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Saturday, May 17, 2014

Mais um "sexismo" de morrer a rir.

Miss Belle e Miss Best, personagens de Enid Blyton, iam fartar-se de rir com esta novidade.

Dizia eu ontem que as feministas desocupadas andam ainda mais desocupadas e fora da graça de Deus do que o costume, porque não desistem de inventar tolices novas e de embirrar com ninharias que não lembram a ninguém. 
 Mas como o disparate é uma daquelas coisas que não têm limites, agora lembraram-se de mais uma: supostamente, no Reino Unido, tratar as professoras por "Miss" (o delicado equivalente ao nosso "menina") diminui as mulheres, já que os professores são tratados por "Sir" - uma designação viril, poderosa e dominadora.

Sir remete para os cavaleiros matadores de dragões, Miss para as indefesas donzelas salvas por eles - e claro, os papéis de género tradicionais são veneno para mentes destas.

  Mas esperem, também não lhes serve substituir o juvenil (ou próprio de uma solteirona de Dickens)  "Miss" por "Ma´am" - que é considerado "arcaico" e actualmente reservado quase exclusivamente para Sua Majestade a Rainha (ao contrário do que acontece em certas zonas dos EUA, onde "madam" ainda é um tratamento habitual). 

  E depois, como por lá o "Sr (a) Professor (a)", ou o muito coloquial "setôr (a)" não se usa, resta-lhes dirigir-se aos docentes informalmente pelo nome próprio - como se faz na Holanda, por exemplo - o que lhes parece desrespeitoso demais. Ou seja, arranjaram um novelo que não sabem  como desembrulhar.

 A vida já tem tantas confusões graves que é preciso resolver, será imperativo desencantar mais uma?

  Quem levanta lebres destas deve ter um quotidiano mesmo entediante, só pode.

Tuesday, December 4, 2012

As coisas que eu descubro ao blogar #2: isso é comigo?

                       
Qualquer dia, palavra de honra, arranjo uns dizeres todos pomposos aí para o header como se faz nas novelas, do estilo "este blog é uma obra de inspiração; qualquer semelhança com pessoas, factos ou locais reais é mera coincidência". Isto porque há sempre uma alma que se revê no que uma pessoa escreve e vem com o discurso "esse post era uma farpa para mim! Era, era, era que eu sei! ". Já se sabe que um blog, não sendo produto de ficção (com excepção das short stories que escrevo uma vez por outra, e mesmo nesses casos por vezes é difícil dizer onde começa e termina a imaginação) vai beber inspiração às coisas do dia a dia -  o que pode, por vezes, assemelhar-se a um atirar de carapuças. Mas mesmo que assim fosse, lá por atirar carapuças a esmo, do alto de um aviãozinho para uma praia cheia de gente, não quer dizer que haja intenção de fazer pontaria, nem carapuças por medida. Se eu quisesse um blog que alfinetasse gente, uma odiosa Corneta do Diabo do século XXI, tratava de me esconder atrás de um pseudónimo e de debitar as estórias que ouço, os factos que conheço, e de traçar as figuras que me aparecem com cruel detalhe - de tal forma que, ainda que não revelasse nomes nem retratos, toda a gente reconhecesse os figurões. Ora, esses exercícios de fel não fazem de todo o meu género. Não é função do Imperatriz, nem minha, moralizar ou escarnecer. Se até quando falo de uma celebridade com zero possibilidades de ler este cantinho perdido na blogosfera uso de certa moderação, que não farei em relação a pessoas "reais" ou a factos que - mais ou menos distorcidos na mente de quem lê - me digam remotamente respeito? Pior ainda, receiam-se essas personalidades muito ciosas do que aqui se escreve de que "outras pessoas percebam que os ditos são para eles".   
Calma lá. Nem eu conto factos privados meus na blogosfera (pequenas verdades como ter horror a centopeias não me parece que sejam coisa imoral, íntima ou escandalosa) nem espero das pessoas das minhas relações que as nossas conversas sejam discutidas ao pormenor por tutti quanti, de tal maneira que possam vir a ser (erradamente) reconhecidas por gente que com todo o respeito, nunca vi mais gorda, em qualquer texto que aqui apareça. Se assim é, só posso concluir que quem se queixa da indiscrição, zela muito pouco por fazer a sua parte. Ainda que fosse verdade, um segredo de dois devidamente "maquilhado" tem poucas possibilidades de ser reconhecido por terceiros, mesmo que alguém o coloque sob os holofotes. E o Imperatriz, coitadinho, tem pouco de holofote, tanto quanto sei.
 E pronto, com isto, o que não era pessoal acaba por se converter nisso mesmo. Este há-de ser, porventura, o primeiro texto de carácter intencionalmente directo que aqui coloco (há uma primeira vez para tudo). Como sou pouco useira nestas andanças, recorro (once again) ao tio Eça de Queiroz que tinha de facto habilidade e destreza da pena para exprimir uma ideia semelhante. Disse ele, por carta, a outro grande autor, Camilo Castelo Branco, que se queixava de ser "alfinetado" por Eça e os seus amigos:

