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"Vinde buscá-las!"
A icónica frase acima foi, como saberão, dita pelos 300 espartanos quando o gigantesco exército persa lhes exigiu que depusessem as armas. É lema de várias forças militares, de equipas desportivas - e também um dos meus, por genética e por simpatia. Vinde buscá-las ... se vos atreveis. Em bom português, haviam de encontrar mulher. Coragem não é ausência de medo (embora a adrenalina, ou a alegria da batalha, possam camuflar uma inevitável insegurança, de tal forma que nem damos por ela). Coragem é borrifar-se para o medo e dizer à fatalidade "hoje não" ou, em caso grave, "hoje é um dia tão bom como qualquer outro". Atirar-se com unhas e dentes. Não temer nada, excepto que o céu nos caia em cima da cabeça. Não ter medo, nem admitir medo, de coisíssima nenhuma. Claro que a prática ajuda. À medida que se vão ultrapassando, derretendo e escangalhando barreiras, bloqueios, adversários e obstáculos uns atrás dos outros, as chatices vão perdendo a capacidade de nos impressionar: "digo ao Diabo não te temo, ó camafeu: conheci piores infernos do que o teu"*.
*Sérgio Godinho
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Saturday, April 13, 2013
Never fear
Wednesday, October 3, 2012
Dolph Lundgren: viking com QI de 160
Ainda não vi The Expendables, mas tenho vontade de ver os dois filmes num dia em que a paciência me assista. Não porque seja grande apreciadora das películas de acção actuais, mas porque - como comentei ontem a propósito de Muhammad Ali - acho genial a ideia de pegar em estrelas afastadas da ribalta e colocá-las noutros contextos. Quentin Tarantino tem feito isso e reciclado a carreira de muito boa gente, transformando o "kitsch" em "cool". E a ideia parece ter pegado. Brincar com a imagem estereotipada e démodé de certos actores e dar-lhe uma nova roupagem revelou-se lucrativo, dada a relação emocional que ainda mantêm com o público, e é mais entusiasmante do que procurar constantemente caras novas. Façam o que fizerem, não se fabrica um Van Damme, um Schwarzenegger ou um Chuck Norris de um momento para o outro. Duvido que o género volte a estar tão na berra como esteve nos anos 80 e no início dos anos 90, quando as carreiras duravam mais do que agora e os filmes tinham um impacto duradouro. Sabemos quem é Dolph Lundgren, sabemos quem é Stallone - não creio que a maioria das estrelinhas e caras da moda que apareceram como cogumelos nos últimos anos sejam tão reconhecíveis daqui a uma década. Mas todos juntos, num ensemble cast...é dinheiro em caixa.
Numa família dada às "artes da guerra", muitas vezes tendo o meu irmão como único companheiro de brincadeiras, com uma série de primos rapazes e vários fãs de Bruce Lee na família, acabei por me apaixonar pelas artes marciais e achar piada a alguns filmes do género. Não pelos fabulosos argumentos e textos, bem entendido: mas entretinham, eram coloridos e passavam-se sempre em paragens exóticas. De todas as estrelas do género, o meu fraquinho ia para o sueco Dolph Lundgren, que tinha uma das figuras e rostos mais belos do cinema. Sempre tive pena que se cingisse aos filmes de acção e que nunca tivesse enveredado (ou que não lhe fossem dadas oportunidades para isso )por outros campos.
O mais curioso é que ele é inteligentíssimo (QI de 160) oriundo de uma família de académicos- graduou-se em química e engenharia química e fez parte dos fuzileiros no seu país natal. É cinturão negro de Karate (3º Dan) e foi campeão europeu. Só mais tarde - e depois de um namoro com a icónica modelo Grace Jones, how cool is that? - é que se dedicou a estudar arte dramática. Nessa época, como tantas caras famosas, frequentou o lendário Studio 54. Teve uma breve passagem pela moda, mas com 1,97 m e 110 kg era um pouco "grande" e assustador demais para manequim. Impressionados pela sua presença, os amigos convenceram-no a tentar os filmes. E o resto sabemos: a participação em Rocky tornou-o um ícone pop. Se fosse hoje, a sua carreira poderia ser menos marcante, mas mais versátil - é comum actualmente ver actores "sérios" a variar entre a comédia, o drama e o cinema de acção. Talvez ainda vá a tempo; eu gostaria de ver isso, e parece-me que aos 54 anos continua em excelente forma, talvez com um ar distinto que os papéis que lhe davam não permitiam mostrar. Afinal, ele é um Master of the Universe, e um viking que não se deixa abater se mais aquelas...
