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| Pigalle, Louboutin |
Anda toda a gente encantada com os Pigalle, de C. Louboutin, e
stilettos semelhantes. A versão da Zara deste sapato clássico promete ser um enorme sucesso. Pessoalmente, em matéria de saltos muito altos prefiro os
pumps compensados e arredondados, e espero sinceramente que tenham vindo para ficar: dão outro apoio, têm mais graça, prestam-se a
designs invulgares...
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| Blade, Casadei |
Mas acho muito refrescante que se voltem a ver as biqueiras aguçadas e os sapatos delicados, para variar. Se não conferem tanto suporte como os modelos com plataforma - e provocam mais facilmente dores na base dos dedos - têm a vantagem de alongar visualmente a perna, e ficam fantásticos com saia lápis. É bom que se possa optar por um ao outro, consoante a
toilette, a ocasião e a anatomia e/ou sensibilidade de cada mulher. O modelo
Blade, da
griffe italiana Casadei, que faz as delícias das celebridades, tem mesmo uma pequena plataforma incorporada para tornar o
stiletto tão cómodo (salvo seja) como um sapato compensado. Ter atenção a esses pormenores, bem como à inclinação - que não deve arquear demasiado o pé, nem forçar o tornozelo - e à maleabilidade do sapato são condições imprescindíveis para os usar sem sofrer desnecessariamente. Há dias lembrei-me que tenho uns sapatos idênticos aos Casadei que trouxe do estrangeiro e que ficaram guardados (como todos os sapatos bicudos). Na altura só encontrava por cá saltos sem graça e encarreguei-me de comprar alguns diferentes, que sem dúvida vão dar jeito para usar agora - uma vez por outra. Curiosamente, também são equipados com umas almofadinhas invisíveis na parte frontal, para absorver o impacto. Ajuda imenso, e um sapato que mete medo torna-se assim muito mais agradável de calçar...