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Thursday, November 13, 2014

Beleza vem em vários tamanhos, mas não a destruam.

Myla Dalbesio para Calvin Klein


A polémica do cartaz da Victoria´s Secret - que entretanto se viu obrigada a alterar o slogan do soutien para conter a fúria de certas consumidoras - veio confirmar uma tendência que já se vinha verificando em todo o seu exagero: a obsessão pela suposta "beleza real" e o "ugly is the new pretty".

Sobre isso, muito já foi discutido por aqui. E se não há nada contra a diversidade nas modelos, actrizes ou caras conhecidas convidadas para representar esta ou aquela marca, é notório que a se está a perder o foco na beleza (independentemente do tamanho dessa beleza) que devia ser o que importa quando se fala de moda ou simplesmente de roupa.

 Tanto a Calvin Klein como a Vogue viram na controvérsia do momento uma oportunidade - um verdadeiro filão- e decidiram contentar o público. As "gordinhas" estão unidas, querem um lugar ao sol e são uma parte do mercado demasiado poderosa para ser ignorada. Afinal, o cliente tem sempre razão.

 A CK respondeu às exigências de duas formas: primeiro, usando uma modelo  "cheiinha" - embora não o suficiente para ser considerada "plus size" dentro da indústria de moda, o que por sua vez também gerou polémica - na sua mais recente campanha



Myla Dalbesio é uma bela rapariga que, vestindo o tamanho 40, é demasiado grande para ser considerada uma modelo standard e demasiado pequena para o nicho das modelos plus size. A julgar pelas imagens da campanha  parece-me que ela emagreceu para este trabalho e que vestirá um bocadinho mais do que isso habitualmente, mas é irrelevante para o caso:continua a ser um tamanho ou dois acima das modelos habituais da marca. Nem assim o público ficou satisfeito, mas acho que o resultado está impecável.

 Segundo - e aqui começa o problema a que me refiro -  a lingerie Calvin Klein esteve envolvida no editorial pós-bebé, sem photoshop, da lindíssima Lara Stone para a System Magazine: 



Já a Vogue fez outro tanto, com um editorial protagonizado apenas por modelos mais cheias e de busto generoso.



Em teoria, estas ideias até têm a sua razão de ser -  tenho conhecido bons fotógrafos que sempre me disseram que quando há boa luz e a pose certa, não é preciso photoshop, ou é preciso muito pouco; só o suficiente para que a lente dura da máquina capte o que o olho humano vê  sem acrescentar os desnecessários e míticos cinco quilos ou linhas onde elas não existem.

A questão negativa aqui é que ambos os editoriais retrataram as modelos no seu pior: as imagens são cruas, quase feias. 



 Que esteja na moda mostrar vários padrões de beleza, de forma mais inclusiva e de modo a que mais mulheres se identifiquem com o que vêem, tudo bem. A moda sempre teve mais a ver com aspiração do que com identificação, mas nada contra.

Que mulheres "comuns" façam capa de revista ou figura de cartaz de vez em quando, até representa uma quebra da monotonia.

 Porém, o propósito da lingerie é esconder o menos bonito e realçar os pontos fortes - aqui não vejo isso. Nem onde está a necessidade de em nome da "beleza natural" não passarem uma escova no cabelo das modelos. Aposto que todas elas andam mais penteadas em casa, de pijama, do que nas páginas da revista.




Ao pretenderem serem tão reais, fotografaram como principiantes; fizeram tudo o que bons profissionais (e boas modelos) supostamente deveriam evitar: poses que curvam as costas e encolhem ou"esborracham" a perna, o braço ou o peito, criando visualmente "gordurinhas" onde elas nem existem e "banhinhas" ou curvas que não tínhamos necessidade de ver; luz que revela estrias ou pequenas celulites...enfim, imperfeições que aparecem em todas as mulheres, até nas modelos mais magras, se fotografadas no ângulo e sob a luz errada.



