Recomenda-se:

Netscope

Showing posts with label Brigitte Bardot. Show all posts
Showing posts with label Brigitte Bardot. Show all posts

Saturday, May 14, 2016

12 maneiras de usar cor-de-rosa...sem parecer uma flausina


Ultimamente, temos brincado bastante por aqui com o uso e abuso do cor-de-rosa-serigaita (uma cor obrigatória para qualquer serigaita que se preze) e seus derivados em bâtons, roupas, adereços, caderninhos, logótipos, etc. Demasiado cor de rosa (e o cor de rosa errado) numa mulher adulta pode passar uma imagem infantil e menos séria, além de que poucas mulheres saem favorecidas com um bâton "rosa clarinho a parecer doente".


Pesadelo cor-de-rosa.

Ora, há dias tive ocasião de adquirir por muito bom preço uma clutch Daniel Swarovski toda em cristais que, só por acaso, era cor de rosa. Ia prescindir dela por causa da cor (e vá, por ser cor de rosa *e* ter brilhinhos que por acaso eram Swarovski)?
Não, era só o que faltava. Lá porque há quem difame a cor com o seu mau gosto, não quer dizer que as pessoas de bem deixem de poder usar a versão boa e sensata das coisas.
Vejamos algumas situações em que o cor-de-rosa vai bem e até se recomenda. Ou seja, cor de rosa livre de pinderiquice:


1- Numa Oxford Shirt



As camisas informais de algodão ou cambraia resultam bem não só em branco, cru ou no tradicional azul, mas em rosa - até para homem. Dão invariavelmente bom ar, têm um aspecto fresco, honesto, clean e ficam amorosas sem cair no pueril ou no piroso. Basta usá-las com uns jeans claros de bom corte para ficar imediatamente elegante. Ralph Lauren e Tommy Hilfiger, entre outras marcas, fazem modelos lindos que apetece coleccionar.

2- Num sundress estilo Lilly Pulitzer




Os shift dresses leves de algodão em cores alegres, popularizados a partir da década de 1960 pela  socialite-tornada-designer Lilly Pulitzer, alcunhada "Rainha do Preppy", (e que tanto ficam bem numa ida à praia como num piquenique um bocadinho mais formal) são uma forma elegante de usar - ou incluir - o cor de rosa. Claro que um Lilly Pulitzer original é o máximo, mas muitas outras marcas fazem este tipo de vestido com estampado bonitinho. Até já os tenho visto nas colecções de Verão da H&M. Como são soltos, despretensiosos e não revelam demasiado, suportam bem o rosa (e outros tons mais "ameninados") sem deitarem a sofisticação a perder. Ideais mesmo para um almoço casual da empresa ou para conhecer os pais "dele".

3- Num belo serviço de chá



Ou de mesa. Pessoalmente sou uma grande fã da porcelana tradicional inglesa e fico feliz quando acrescento peças vintage em rosa à minha colecção, mas há diferentes serviços florais igualmente lindos, como Limoges. E claro,  não faltam variedades de chá de rosas (com violetas ou rooibos + rosa e especiarias, por exemplo) que são uma delícia!

4- Nos tons e materiais certos



Em nome do bom gosto há que fugir de nuances arroxeadas, ácidas ou infantis como rosa-Barbie, rosa-bebé berrante, rosa pastilha elástica, rosa-fluorescente e outras variantes do rosa-serigaitafuchsia-serigaita, flamingo shocking pink (salvo numa peça Elsa Schiaparelli autêntica ou coisa que o valha, embora o "rosa choque" de Schiaparelli, descrito pela própria como "brilhante, impossível, impudente, apropriado, vivificante"...fosse muito menos vivo que o "rosa choque" hoje usado pela maioria). 

Principalmente se falarmos de tecidos ou acessórios de qualidade e precedência duvidosa. Como qualquer cor chamativa, o rosa exige materiais bons para funcionar. 
Mas há muitos tons  de rosa bonitos, adultos e apropriados, que iluminam a pele: basta inspirar-se nos tecidos e padrões dessa cor utilizados por marcas como Burberry, Ralph Lauren e Vivienne Westwood.  Ou seja, rosas passíveis de usar quer em peças simples de algodão, pele ou malha, quer em vestuário e acessórios festivos ou mesmo num statement coat: regra geral, são apropriados tons claros estilo ballet, mortos ou de jóia e por outro lado, mais quentes e abertos como variantes de nude, alperce, pêssego e salmão, rosa-quartzo, rosé ou champagne, rosa-velho, rosa-chá, mármorecamélia, rosa-escuro...



