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Thursday, October 26, 2017

Dicas de beleza (e produtos) da semana

Como sabem, gosto de partilhar convosco as dicas que vou testando e aprovando. Aqui ficam umas ideias que me deram imenso jeito ao longo dos últimos dois meses:


1- Mini elásticos transparentes:



Tinha trazido um pacotinho deles de Portugal, mas não me lembrara de os utilizar. Há umas semanas apeteceu-me experimentar um apanhado com várias tranças que copiei dos desfiles Dolce & Gabbana (como vos disse, o dress code recomenda cabelo preso...) e ocorreu-me utilizá-los. 


Para fazer tranças fininhas não há melhor, mas (a não ser que o vosso cabelo seja excepcionalmente espesso e volumoso) funcionam igualmente bem para rabos de cavalo, totós, chignons e tudo o que a imaginação permitir, pois são mais resistentes do que parecem e esticam bastante. Como são invisíveis não comprometem o resultado final e seguram as madeixas muito melhor do que os elásticos comuns, especialmente nas pontas escadeadas! Podem comprar-se "à sacada" nas lojas de cabeleireiro (principalmente nas especializadas em extensões, ou em produtos afro) em alguns bazares chineses maiores ou no Ebay, claro- um saco de 1000 por dois tostões.

2- O melhor desmaquilhante do momento: 2 em 1 Garnier Simply Essentials



A sério. Não estou a fazer publicidade. Funciona lindamente para limpar a cara (para mais, é adequado a pele sensível)  mas nos olhos é um prodígio, e como vos tenho dito ando sempre à coca de bons desmaquilhantes que trabalhem rápido e não maltratem as minhas ricas pestanas. No que toca a remover a maquilhagem tenho de ser exigente porque o meu trabalho exige "a full face of makeup" mas os horários malucos ditam que me livre dela sem muito trabalho. Perfeito e bem baratinho. A água micelar da marca também é óptima, já agora.

3- Os melhores bâtons à prova de bala: Rimmel Provocalips e Maybelline Superstay 24 hr



Quem me conhece sabe que não passo sem bâton e de preferência, um mate aveludado. Ultimamente tenho variado mais nas cores (embora nunca me afastando demasiado do bold lip ou de vários tons de nude) e voltado a investir em sombras de olhos bastante elaboradas, mas sair de casa sem ele, jamais!
 Para garantir que não preciso de retoques quase nenhuns e sobretudo, que não deixo marcas nem fico com cor a esborratar para fora do contorno, aderi aos bâtons líquidos 24 horas. Depois de testar todas as novidades do género, conclui que estes dois (Provocalips e Superstay) são verdadeiros must haves!



E deixem-me dizer-vos que só não deixo de usar os outros bâtons todos  que cá tenho por amor à camisola. O senhor meu marido ficou tão maravilhado com o efeito à prova de "cara beijocada" que se ofereceu para me comprar um monte deles se deitasse fora o resto da minha colecção. Não aceitei, mas dá para terem uma ideia de como são bons. A Maybelline e a Rimmel esmeraram-se - tenho experimentado todas as marcas do mercado, tanto de drogaria como de luxo, e acho estes imbatíveis. São super pigmentados, não ressecam, vêm em tons lindos e duram o dia todo. Só retoco depois das refeições, por descargo de consciência e porque gosto de uma pintura bem visível e desenhada.

4- As melhores lacas: Tigi




Confesso que a laca é uma daquelas coisas em que, à primeira vista, não apetece investir muito, até porque há opções bastante aceitáveis nas marcas de drogaria/supermercado. No entanto, quando temos de fazer penteados elaborados várias vezes por semana começamos a ser um bocadinho mais exigentes. Recentemente, vieram parar-me às mãos três produtos Tigi- a laca de fixação forte, a laca maleável e o spray para moldar o brushing- e estou encantada. Quando uma laca me permite fazer um bouffant sem esforço em 2 minutos (vide abaixo) e me ajuda a conseguir, a brincar, resultados que antes nem com água benta, o caso é muito sério. E juro que a fixação dura todo o santo dia sem tir-te nem guar-te, mas chegando a casa elimina-se bem passando a tangle teezer (não recomendo uma escova normal para isso) pelo cabelo durante um bocado (haja paciência, mas vale a pena e consegue-se voltar a pentear a seguir como se nada fosse). Um bruxedo.

