Recomenda-se:

Netscope

Friday, November 24, 2017

Até para uma Kardashian isto é demasiado.





Para negligee até não estaria mal. Só que é um vestido.

O meu maior problema com as irmãs Kardashian (ou as "Kardashonas" como o meu caro irmão lhes chama) nem é tanto as raparigas em si, ou o que fazem ou deixam de fazer (não acompanho o programa, logo algumas das suas piores tropelias escapam-me, mas acho que tenho visto por aí anónimas a ter comportamentos bem piores).

O que me faz espécie é sobretudo a forma como saltaram para a fama - ou seja, a cavalo das acrobacias íntimas da menina Kim e sob o chicote de uma mãe loucamente ambiciosa.

Alguém que fica famosa em tais circunstâncias não pode, no meu livro, vir a ser uma celebridade de pleno direito, por muito que até prove o seu valor como entrepeneur (um talento que, inegavelmente, a família possui) ou, numa linguagem mais actual, como influencer. Talvez o defeito seja meu, que não consigo abarcar o conceito da fama pela fama ou da fama via Instagram.

A única fórmula matemática que vagamente concebo para aceitar Kim e companhia como famosas é pensar nelas como se pensava antigamente acerca das cortesãs célebres(ou cocottes): as "grandes horizontales" chamadas assim por terem, precisamente, subido horizontalmente na escala social à custa de serem glamourosas e das suas aventuras de alcova.





O paralelo possível que me ocorre estabelecer é mesmo Kim Kardashian ser a Belle Otero, a Liane de Pougy, a La Paiva, a La Barucci do sec. XXI. Numa versão menos sofisticada e com uma entourage mais plebeia e infinitamente mais reles, mas seja.

No entanto - honra lhes seja feita -apesar de alguns valentes deslizes e de umas escorregadelas vulgares no que toca às fatiotas, eu não detesto tudo o que as irmãs usam ou vestem. É pior o que comunicam (e a forma como as admiradoras as imitam) do que os trajes das irmãs per se.
Kim não se sai mal de todo quando não ouve cegamente as ideias fashionistas do marido, Kendall faz o seu papel como modelo e tenho de reconhecer que Kylie sabe do que fala quando se trata de maquilhagem. A César o que é de César.

Em suma, nem sempre o que as irmãs vestem parece barato, ordinário e medonho. Só às vezes.


O pior é que quando uma pessoa até já está em modo "se não as podes vencer, ao menos aceita a sua existência", a normalizar a fama das Kardashian lá na sua cabeça, vem uma delas e zás: faz algo que nos faz dizer, como se diz no Brasil (sic): assim fica difícil te defender, né?


Isto para vos contar que ia eu muito descansada para apanhar o metro quando me deparo com Ms.Kardashian nestes lindos preparos:




E não, não é um anúncio de lingerie. Acontece que Kourtney (a irmã menos famosa?) fez  uma parceria com a Pretty Little Thing- uma loja online de roupa tipo Bershka, dessas baratinhas com trapos trendy e de curto prazo, uns pavorosos, outros aceitáveis como é normal nestas lojas - muito popular aqui no Reino Unido. 

A Pretty Little Thing é, como seria de esperar, uma lojinha muito do agrado das teenagers e sobretudo, das serigaitas, embora tenha um bocado de tudo e até se encontrem por lá algumas coisas bastante engraçadas e normais (como calças de cintura subida e vestidinhos).

Tendo em conta que nem tudo o que a Pretty Little Thing faz é medonho e que Kourtney Kardashian nem costuma ser a mais espampanante da família, seria de esperar que a Kolecção Kápsula da Kardashian não fosse totalmente de fugir.


Kourtney Priscila em modo serigaetae pavonis maximus


 A moça até é mãe, logo ...sei lá eu, a imaginar qualquer coisa, eu contaria com algo mais prático e mais comum, embora justíssimo e a tender para o pindérico, Kardashian style. Mas não. A menina achou que não basta vestir como uma Kardashian- é preciso que o público compre a versão mais exagerada e caricatural de uma Kardashian. ´Tá bem então. 