5- Num belo vestido formal



Dolce & Gabbana, Lanvin e Vivienne Westwood, entre outras Casas de Moda, têm mostrado que o rosa (como outras cores de jóia: amarelo, verde...) é uma boa alternativa ao preto e encarnado quando o assunto é traje social.

 Infelizmente, os horrores de musselina e tafetá sintético, estilo rebuçado ou suspiro, que para aí vemos em casórios e bailes de finalistas dão-lhe má reputação. 

Mas um vestido simples e bem cortado de cocktail/gala/noite/baile num padrão bonito (floral, tartan...) ou liso, de tecido rico num dos tons acima descritos pode ficar um espanto.
Ressalve-se para isso a necessidade de um corte fabuloso e modelo simples, bem como a vantagem (e a obrigatoriedade) de quase dispensar acessórios, pois a cor já dá nas vistas. Há tempos usei um vestido rosa-velho floral que foi bastante elogiado numa festa de alguma formalidade. Pensemos em eras como a Belle époque ou a Renascença, quando rosas pêssego ou velho eram moda.
Também um vestido de noite em seda indiana bordada a ouro num rosa-escuro-quente é o máximo, por exemplo. Se tiver uma costureira competente para transformar um sari num sheath dress, fica a dica.

6- Num bâton nude rosado ou rosa camélia



Ao contrário dos "rosas clarinhos" (os nacarados então são do piorio) ou dos "rosas choque" frios a tender para o roxo, que além de serem quase sempre de gosto questionável ficam mal à maioria, os rosados cálidos quer em nude (rosa velho) quer em tons vivos, dão luz ao rosto, boa cara e realçam os traços. Para encontrar o rosa vivo certo, procure entre os encarnados e não nos rosas, que quase sempre têm uma boa quantidade de pigmento azul, o que resulta naquele mau ar de Barbie de feira ou de "doente". 

7- Num twin set ou cardigan de algodão (ou melhor ainda, caxemira)



Inspirado no vestuário de ballet ou em Chanel e Jackie Kennedy, é um clássico do mais preppy que se pode.

8 - Em sombra rosa chá



Mais aberto que o bege ou taupe comum, é uma base perfeita para vários jogos com sombras ou - o meu preferido - para dar luz ao cat eye. Bastam umas camadas de máscara et voilà.

9- Num bouquet



A César o que é de César. Há rosas magníficas de todas as cores (as minhas preferidas são chá, brancas e encarnadas) mas o tom que deu o nome à flor nunca fica mal. São rosas, Senhor!

10- No nome

É um nome bonito, clássico e que foge às modinhas. Desde que usado a solo ou em combinações simples (e.g: com Maria) e não acompanhado de extravagâncias, estilo Marlene Rosinha (é esquisito, mas juro que tenho visto) ou empregue em noms de guerre serigaitos estilo Julyanna Rosy (igualmente verídico, mais coisa menos coisa). Variações medievais ou shakespearianas como Rosicler ou Rosalinda devem ser manuseadas com cuidado, não vá o diabo tecê-las, mas cada caso é um caso...

11- Em padrões e texturas intemporais



Dos quadradinhos vichy popularizados por Brigitte Bardot ao Chanel de bouclé de lã usado por Jackie Kennedy, passando por variantes do mesmo em tweed, sem esquecer o tartan (Burberry e Vivienne Westwood), o clássico desenho windowplane (ou de resto, qualquer padrão "pano de cozinha" para camisas ou vestidos),os  florais de bom gosto como os supracitados Lilly Pulitzer, um brocado sóbrio ou um bordado inglês, a receita para usar rosa em estampas/texturas é mesmo não inventar, cingir-se ao mais clássico e não fazer nada que Grace Kelly ou Audrey Hepburn não fizessem.

12- Em beachwear




 Seja num bikini padrão vichy estilo vintage, num luxuoso La Perla coral ou camélia ou num páreo de inspiração havaiana, se há lugar onde se pode brincar com cores alegres com menores chances de erro, é a praia (ou piscina, vá).


E claro, pode sempre ver-se La Vie en Rose com óculos dessa cor (metaforicamente falando; no sentido literal já não se recomenda...).