5- Finalmente - mega cabelo à Bardot (solto ou apanhado) em 3 passos 



Story of my life: a minha adoração por bouffants, beehives e qualquer penteado "à la Bardot" sempre foi proporcional à minha dificuldade  em ripar o cabelo "à séria". As coisas melhoraram um pouco quando passei a usar as escovas específicas para isso de que vos falei, em vez do clássico pente, mas não muito. Se queria muito volume e o cabelo nas alturas o dia todo, tinha de recorrer a acessórios almofadados. Mas agora que descobri O TRUQUE DOS TRUQUES, percebo que o meu cabelo (fino e sedoso mas muito abundante), se eu quiser um penteado MESMO grande, não vai lá com cerdas estreitas, que ripem poucos fios de cada vez!  Façam assim e duvido que precisem de almofadinhas, extensões ou outros artifícios. Até tive de baixar um bocado o "cabelão" para não fazer de Amy Winehouse por aí.




 Então, a "magia" é muito simples e funciona tanto para um meio apanhado como para um french twist, rabo de cavalo ou qualquer "big hair" à anos 60. 
 Para começar, resulta melhor se o cabelo tiver sido lavado na noite anterior (ideia que nunca me agradou por mais que os cabeleireiros pregassem que era melhor, mas enfim, é verídico). Também é boa ideia espalhar um pouco de champô seco nas raízes, para o deixar mais "agarradiço". Depois, minhas senhoras, é pegar na tangle teezer e ripar a secção, ou secções, a que querem dar volume, assim ao calhas e a bagunçar tudo, borrifando laca (a da Tigi acima descrita é do melhorio) entre cada "ripadela". Fica ENORME. 
Resta-vos seguir o esquema do penteado que querem (o Pinterest está forrado de tutoriais super fáceis de seguir, como este) com a ajuda dos elásticos invisíveis que mencionei acima, e de uns ganchos ou melhor ainda, das mini ou nano molas de que já falámos. Finaliza-se com mais um bocado de laca, et voilà, oh la la, très chic, mademoiselle.

6-  O melhor creme que tenho visto: All Day All Year, Sisley



Quando se trata de cremes hidratantes/prevenção das rugas, eu sou um bocado Casanova: experimento tudo (quanto mais não seja porque os ossos do ofício assim o permitem) gosto de muitos, mas poucos me fidelizam- sejam acessíveis, profissionais ou exclusivos. No entanto, este é bem capaz de conseguir a proeza...o que é uma pena, porque é um bocadinho dispendioso. Hidrata bem e deixa a pele com uma textura fresquinha, macia e sem película. É uma espécie de panaceia: escuda a pele contra as agressões (radicais livres, raios UV) ilumina, hidrata, densifica e tonifica. Ideal para quem, como eu, não dispensa bons produtos mas prefere uma rotina simples em vez de mil séruns e cremezinhos para todos os santos do calendário todos os dias da semana. Nem todos os cremes de luxo são tão especiais como isso, mas eis um caso em que a diferença se nota; fica a sugestão para quem anda com vontade de investir em cuidados da pele. 
 E se quiser um efeito semelhante, mas a um preço mais acessível? Tente os cremes da Galenic - exímios a deixar a  pele mimosa, mas fresca ao toque.


7- E esta, Kim Kardashian?



