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Sunday, October 25, 2015
Brilhante comentário da semana: hic sunt dracones
A propósito deste post, a nossa amiga Carla Santos Alves, que lançou um livro sobre relacionamentos saudáveis, teceu um comentário que me deixou a pensar:
"As desculpas não se pedem, evitam—se. Quando se entra, de mansinho, na violência psicológica e emocional está-se a um passo de perder o controlo— é exactamente neste ponto que temos que ser mais fortes do que as cordas de um piano ( para que a nossa melodia se faça ouvir.)".
E é verdade, daquelas verdades tão simples que abalam as estruturas interiores.
Alguém - e estou cansada de dar voltas à cabeça mas não recordo quem foi - disse que quando se trata de violência ou crueldade, é quase escusado separar a psicológica da física: são faces da mesma moeda, estágios, e a emocional é um meio para um fim. Certa vez, uma amiga psicóloga disse em conversa sobre o assunto que em cenário de crueldade psicológica, ficar para procurar entender o porquê ou tentar consertar os danos é entrar no território da loucura.
É olhar para o abismo, e já se sabe: abyssus abyssum invocat. Quando olhas para o abismo, o abismo olha para ti. Cuidado, quando enfrentas um monstro, para não te tornares um monstro também. Ou o resultado do toque do monstro...
Tolerar a crueldade de qualquer tipo é estar, de facto, a um passo de perder o controlo, de deixar que as fronteiras entre o bem e o mal se esbatam de vez. É mostrar-se disponível para suportar mais. Abrir a porta para maus tratos piores - ou pelo menos, mais visíveis.
Se uma ligação entre duas pessoas tem como resultado o constante choro, mágoa, constrangimento, ansiedade, desilusão, se um não se importa de infligir sofrimento ao outro, então essa relação está num num território escuro e perigoso, onde seria justo e sensato colocar o aviso medieval que se punha nas zonas desconhecidas dos mapas: hic sunt dracones - aqui há dragões. Aqui há perigo. E tende a piorar.
Tuesday, January 21, 2014
Brilhante comentário da semana:bem feito.
Há momentos e pessoas que nos lembram porque é que vale a pena ter um blog (que por muito que se corra por gosto, é sempre um pouco como os Tamagochis: precisa de alimento mesmo quando temos um dia mau, ou nos dói a cabeça, ou...entendem).
A propósito deste post que motivou alguns comentários interessantes ao longo da semana - comentários esses que dão que pensar - recebi esta missiva deliciosa:
"Eu não podia deixar de fazer o meu comentário. Este texto retrata fielmente 22 anos do meu casamento. (...)
Até me dei ao prazer de enviar o texto para o meu ex, com a seguinte nota: "Se tivesse encontrado este artigo antes, não tinha gasto o meu latim contigo todos estes anos! Imprimia uma folha para colocar à tua cabeceira."
Fez-me rir. Pôs-me a lagrimita ao canto do olho. Quem diria que um textozinho meu, escrito do coração, de rajada e com base no que *infelizmente* tenho visto, motivaria um instante tão queirosiano? É que me lembrou aquele dito dos Maias acerca da vingança de um marido contra o amante da mulher: "podia fazer pior. Mandar-te a senhora com um bilhetinho a dizer `guarde-a´".
Sempre às ordens, queridas senhoras (e cavalheiros) que têm a fineza de me acompanhar, para ajudar nas vossas pequenas achegas a quem está mesmo a pedi-las.
Mas também vos digo: não sei se valerá de muito. Quando toca a gente de pouco juízo, tanto faz ser o latim falado ou escrito, que entra por um ouvido (ou neste caso, olho) e sai por outro. Que isto os ex, ex destes pelo menos, não ganham o título por serem uns amores de pessoas ou darem ouvidos a quem lhes quer bem. Ou como dizia um amigo meu que era um grande filósofo, "as notas de dez contos não andam por aí a voar sozinhas". Mas fica a intenção, e não venham ralhar comigo que eu só escrevo do que vejo e ouço, vale?