"Suponha que um dia, Vª Exª descreve, com o seu vernáculo e torneado relevo, certo animal de longas orelhas felpudas, de rabo tosco, de anca surrada pela albarda...(...) E suponha ainda que, ao ler essa colorida página, eu exclamo, apalpando-me ansiosamente por todo o corpo:`grandes orelhas, rabo tosco, anca pelada...é comigo!´Vª Exª balbuciaria aturdido: `eu não sei, eu vivo longe...se as suas orelhas são assim longas, se o albardão se despelou, há realmente concordância...mas na verdade creia que, mencionando esse animal venerável, não me raiou no ânimo a mais ténue, remota intenção...".


Friday, November 9, 2012

As coisas que eu aprendo ao blogar #1: arrasar corações sem esforço

               
Com o Imperatriz a crescer um bocadinho, constato - e é uma curiosa sensação -  que os meus desabafos, momentos criativos, raciocínios e devaneios chegam a muito mais pessoas do que há uns tempos atrás. Isso é giro (como não sou blogger de andar a contar a minha vida privada e a dos outros, não há nada de assustador na questão) e a partilha de informação com os amigos que me lêem permite-me aprender coisas que não me passavam pela cabeça ou comprovar coisas de que eu suspeitava, mas não tinha a certeza.
 Não falo só de quem tem a amabilidade de comentar aqui ou no Facebook, mas também de quem me contacta em privado a dar a sua opinião sobre este ou aquele texto (how cool is that?). Desta feita, o artigo sobre o trench coat da Penelope Cruz surpreendeu-me pelas reacções masculinas que provocou. A combinação gabardina ou casaco de laçada + qualquer coisa por baixo + pump ou stilettos é tão velha como os montes. Numa versão mais sofisticada (para a noite ou eventos) ou casual (para uma reunião de trabalho) uso-a incontáveis vezes. É o mais prático, à prova de chuva, vento e  mais coisas chatas e fica elegante sem canseiras- desde que o casaco e o resto sejam de qualidade, vá. Depois, sejamos francas: um bom trench coat combina praticamente com tudo. O que eu não me dava conta, ou pelo menos não considerava importante, é como esse coordenado desperta a imaginação masculina. Então não é que os marotos, onde uma pessoa na sua candura só vê um conjunto giro, desatam a pensar " oh la la, o que terá por baixo, se é que tem alguma coisa?". 
 Realmente, a criatividade do sexo forte não tem limites e comprova-se a velha teoria "eles só querem ver o que está coberto". Bem que o meu irmão me avisa. Temos intermináveis discussões do género "não percebo que graça acham a revistas como a Maxim: as fotografias são bonitas, mas só se vê o mesmo que se vê na praia" ao que ele responde invariavelmente "nãaaaaaaaaaaaaaaaaao, o contexto é inteiramente outro. Não te passa pela cabeça as malandrices que eles são capazes de imaginar por uma coisa de nada". Dou a mão à palmatória!

Por isso, tiro daqui duas práticas e sensatas (pelo menos eu acho) conclusões:

a) Para não atrair atenção indesejada, o melhor é as meninas abrirem um pouco a gabardina quando andarem por aí minding your own business, vulgo "sim, tenho uma toilette com estilo mas há mais roupa dentro do casaco. Não queriam mais nada?"

b) O efeito ingenuamente fatal desse coordenado pode ser capitalizado quando se facto se deseja obter atenção. Por isso, mais uma vez se comprova que para impressionar a vossa companhia num encontro, menos é mais. Não há necessidade de parecer vulgar nem de horas intermináveis a ensaiar fatiotas. Não mostrem pele: mantenham é o casaco fechado durante a primeira meia hora pelo menos, de modo que o vestido, ou a saia e o top, estejam escondidos. O look ideal é mais ou menos assim:

Toilette fatal em 5 minutos



Obrigada pela dupla informação, cavalheiros!



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