Podemos pensar o que quisermos das irmãs Kardashian e não ser fãs do seu estilo, mas é inegável que elas percebem de maquilhagem (ainda que exagerem muitas vezes).  E desta vez a menina Kim, com o sentido de negócio que a caracteriza, lançou um video muito prático para promover a sua linha de makeup, onde explica como conseguir uma maquilhagem quase completa só com recurso a correctores claros e escuros - usando-os como corrector, base, sombra, contorno, de lábios e eyeliner. 



Não tenho os produtos da Kim (não digo desta água não beberei, se me saltarem ao caminho e forem bons sou bem capaz de me marimbar para tudo e usar) mas há aqui em casa muita coisa do género e sem saber que era moda, eu já costumava fazer coisas semelhantes. Usar o corrector escuro para delinear os lábios (com um efeito bem mais natural e durável que o lip liner) ou os olhos dá mesmo muito jeito quando queremos um look polido, mas fresco e pouco artificial. Experimentem.


8- O clássico nunca desilude: YSL Touche Eclat



Não é por acaso que está constantemente nos tops de vendas. Embora ao longo dos anos tenham surgido muitos produtos parecidos no mercado, este é um daqueles casos em que compensa investir no original. Nunca lhe tinha dado aquela importância, mas agora que tenho horários assaz estranhos reconheço que este corrector/iluminador é capaz de dar uma "refrescadela" instantânea ao olhar e tem uma textura tão macia, tão agradável, que é um verdadeiro ritual de beleza. Ou uma micro sesta num tubo, se preferirem. 



9- YSL Top Secrets All-In-One BB Cream



À primeira vista é um BB Cream igual a qualquer outro, com uma textura muito leve mas cobertura excelente. A diferença estará nas partículas micro iridescentes (invisíveis, atenção: só se nota uma certa "luminosidade" na pele, mas não há cá brilhos nacarados nem nada disso) e no facto de ser TÃO hidratante. Funde-se na pele sem darmos por isso, mas é como aplicar um bálsamo que hidrata e reconforta cada cantinho. É tão confortável de usar que não sinto necessidade de pôr nenhum hidratante antes, e uniformiza tão bem que dispenso qualquer outra cor a seguir - na maioria das vezes, nem corrector uso. Ideal para quando temos pressa mas queremos uma maquilhagem que pareça bem acabada.


Testem estas "vaidosices" depois digam como correu.

Monday, August 21, 2017

Já o tetravô*** usava crista- os penteados "Império"




De há uns quinze anos a esta parte, os penteados cheios de gel para homem têm andado sempre na berra- uns aceitáveis, outros de um mau gosto atroz (olá, Carlões e Carlitos do tuning, do puxa ferro e das danças afro latinas!).



Dos estilos moicano ou gladiador às "poupas" tão do agrado dos jogadores da bola e seus seguidores, passando pelos looks mais longos mas igualmente "no ar" usados por celebridades como os meninos dos One Direction, sem falar nas versões que os hipsters se lembram de inventar, salvo seja, para acompanhar barbas e tatuagens (fora o "toutiço para homem" de que hoje não trataremos).



Gostos à parte, todos estes mancebos, ou quase todos, devem sentir-se muito à moda, muito trendy, muito avant-garde...sem pensar, ou sem se lembrarem, que esses visuais já andaram muitíssimo em voga há uma data de anos.



E responderão eles, indignados: mas quando, Sissi? Olhe que não estou a ver. O meu penteado não se parece com nada que eu tenha usado no liceu, nem com o cabelo comprido do meu pai nos anos 70, nem com a poupa à Elvis do avô nos anos 50, nem com as brilhantinas que se viam, em diversos estilos, nos anos 40, 30, 20, nem em 1900 e bolinha... está com os copos?

E diria o Cristiano Ronaldo: eu não sei, que eu não fui à escola, etc.

Pois é, cavalheiros, temos de recuar mais um bocadinho, um bom bocado para lá de 1900 e bolinha. Ou antes, para 1800 e bolinha.  Mais precisamente entre 1803 e 1821 (compreendendo o período da Regência em Inglaterra, entre 1811 e 1820, ou seja, a época em que os romances de Jane Austen foram publicados) quando o Estilo Império imperou, passe o pleonasmo.

