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Wednesday, April 13, 2016

Para as noivas, parte II: vestidos elegantes e cai -cai free!



Brigitte Bardot 



O tema dos "vestidos de noiva cai cai todos clones uns dos outros", vulgo "vestido de pseudo baile de debutantes transformado em vestido de noiva" não é novo aqui no Imperatrix e gerou algumas conversas em posts passados.

 A verdade é que o cai cai, que favorece um número limitado de pessoas, não só se banalizou como se tornou praticamente a norma, mesmo para noivas gordinhas. Um paradoxo, tendo em conta que por tradição (e principalmente em cerimónias religiosas) é suposto uma noiva parecer bela e feminina, mas angelical e discreta. 


E quem diz cai cai, diz os vestidos com "corpetes" que mais parecem roupa interior...

O pensador brasileiro Olavo de Carvalho dizia há dias que quanto mais se achincalha a instituição do casamento, mais extravagantes se tornam as festa e os vestidos. E é bem verdade. De repente, a sensualidade é um requisito da noiva. Parecem esquecer que para servir esse aspecto, existe lingerie nupcial para usar sob o vestido, só para os olhos do noivo...

E outra regra importante: tal como qualquer outra toilette o vestido de noiva, para resultar, tem de ser escolhido em função do tamanho e sobretudo, do tipo de corpo da noiva (rectângulo, pêra, ampulheta ou triângulo invertido).



 Para o seu casamento com o Xá da Pérsia em 1951, a Princesa Soraya optou por um bolero, capa e  véu para o exterior e cerimónia religiosa, usando o cai-cai apenas na recepção. Uma ideia a copiar para quem não dispensa modelos reveladores. Nota bene que a figura da "Imperatriz", magra e com um busto saliente e firme q.b,  permitia o uso de cai cai.


Apesar de o mediatismo dos casamentos "reais" ter voltado a colocar no mapa os adoráveis vestidos de manga comprida ou 3/4 - que quanto mais não seja, ficam bem à maioria das mulheres, mais gordas ou mais magras - a queixa geral é que são difíceis de encontrar. Tendo isto em conta, elaborei uma pesquisa para procurar os modelos com mangas mais bonitos actualmente disponíveis. 

 Para compra ou inspiração, caso se deseje mandar encomendar por medida ou - uma opção igualmente viável - fazer modificações seja no modelo escolhido, seja num vestido vintage ou de família.


Quanto às mangas compridas, uma ressalva: por alguma razão, a maioria é de renda ou musselina translúcida, estilo Grace Kelly (um design adoptado e popularizado mais recentemente pela Duquesa de Cambridge) talvez para que a noiva não se sinta demasiado "vestida" no panorama actual.

 No entanto, os braços, mesmo os mais elegantes e tonificados, às vezes fotografam mal- e rendas ou as transparências podem "aumentar" visualmente sob os flashes. A melhor opção, para evitar surpresas e ficar maravilhosa em todos os retratos, é uma manga opaca a 3/4

Vide Elizabeth Taylor que usou, quanto a mim, um dos mais belos - e definitivamente, na fronteira entre o sexy e o discreto - vestidos de noiva com mangas de todos os tempos:


Ou o vestido da Princesa Mette-Marit da Noruguega, um encanto de feminilidade e elegância:


Porém, os gostos variam e as cerimónias não são todas iguais: há quem, por casar apenas no civil, possa, sem nada que se aponte, optar por um vestido mais moderno - ou sonhe usá-lo ao menos para os retratos fora da Igreja. Ou ainda, quem goste mais de se ver com mangas curtas, dentro do bom senso. 



Desde que a figura seja elegante e os braços tonificados o suficiente para isso, é uma opção viável. 




 Os vestidos de Jackie Kennedy, Audrey Hepburn e da Princesa Vitória da Suécia provam que uma cap sleeve pode ser elegante e modesta:



Também Carolyn Bessete-Kennedy, esbelta adepta do minimalismo, provou que é possível usar alças ou cavas sem revelar em demasia.




Por isso, incluí algumas sugestões de vestidos desse género mas elegantes -mais adequados, se usados per se, a cerimónias civis. 


Comecemos pelos vestidos de manga comprida ou 3/4- sim, eles existem!



Aire Barcelona: de decote bateau subido e aberto nas costas: perfeito para noivas altas e/ou magras, de busto pequeno



Idem: ideal para mulheres petite



Idem e idem: um look Audrey Hepburn


Modelo Pronovias: perfeito para figuras de ampulheta que tenham um busto bonito.


