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Monday, November 19, 2018

Amor em tempos de...paz, amor e rock n´roll




Ando há bastante tempo para criar um post sobre o Woodstock - ou antes, sobre o street styling do Woodstock, porque houve realmente looks incríveis no festival mais ou menos improvisado que correria extraordinariamente bem e viria a ser um dos eventos mais emblemáticos de todos os tempos, símbolo incontornável do movimento Flower Power e dos protestos contra a Guerra do Vietname e a favor dos Direitos Civis. 

O que se pensava ser apenas "um festão numa quinta" acabaria por se tornar o retrato de uma geração e de um tempo em que os idealistas eram ingénuos mas realmente bem intencionados e sabiam vestir de forma controversa para as normas da época mas continuar giros - ao contrário dos snowflakes de hoje que só dizem disparates, falam de barriga cheia e se põem feios de propósito. 

Deve ter sido uma época interessante para se ser jovem, por muito que eu ache que certas "novidades" que sairam daquelas cabeças mais valia nunca terem existido, porque abriram portas a muita coisa que me desgosta hoje em dia. Enfim, a História nunca se faz sem solavancos e sem que algumas coisas mudem para melhor e outras tantas para pior...


 De qualquer modo, creio que se inventassem uma máquina do tempo eu daria um pulinho ao Woodstock, apesar de Festivais não serem o meu cup of tea e de o pivete a marijuana me dar volta ao estômago a uma distância de 100 metros. Isto se a máquina do tempo incluísse uma casa de banho com duches, ou nada feito. Até posso gostar de brincar aos hippies uma vez por outra, mas sempre em versão limpinha. 

E curiosamente, foi um casal "não hippie" que passou a ser a cara do Woodstock: em Agosto de 1969 Nick e a sua então namorada, Bobbi (ele empregado num banco, ela ainda na faculdade) ouviram na rádio o aviso das autoridades para que as pessoas se mantivessem afastadas do pandemónio nas imediações do festival. 



Como os jovens têm por hábito ser do contra, agarraram em alguns amigos, pegaram na carrinha da mãe de um deles e foram ver o que se passava. Acabaram por gostar do ambiente de espontânea alegria e música que se tinha criado e ficaram, embrulhados numa colcha que encontraram abandonada a um canto.

De madrugada o fotógrafo Burk Uzzle, trabalhava para uma agência noticiosa mas decidira ir registar o evento por sua conta, viu o casal abraçado de pé contra o nascer do sol, achou a imagem bonita - e sem que os visados se apercebessem, registou o momento.



O festival acabou, a multidão dispersou e Nick e Bobbi voltaram às suas vidas normais de quem não é hippie, com responsabilidades e contas para pagar - viriam a casar dois anos e pouco depois. Só quando o álbum com a música do Woodstock veio a público souberam que tinham sido fotografados...e que estavam famosos! (Quanto a mim foi uma sorte a relação ter resultado- imaginam-se a aparecer ad aeternum ao lado de um ex em tudo quanto é merchandising de nostalgia? Cruz Credo!).




Quase 50 anos volvidos, o casalinho continua apaixonado, a receber correio dos fãs e a dar ocasionalmente entrevistas sobre as suas memórias. Numa delas, os eternos namorados partilharam mesmo a receita para um amor sem prazo de validade e um matrimónio bem sucedido:

"O casamento é difícil. Há bons e maus momentos. É preciso escolher as batalhas: às vezes é muito mais fácil ser feliz do que ter razão. É preciso perguntar a nós mesmos- estou melhor com ou sem esta pessoa? E se estamos melhor com ela, então fazemos com que resulte".

Quanto a mim, esta é a fórmula mais sensata de todas. Devia vir escrita em papel selado quando se avançam com os documentos na conservatória....