Josefina Bonaparte

Este estilo - na arquitectura, decoração e moda (que rejeitava os visuais elaborados e as grandes cabeleiras pré-revolução francesa) era inspirado pelo gosto imponente de Napoleão Bonaparte e das mulheres da sua família, pela estética militar, pelas campanhas napoleónicas no Egipto e sobretudo, pela Antiguidade clássica.


Nos vestidos das senhoras, os decotes desceram, a cintura natural foi escondida e passou a situar-se logo abaixo do peito (o que pareceu aos contemporâneos tão disparatado como a mim me parece hoje - mas isso é assunto para explorar noutro post) e passaram a usar-se tecidos finos, as saias mais estreitas e justas ao corpo...atrevimentos que escandalizavam os mais conservadores.


Quanto às melenas, perderam comprimento e volume, sendo apanhadas "à grega" ou mesmo cortadas "à Tito" ou "à la victime" (imitando o corte atabalhoado que o carrasco fazia às vítimas do Terror antes de as pôr na guilhotina). E as feministas em 2017 acham-se muito subversivas por escortanharem o cabelo, não é? Ná, minhas meninas, já foi tudo inventado...


Por sua vez, os homens passaram a usar, basicamente, tudo o que usava o socialite Beau Brummel, pioneiro do dandismo (figura tão responsável por simplificar e modernizar o vestuário masculino como Coco Chanel o seria mais tarde em relação à roupa feminina).


 Grandes gravatas, calças compridas em detrimento de culottes (salvo em situações formais) polainas e fatos mais semelhantes aos que vemos actualmente.


E os cabelos, se já não andavam longos pelos ombros abaixo nem empoados, não eram por isso menos espectaculares nem trabalhosos: à falta de gel, usava-se pomada ou óleo à base de gordura de urso perfumada com essências para esculpir as madeixas e dar o efeito "despenteado".


Aproveitando a textura natural do cabelo, havia quem destacasse ondas e caracóis ou quem fizesse poupas e cristas.


Repare-se como muitos destes penteados à Tito, à César e à Brutus podiam figurar num qualquer editorial de moda dos nossos dias:












É claro que alguns cabeleireiros sabem disso, chamando os penteados actuais, inspirados nestes, por "Regency Hairstyle"...mas acredito que à maioria, nem lhe passará pela cabeça que usa na dita cuja um look copiado de um Bonaparte, de um Mr. Darcy ou de uma personagem de "A Fogueira das vaidades"....


***tetravô à falta de palavra mais adequada, porque escrever "quinto ou sexto avô" não cabia no título...

Tuesday, May 23, 2017

Que tal a escova Tangle Teezer?



De há uns dois anos para cá, as escovas Tangle Teezer (criadas por cabeleireiros para escovar o cabelo sem o partir, mesmo molhado) andam por aí nas bocas do mundo.
 As consumidoras usaram, aprovaram e daí a cada marca criar a sua versão foi um pulo.

 Eu costumo dar sempre algum espaço às novidades antes de aderir feita taradinha-canta-monos, mas fui experimentando uma aqui outra ali e devo dizer-vos que estou encantada  - apesar de o senhor meu marido não entender a minha obsessão por essas "escovas para póneis".

 Comecei por ter algumas de outras marcas (aqui em Londres estão por todo o lado), de vários tamanhos, umas de cerdas mais rígidas, outras mais flexíveis, umas com cabo e outras sem. Entretanto, curiosa para saber se o produto original seria realmente melhor, lá comprei uma Tangle Teezer à séria, oficial, com pedigree. 

Resultado: não noto diferença de maior relativamente às restantes de cerdas firmes. Acho que não haverá grande ciência no fabrico da engenhoca- mas o conceito é excelente! O formato côncavo é super ergonómico, para começar. Depois, juro-vos que pentear depois do duche me leva UM terço DO TEMPO...e com zero cabelinhos quebrados ou puxados. 