Serigaitae Dominatrix Supremis?


Entre vestidos mínimos de fazer corar uma stripper, muito poliéster, muita transparência, muito brilho (tinha de ser) esta colecção cápsula (que podem ver na íntegra aqui) é, enfim, um verdadeiro guarda roupa de serigaita que decide abraçar a sua meretriz interior e gritar ao mundo: "dane-se, vou sair do armário e já que nenhum Carlão me assume, assumo-me eu como a maior galdéria que já se viu".
Só se salvam uns macacões, um vestido camiseiro e uns botins que, se fossem num material nobre, teriam a sua piada. O resto não é só mau- é perigoso. Vai haver decerto  meninas dos seus quinze anos com pais negligentes a comprar estas porcarias.

E depois é assim: queixam-se de que o mundo embirra com as Kardashian, e que ninguém as respeita e tal. Mas a fazer coisas destas, querem simpatia? Não, minhas meninas. Ainda não foi desta que me enganaram.

Tuesday, November 21, 2017

Geração Floco de Neve: a cura certa e infalível



Por aqui já temos falado bastante da geração floco de neve - um fenómeno que cresceu loucamente nos Estados Unidos durante a administração Obama graças à propagação de ideias marxistas e liberais esquerdoides, mas que se tem espalhado um pouco por toda a parte via redes sociais - ou seja, ao facto de todo o mundo ter tempo de antena para se queixar das coisas mais parvas.


Nota: esta cena aconteceu mesmo. Não é ficção.
Para quem anda mal informado, a Geração Floco de Neve ofende-se com tudo: vê micro-agressões, racismo, sexismo, apropriação cultural, gordofobia, slut shaming, body shaming, assédio, bullying e ódio em toda a parte. Sente-se "espoletada" ("triggered") por qualquer alfinete, tendo (ou fingindo) ataques de pânico à mínima coisa. Basta alguém discordar de alguém, criticar ou fazer uma piada sem má intenção, para lançar uma convulsão de choraminguice com direito a queixa formal.




A doideira é tal que já não se pode brincar com nada - há mesmo humoristas famosos que se recusam a actuar em campus universitários-graças aos protestos dos Social Justice Warriors de serviço e em certas universidades foram criados "espaços seguros" para os estudantes terem os seus chiliques à vontade (fanicos esses motivados por coisas tão ridículas como "livros perturbadores" (como falámos aqui) ou aplausos (como discutimos aqui) ou um colega ou professor dizer que votou em Donald Trump. Como a série Family Guy satirizou brilhantemente, "não existem piadas - vivemos num mundo pós piadas".



Os flocos de Neve acham-se com direito a tudo, dizem-se socialistas ferrenhos mas não passam sem as regalias do capitalismo, como os cafés cheios de xarope da Starbucks e os Iphones (normalmente pagas pelos pais capitalistas) e em suma, são bons discípulos de Justin Trudeau (um dia tenho de falar aqui de Justin Trudeau): meninos mimados incapazes de fazer pela vida, mas que se acham muito bonzinhos. Uns wannabe hippies a quem falta a pureza e estilo dos hippies, e que para defender "a paz e a igualdade" não hesitam em recorrer à violência. Ai de quem se atreva a discordar deles!



Os floquinhos de neve odeiam a sua pátria e a cultura ocidental que lhes permite todas as suas liberdades, luxos e doideiras, mas não vivem sem as regalias da tal cultura opressora (nomeadamente, internet livre para ventilarem os seus disparates). Todos querem ser considerados lindos e extraordinários, mesmo que façam de propósito para serem exactamente o oposto. Para eles, tudo é  subjectivo: as relações são líquidas e casuais, o género é fluido, o bem e o mal são relativos, os padrões de beleza não existem, as recompensas não dependem do mérito porque todos são especiais (especialmente eles próprios) tudo devia ser grátis e a verdade não vale um chavo porque os sentimentos são mais importantes do que os factos.