Wednesday, October 10, 2018

Casamento: a nobre arte do "cá nos havemos de arranjar"


Cindy Crawford e Rande Gerber

 Há tempos reparei em duas frases sobre a vida de casal que me deixaram a pensar. A primeira, do filme "Cavalo de Guerra" traduz algo que decerto passa pela cabeça de muita esposa por este mundo fora (principalmente daquelas que têm a seu lado homens bons mas impulsivos, que às vezes fazem disparates). 



Quando o desastrado marido da personagem de Emily Watson lhe pergunta se ao fim de tantos anos de casados ela não está já fartinha dele, a resposta dela é sublime:
"Posso detestar-te mais, mas nunca hei-de amar-te menos".
 

Ela sabe o homem corajoso e esforçado que ele é - apesar de ter voltado da guerra traumatizado e com uma perna doente, o que o leva a refugiar-se na bebida e a tomar decisões menos benéficas para a família. Conheceu o esplêndido rapaz que ele era antes disso, por quem ela se apaixonou e com quem escolheu casar mesmo quando ele regressou danificado e uma sombra de si próprio. E como é uma mulher forte e sensata, escolhe fixar-se nisso (nesse lado que ela conhece, nesse amor e nas qualidades que ele conserva) em vez de se concentrar nas dificuldades que têm passado juntos.
 Nem sempre se gosta, todos os dias, das pessoas que se ama. Amar-nos uns aos outros mesmo quando não estamos lá muito amáveis (ou estamos mesmo em modo detestável) é parte essencial do tecido de uma família.


A segunda lição veio nada mais nada menos que dos Simpsons- que a brincar, a brincar, nos vão dando dicas para um casamento sólido há mais de vinte anos!

Num daqueles  episódios em que há um flashback para os tempos de namoro da Marge e do Homer, ele fez uma daquelas asneiras monumentais em que é useiro e vezeiro. E apesar de a peripécia ser grave, capaz de deixar qualquer noiva em parafuso e de pé atrás, a boa da Marge decide ir para a frente com o casório, dizendo-lhe:

"Temos uma vida inteira pela frente
 para corrigir esses problemas".


Ora aí está uma grande verdade: bem diz o povo "quem pensa não casa". Eu acrescentaria que não casa quem pensa demasiado. A minha avozinha também repetia sempre "o casamento é uma carta fechada" e "amanhã Deus dará".



 Certamente há defeitos de carácter tais, ou relacionamentos tão tóxicos e incompatíveis, que dificilmente têm remédio por mais que as pessoas até pareçam gostar uma da outra: é o caso da violência, da infidelidade e de outras questões graves. Em situações dessas, mais vale recuar e procurar a  felicidade noutro sítio, especialmente quando só uma das pessoas parece esforçar-se para levar a relação a bom porto. E nem falemos dos casos em que só uma parte está interessada (ou continua a investir porque afinal já desperdiçou não sei quantos anos e mais vale *tentar* casar com o diabo que se conhece do que com o que não se conhece) e a outra vai deixando andar à falta de melhor. Se é assim, direita, volver! Abortar missão e para a frente que atrás vem gente!


Porém, quando não é assim; quando um casal realmente se adora, quando tem aquela cumplicidade e compatibilidade que é difícil de encontrar e se as coisas funcionam APESAR DESSA QUESTÃO INCÓMODA, então trata-se apenas de limar arestas, ao estilo "a mulher educa o marido e vice versa". E isso não se consegue de um dia para o outro... portanto é melhor armar-se de paciência, não encher o sótão de macaquinhos, arranjar um saco cheio de confiança mútua e dar um grande salto de fé, repetindo os mantras "cá nos havemos de arranjar" e "a seu tempo lidamos com isso".



Entrar num casamento conhecendo a jóia que se tem ao lado e os polimentos de que ela necessita é, a meu ver, uma atitude mais madura e bem preparada do que caminhar para o altar aos pulinhos, no impulso da ilusão, apenas para levar um grande balde de água fria pouco depois e desistir à primeira (e inevitável) tempestade. Afinal, não há relação perfeita, por muito maravilhoso que um casal seja e por mais apaixonado que se mantenha.  Porém, a boa notícia é que se vai ter de lidar com a pessoa todos os dias e enfrentar montes de desafios grandes e pequenos, o que fará com que as questões mesquinhas se vão diluindo. Uma vida inteira é muito tempo, e o tempo- mais os afazeres do dia a dia- é um santo remédio.

