dos visados, para provarem do próprio remédio.




 Mas o melhor disto é a forma bem humorada como os insultados lidaram com a situação. Não que tivessem de o fazer - a maioria encontra-se lindamente na vida e com certeza que se está nas tintas para o que uns zés ninguém descarregam na internet, mas...manter sempre a classe e a indiferença é justamente o que estas pessoas querem. Por vezes, enfrentar um caluniador e rir-se na cara dele é o melhor remédio...

 Mesmo quem não é famoso já passou por coisas destas: há sempre detractores que agem sem qualquer provocação, que simplesmente se sentem incomodados, sem motivo justo, pela existência de A, B, ou C. Como diz o povo, é gente que não cabe.




 Quem ataca sem que lhe tenham feito mal algum e sem argumentos sólidos ou justos, só tem uma motivação: ressabiamento. Ou porque é uma pessoa muito feia, gananciosa, mal amada e falhada na vida e tudo lhe faz mossa, ou porque é isto tudo (ou a maior parte) e o alvo do seu ódio calha estar numa posição que lhe dava muitíssimo jeito a si ou a alguém da sua família.

O fulano que ocupa o cargo que ambicionava, a beltrana que namora com sicrano que lhe convinha tanto (para si ou para aquela prima feiota e encalhada) mas que nunca lhe deu troco, a fulana que leva uma vida aparentemente glamourosa sem ter (julgam eles) feito nada para merecer isso...tudo serve para insultar, inventar mexericos, descobrir defeitos à lupa, deitar abaixo, deturpar factos, exagerar outros, semear a discórdia, tecer intrigas e escrever ordinarices.

 Posso dizer com justiça que nunca vi ninguém ser incomodado por pessoas lindas, bem amadas e a quem tudo corre bem. Quem atira farpas sofre sempre de uma frustração grave qualquer, de um grande desgosto, de uma desilusão tremenda.

 Só que visto à luz da realidade, isto acaba por ser cómico. Quem se dá a tais assomos de criatividade e a canseiras para aborrecer outra pessoa acaba por lhe fazer um elogio. Arranjar-lhe aborrecimentos é uma forma de dizer "penso em ti 24 horas por dia" ou "que grande ameaça que és à minha felicidade" enquanto o outro não faz ideia de que o "inimigo" existe...

Resumindo, é isto: enquanto a vítima trabalha, passeia, leva a sua vidinha descansada, o caluniador perde horas que ninguém lhe devolve a tentar estragar tudo, de telemóvel em punho ou sentado ao computador. Patético ou ridículo? Ambos.

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