 Os rapazes são geralmente efeminados e supostos defensores das mulheres (como o Cavaleiro Andante dos Pensos Higiénicos, de quem falámos há tempos) e as raparigas umas feminazis de carteirinha que passam o seu tempo em protestos e nos copos, e depois reclamam que não há homens de jeito. Gastam o dinheiro da família tirando licenciaturas que não têm empregabilidade (como estudos feministas ou sociologia das minorias ou coisa que o valha) e que lhes permitem dissertar à vontade sobre Justiça Social, unicórnios e duendes, mas depois refilam contra o Capitalismo por não terem carreira que se veja. Fazem por ser bizarros para dar nas vistas o mais possível e poderem queixar-se de serem apontados. Resumindo, são uns inúteis orgulhosos do seu diletantismo, que ainda por cima nem é um diletantismo artístico e interessante como o do Carlos da Maia, e vivem numa histeria, delírio e paranoia permanentes. São fases- dir-se-ia em tempos. Mas o pior é que isto agora é levado a sério e apoiado por certos média como uma espécie de salto evolutivo para uma nova sociedade.






Quando pensamos que há 70 anos, jovens dos seus 18 se dispuseram a morrer valentemente na II Guerra (e por seu turno, as raparigas dessa geração eram snipers ou trabalhavam nas fábricas a montar bombas) e comparamos isso com estas amostras de gente... é de uma pessoa se benzer. Lá dizia o outro: tempos difíceis geram homens (e mulheres) de valor. Tempos fáceis geram homens fracos.

Pois bem, na minha família nunca houve flocos de neve nem tolerância para gente fraquinha do miolo.


Os remédios eram prontos e eficazes, por isso sugiro que sejam empregues quanto antes nas escolas e faculdades, antes que estas se tornem viveiros de gente doida. Eis o que os meus pais, avós e parentes disseram toda a vida a quem se atrevia a ter "chiliques":

- Vai correr para o pinhal que isso passa-te.
- 30 abdominais e 25 flexões- no chão, já!!!
- Pega num paninho e limpa (o chão, o carro, as janelas) para te acalmares.
- Bico calado que eu com essa idade tinha X homens sob o meu comando.
- Vai à Missa que isso passa (a recomendação ou ameaça do Terço também surtia logo efeito).
- Pega-te com Deus, filha.
- Bolinha baixa rente à relva!
- Pouca vergonha!
- Nem pense que vai sair à rua nessas figuras.
- Há muita louça para lavar e lenha para carregar cá em casa: trate disso que os nervos passam.
- Leva uma tareia que chora com razão.
- Os nervos tiram-se com um pau (sacando da colher de pau).
- Vá varrer as escadas que aqui não há pão para malucos.
- (*Inserir tarefa*) Aqui não há pão para malandros.


Bem diz o povo: chinelo canta, moral avança. Ou "casa que não é ralhada não é casa bem governada". E a sociedade começa em casa, não nos enganemos...


Mas esperem- nem é preciso virem para minha casa. Se pensarmos de acordo com as ideias de esquerda que estes meninos tanto apoiam... nem o proletariado oprimido teria pachorra. Mao Tse Tung mandava-os para os campos vergar a mola que era um gosto, porque apesar de tudo nem ele gostava de alminhas delicadas. O próprio Che Guevara, que estes "equalitários da treta" tanto idolatram, era capaz de lhes espetar um balázio quando visse como se ofendiam com tudo. E se fossem para os países islâmicos que tão afincadamente defendem, tenho para mim que de cem chicotadas bem merecidas não se livravam...

Em resumo: flocos de neve, ninguém gosta de vocês, porque ninguém gosta de palermas. 
Agora venha 2018, porque 2017 foi cheio disto e está tudo farto.





Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...