Friday, June 19, 2015

Um momento de absoluta beleza (que não se repetirá)



Londres, 1956 - no âmbito da Royal Film Performance, o Palácio de Buckingham reuniu três mulheres magníficas - a Rainha Isabel II, Marilyn Monroe e Brigitte Bardot. (Anita Ekberg também lá estava, como outras estrelas, mas três é a conta que Deus fez e juntar BB e Marilyn com a Rainha equivale a uma conjugação astrológica rara e auspiciosa!).


 Sua Majestade e Marilyn, ambas com 30 anos e no auge dos seus encantos; Brigitte muito ingénua como uma debutante. Todas belas e graciosas, como seria de esperar  - Monroe roubou as atenções usando um vestido em tom de ouro que não falhava o protocolo por um triz - com umas spaghetti straps só para não dizer que não levava alças - revelador mas tão lindo, tão admiravelmente feito, moldando-a como uma estátua, que se lhe perdoa tudo.


Eram outros tempos, outro rigor, outra elegância e outro impacto. Vale a pena ver o vídeo do evento - recuperado e recentemente divulgado no Instagram da Casa Real - e a entrevista de Brigitte Bardot sobre o seu encontro com Marilyn no dressing room das senhoras:


 É nestes testemunhos que se percebe a diferença entre uma mulher bonita e um ícone - no verdadeiro sentido do termo, não com o facilitismo barato que lhe atribuem hoje a torto e a direito... 

Brigitte não era só uma beldade capaz de encostar a um cantinho a maioria das celebridades actuais: com toda a sua rebeldia, possuía elegância interior; tanta, de facto,  que apesar da sua aura - e das incontáveis imagens- de sex kitten, nunca foi vulgar. E é essa elegância que fica clara na forma como fala de Marilyn: "nunca me comparei a ela, porque a considerava  tão acima de mim!"


 Havia de ser hoje, na era das provocaçõezinhas virtuais e em que se acha moderno e engraçado chamar "bitch" umas às outras...mas de uma coisa tenho pena: que não existissem selfies nessa altura. Não encontrei um único retrato das duas juntas. Temos de nos contentar com as fotografias oficiais, e muita sorte... 


Friday, April 27, 2012

Very Stylish ladies


Jane Birkin x Kate Moss
Existem as raparigas da moda. E depois há as mulheres com estilo. Ícones cuja elegância transcende o passar do tempo e o mero aspecto físico: uma combinação de carisma, luz interior, inteligência, gosto, imaginação, classe e saber estar. Décadas depois, os seus retratos continuam a fazer sonhar designers, artistas e fashionistas em todo o planeta. Há várias musas incontornáveis - como Twiggy, Audrey Hepburn e Elizabeth Taylor -mas destaco as minhas favoritas: 

Marilyn Monroe



Mais importante do que a sua aura de sex symbol supremo, é o seu estilo. Este pode parecer elaborado ou glamouroso, mas era construido em passos simples e eficazes. Marylin sabia como vestir: tirava partido dos seus pontos fortes e da espectacular figura de ampulheta, combinando como ninguém sensualidade, elegância e fragilidade.
" Gosto de estar bem vestida ou inteiramente despida: não me preocupo com o meio termo" era o seu lema.

Looks e peças chave

O figurinista William Travilla e o maquilhador Whitney Snyder foram responsáveis pelos looks de Marilyn na tela, mas não restam dúvidas quanto à habilidade da talentosa actriz para aplicar esses conhecimentos no seu dia a dia. Saias lápis, camisolas fofas de boa qualidade, decotes amplos, sheath dresses bem cortados, saltos altos Ferragamo, vestidos de algodão cintados, casacos cingidos ao corpo, jeans ou calças clássicas e adereços em pele
compunham o seu visual. Marilyn também preferia cores sólidas e clássicas : encarnado, creme, bege/champagne, verde escuro, branco e preto. Consciente do impacto do cabelo e pele clara,  procurava manter a cútis imaculada e usar sempre uma peça luminosa (creme, bege ou champagne) perto do rosto: pérolas ou uma estola de pêlo nesses tons.