Além disso, como vos contei, agora uso muitas vezes o cabelo preso com laca, ganchos, ripado, eu sei lá- ...e ao final do dia costumava ser um sarilho escovar sem causar danos nem arrepelões. Com uma Tangle Teezer, desembaraça-se tudo num instantinho. E de manhã? Quem tem alguma ondulação no cabelo sabe que a almofada faz das suas. É um bruxedo manter o brushing e com as escovas e pentes comuns, por vezes no final da escovagem fica de tal modo bagunçado e cheio de electricidade estática  que mais vale lavar, hidratar e repetir o processo. Mas com estas belezas, não...duas escovadelas e o cabelo parece acabadinho de esticar.

Já nem falo nos benefícios para quem tem crianças. Quando eu era pequenina, pentear as minhas lindas e longas madeixas era um verdadeiro pesadelo (por fim a mãe lá desencantou um modelo de escova que cumpria sem magoar tanto, mas eu teria dado todas as minhas Barbies -quase todas, vá- para arranjar uma Tangle Teezer.)

Moral da história- se ainda não aderiram,  recomendo que comprem uma maior, para ter em casa (as de cabo são maravilhosas) e uma pequenina para andar convosco, O que poupa de incómodos não está escrito em lado nenhum e o que se quer é novidades que nos salvem tempo, maçadas, puxões e criancinhas a berrar "não me penteiem!!!EU QUERO SER CARECA!!!" (peripécia verídica, um dia conto...).

#triedandtrue #approved #goforit

Thursday, February 23, 2017

A (s) escova (s) da minha vida...e se calhar, da vossa.



Recentemente, prometi via Facebook que ia partilhar convosco uma dica fantástica para um brushing impecável e super rápido. 

Daquelas que vos costumo dar em modo "façam vocês mesmas, que só para isso nem vale a pena queimar tempo no cabeleireiro".




 É que além de eu ter pouquíssima pachorra para estar lá sentada a sofrer puxões (o que me tornou uma grande fã de tudo o que facilite o processo em casa, nomeadamente escovas quentes, rolos e modeladores) actualmente tenho horários assaz estranhos e num cargo que exige cabelo sempre impecável. Certo,  na minha profissão ter boa apresentação é essencial, mas onde estou um bom penteado faz parte dos requerimentos oficiais e ainda bem que assim é (depois falaremos mais sobre isso). De modo que não basta ter uma escova de confiança; é preciso ter uma que trabalhe DEPRESSA e BEM.




Felizmente para mim, vivo no país que inventou o afamado Chelsea blowout. As inglesas têm pelo cabelo bonito do-it-yourself o mesmo apreço que *muitas* portuguesas têm (para o bem e para o mal) pelo cabeleireiro e o gel nas unhas. Depois voltaremos ao assunto em mais detalhe, mas a verdade é que há muito maior variedade de opções no mercado quando se trata quer de champôs e produtos de styling bons e acessíveis, quer de secadores e derivados. 




Quando as londrinas de bom gosto não trazem o cabelo preso, gostam de o usar brilhante, polido, mas cheio de volume e muitas vezes, com alguns caracóis. E para conseguir isso sem esforço e num ápice, nada como uma boa escova de ar quente. 

Acerca dessas já se falou aqui no blog muitas vezes, mas desta feita apresento-vos as escovas XXL, criadas para dar corpo e/ou secar num instantinho os cabelos compridos. 



Minhas ricas amigas, digo-vos que elas são uma revelação tão maravilhosa que tenho quatro neste momento, de marcas diferentes. Fui comprando porque apareceram a bons preços e nunca gosto de ter só uma, pois (sou-vos franca) pela minha experiência de muitos anos com escovas destas, não costumam ser um produto durável. Ou o motor queima ou os dentes vão à vida e não há nada a fazer. Até ver ainda não estraguei nenhuma destas, mas nunca fiando. 