Wednesday, February 6, 2013
Brilhante comentário da semana: meninas, retenham esta máxima
A propósito do texto de ontem, a nossa estimada Rosa Cueca teve um rasgo cintilante.
"O homem ideal é como o par de sapatos certo:
quando é de qualidade, podemos fazer quilómetros
nele e dura-nos uma vida!"
É caso para dizer, como é que eu não pensei nisto antes? Bravo!
Saturday, December 8, 2012
Brilhantes comentários da semana#3 : dos que nos fazem adorar ser bloggers, e um excepcional grito de bom senso
Esta semana - especial, pois passámos a fronteira dos 400 seguidores - foi fértil em comentários amorosos e brilhantes (gratitude, my fine friends!). É uma alegria ter um blog tão bem frequentado, por pessoas gentis, sensatas, de gosto e de espírito! Entre os recadinhos que me iluminaram os olhos, destaco três. Dois deles, porque são comentários assim que nos fazem ter vontade de escrever todos os dias.
"Adorei este post, fez-me retroceder no tempo com umas boas gargalhadas que fez chamar a atenção do meu filho...e eu a pensar que só eu sofri desse mal do blheeeeeec, obrigada são estes posts que me fazem correr para o PC sempre que tenho um bocadinho de tempo livre, obrigada;)"
A amiga felicidade-35,
a propósito do texto da nata.
É bom ver que um post tão espontâneo como esse, sobre um horror incontrolável e ainda mais espontâneo (não consigo evitar o pânico à pavorosa nata) encontrou almas irmãs. E fico felicíssima por saber que o Imperatriz provoca em quem o lê a mesma reacção que os blogs que adoro visitar me trazem: um bocadinho de riso em privado, que faz as pessoas cá em casa perguntar " mas o que é que estás aí a ler?" e vontade de passar por lá todos os dias. Obrigada, Felicidade-35!
Embora adepta recente, esta é casa para visitar (e perder-se alegremente a ler posts encadeados um bom bocado). Parabéns pelo blog e por cumprires exactamente o cabecalho :)
Beijinhos
Beijinhos
Pusinko, do blog homónimo.
É fantástico saber que o Imperatriz está a fazer justiça à sua "missão" e que a sua forma de estar agrada a quem o lê. Há que manter o estatuto definido no "regimento" do salão: um pouco atacado pelo pó dos tempos - com uma patine e um verdete que não pretendemos limpar, porque é isso que confere encanto ao ambiente - sem luxos exagerados nem vénias Acacianas mas com a amenidade, sprezzatura e subtileza que convêm a pessoas de bem.
E por fim uma reflexão carregada de sensatez do estimado Paulo Abreu e Lima, do excelente blog Assim na Terra como no Céu, que foi muito bem vinda. Deu-me que pensar durante longos minutos e iluminou áreas cinzentas na minha visão das coisas no que respeita à pouco nobre arte de fazer de polícia.
Gostei especialmente da bolinha de mercúrio... Num mundo perfeito e, principalmente, escrupuloso, as coisas seriam assim. Mas mesmo nesse, há pessoas tragicamente assediadas, alvos de ardis extremamente complexos e muito bem montados. Aí, apela-se à compreensão da cara metade e, quantas vezes, ao seu arcaboiço. Muitas vezes é muito difícil ser parceiro de certas pessoas. E não por elas, mas pelos outros. De qualquer forma, excelente reflexão, Imperatriz :)
Apesar da minha tese da independência mental sagrada e do dever de cada elemento do casal zelar por si próprio, é impossível não concordar. Em certos ambientes - e só quem nunca os viu de perto pode ser ingénuo a pontos de afirmar o contrário - os ardis, as artimanhas e o assédio são de tal ordem que de facto, se exige o dobro da resistência, da lucidez, da compreensão e da coragem. Há relações ou parceiros que não são para toda a gente. Exigem uma frente sólida, uma confiança férrea, um verdadeiro trabalho de equipa e uma grande prática para limar as arestas e distinguir o culpado da vítima. É bom recordar isso - porque num ambiente só comparável ao enredo das Ligações Perigosas de Laclos nem tudo o que parece é, e vice versa. De novo, haja sprezzatura, olho vivo, pé ligeiro e coração de leão. E coloque-se o pequeno universo que duas pessoas criaram acima de toda a água turva. Muito obrigada, Paulo!