Brigitte Bardot

 Começou a sua carreira como bailarina - o que lhe garantiu um porte gracioso - mas tornar-se-ia uma verdadeira musa europeia ao longo das décadas de 50 e 60. BB era a imagem da fescura e sex appeal. Também ela representava a fórmula olhos grandes + cabelão fabuloso + lábios de almofada. As suas curvas e beleza super feminina valeram-lhe a alcunha de "sex kitten". Ajudou a popularizar o bikini. A sua influência na moda mantém-se até hoje e foi uma inspiração para outros ícones, como Kate Moss.
                                                                  Looks e peças chave
O seu estilo era uma mistura entre o chic francês, classe e sensualidade. Bardot insistia em usar peças feitas por medida, tipo alfaiataria, que evidenciassem a sua cinturinha minúscula. Também preferia peças simples e clássicas e trouxe para a rua alguns elementos do ballet, como as sabrinas, as meias pretas e as fitas de cabelo. Casacos assertoados com vários botões, cintos grandes, vestidos de dia amorosos, skinny jeans, calças capri, polka dots, riscas náuticas, estampado vichy, blusas de camponesa, cardigans, calções e saias de balão marcaram os seus visuais. O famoso decote que expõe ambos os ombros, e que usava tantas vezes, ficou conhecido como "Bardot neckline". Botas overknee, peças pretas e blusões de cabedal também fizeram parte da sua imagem durante os anos 60.


                                  Jackie Kennedy



































A mais famosa primeira-dama dos EUA é uma referência intemporal de estilo, graça e elegância. Jacqueline Lee Bouvier nasceu na elite da sociedade nova iorquina, no seio de uma família de origem francesa, irlandesa, escocesa e inglesa. Frequentou a Sorbonne e trabalhou como jornalista.  Em 1953, casou com o futuro Presidente dos Estados Unidos, John Kennedy. Em 1960 tornou-se a mais jovem primeira dama do país, com 33 anos de idade, imprimindo um novo estilo à Casa Branca: era imensamente popular não só junto do público americano como entre as individualidades estrangeiras, artistas, escritores, cientistas e diplomatas, que eram convidados frequentemente para cocktails e festas descontraídas na residência presidencial. O seu estilo pessoal - espartano, requintado e sem direito a erros- foi inicialmente inspirado em Audrey Hepburn. Fascinada pela imagem Old Hollywood da actriz, Jackie encomendou à casa Givenchy o design do seu guarda roupa, que rapidamente adaptaria aos seus gostos e personalidade, como uma segunda pele.



 Looks e peças chave:

Jackie regia-se pelo conforto e simplicidade.  O seu sentido de requinte e de ocasião - sabia sempre vestir-se conforme o evento e os convidados, mesmo nas situações mais delicadas- continuam insuperáveis. Quando visitou a Índia, optou por um outfit mais conservador do que em qualquer evento americano: esta sensibilidade e capacidade de adaptação tornaram-na sinónimo de classe. O seu guarda roupa, embora adequado à sua idade e figura esguia, não permitia fantasias nem exageros. Usava pouquíssimos padrões, embora ocasionalmente vestisse peças com riscas, um windowplane plaid ligeiríssimo ou aplicações brilhantes em tons pálidos. Preferia as peças por medida e suavemente estruturadas: casacos Chanel, trench coats, sobretudos cintados, vestidos com poucos adornos e sem mangas, saias de linha A Dior, calças de cintura subida ou os famosos jeans brancos (combinados com blusas, camisolas de gola alta ou sweaters de cachemira) longos vestidos cai cai, de decote barco, portrait ou decotados nas costas, vestidos sheath (simples para odia, longos e acetinados para a noite) fatos de saia casaco neutros ou escuros. Era igualmente parcimoniosa nos acessórios:  lenços Tiffany sobre os ombros, longas luvas brancas, pumps, grandes óculos escuros, pérolas, pregadeiras, os pequeninos chapéus "pillbox", cintos de cabedal, carteiras sóbrias, algumas pulseiras e brincos compunham a sua colecção, mas raramente usava mais do que dois em simultâneo. Rosa, amarelo, encarnado, marfim, preto e azul marinho eram as suas cores de eleição.






Marisa Berenson




Rompeu os cânones das modelos gélidas e reservadas, de maçãs do rosto altas, típicas dos anos 50 e assumiu-se como a cara dos anos 60 e 70. Marisa era filha de Robert Lawrence Berenson, um diplomata judeu convertido em homem de negócios, e da Condessa  Maria Luisa Yvonne Radha de Wendt de Kerlor (mais conhecida como Gogo Schiaparelli). Os seus avós maternos eram o Conde Wilhelm de Wendt de Kerlorde - famoso medium e teósofo- e Elsa Schiaparelli, fidalga napolitana e couturier incontornável, rival de Coco Chanel.
 Era inevitável que Marisa tivesse estilo a correr-lhe nas veias. Com traços exóticos ( combinação de sangue lituano, suiço, italiano, francês e egípcio)  corpo delicado e enormes olhos verdes, rapidamente se tornou uma das modelos mais bem pagas da indústria- amadrinhada por Diana Vreeland, a lendária editora da Vogue-  e a incontestável " Queen of the Scene". Era uma grande amiga de Diane Von Fustenberg e Andy Warhol. Fez sucesso em momentos icónicos do cinema (A Morte em Veneza de Visconti, Cabaret de Bob Fosse e Barry Lyndon de Kubrick) e Yves Saint Laurent chamou-lhe " the girl of the 70s" . Hoje mantém-se fabulosa (em 2011, desfilou para Tom Ford) e uma inspiração para modelos e designers por todo o planeta. Top models como Carla Bruni, Christi Turlington e Natalia Vodianova foram fotografadas com looks a recordar Marisa Berenson, ou mesmo apontadas como suas sucessoras.