E eu pergunto: se querem colocar TODAS as mulheres nos média, não merecem essas mulheres serem retratadas no seu melhor? Com o mesmo glamour de qualquer outra modelo? Merecem, com certeza. Este ultra realismo, salvo seja, é uma forma extremista e voyeurista de estar. É desconfortável de ver e tão agressivo, tão pouco saudável, como foi o heroin chic nos anos 90.

Não se pode aplaudir uma tendência cegamente só porque é inclusiva. Creio que daqui a uns anos se vai ver isto pelo que realmente é: caprichos de artista desejoso de chocar.

 Num provocante ensaio para a BBC que devia ser obrigatório ver, "Why Beauty matters", o filósofo Roger Scruton atreveu-se a questionar o culto moderno à fealdade e o deserto espiritual a que isso conduz, interrogando-se se não haverá uma forma de o belo e o "real" coexistirem em harmonia. Ficam as suas palavras para governo de cada um:



"A beleza é um valor tão importante como a verdade e a bondade. (...) a arte focou-se em incomodar e quebrar tabus morais (...). Beleza e bom gosto já não têm lugar. (...) Na nossa cultura democrática, as pessoas consideram ameaçador julgar o gosto de outrem, ou ficam mesmo ofendidas por se dizer que existe uma diferença entre o belo e o feio. Mas isto não ajuda ninguém: há padrões de beleza que têm raízes firmes na natureza humana, e precisamos de zelar por eles e trazê-los para as nossas vidas. (...) Receio que estejamos a perder a Beleza e com ela, o sentido da vida".






Sunday, June 15, 2014

Vox populi, vox Dei: gente muito boazinha.

Jan Steen, Crianças ensinando um gato a dançar ou A lição de dança  c. 1665-1668

"Casa sem gato nem cão é casa de velhaco ou ladrão"

(Dito popular do sec. XVII)

Vá, ladrão não digo, mas quem não gosta de animais não pode ser boa pessoa. Pior ainda são as criaturas que se repenicam todas, achando que fazem um figurão, quando dizem "eu gosto é de crianças", "não temos de nos preocupar com a bicharada quando há crianças com necessidades" ou mais disparatado ainda "eu não gosto de animais, só gosto de plantas".

 Como se ter animais em casa não fosse o melhor treino do mundo para quem quer responsabilizar-se por uma criança, ou as crianças não aprendessem lições de vida por começarem cedo a tomar conta de outro ser vivo. Ou - enganem-me, que eu gosto - como se quem é capaz de abandonar um animal indefeso, ou não se preocupar se um bichinho ou uma planta tem calor ou sede, fosse capaz de se ocupar de alguém que esteja a seu cargo. Até poderá fazer aquilo a que a lei ou a pressão social obrigam, mas mais do que isso não creio. 

 Quem não tem empatia numas coisas, não pode, por uma questão de lógica da batata, ser meigo e sensível nas outras. 

 Talvez me engane, mas acho que não há áreas cinzentas nestas coisas e quando ouço alguém falar assim, só me ocorre responder: então tenho pena das suas plantas/crianças/tamagotchis. E também não gosto nada de si!

Boas e santas almas, sem dúvida...