Dependendo do movimento que se faz com elas e dos produtos de styling utilizados, estas escovas enormes servem só para secar/esticar o cabelo rapidamente ou para dar volume desde as raízes e fazer o efeito "cabelão".

 Algumas (como uma que tenho da Rowenta) trazem acessórios mais pequenos para alternar, ou para finalizar com caracóis. Outras (como a da Baby Liss, que ainda usei pouco) RODAM SOZINHAS. Em dois sentidos. Para poupar o braço e fazer flips ou bobs. E ainda há as versões sem ar quente, estilo ferro de modelar, como a da Remington, para retoques ou para quando se secou o cabelo sem escovar, de cabeça para baixo só com o secador, mas se quer torná-lo apresentável depois de seco. Muito útil também.




A fórmula mais rápida de a usar é champô + produto alisante e/ou sérum, secar ligeiramente com o secador ou ao ar+ usar a escova sobre cabelo húmido. Não é o modo de conseguir aquele volume, mas a cabeleira fica esticadinha, lisinha, com textura acabada de sair do salão e suuuuuper solta, sem um cabelinho a esvoaçar, num tempo recorde. Juro.


De modo que a bem do vosso sossego todos os dias, vos recomendo que adquiram uma quando visitarem terras de Sua Majestade ou peçam por favorinho a algum amigo que cá more (para isso precisarão de comprar também um adaptador de tomada de modo a usarem a engenhoca em solo luso). 



Em alternativa, podem encomendar uma da Amazon, mas certifiquem-se de que vem com a ficha certa. Ou perguntar nas lojas de cabeleireiros estilo RR Center. Ainda não espreitei as lojas em Portugal (vou tentar dar uma olhadela nos próximos dias) mas conhecendo o mercado nacional como conheço, quer-me parecer que deve ser produto raro. Em todo o caso, #ficaadica. É um life saver.

Sunday, April 3, 2016

The Walking Dead ensina #2: mães, deixem o cabelo em paz!




Cada vez mais confirmo que The Walking Dead tem boas razões para ser a minha série de eleição: não só é um pratinho de emoções para os fãs do género zombie, como alimenta a imaginação (volta e meia dou por mim a conjecturar como sobreviveriam ou não, naquele universo, certas pessoas que eu conheço). E mais do que isso, a série tem sempre uma lição de moral. Já aqui mostrei várias, como a hombridade de Darryl Dixon ou o mau exemplo de Rosita, que se deixou ser "a namorada à falta de melhor".

 Desta feita foi a corajosa Maggie, que - apesar de se sair lindamente tanto em combate como a gerir os recursos dos sobreviventes - caiu no estereótipo engravidou, endoidou.

Pelos vistos, há disparates que não mudam nem com um apocalipse: um deles é o hábito pateta de imensas mulheres, assim que têm filhos, fazerem uma carecada não porque acham bonito ou porque lhes fica melhor, mas porque "é suposto".  O que (não obviamente para todas, mas em muitas) resulta numa perda de feminilidade e é um sinal de outros desleixos. Do complexo deprimente  "deixar de ser mulher para se tornar numa mãe".

É um cliché irritante, não só por o "corte à dona de casa" desfavorecer tantas mulheres e desiludir tantos maridos, mas porque usar madeixas curtas não é necessariamente mais prático (certos cabelos dão menos trabalho quanto mais longos estão, falo por mim).


 Os fãs da série não perceberam patavina do motivo *ainda*, mas a personagem justificou-se com algum lugar comum maçador, tipo "tenho de seguir em frente e não quero nada no meu caminho".

Comentário dos homens cá de casa: ora essa, apanhava o cabelo! Aquela franja nos olhos ainda atrapalha mais!