Alguém muito sábio disse que o amor não é só um sentimento: é uma escolha diária. Mas também é feito de muita paciência e esperança para um permanente "logo se vê".

Monday, March 19, 2018

A nobre arte de... pedir referências antes de se apaixonar, como Cristina da Dinamarca

 Christie Brinkley e Peter Cook

Ontem deparei-me com uma estória rocambolesca de celebridades que me tinha passado ao lado. 

Parece que em 2008, a eterna supermodelo Christie Brinkley (considerada a rapariga ideal no início dos anos 1980 e que não se faz velha nem por nada apesar de já ir nos seus 60 e picos) teve um monumental desgosto com o seu último marido, o arquitecto e alpinista social Peter Cook, que acabou com um longo e escandaloso divórcio em praça pública. Aparentemente eram um casal lindo de morrer, apaixonado e com dois filhos amorosíssimos; mas às escondidas, Peter era um homem sórdido, vicioso sem remédio, com uma fixação por pornografia e por raparigas muito jovens

Peter Cook e a esposa que se seguiu, Suzanne

Quando Christie descobriu que o marido se tinha envolvido com a sua assistente de dezoito anos, tomou a atitude que cabe a qualquer mulher com dois dedos de dignidade e pôs-lhe as malinhas à porta. E o escroque, que não tinha mesmo escrúpulos, agiu como qualquer escroque que se preze: denegriu-a para quem quis ouvir, tentou ficar com a custódia dos filhos mesmo sabendo os lindos comportamentos em que andava metido e não contente com isso - apesar de os advogados que a ex lhe atirou às canelas conseguirem evitar o pior - ainda conseguiu arrancar um par de milhões da fortuna da modelo.




 Ela lá se deu por satisfeita ao livrar-se de tal encosto, em modo "pago para desinfestar a praga" e ele, ainda o divórcio não tinha saído, já estava nos braços da primeira ingénua que conseguiu enganar. Suzanne, uma morena relativamente nova nestas andanças de famosos, ficou tão deslumbrada com a boa figura e carisma de Peter que, sem ao menos olhar às acusações de que o namorado era alvo, sem considerar que se ele fosse assim tão bom não estaria naqueles assados, achou que lhe tinha saído ali a sorte grande. 

E vai de agarrar aquela bela peça com unhas e dentes, de entrar em modo mulher da luta, de se sentar ao lado dele no tribunal, de o apoiar cegamente, muito amiga, muito solícita como todas as desesperadas, a ver se ele a pedia em casamento.




Na sala de audiências, Christie avisou-a mesmo "quando ele a trair a si, eu estarei aqui para a apoiar" mas Suzanne, toda serigaita, ainda foi malcriada e
 gritou-lhe que arranjasse outra cantiga, que o argumento da traição já era velho. Tomou a advertência por coisas de ex ressabiada, mesmo perante provas graves.

O bendito divórcio lá ficou concluido, Christie foi contente e airosa à sua vida e Peter enfim, casou com Suzanne...não tardando a fazer a mesmíssima asneira ou ainda pior (afinal, a nova esposa nem tinha fortuna que ele receasse perder) chegando a envolver-se com mulheres de má vida dentro da própria casa e a filmar a proeza.


Suzanne, claro, ficou de rastos por sua vez, ganhou verguenza na cara e teve o brio de se divorciar, não sem antes pedir repetidas desculpas em público à ex que a tentara avisar- desculpas que Christie graciosamente aceitou... ou por ser mesmo boa pessoa, ou de satisfeita por ver provado que não exagerara uma vírgula.