Looks e peças chave:
A maior qualidade de Marisa era a sua versatilidade: encarnava com graça diversas tendências. Podia ser andrógina, aristocrática, feminina, rebelde, bem comportada, uma swinging girl ou hippie. Padrões ricos e vibrantes (como os de Emilio Pucci) brocados, veludos, rendas, fatos Chanel,  túnicas, cores fortes (lima, verde água, melancia, laranja, roxo, fuchsia...) tanto nas roupas como na maquilhagem, chapéus floppy e turbantes, casacos estruturados linha A, casacos de cabedal, lenços e acessórios fantasiosos faziam parte de um look, trendy e divertido, que oscilava entre o puro clássico e o bohemian chic sem nunca perder a sofisticação. As cores fortes e muitas camadas de máscara nas pestanas também faziam parte da sua imagem de marca.



Jane Birkin



A actriz e modelo britânica Jane Birkin é a verdadeira wild child dos anos 60, a mistura quintessencial entre o chic parisiense e a fleuma inglesa. Chegada da frenética Londres - meca da moda revolucionária daqueles dias- em 1968, La Birkin apaixonou imediatamente os franceses. A sua figura arrapazada, com membros esguios, o rosto pálido com grandes olhos espantados, a boca carnuda, um certo ar "complexo" - misto de arrogância e insegurança-  e a longa cabeleira castanha fizeram escola. A história de amor com o icónico Serge Gainsbourgh, que resultou na escandalosa canção "Je T´Aime...moi non plus" catapultou-a para a fama. A par com Twiggy, foi responsável pela popularização da figura andrógina. Em 1981, Jean - Louis Dumas, executivo-chefe da Hermès, inspirou-se nela para criar a incontornável Birkin Bag.

Looks e peças chave:
 
Quando estava vestida (alguns looks de JB poderiam dar multas por atentado ao pudor hoje em dia...sinais dos tempos!) Jane optava por um estilo relaxado e natural. Vestidinhos pretos ou brancos, bordados, crochet, botas overknee, cestos de verga, jeans boca de sino ou pata de elefante,t-shirts de manga comprida, grandes casacos de pele, alpercatas de corda, camisolões brancos de lã e algodão, meias longas, blusinhas de camponesa, tops curtos e t-shirts às riscas faziam o closet que marcou uma geração - mas que continua absolutamente actual.



Grace Kelly


Apelidada " O Cisne" durante a sua carreira no cinema, a Princesa do Mónaco será para sempre um símbolo inquestionável de graciosidade, sentido de estilo e sofisticação.
 Nascida numa família católica e abastada de Filadélfia - filha de um self made man irlandês e de uma aristocrata alemã - recebeu uma educação adequada e tornou-se a imagem do auto domínio. Sempre bela, reservada, serena, preparada, bem arranjada, amável. Hitchcock dizia dela " é demasiado perfeita!". O seu guarda roupa- um exemplo de depurada elegância - era o reflexo disso.
Sac à dépêches da Hermès foi re-baptizado "Kelly bag" a partir de 1956, depois de Grace ser fotografada muitas vezes a usar este modelo para dissimular a barriguinha de grávida.