E é verdade. Não só o penteado pelos ombros de Maggie não era tão grande como isso (e até ver, não foi a causa de nenhum morto vivo a apanhar pelos cabelos) como so far, apesar de todos os horrores, os nossos heróis ainda não foram atacados por piolhos (não pode haver as desgraças todas, e mesmo que fosse assim também não era aquele corte que resolvia coisa nenhuma). E com apocalipse ou sem ele, não faltam pentes, escovas, cremes e champôs (os protagonistas passam a vida a saquear supermercados, drogarias e farmácias com stocks bem recheados). Na cidade onde estão nem falta a electricidade para ligar secadores!

Se há coisa que me arrelia é ver perpetuar estereótipos femininos pouco apelativos - mesmo com as desculpas esfarrapadas da queda da civilização e do fim do mundo.



 

Sunday, February 7, 2016

Apuleius dixit: mulheres, cuidado com a tesoura



Há dias estávamos cá em casa a ver os episódios mais recentes de Big Bang Theory e comentámos como Kaley Cuoco, a adorável Penny, perdeu imenso ao ter cortado as suas madeixas. É que há mulheres que ficam bem de cabelo bastante curto - não só lhes dá um ar mais sofisticado como lhes acentua os traços - mas sempre tive para mim que há poucas que fiquem melhor assim. São mais as que apenas escapam com isso sem estragar a beleza toda. 



Atenção-  é verdade  que mulheres realmente belas não precisam de se esconder atrás de um cabelão (recurso imediato de algumas raparigas vistosas, mas de traços grosseiros e gosto duvidoso).

 Mas não deixa de haver algo de mágico, de eterno feminino, num cabelo longo q.b. e bem tratado, penteado adequadamente sem exageros, brilhante, sedoso, aveludado, da sua cor e textura naturais ou se, avivado ou transformado por qualquer artifício, tão perfeitamente cuidado que tal não se note em raízes crescidas, pontas espigadas nem aquele horrível ar de "graxa" ou "palha".

A não esquecer também que as proporções e o estilo de cada uma contam muito: por vezes, quem decide fazer um corte radical pensa apenas se lhe vai bem ao rosto ou não, descurando o resto do corpo e a forma como costuma vestir. Regra geral, sempre  me pareceu que mulheres mais atléticas, curvilíneas ou cheiinhas, com busto acentuado e ombros largos -como  Kaley Cuoco - não ganham tanto em usar o cabelo muito curto: dá ideia que lhes faz a cabeça demasiado pequena em cima do resto, a não ser que optem por um estilo clássico, requintado, muito composto e pouco revelador (vide Morena Baccarin em "V" ou Robin Wright em "House of Cards"). 



Quem tem curvas, se quer cortar, melhor fará em optar por um penteado médio e bem feminino, estilo anos 50, como o de Marilyn Monroe e Ava Gardner.



Numa mulher franzina, uma Kate Moss, uma Twiggy ou Mia Farrow, o caso é outro; essas suportam melhor o "pixie cut" ou "corte à rapaz", dependendo tal escolha apenas do gosto pessoal por um look mais ou menos feminino no sentido tradicional do termo. 



Depois, uma coisa é a sofisticação, outra muito diferente é o sex appeal; uma coisa é a moda e o que agrada à fantasia das mulheres, outra é o que apela ao sexo oposto (pense-se em sex symbols como Brigitte Bardot, Raquel Welch, nos Anjos da Victoria´s Secret, todas do agrado "deles").  É preciso encontrar esse equilíbrio delicado dentro do bom gosto. Mas sou suspeita, pois acredito no que as avós me diziam: quem tem um cabelo bonito, é uma pena não tirar partido dele. Sendo que tirar partido não é necessariamente andar por aí com uma "peruca" enorme, sem corte ou volumosa em demasia, fazendo pouco caso do conjunto.

