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Friday, December 5, 2014

Os pais que cancelaram o Natal...ou nem por isso.






"Quem se nega a castigar o seu filho, não o ama..."

Provérbios, 13-24

Um casal americano, farto do comportamento arrogante e ingrato dos seus três filhos, decidiu - depois de mil e um avisos - tomar a drástica medida de "cancelar" o Natal.

 A ameaça não é nova - quem em pequeno não foi recebeu a aterradora advertência de ficar sem presentes (ou receber carvão no sapatinho) se não se comportasse, que atire a primeira pedra - mas Lisa e John Henderson, temendo estar a criar pequenos ditadores que se acham cheios de direitos e sem nenhuns deveres, levaram mesmo o ultimato a consequências extremas.

Ora, é preciso ter muita firmeza para fazer isto. Cancelar o Natal é o castigo supremo, quase épico, de proporções bíblicas. Eu não sei se teria coragem, e a família foi bastante criticada por tal "crueldade". Uma coisa é certa, é um castigo inesquecível!

 Mas como os pais não se limitaram a devolver os presentes à loja e decidiram ir mais longe, envolvendo os rapazes de 5, 8 e 11 anos em diversas acções de caridade, a experiência está a acabar por não ser tão má como isso...antes pelo contrário.

 Depois de um grande e compreensível berreiro, os pequenos acabaram por se envolver no processo e entusiasmar-se com a alegria de dar (algo que faz falta a muitas crianças). A família decidiu concentrar-se mais no significado verdadeiro da quadra e no Menino Jesus: os três rapazes ofereceram os presentes que seriam para si a instituições, escrevendo cartas ao Pai Natal para que encontrasse destinatários que precisassem mais deles; a família gastou o dinheiro que seria empregue noutras coisas a enviar roupas a vítimas de um tufão nas Filipinas e vai receber idosos solitários à mesa na noite da Consoada. Segundo a mãe, tem sido uma quadra mágica e rapidamente se esqueceram dos brinquedos.

 É claro que as três pestinhas - Caleb, Davis e Beckham - vão receber lembranças de outros membros da família que não aderiram ao embargo, mas a mãe acredita que irão apreciar muito mais alguns presentes seleccionados do que uma montanha de coisas supérfluas que esqueceriam uns dias depois.

 Não digo que isto funcione para toda a gente, mas de certeza que esta família terá um Natal especial, no mínimo, e que a lição aprendida vai ser determinante para estas crianças no futuro.

 As Festas, se focadas só nos presentes, perdem muita da sua magia; sem a perspectiva espiritual e sem partilha, não tem metade da graça. Sempre adorei o Natal, mas lembro-me de achar também que era uma época um pouco triste por haver quem não a possa festejar e muito Menino Jesus por aí, a dormir em palhinhas - exercitar a sensibilidade e empatia dos mais pequenos diminui este desconforto, se o sentirem. Além disso, ajuda-os a não esquecer aquilo que é mais importante... bem como a não competir para ver quem recebeu mais presentes e pelo contrário, a concentrar-se nos que têm menos.

Cancelar o Natal, não digo - mas devia ser obrigatório devolver ao Menino Jesus algumas das suas amabilidades todos os Natais. De pequenino...

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