Numa família dada às "artes da guerra", muitas vezes tendo o meu irmão como único companheiro de brincadeiras, com uma série de primos rapazes e vários fãs de Bruce Lee na família, acabei por me apaixonar pelas artes marciais e achar piada a alguns filmes do género. Não pelos fabulosos argumentos e textos, bem entendido: mas entretinham, eram coloridos e passavam-se sempre em paragens exóticas. De todas as estrelas do género, o meu fraquinho ia para o sueco Dolph Lundgren, que tinha uma das figuras e rostos mais belos do cinema. Sempre tive pena que se cingisse aos filmes de acção e que nunca tivesse enveredado (ou que não lhe fossem dadas oportunidades para isso )por outros campos.
O mais curioso é que ele é inteligentíssimo (QI de 160) oriundo de uma família de académicos- graduou-se em química e engenharia química e fez parte dos fuzileiros no seu país natal. É cinturão negro de Karate (3º Dan) e foi campeão europeu. Só mais tarde - e depois de um namoro com a icónica modelo Grace Jones, how cool is that? - é que se dedicou a estudar arte dramática. Nessa época, como tantas caras famosas, frequentou o lendário Studio 54. Teve uma breve passagem pela moda, mas com 1,97 m e 110 kg era um pouco "grande" e assustador demais para manequim. Impressionados pela sua presença, os amigos convenceram-no a tentar os filmes. E o resto sabemos: a participação em Rocky tornou-o um ícone pop. Se fosse hoje, a sua carreira poderia ser menos marcante, mas mais versátil - é comum actualmente ver actores "sérios" a variar entre a comédia, o drama e o cinema de acção. Talvez ainda vá a tempo; eu gostaria de ver isso, e parece-me que aos 54 anos continua em excelente forma, talvez com um ar distinto que os papéis que lhe davam não permitiam mostrar. Afinal, ele é um Master of the Universe, e um viking que não se deixa abater se mais aquelas...Monday, July 23, 2012
Carteiras: casa às costas, arma de auto defesa, e outros usos.
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| Jane Birkin com a icónica Birkin bag |
| o cestinho-imagem-de-marca, a "Birkin" original |
A história, autêntico mito da indústria de moda, é bem conhecida: no ano da graça de 1981, a encantadora Jane Birkin, it girl suprema e intemporal, apanhou um voo de Paris para Londres. No braço, transportava o seu incontornável cestinho, que usava para substituir sacos e carteiras. Não demorou muito até a "carteira" cair do compartimento onde estava pousada, espalhando o seu conteúdo pelo avião fora. E foi ver uma das raparigas mais famosas da Europa, a misteriosa e complexa Jane Birkin, a mítica amada de Serge Gainsbourg, de gatas a apanhar maquilhagem e outros cacarecos que as mulheres trazem sempre consigo. O prestável cavalheiro que viajava a seu lado meteu conversa, como é normal numa situação destas, e Jane replicou, atrapalhada: " não consigo arranjar um saco de cabedal a meu gosto...". Seguiu-se uma conversa em que a actriz-cantora descreveu a sua carteira de sonho, espécie de alforge camaleão com bolsos estrategicamente colocados capaz de conter tudo e mais alguma coisa. O passageiro do lado era Jean-Louis Dumas, homem forte da Hermès...e o resto é História. A Birkin foi criada para Jane tendo como base um design da marca de 1892. No entanto, a musa nunca usou a sua Birkin tanto como se possa pensar: alegou que era pesada que se fartava, que a tentação de colocar o mundo lá dentro era enorme e que por aquele andar, acabaria com tendinites. "Qual é o sentido de ter mais do que uma "Birkin?" alegou, contrariando assim algumas fãs dos nossos dias, capazes de esperar meses e de desembolsar milhares de euros para juntar outro exemplar à sua colecção.