Pensando nisto, lembrei-me deste texto encantador sobre o assunto, da Metamorfose (vulgo, O Asno de Ouro) de Lucius Apuleius:


"(...) se se cortam os cabelos das mais bela das mulheres, despojando a sua face desse ornamento natural, ainda que ela tivesse descido dos céus (...) fosse a própria Vénus, não poderia agradar, nem sequer a Vulcano. Que há de mais encantador do que cabelos de linda cor, propriamente penteados, que lançam ao sol um clarão doce ou brilhante deixando diversamente deslumbrados os olhos? Não é também um encanto ver uma quantidade de cabelos artisticamente levantados no alto da cabeça ou de um comprimento raro, esparsos e flutuantes sobre os ombros?".

O nobre escritor romano falava a verdade na óptica masculina. É que já se sabe, os homens nisto querem a eterna Vénus...agradam-lhes as madeixas a compor o conjunto, as ondas onde gostam de correr os dedos. Nada a fazer. Em todo o caso é só cabelo, logo volta a crescer: cada uma que faça do seu o que achar melhor, desde que não insista em dar-lhe uma tesourada para a seguir se lamentar, como um Sansão de saias, que perdeu a força da sua feminilidade. Para isso é que não há paciência...

Wednesday, December 23, 2015

Receita da semana: trio maravilha para um cabelo impecável




Já sabem que às vezes gosto de recomendar combinações de produtos com marcas, preços e propósitos diferentes que por qualquer razão, juntos funcionam. São coisas que acontecem quando é preciso dar uso aos cosméticos que se vão comprando.

E recentemente, descobri sem querer uma mistura que resultou às mil maravilhas para dar ao cabelo aquele efeito difícil de conseguir. Ou seja, a combinação perfeita entre volume e ultra macieza. You know, quando as madeixas ficam soltas, brilhantes que se fartam, aveludadas de alto a baixo, sem pontas rebeldes nem aqueles fiozinhos eléctricos,  mantêm a forma que vocês lhes deram ainda que o penteiem, prendam e voltem a soltar? E o melhor: sem muito trabalho (a seguir fiz apenas um brushing normal sem usar ferro nem fixadores, só com um pouco de qualquer sérum  nas pontas por descargo de consciência) e a manter-se impecável para o dia seguinte.

Em pessoas menos alma-aflita ou com um cabelo mais crespo do que eu até acredito que durasse mais do que isso, mas acho que dia-sim-dia-não é o limite para o cabelo estar sempre impecável.

Pois bem, anotem a receita: falei-vos há tempos do super amaciador baratinho-mas-de-efeito-dispendioso da marca espanhola Amalfi, que podem encontrar no Jumbo, em bazares e em lojas como a Espaço Casa ou a De Borla. A marca tem outros cosméticos igualmente bons, nomeadamente estes champôs variados:




O alisante, de abacate (verde, à esquerda) é quanto a mim dos melhores champôs efeito liso do mercado. É que o brushing fica feito sem canseiras, enquanto o diabo esfrega um olho. Mas desta feita usei a versão de keratina (já me falaram na embalagem grande, que tem também máscara e amaciador, mas desta vez usei o desta colecção):




Depois, como andava lá em casa um amaciador Herbal Essences Hidratação Profunda que tinha de gastar e eu tenho um fraquinho por cheiro a coco, vai de o usar como se fosse uma máscara. Regra geral confio na Herbal Essences, especialmente nas fórmulas mais hidratantes, e gosto sempre de ter alguma coisa da marca para quando apetece usar. É só deixar repousar um bom bocado no cabelo. Rematei com o condicionador em spray de volume da Gliss, que como tenho insistido por aqui, é a minha marca de eleição. Convém deixar o condicionador ser absorvido pelo cabelo antes de passar o pente.

Foi só secar/escovar, et voilà: brushing ultra rápido, cabelo super hidratado sem ficar pegajoso, efeito acabadinho-de-sair-do cabeleireiro. Já testei a combinação mais do que uma vez e resultou sempre bem, por isso achei que gostariam de saber para evitar aquelas correrias "tenho de passar no salão porque não se faz nada do meu cabelo" nestas Festas. 





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