Wednesday, November 21, 2012
Brilhante comentário da semana #2: 50 sovas de Grey
Li o primeiro livro e não me serviu de nada... continuo a não ser espancada durante o acto sexual, aliás o mais perto de ameaço que houve aqui por casa foi qualquer coisa do género "Se não te calas com o livro, levas com ele nas fuças"
Dinona dixit
Perante a minha opinião acerca da visita de EL James - a autora desse livro que salva relacionamentos à bordoada - a Portugal a querida Dinona, da Confraria da Gataria, teve uma das suas deliciosas tiradas, demasiado eloquente e recheada de bom senso para ficar discretamente na caixa de comentários. Só posso concluir que aquela casa, além de ser uma casa de gente boa porque tem gatos, é uma casa de gente sensata, com um homem de juízo ao leme (salvo seja...). O mesmo não se poderá dizer de outros lares por esse mundo fora: a prova de que as mulheres suspiram pelo dominador Mr. Grey porque têm uns bananas em casa é que os mesmos bananas não dizem nada quando vêem as suas mulheres fazer fila, aos pulinhos e guinchinhos, para autografar um livro disparatado que classificam de revolucionário. Se tratassem do que lhes compete, não as tinham por aí feitas taradinhas canta monos, numa relaxaria de todo o tamanho, a fazer figura de mal amadas e a gritar ao mundo como algemas e chicotadas as fazem sonhar e "porque é que o meu marido não é assim"?.
O passatempo Concreto + Sissi está a decorrer! Para habilitar-se a uma camisola linda de morrer assinada por Helder Baptista, é clicar aqui.
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Saturday, November 3, 2012
Brilhante comentário da semana: ciúmes
Em resposta à minha pergunta de ontem sobre o ciúme e desconfiança masculinos, uma gentil leitora escreveu palavras sábias e expressou um raciocínio que já me tem ocorrido, mas que nunca vejo tratado ou escrito em lado nenhum. Isso deu-me que pensar, pois recebo bastantes comentários que faziam um post e é pena não lhes dar o devido destaque. Por isso, a partir de agora - sempre e quando se justificar - será escolhido o Brilhante Comentário da Semana, de modo a partilhar com quem me visita a sabedoria dos comentadores mais fofos e respeitáveis desta blogosfera e arredores. Alors, diz a nossa amiga Sofia Henriques, e muito bem:
" Parece-me que depois de uma grande desilusão os homens têm muita dificuldade em voltar a entregar-se sem reservas. Acho que nas relações que possam vir a ter depois preferem optar por uma mulher que seja "average" e que sabem que não os vai deixar ou trair, do que voltar a estar com alguém que os arrebate (...) arriscar entrar numa relação em que não tenham controlo absoluto. De outra forma como explicar que muitos homens prefiram casar com uma pãozinho sem sal (mas que está garantida) em vez de uma mulher mais interessante mas independente, com "pêlo na venta" ? Talvez tenham receio de perder o controlo, não dominar a relação e, como é um coração já cheio de remendos que está em jogo, preferem não colocar-se novamente em risco. Talvez as desilusões amorosas numa idade relativamente precoce estejam na génese de muitos dos sacanas que nos deixam de coração partido.
Eis um belo ensaio sobre a insegurança masculina e as suas consequências, e um drama que vejo muito por aí...Por vezes a obsessão de controlar cada aspecto de um relacionamento leva à escolha da pessoa errada. Uma vida ao lado de um (a) companheiro (a) seguro (a) mas sem graça parece-me um preço demasiado alto a pagar só para evitar um sofrimento que pode nunca acontecer, mas há tantos casos desses...
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