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Tuesday, December 2, 2014

Quando as mulheres são mandonas, dá nisto.


Quem ontem acompanhou a mid season finale de The Walking Dead, ficou provavelmente surpreendido com o desfecho da relação entre Beth e Dawn (não vou revelar para quem ainda não viu, já bastou o disparate da AMC que deixou os fãs furiosos).

 Mas desde o princípio, a personagem da mulher polícia que liderava com pulso de ferro o grupo de sobreviventes no hospital de Atlanta pôs-me os nervos em franja. Não só pelo suspense da série mas porque o seu comportamento autoritário, histericozinho e exagerado me deixava arrepiada. Parecia um estereótipo da mulher poderosa com ataque de TPM...só que não. Muita gente já se cruzou com mulheres assim ou pior, teve uma chefe desse género. Uma mandona desarranjada dos nervos, uma Rainha do Sabá. 

 Pessoalmente não me posso queixar porque as mulheres com quem trabalhei eram bastante razoáveis, mas já testemunhei casos suficientes de "senhoras" que não sabem impor respeito: é um comportamento que se vê muito, infelizmente, na política e noutros lugares de destaque...a atitude de pata choca.

 Ainda ontem entrei numa loja de cosméticos que também tem gabinete de estética, à procura de um produto que não sabia se tinham ou não. Não estava ninguém ao balcão, as funcionárias andavam lá para dentro. Preparava-me para dar uma volta pelos expositores, quando ouço a chefe berrar com as coitadas das manicuras "VOCÊS NÃO SE ATREVAM A VOLTAR A LIMPAR COM PAPEL! AI DE VOCÊS SE NÃO USAM UM PANO!!!!" e coisas deste jaez, que me fizeram pensar que uma loja com uma líder daquelas era o pior sítio do mundo para se estar na eventualidade de um apocalipse zombie. Fugi sem esperar que me atendessem (e sem esperar para descobrir o que aconteceria se não usassem um pano!) e nunca mais lá volto, nem que tenham tudo em liquidação...

Habituadas a ter de se esforçar o dobro para conseguir chegar a algum lado e a falar alto para se fazer ouvir (julgam elas) há mulheres que exageram, que apreciam mais o acto de mandar do que a eficácia e assim desperdiçam as suas boas qualidades (inteligência, capacidade de adaptação, versatilidade) em prol de um suposto "ar de comando". Resultado: vozes de cana rachada, gestos exagerados, modos de Hitler, todo um aparato descomposto e chinfrim que contribui para que os homens digam "uma mulher não sabe mandar".

E quando perde a serenidade, não sabe mesmo...




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