Isto lembrou-me de outra história curiosa, esta da História inglesa: quando o Rei Henrique VIII perdeu a sua terceira esposa, Jane Seymour, que morreu de parto, ficou devastado. Das suas seis mulheres, ela foi a única a dar-lhe o filho varão que ele tanto desejava e que tinha diplomacia suficiente para lidar com ele. Achando que procurando sozinho não acertava uma, o Rei conformou-se com a ideia de um casamento arranjado e mandou o seu principal ministro, Thomas Cromwell, fazer de Cupido: ordenou-lhe que seleccionasse várias jovens elegíveis da nobreza europeia e enviasse uma embaixada com o pintor da corte, Holbein, para achar a candidata perfeita. 


Cromwell sugeriu a encantadora Cristina da Dinamarca, jovem viúva do Duque de Milão.

 Ora Cristina, que com apenas dezasseis anos tinha tanto de bonita como de esperta, não se deixou deslumbrar pela hipótese de se sentar no Trono inglês: toda a gente sabia que Henrique se tinha divorciado da primeira esposa, mandado decapitar a segunda e sabe Deus qual seria o destino da terceira se não tem morrido antes de o Rei se cansar dela. Não querendo fazer uma desfeita directa ao enviado real, Cristina pensou num subterfúgio: desculpou-se com o facto de estar de luto e posou para o retrato vestida com o balandrau menos atraente e mais largueirão que conseguiu arranjar. 



Não satisfeita em esconder as suas formas, completou a toilette enfiando um toucado nada favorecedor pela cabeça abaixo, sem deixar uma só madeixa de cabelo à vista. Mesmo assim, o truque falhou: o Rei adorou os primeiros esboços do retrato e Cristina teve mesmo de recusar a proposta, alegadamente brincando "eu casaria com o Rei de Inglaterra de bom grado...se tivesse duas cabeças!". E de facto não se enganou: o génio violento do seu pretendente não demoraria a fazer das suas: insatisfeito com a noiva que Cromwell lhe desencantara entretanto, Anna de Cleves, divorciou-se dela e mandou o infeliz ministro-alcoviteiro para o cadafalso.

Se Cristina tem cedido à vaidade e à lisonja e ignorado a má reputação de Henrique, pensando "comigo não vai ser assim"...sabe-se lá o que teria sido dela.



Estas duas historietas, uma recente e outra antiga, provam dois factos úteis: primeiro, é certo que o passado de um cavalheiro, embora deva ser tomado em consideração, nem sempre é determinante per se para avaliar se ele dará um bom marido; os homens tendem a comportar-se de modos muito distintos com mulheres diferentes, a distinguir diversão de amor e a atravessar fases estouvadas da vida que arquivam sem olhar para trás (o comportamento feminino, dizem, tem mais tendência a andar em círculos, enquanto o do homem vai a direito e separa mais as águas).

Há mesmo alguns que são capazes de descartarem uma correnteza de mulheres como se fossem lenços de papel, indiferentes aos sentimentos de todas, insensíveis a lágrimas e a fúrias de fêmea rejeitada, nunca se comprometendo verdadeiramente... apenas para logo a seguir se fixarem numa só com paixão avassaladora e casarem, reformando-se por completo, sendo capazes de morrer ou matar por aquela mulher como se não houvesse mais mulheres ao cimo da Terra. 

Em última análise, os ex são como os tarecos na Feira da ladra: o lixo de umas pode ser o tesouro das outras. Certas pessoas são simplesmente incompatíveis entre si, logo o que está para trás pode não ter peso no futuro.




No entanto, face a rumores alarmantes e a alegações de comportamentos mais... fora do vulgar, é preciso averiguar e, caso seja verdade, ver se esse passado é muito recente mas principalmente, se envolve um historial de traição, vigarice ou violência.