Idem: corte sereia, cingido ao corpo. Aconselhado para mulheres petite, ampulhetas magras ou figuras de triângulo invertido, com mais busto mas ancas estreitas.

Idem: o decote shoulder-to-shoulder e a saia linha A torna-o indicado para mulheres com curvas- ampulhetas ou pêras.


Idem: modelo indicado para figuras curvilíneas.


Idem: perfeito para mulheres petite ou de corpo tipo coluna.




Também Pronovias: o modelo clássico para figuras de pêra.



Idem: favorecedor para a maioria das mulheres curvilíneas.



Esta versão do corte sereia, com um decote shoulder-to-shoulder, equilibra as curvas -tornando-o mais fácil de resultar em diferentes tipos de corpo.



Rosa Clará: clássico e favorecedor para a maioria das figuras, nomeadamente para mulheres com algumas curvas, mas busto pequeno.Destaque para as mangas opacas - mais lisonjeiras e à prova de "surpresas" que as de renda.

Jesús Peiró: um modelo com decote scoop,  bonito para todas as silhuetas.


Idem e idem: indicado também para noivas que apreciam um toque medieval.


Perfeito para curvas, Ronald Joyce.






Idem e idem, em versão sereia. Destaque para o lindíssimo véu de aspecto vintage.






Vestido de inspiração "élfica", disponível no El Corte Inglès


Modelos de manga curta, alças ou cavas

Se uma noiva idealizou um vestido sem mangas, o cap sleeve - modelo popularizado por Jackie Kennedy - é o ideal, mas precisará de ter em conta três aspectos: primeiro, se tem braços firmes e elegantes q.b. Segundo, o local: em casamentos religiosos será de bom tom optar por um bolero se o decote for um pouco mais amplo, ou pelo menos, por um modelo de véu que cubra os ombros e braços durante a cerimónia. E terceiro, como estes modelos - embora menos banais do que os cai cai - vão sendo mais comuns, poderá ter de procurar um pouco mais por um vestido especial, com detalhes ricos e sobretudo, que lhe assente na perfeição. O fitting é sempre a chave.


 Aire Barcelona: perfeito para figuras elegantes de ampulheta ou pêra.


Maggie Sotero: modelo tipo Belle Époque ricamente bordado. Ideal para figuras de ampulheta.


Aire Barcelona: o eterno e democrático vestido "Jackie".










Idem: o decote amplo e a saia linha A são ideais para silhuetas curvilíneas.

 
Pronovias: indicado para noivas atléticas, de braços elegantes e/ou figuras de triângulo invertido.


Maggie Sotero: decote em V bordado, adelgaçante e indicado para bustos pronunciados.


Penhalta: modelo perfeito para figuras de pêra. Destaque para a originalidade e encanto do véu.



Gema Nicolás: indicado para noivas curvilíneas.



Maggie Sotero: modelo inspirado nos vestidos de noite da belle époque, a lembrar Madame X. Definitivamente mais indicado para cerimónia civil- em casamento religioso, exigiria bolero e véu. Em todo o caso, perfeito para ampulhetas esguias.


Idem: elegante vestido de cetim com cristais estilo anos 20/30. Cairá bem em qualquer mulher esbelta, mas é ideal para silhuetas rectângulo, triângulo invertido e figuras petite.


Gemma Nicolás: o modelo e o brocado espesso tornam este vestido perfeito para noivas curvilíneas.


Às noivas que ainda não escolheram o seu vestido, votos de muita inspiração e felicidades! É sempre bom recordar que acima de tudo, importa estar bela para os olhos do noivo e ficar com uma recordação que se quer intemporal da união entre duas pessoas. Para isso, a extravagância e a vaidade exagerada são totalmente acessórias e perfeitamente dispensáveis...


Tuesday, February 9, 2016

Eça de Queiroz dixit: lá por ser Carnaval, não se desfavoreçam de propósito.