Quem nunca "atafulhou" a sua carteira, que atire a primeira pedra...
Pessoalmente, partiho um certo fraquinho pelas carteiras versáteis de grande dimensão. A minha colecção é grandota e nela, contam-se alguns exemplares do tipo "mala" ou "saco" - "cestinhos" incluídos. Mas a dada altura cansei-me de sofrer de ombros e braços deitados abaixo e decidi seguir o exemplo de algumas sábias amigas do showbizz : trazer uma carteira grande com tudo, sim senhora, mas deixá-la no carro e andar de um lado para o outro com uma pequena, ou média - o que por sua vez me permitiu dar maior uso aos modelos mais leves, pequenos e graciosos que andavam arrumadinhos no meu closet. A bem de uma boa postura, do bem estar e da organização. Mas não se julgue que me falta alguma coisa. Na carteira "mega" há de tudo, do kit de maquilhagem completo, passando pela minha agenda até limas, carregador de telemóvel, água termal e um canivete suiço. Na que transporto comigo sou mais moderada, e lojas que vendem cosméticos e utensílios em miniatura, como a Schlecker ou a Primark, são grandes aliadas para o conseguir. Não prescindo de:
| Estas meninas não querem saber de tendinites |
- Telefone, chaves...;
- Carteira/porta moedas;
- Pó compacto, para retocar a maquilhagem;
- Bâton encarnado (é um multi usos, dependendo da quantidade que se aplica);
- Um pequeno corrector (serve para tudo, até para disfarçar uma picada de mosquito inconveniente) eventualmente duplo, com máscara de pestanas do outro lado;
- Kajal em stick (que também se utiliza como sombra);
- Bálsamo para lábios;
- Mini creme de mãos;
- Escova e/ou pente de dentes largos XXS;
E, acima de tudo:
- Toalhetes multi usos: não me apanham fora de casa sem eles. São úteis para tudo o que se possa imaginar, com empregos que vão desde limpar as mãos a remediar uma nódoa. Creio que também reparam corações partidos....
- Mini desodorizante em spray: pelo óbvio e porque polícias e artistas marciais defendem que uma senhora nunca deve sair de casa sem um. Em caso de ataque, é uma das melhores arma de auto defesa. Também conheço uns quantos truques usando as chaves de casa e outros objectos. Nunca fiando...
Claro que no quesito auto defesa, uma carteira bem pesada pode ser a arma mais destruidora que há, à melhor moda das velhinhas que surpreendem carteiristas. E as de algumas amigas minhas causariam sérios danos a qualquer facínora que chegasse perto. É caso para dizer: tenho uma carteira gira e não tenho medo de a usar!!!
Saturday, December 17, 2011
Dos espertalhões, ou a maior tareia de Bruce Lee
Esquece a vitória ou a derrota; esquece o orgulho e a dor. Deixa teu adversário arranhar a tua pele e esmaga a carne dele; deixa-o esmagar a tua carne e fractura-lhe os ossos; deixa-o fracturar os teus ossos e toma a vida dele! Não te preocupes em escapar ileso; deixa tua vida diante dele! - Bruce Lee
Não faltavam valentões a desafiar o mestre Bruce Lee, na tentativa de pô-lo à prova ou ganhar celebridade às suas custas. Quando valia a pena, o artista marcial - que fora ele próprio um rufia na adolescência - não fugia à disputa. Outras vezes, limitava-se a virar as costas: cobarde não é aquele que evita um combate; é aquele que mesmo sabendo que é superior luta e fere o mais fraco...
Certo dia, porém, um chico esperto abusou. Como tantos outros, tinha assistido às suas lutas, estudado os seus métodos, imitado os seus movimentos, observado as suas técnicas e lido as suas entrevistas. E achou que copiar Bruce Lee bastava para sovar Bruce Lee. (Aquele que não sabe, e pensa que sabe, é tolo). Não contente com as suas más intenções, atreveu-se a procurá-lo desprevenido no seu próprio território: invadiu-lhe a casa. Se o descarado era muito corajoso, psicopata, ou apenas doido varrido, nunca saberemos porque não lhe foi dada ocasião para explicar. Reza a história que esta foi a maior tareia que Bruce Lee deu a alguém. Só pelo atrevimento.
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