Isto porque se as rapaziadas de solteiro, por muito que sejam terríveis, podem ter remédio, a infidelidade  assenta num princípio de total desrespeito: pela outra parte que alegadamente se ama, pelos seus votos, pela palavra dada. Um D. Juan, solteirão convicto, até pode redimir-se quando encontra o que sempre lhe faltou; mas um traidor é  sempre um traidor, especialmente se tem fama de ser um infiel compulsivo. Pode ter a seu lado a mulher mais perfeita, mais linda, mais atenciosa em todos os aspectos e não lhe faltar nada, que mesmo assim saltará à primeira oportunidade de juntar mais um cromo à sua colecção. O mesmo vale para tendências violentas ou sociopatas.





Segundo, apesar de palavras de ex namorada ou ex mulher (e quem diz palavras, diz aquilo que se sabe de fonte limpa da relação anterior) deverem sempre ser tomadas com desconfiança porque em geral a verdade vem tingida pelo ressentimento ou pelos ciúmes, não é de desprezar o provérbio urbano: "quando um homem diz que a ex é doida, sem assumir qualquer parte de culpa, quase sempre foi ele que deu com ela em doida".

Perante esse género de "avisos" há que considerar duas coisas: a índole da ex e a natureza das acusações dela. 



Se a ex em causa é uma mulher de conduta, meio e ar duvidosos; se a relação entre os dois foi tratada com pouca seriedade desde o início e se ela acusa o ex de bruto e de estúpido, ou de outras coisas triviais, não vale a pena fazer caso. Especialmente se foi ela a rejeitada ou se ficou com alguma pedra no sapato...  Pode realmente dar-se o caso de o rapaz não ser o mais meigo e atencioso dos homens, mas o mais certo é simplesmente ele não ter sido, por motivos óbvios, carinhoso com ela.




Porém, se uma ex que corresponda ao perfil acima descrito acusa o antigo companheiro de infidelidade ou de violência, convém verificar pelo sim, pelo não, fazendo um background check junto de amigos comuns que sejam imparciais, avaliando a pegada digital do moço, etc. Quase sempre essas estórias se sabem- a má reputação corre rápido. O mais certo é ser o ressabiamento feminino a falar e não haver causa para preocupação, especialmente se a criatura tem fama de ser  descontrolada dos nervos, paranóica, mentirosa ou dada ao melodrama; mulheres mal comportadas adoram fazer-se de vítimas. Mas nunca é de ficar descansada, pensando "eu sou tão superior a ela que comigo ele nunca agiria assim". Mais vale prevenir do que ver-se obrigada a ter de dar razão a uma maluca.




Agora, se uma ex respeitável, bem ajustada, sem nada que se lhe aponte e que até tem uma data de pretendentes (ou que já refez a sua vida e anda toda contente) vem avisar de coisas preocupantes, ou fez saber factos graves na altura em que  a separação aconteceu e isso entretanto lhe chegou aos da nova candidata, convém não descartar a hipótese de ela ter razão; uma parte dela até pode tirar certa satisfação em castigar o ex-que-veio-do-inferno (quem nunca?) e a solidariedade feminina ser só parcial, mas frequentemente, onde há fumo há fogo. 

Convém não esquecer que há maus rapazes que têm redenção, mas apenas quando agem por imaturidade ou ainda não encontraram a mulher certa. Esses são felizes excepções. 

Quando a ruindade é de raiz, e é-o amiúde, o único remédio é ler os sinais - venham de onde vierem - e se batem certo, fugir a tempo.

 Afinal, nem é tão estranho como isso dar algum crédito às "referências" do cavalheiro: a maioria das mulheres já teve um ex a quem gostaria de ter carimbado na testa um aviso "senhoras, cuidado que este é artista" para governo das ingénuas que se sigam... 

Thursday, October 12, 2017

Divisão de tarefas: as mulheres e a "carga mental"




Por norma e por princípio, costumo estar no mais completo e assumido desacordo com os exageros feministas. Por vários motivos lógicos ( este texto excelente que encontrei explica tudo) mas sobretudo porque quem engole essa cassete se dedica a debater histericamente problemas imaginários em vez de incidir nas questões que realmente afligem as mulheres por esse mundo fora.