Eça de Queiroz, "Os Maias"

Ontem não resisti a partilhar no Facebook do Imperatrix uma imagem carnavalesca divulgada por outro blog, o que levantou alguns argumentos interessantes. Coisa esquisita, entretanto o meu post sobre o assunto desapareceu do mural - do meu e de quem partilhou inicialmente o retrato a partir da página original. Censura ou avaria, não faço ideia...tenho para mim que o dono das imagens ficou arreliado com a troça, levou a mal apesar de ser Carnaval e tratou de retirar o conteúdo. Alguns instantâneos do dito desfile ainda estão disponíveis (fiquei curiosa, fui procurar) mas como não pretendo ser cruel e sim explicar um ponto de vista, vou deixar as pessoas em paz.

 Tratava-se de uma menina - até esbelta da cintura para cima, mas no todo com uma acentuadíssima figura de pêra e pernas mais cheias do que seria saudável ou razoável- que decidiu ataviar-se de borboleta descascada, vestindo (ou despindo) uma espécie de maillot com ceroulas recortado aqui e ali de forma a fazê-la parecer mais gordinha do que já era. E não é caso único, como sabemos: bastou olhar para a televisão este fim de semana, que na maioria dos corsos (especialmente nas localidades que ignoram o clima e escolhem inspirar-se no Carnaval brasileiro e não no Entrudo português) havia mulheres e raparigas "fora de forma" em fantasias muito reveladoras, sem fazer caso do frio, da decência ou da estética.



Sem querer bater mais no ceguinho, vejamos uma coisa: brincar ao Carnaval é sobretudo humor. Por isso, se quem não tem uma figura de celebridade brasileira com meses de preparação física para desfilar na Avenida lá no Rio de Janeiro quiser troçar de si própria aparecendo quase despida, está no seu direito.

O problema é que não me parece que seja essa a intenção. Quem se despe para o Carnaval não quer parecer cómica, nem satirizar o facto de estar "gorda". Quem se despe para estes desfiles fá-lo no detestável modo (blhec, cá vai) "o que é bom é para se ver". Em suma, quem desfila em não-trajes exibindo as abundâncias quer ficar sexy. O problema é que não fica e entristece-se caso alguém aponte o facto. É o problema do exibicionismo feminino que anda imenso na moda.

Voltando à rapariga em causa, comentei convosco que com a sua silhueta, o que lhe iria bem era um traje estilo Maria Antonieta (ou Maria Antonieta versão borboleta) pois- digo-o sem qualquer maldade - não precisaria de grandes anquinhas de arame para tufar a saia. Ficava bonita, divertia-se na mesma e a máscara tinha outro requinte. Mas não: a menina quis parecer (ai, cá vai) "boazona" a todo o custo, que agora até está na moda ter (já que estamos a fala de brasileirices) pernão e bundão . Mas até mesmo dentro do exagero e do mau gosto há limites, por isso deu nas vistas...

Como eu não desligo os ossos do ofício mesmo no Carnaval, tenho de dizer isto: até em mascaradas convém ter o nosso tipo físico em atenção. Não só pela beleza, mas para o disfarce bater certo e ficar credível.

Ou seja, há que usar o que combina connosco. Uma senhora gordinha fica espectacular de Rainha de Copas, por exemplo. Uma mulher de meia idade, com curvas e cintura mas um pouco "cheinha" fará um figurão vestida de taberneira medieval. Uma rapariga atlética pode mascarar-se de super-heroína sem problemas (desde que evitando vulgaridades e considerando o frio) e assim por diante. Quem tem cabelo escuro e pele clara, pode aproveitar isso para ir de gueixa; quem é loura, fica muito engraçada de alemã da festa da cerveja; uma morenaça não terá dificuldade em vestir-se de indiana ou de Pocahontas. Claro que é possível recorrer a uma boa caracterização para se disfarçar mais ainda, usando uma peruca e por aí fora, mas quanto mais próximo do nosso tipo for a personagem, mais conseguida e menos trabalhosa será a fatiota.

Eça de Queiroz, sempre muito atento às questões de elegância, defendia esta mesma ideia em Os Maias, na preparação para o famoso baile dos Cohens: cada um deve aproveitar a sua figura. 

Se não aproveita, é livre de brincar ao Carnaval na mesma mas não se pode queixar se não tiver tanta piada...ou se o resultado DEMASIADO engraçado.











Thursday, October 22, 2015

Em louvor da figura de ampulheta


A Harper´s Bazaar publicou hoje, por um motivo menos elevado (o aniversário da Kimmizinha Kardashona) um ode às mulheres que se celebrizaram pela silhueta hourglass: beldades como Liz Taylor, Sophia Loren, Marilyn Monroe, Sophia Vergara, Dita Von Teese...


