Não sei qual dos visuais é pior: se o vestido Modas Milu, fatiotas para casório em Vila Onde Judas Perdeu as Botas - aliás, Pamella Roland - que além de não trazer nada de novo e de não ser adequado a este tipo de evento não faz nada por ela, se o corpete que escolheu para subir ao palco. O peso de cada um é com cada um: se ela se sente bem estando mais roliça só tem de abraçar o facto e procurar roupas que a ponham bonita, com um ar confortável. Talvez deva pedir ajuda a Queen Latifah ou Christina Hendricks, que estão quase sempre fantásticas.
Em sua defesa, poucas celebridades acertam quando o assunto é o dress code para galas da indústria de música. Umas optam por vestir como se fossem para os Óscares, outras procuram dar nas vistas pelos piores motivos: é uma salganhada. Em eventos deste género, o estilo clássico parece deslocado e piroso, mas demasiada irreverência pode dar um ar reles ou poluído ao visual. Galas destas são a ocasião ideal para uma certa ousadia, sem comprometer a elegância: mini vestidos, jumpsuits, smokings femininos, peças em pele ou vestidos de cocktail ousados, que não caem bem em circunstâncias de maior requinte e sobriedade. Taylor Swift conseguiu esse equilíbrio delicado e foi, para mim, a menina mais elegante da noite: tanto o Zuhair Murad dourado que usou para a red carpet como a pequena maravilha de inspiração gótica com que subiu ao palco são uma perfeição. Este último é um vestido icónico: tem o noir, tem o barroco (duas tendências poderosas nesta temporada) é fantasioso, edgy e arrojado, mas está esplendidamente feito e pensado à medida. Devo dizer que me desdobrei para encontrar o autor da obra, mas não tive sorte...alguém sabe?