Porém, no meio de tanta tinta desperdiçada em artigos patetas sobre "papéis de género" há um assunto que tenho vindo a encontrar mencionado aqui e ali, e que importa assumir que existe: a sobrecarga mental que cai sobre as mulheres no que toca à gestão da casa.





Isto porque não é que os homens não ajudem (vamos partir do princípio que ajudam e já voltamos a isso mais adiante).

 É que há uma diferença entre "ajudar" e "fazer a sua parte" ou entre "cooperar" e ser pró-activo. Esse ângulo subtil tem aparecido nos média aqui e ali: esta crónica de Paulo Farinha relata um exemplo disso em primeira mão e até mesmo publicações Católicas se têm debruçado sobre ele


"O fenómeno da carga mental consiste em pensar sem parar nas coisas que há para fazer, antes mesmo de delegá-las. É pensar em todo o trabalho quase  invisível que faz um ambiente doméstico funcionar, como a preocupação porque logo vai acabar o papel higiénico e é preciso colocá-lo na lista de compras, o medo de se esquecer de marcar consulta médica, lembrar-se de comprar as passagens para as férias…
Para poder dedicar-se a estas coisas, ou inclusive para delegá-las, primeiro é preciso pensar nelas (...) geralmente é só a mulher que tem que pensar em tudo, já que o marido se coloca em atitude passiva e é preciso pedir-lhe para fazer as coisas”.



É certo partir do princípio que, nos dias que correm, um casal em que marido e mulher tenham carreiras fora de casa se vê obrigado a dividir tarefas. E que muitos homens, tendo vivido sozinhos, são óptimos cozinheiros e "donos de casa".

Depois, eu não serei a típica dona de casa de primeira viagem, desorientada com as alegrias domésticas: dificilmente encontrarão alguém mais antiquada do que eu no toca à imagem da mulher que cozinha bem (e que tira alegria disso) que faz por ter a casa organizada e confortável e que adora mimar a cara metade.

Recebi desde muito nova esses valores: não importa o quanto um homem ajude, não importa se a esposa tem governanta e mulher a dias: supervisionar e orientar é um trabalho minucioso que precisa de jeitinho feminino. Os homens adoram ser apaparicados e as mulheres (as do meu tempo e do meio em que cresci e me movi, pelo menos) gostam de apaparicar. Nada de errado nisso.  Igualmente, sou toda a favor da liberdade (ou mesmo do cenário ideal) de a mulher, se a família tiver meios para se dar a esse luxo, ficar em casa a cuidar dos filhos, ou trabalhar apenas em part time. Principalmente se tiver algum rendimento próprio, porque nunca se sabe o futuro e em todo o caso, é sempre melhor contar com autonomia nos gastos quotidianos.


No entanto, ser tradicional não significa ignorar a tal sobrecarga psicológica que está associada aos afazeres domésticos!




Assim como um homem saber cozinhar e limpar não implica, necessariamente, que o fará ao ritmo necessário para uma vida a dois e/ou com filhos.

 A dinâmica de um casal é diferente de viver em casa dos pais, ou para si mesmo (a) e exige uma adaptação que nem sempre é suave.






 Cenários à parte (independentemente do perfil social, com mais desafogo ou menos, com ou sem pessoal doméstico para ajudar e com mais ou menos apoio da família alargada ) a realidade para a maioria dos casais entre os 20 e muitos e os 40 e poucos é ambos trabalharem fora e (hipoteticamente) dividirem as tarefas em casa.

A palavra corrente é que ainda há muito a evoluir nesse sentido. Para mim, partilhar tarefas é uma conclusão meramente lógica. Se nos anos 1950 a mulher ficava em casa o dia todo enquanto o marido trabalhava para pagar as contas, o justo é que cuidasse do lar e dos filhos. Se hoje os dois têm iguais responsabilidades fora de casa, o justo é que dividam as responsabilidades domésticas como adultos conscientes.







Porém , ainda admitindo que isto acontece - que o marido dá a papinha ao bebé, que aspira a casa, que vai às compras, que sabe cozinhar e faz tudo como manda o figurino sem achar que está a fazer um favor em limpar o que sujou- a verdade é que os homens tendem a um certo comodismo. 