Looks e peças chave:

 Grace Kelly é a principal referência quando se fala de puro estilo clássico e elegância impassível. A sua linha era simples, definida e impecável, com uma noção perfeita das proporções. Ela não flutuava entre estilos e investia num guarda roupa adaptado por medida às suas formas: tailleurs de alfaiataria cingidos ao corpo, saias rodadas, luvas brancas,  vestidos gregos drapeados em tons claros (ela era particularmente fã do azul-gelo) pérolas, vestidos-camiseiro, clássicos e day dresses (sempre a 3/4) calças capri, twinsets, jóias de boa qualidade, lenços Hermès, tops halterneck, blusas de laçada, algum chiffon, decotes portrait e em V...
 Também era conhecida por ter uma figura imaculada, que não necessitava de chumaços ou armações para resultar maravilhosamente em qualquer vestido. No entanto, esta compostura era acompanhada de um certo ar blasé, tranquilo e descontraído que poucas mulheres conseguem imitar. A gentileza e encanto que emanava para todos eram o seu principal acessório.  

Carolyn Bessette Kennedy

 
Criada em Greenwich, Connecticut, casada com John F. Kennedy Jr. e relações públicas da Calvin Klein, Carolyn encarnava na perfeição a corrente minimalista dos anos 90. A elegância da sua figura, a pele imaculada, os lábios escarlates e o cabelo louro impecável fizeram história e definiram o regresso a uma simplicidade chic.  Apesar da sua morte trágica em 1999, é impossível olhar com indiferença para imagens dos seus outfits. Carolyn não chegou a conhecer a sua sogra, Jackie Kennedy Onassis, mas tinha em comum com ela um estilo depurado e limpo que nunca passa de moda.

Looks e peças chave

mystique de Carolyn residia numa elegância sem esforço. O brushing perfeito num cabelo louro -açúcar (que viria a inspirar outras elegantes, como Gwyneth Paltrow) a maquilhagem simples e o porte elegante eram a base. O seu guarda roupa compunha-se essencialmente de casacos de lã cintados (camel, encarnado e preto) little black dresses, saias lápis ou longas em preto, beige e cru, jeans e calças de bombazina em tons terra, camisolas de cachemira e camisas brancas, acompanhadas de mocassins, mules e botas de salto alto. Prada, Narciso Rodriguez, Yohji Yamamoto e Calvin Klein eram alguns dos seus designers de eleição. CBK também adicionava alguns elementos vintage aos seus looks - foi uma das responsáveis pelo regresso da Birkin Bag, que na época era considerada quase démodé.







Kate Moss


Por vezes o mérito não está só em criar um estilo novo, mas em reinventar os clássicos, e Kate Moss fá-lo como ninguém. O seu estilo boho chic e a sua elegância sem esforço são constantemente copiadas por designers e it girls como Sienna Miller.  Desde que a sua imagem explodiu nos media, no início dos anos 90, a eterna top model tem sido uma verdadeira trend setter, herdeira por excelência de BB e Jane Birkin. Foi responsável por devolver à ribalta peças e looks como as botas longas sobre skinny jeans, as calças boca de sino de cintura subida, as ugg e as bailarinas. Com uma imagem e um lifestyle de rock star chic, Kate nunca procura a perfeição - nem precisa. A sua imagem é elegante, rebelde e actual, parecendo jovem sem nunca cair no ridículo. Entre as it girls dos nossos dias, ela será provavelmente a que vai perdurar, independentemente dos caprichos da fama.


Looks e peças chave

Kate é conhecida pelos jeans, e vai sempre ressuscitar modelos surpreendentes. Quando as calças de cintura descaída eram a regra, ela fez o contrário e trouxe para as ruas os flare jeans e as skinny de cintura alta. Consciente da qualidade das peças, foi uma das primeiras celebridades a colocar o vintage na moda: antes de se tornar manequim, já tinha o hábito de percorrer os flea markets à procura de roupas e acessórios antigos, com cortes e materiais de qualidade inatingível no panorama  fast fashion actual. O hi-lo fashion, tão em voga hoje em dia, foi também um dos estilos que ajudou a popularizar: misturar o novo com o antigo, o acessível com o exclusivo, o dress code com o inesperado-  investindo sempre no requinte rigoroso dos moldes, cortes e materiais - faz com que o seu look, ainda que desalinhado, seja sempre maravilhoso. E sem muita canseira. Quem sabe sabe.

Friday, June 11, 2010

You get me closer to God...




Cabelão dourado. Olhão. Bocão. O equilíbrio perfeito entre curvas e magreza, artifício e beleza natural, classe e sensualidade. Não se pode andar mais perto de Afrodite, nem pedir um tipo de beleza que faça boa figura em tantas épocas diferentes. Imaginem Brigitte Bardot e Raquel Welch no seu tempo, na Idade Média, na Renascença, hoje. Mais coisa menos coisa, mais trapo menos trapo...
A Deusa criou a mulher. Está tudo dito!

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...