Friday, January 3, 2014

Goya te perdoe, Kim Kardashian

A odisseia de Kim Kardashian e Kanye West pelo mar de rosas da indústria de moda-gone-crazy continua, com os designers em modo insano a associar-se ao casal - tudo dito quanto à minha opinião sobre o assunto aqui
 E desta feita, o noivo mais barulhento de todos os tempos decidiu ostentar mais um bocadinho, puxar um bocadinho mais os limites à sua atitude "eu posso" e personalizar uma pobre Birkin Bag que não pediu para vir ao mundo (não consegui apurar se a Hermès se envolveu na operação desfigurar a carteira ou se se limitou a vendê-la sem saber o cruel destino que a esperava) com um bocadinho de...arte (?). 
 Eu que adoro pintura, que tive boas notas a História de Arte mas não sou nem quero ser crítica da matéria, formei cá um parecer sobre a carteira mas não quis dizer nada até perguntar a duas ou três pessoas que percebem mais do assunto do que eu e como concordámos todos, aqui vai: Moda e Arte andam juntas muitas vezes, ainda ontem se falou nisso aqui, mas este não me parece um desses casos. 
 É que isto se assemelha muito, mas muito, a um Goya contrafeito, de trazer por casa. Não vou elaborar se seria sacrilégio passear uma obra de Goya estampada numa Birkin (acho que não, mas teria de pensar) ou se seria sacrilégio Kim Kardashian trazer uma obra de Goya estampada numa Birkin, que isso é um cenário um bocadinho exagerado para a minha imaginação. E se a moda pega, nem falemos nas imitações que já me arrepio.
 Mas uma coisa é certa, se é para fazer algo, bom ou mau, mais vale optar pelo original.
E se Don Francisco de Goya por cá andasse actualmente, não lhe faltariam Desastres para pintar, mas não o estou a ver assim todo trend setter, por muito interessante que isso fosse. Just thinking.


Tuesday, November 12, 2013

Quando a Moda imita a Arte


                                 
Não vou perder tempo a dissecar aqui se a Moda é Arte ou não: para mim, é. Arte que podemos usar. É a forma de expressão mais imediata que existe: comunica instantaneamente quem somos (ou, noutra óptica quem pretendemos ser, pelo menos naquele dia). Quem sustenta o contrário, talvez lhe falte experimentar (ou lhe falte a sensibilidade para compreender, mesmo usando) a perfeição de um Ferragamo, de um Christian Dior, de um Balenciaga, que se vê, sente, toca. E se falarmos de fotografia de moda, mais ténue a fronteira se torna: o culto da Beleza está sempre presente. 
                              
 O encanto delicado de Jessica Chastain já tem sido referido por aqui: a actriz de madeixas Ticiano é uma daquelas formosuras clássicas que teriam feito sucesso na Grécia Antiga, na Idade Média, no Renascimento ou no século XIX, tal como agora. Não é por acaso que a sua primeira capa/editorial na Vogue (retratos captados por Annie Leibovitz, e quem disser que Leibovitz não é uma artista não sabe de que terra é) foi inspirado na obra do pré rafaelita Sir Frederic Leighton, Flaming June. Oh, beauty, ever ancient and ever new - já dizia Santo Agostinho...
                                
  


                       

Monday, March 4, 2013

A sweatshirt de Baudelaire


Mencionei há tempos o meu amor-ódio pelas grandes sweat shirts e camisolões que têm feito as delícias da scene fashionista. Pois bem, eis uma que eu não me importava de ter: não sou adepta de grandes estampas ou padrões mas quando gosto de uma figura ou personagem não se me dá fazer-lhe uma pequena homenagem. E o autor de As Flores do Mal é digníssimo
do tributo que a Chloe lhe prestou, e de muito mais: se alguém merece aparecer ao peito de uma rapariga de gosto e de estilo, é ele. Excessivo, ousado, genial. Espero que a moda das 
t-shirts de autores pegue, e muito. Quero uma de cada, se faz favor. Decerto não as usaria com este look demasiado- trendy-para-ser-esteticamente- apelativo de Miroslava Duma -  havia de lhe dar uma volta talvez menos arrojada mas mais feminina, cá à minha maneira.  E já agora, podia ter um trecho como o seguinte a acompanhar o retrato. Em todo o caso, esplêndida ideia: é que a Moda, se se afastar muito da Arte, é só trapos e negócio

Oh tu, o anjo mais belo e sábio entre teus pares,
Deus que a sorte traiu e expulsou dos altares
Oh Príncipe do exílio, a quem fizeram mal
E que, vencido, sempre te ergues mais triunfal (...)