John Singer Sargent, Retrato de Madame X 
 Se a estrela de reality shows é culpada de pôr na moda uma versão exagerada, caricatural, da mais clássica das silhuetas femininas - e de levar mulheres a apreciar  as suas curvas da maneira errada - a verdade é que, já foi dito por aqui, a figura de ampulheta vem em vários tamanhos: do plus size, como Christina Hendricks, às mais delgadas, como Raquel Welch ou Dorian Leigh.

(O que me leva a esclarecer, mais uma vez, o equívoco: é possível sim ser magra, bastante até, e ter curvas! Tudo depende da forma!)


Lina Cavalieri

A figura de ampulheta, considerada o ideal, o epíteto da forma feminina, a tríade serpentina sagrada, o símbolo de feminilidade, fertilidade, etc - define-se, tão somente, por cintura fina com ombros, busto e ancas mais amplos em comparação.
Pessoalmente, acho que muitas adeptas da figura "Kardashian" fazem batota- nem sempre a cintura é realmente fina, nem o busto acentuado (naturalmente, pelo menos); fazem é por aumentar os glúteos e as pernas, o que fica deselegante...


Elizabeth Taylor

 Segundo as estatísticas, só 8,4% das mulheres tem esta forma, tão cobiçada em várias épocas que levava as senhoras a espartilharem-se...um hábito que está a voltar, pelo menos no que ao fitness diz respeito, com os espartilhos de ginástica.

Jayne Mansfield

 Mas quem já nasceu assim, quem faz parte dessa excepção, pode levar algum tempo a compreender a fundo os factos essenciais de ser uma ampulheta...e a apreciar esse privilégio, salvo seja. Cada figura tem os seus mistérios e desafios. 

O primeiro é que por mais magra e esbelta, nunca se terá ancas de rapaz. E o derrièrre, maior ou menor, será sempre um ponto forte - um facto frustrante quando o que estava na moda eram as figuras de rectângulo, como Kate Moss e Cameron Diaz, ou de triângulo, como Gisele Bundchen, ambas com glúteos mais escorridos. Os jeans devem favorecer essa zona discretamente, sem nunca achatar nem comprimir. 

A cintura será sempre vincada, jamais larga e recta, e por mais desenvolvidos que os abdominais sejam, o abdómen curva para dentro - sempre feminino e dificilmente "a direito"  como o de tantas atletas. 


Sophia Loren

Depois, os decotes muito fechados, os tecidos coleantes (algo em que Kim Kardashian falha redondamente) o estilo muito desportivo, ameninado ou andrógino, os ténis, precisam de golpe de vista e prática de styling para resultar - na dúvida, às vezes é melhor prescindir deles. As saias não têm meio termo, a não ser a clássica, mas sexy, saia lápis ou saia de balão  a 3/4 . Não sendo assim, ou são realmente curtas, para baterem certo com as ancas (o que as torna muito arriscadas) ou compridas (se estiverem na moda). Comprimentos assim assim, bem como os vestidos estilo saco, são para esquecer. 


Raquel Welch

E há que valorizar a lingerie certa como um tesouro. As calças clássicas estilo anos 50, os jeans subidos na cintura (ou se descaídos, com espaço suficiente para acomodar a bacia, o que fica sempre sexy; nada que comprima os ossos!), as calças cigarrette, as camisas, os tops de camponesa que realçam os ombros, os sheath dresses, os casacos cintados, tudo o que é cingido sem exagero, torna-se imprescindível no armário.


Capa da Playboy, anos 1970

Uma "ampulheta" é sempre muito feminina-  e muitas vezes começa a parecer-se com uma mulher bastante cedo. Disfarçá-lo ou fazer por ser outra coisa é um desperdício.


Linda Carter

Por isso tem de fazer os exercícios certos para definir, manter, vincar, alongar. Treinar como uma bailarina para ter as curvas de uma modelo  dos anos 1950- seja de alta costura, como Dovima, ou pin up, como Bettie Page. Ter em mente a velha máxima "a cintura de uma mulher deve ser fina o suficiente para caber nas mãos do homem que ela ama".

E sejamos honestos - se o espartilho ficou na moda, se as mulheres se esforçavam tanto para ter esse aspecto, também era para agradar ao sexo oposto. Nada é tão apelativo para "eles" como a forma clássica de Vénus. Brigitte Bardot que o diga.





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