Thursday, February 21, 2013

Joana Vasconcelos, "artista do povo", dixit...e Sissi também dixit, de rajada

O povo, meninos, está cada vez mais chic. A valer!
Ontem a talentosa Joana Vasconcelos, que tem enchido os portugueses de orgulho do bom, afirmou em entrevista  querer ser lembrada como "artista do povo". Debruçada sobre uma chávena de descafeínado tardio em boa companhia, olhei-me para aquilo e sem pensar que a pessoa ao lado me apanha os chistes todos, sai-me um "oh... essa é boa! Os artistas do povo têm nomes patuscos e não nomes caturreiros... e fazem artesanato e não exposições em Versailles! ". O que tu foste dizer, Sissi! É que não é por nada, mas em termos de posicionamento não bate a bota com a perdigota. Não que ser "artista do povo" ou para reduzir a discussão à moda de Dâmaso Salcede, "uma artista chique" seja melhor ou pior, tire ou ponha, faça de alguém mais ou menos. Tive ocasião de entrevistar e por isso de privar com alguns dos maiores artesãos portugueses. Na sua maioria, gente de poucas letras mas de enorme génio, grande sentido de humor, com uma tradição de gerações. E por questões de família, toda a vida convivi com artistas plásticos de renome. Em comum, têm o talento, a sensibilidade, mas o registo é outro. Não sei o que Joana Vasconcelos considera  "artista do povo" -  se foi uma graça, uma manifestação de modéstia (que é sempre uma intenção de louvar, vá) um momento envergonhado que soou a snobismo invertido, do estilo "quero ser acessível a toda a gente" mas em boa verdade, para ser apreciada pelo povo português, Joana Vasconcelos não tem de ser aquilo que se entende por artista popular. Há coisas que são transversais - lembrem-se da tia Amália. Em última análise, pergaminhos e meios à parte, povo somos todos, mas até o povo mais povo, o suposto povão, sabe apreciar brioches, desde que tenha acesso a eles: há ocasiões para tudo, e dar a  conhecer bons brioches, ou boa arte, é o caminho para que o que é "bem" também seja "pop"...e para que nos tornemos novamente um povo podre de chic, como éramos no tempo do senhor D. Manuel I, em vez do povo pelintra que somos hoje.

Thursday, November 22, 2012

Amor eterno


                           
                                                                                                      (image credits:a-pic.co.tv)
Esta maravilhosa escultura (cemitério Mount Macedon, Victoria - Austrália) chama- se "Asleep" e é uma obra de Peter Shipperheyn em homenagem ao seu amigo Laurence Matheson. Quando Laurence morreu, a viúva desolada encomendou ao artista esta figura para colocar sobre o seu túmulo, como expressão de amor eterno. Adoro a forma como a imagem está deitada, como se cobrisse o corpo do seu amante perdido. Pessoalmente não sou de romantismos patetas (se a minha felicidade futura depender de demonstrações públicas e disparatadas, estou feita) mas há ocasiões para tudo e se é para ter um acto de fazer chorar as pedras da calçada que seja em grande, com verdadeira inspiração. Existem duas esculturas semelhantes em Coimbra (uma no cemitério dos Olivais, outra no da Conchada, local que recomendo vivamente para quem queira beber uns ares de ultra romantismo mórbido) ambas lindíssimas, mas não possuem a sensualidade desta. "Asleep" mostra desespero, mas recorda também a vida e os momentos apaixonados compartilhados pelo casal - e se o memorial faz justiça à sua história de amor, que paixão do outro mundo não há-de ter sido...


Thursday, August 16, 2012

Nem Vénus escapa ao Photoshop

Cherubs still need work: Jean-Auguste-Dominique Ingres's Venus Anadyomene, 1848, is one of the painter's most celebrated works at the Musée Condé, Chantilly, France
A Vénus de Jean-Auguste-Dominique Ingres, antes e depois
A artista plástica italiana Anna Utopia Giordano criou o "Projecto Vénus" e submeteu algumas das maiores obras de arte representando esta Deusa ao Photoshop. Embora os critérios de beleza tenham variado ao longo dos séculos, sempre achei que algumas versões, como a de Boticcelli ou a de Velazquez, têm uma beleza intemporal. Quando muito, precisariam apenas de uns retoques ligeiríssimos para deslumbrar, sem questões, os mais exigentes pelos séculos dos séculos. Simonetta Vespucci, por exemplo, a musa de Botticelli, era uma beldade para ninguém apontar defeitos. Anna Utopia reduziu o tamanho dos membros, "levantou" alguns traseiros, aumentou bustos, definiu cinturas e reduziu barriguinhas. Um makeover à própria Deusa da Beleza...
    Se em alguns casos, a brincadeira resultou - a divindade ganhou um ar mais saudável e uma beleza consensual - outras imagens, uma vez reduzidas ao size zero, ficaram totalmente desproporcionais. O que me deixa na dúvida: ou a autora não tem noções de anatomia (estranho, dada a sua profissão) ou pretendeu satirizar os exageros dos programas de edição de imagem. Felizmente, no tempo de Rafael, Sandro Botticelli e Ticiano não existiam tais engenhocas, e podemos apreciar os originais em toda a sua glória...

                     Centre of attention: The Birth Of Venus (1879), by William-Adolphe Bouguereau, at the Musée d'Orsay, Paris - and the modern 'size zero' version
                              A Vénus de William-Adolphe Bouguereau ficou muito bem....


Keeping afloat: The Birth Of Venus (1863), by Alexandre Cabanel - hanging in the Musée d'Orsay, Paris - is slimmed down dramatically in the 21st century
                         A de Alexandre Cabanel não precisava de tanto...

Wieight watchers: This 'before and after' shot shows a fuller-figure in The Power Of Venus, by Richard Westall, private collection. In Giordano's version, Venus looks like she relaxing after a gym session
                          A Vénus poderosa de Richard Westall está bem bonita.

Reclining and shrinking: Venus Of Urbino (1538), by Titian, in the Uffizi Gallery, Florence. Once again, Giordano has concentrated on the modelling industry 'problem areas' of stomach, thighs and breasts
  À de Ticiano, bastava tirar a barriga...o peito ainda vá. Mas que se passou na parte inferior?

Flattering mirror: Cupid might be wondering why he didn't get the Photoshop nip and tuck in Giordano's updated version Venus And Cupid, by Diego Velazquez (1648), at the National Gallery, London

                            Alguém me explica qual era o defeito da Vénus de Velaszquez?

Glamorous Venus: Giordano's version of The Sleeping Venus (1625-30), by Artemisia Gentileschi, looks more like a 1940s calender girl. The original hangs at the Barbara Piasecka Johnson Foundation, New Jersey
             A Vénus de Artemisia Gentileschi exagerou na dieta....se a pintora sonhasse ia aos arames!

                          No wrinkles: Even the folds of the sheet have been smoothed in Giordano's version of Venus Playing With Two Doves (1830), by Francesco Hayez, at the Cassa di Risparmio di Trento e Rovereto
                                Já a de Francesco Hayez é uma rapariga equilibrada.

            
                                        E a Simonetta é linda de qualquer maneira...


Monday, June 18, 2012

Pobre Barbie!


A fotógrafa canadiana Dina Goldstein decidiu, num assomo de cinismo, dar cabo da felicidade da Barbie e do Ken, com o fanado argumento "o boneco é gay". Eis um exemplo de que   
a ironia, quando excessiva, se torna enfastiante. Os retratos são muito bonitos, valha-nos isso. Mas estas pessoas têm trauma de infância por não lhes terem comprado Barbies, ou não aprenderam a sonhar, ou já se esqueceram de como era bom brincar, ou...quê?

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