Ou seja, até ajudam...mas esperam que lhes digam o que fazer. E às vezes ficam muito admirados por a mulher refilar que isto ou aquilo não está feito.








"Mas então - resmungam eles- custa alguma coisa
 pedir-me para lavar a  louça/ pôr o lixo fora/ levar o cão à rua?".

Ou ainda "mas está aborrecida porquê? Se ela não me disse para fazer isto ou aquilo!"

E não esqueçamos a mania de fazer as coisas, sim senhor, mas apenas ao seu próprio ritmo, quando bem lhes parece, e não quando a necessidade surge, vulgo: "eu já disse que aspirava/limpava e trato disso daqui a bocado/amanhã de manhã".

Ou seja, mesmo no nosso mundo supostamente igualitário, a biologia ataca e o homem tende a ataques de criancice, querendo ser mimado como se a mulher estivesse em casa a tempo inteiro ou, pelo menos, esperando ser orientado naquilo que é preciso. O pior é que planear, decidir, escolher, representa metade do esforço que é preciso para realizar as ditas tarefas. Estabelecer a lista das coisas para fazer, lembrar a cara metade de as levar a cabo e verificar se foram feitas é um trabalho em si mesmo - e um trabalho exaustivo, que faz a mente feminina funcionar como um ábaco o dia todo. Supostamente, eles tendem "a deixar-se levar a partir do momento em que começam uma vida a dois




O que a longo prazo acaba por se tornar opressivo, deixar a  mulher à beira de um ataque de nervos/fanico/esgotamento e na melhor das hipóteses, fazer com que ela caia na tentação de ralhar e murmurar. Muitas mulheres anseiam - por exemplo- pela hora de regressar ao trabalho a full time depois da licença de parto, porque já não podem ver roupa e louça à frente!


O remédio para tal "mini flagelo" reside na comunicação diária, verbal e não verbal; mas também em as mulheres adoptarem uma atitude mais relaxada, não querendo tudo na perfeição e deixando que as consequências/ actos falem mais alto do que muito palavreado. 


Ou seja, primeiro há que chegar a acordo quanto a  quem faz o quê, mesmo que seja em modo "fake it ´till you make it" - assumindo que o acordo poderá não resultar na perfeição ao início.



Segundo, abandonando a atitude "nunca peças a um homem para fazer o trabalho de uma mulher". Se o marido não desempenha as tarefas tão bem como se gostaria, ou na ordem/ritmo que seria de desejar, paciência; é melhor do que nada e só a prática leva à perfeição. 

 Terceiro, é preciso encarar a questão com bom humor. Rir dos desastres é o melhor remédio!  Há dias, regressava eu com o meu mais que tudo do supermercado e dei-lhe à escolha: ou ele tratava da louça e eu arrumava as compras, ou vice versa. Ele, que detesta vivamente a louça mas gosta ainda menos de andar no tétris com o frigorífico e os armários, (apesar de ser muito mais alto e de ter muitíssimo mais jeito do que eu para isso, diga-se de passagem) lá se conformou com o pior dos dois males e pôs-se a lavar os pratos, não deixando de atirar um chiste à bonita forma como as mercearias iam ficar organizadas... devolvi-lhe a graçola e lá continuámos. Mas como desde que o mundo é mundo os homens não sabem fazer nada sozinhos, sempre me ia pedindo que lhe chegasse isto ou aquilo ou tirasse mais aqueloutro da frente.




É claro que eu, impaciente e cheia de sono depois de um dia  caótico, resmunguei se quando eu lavava a louça, por acaso lhe pedia que limpasse o espaço para eu poder trabalhar...e disse que se desembaraçasse porque eu ainda nem tinha descalçado as botas!

Pois não se ficou e desatou a imitar-me, nos seguintes termos:

"Olhem para mim, pobre de mim, sou uma infeliz, sou uma desgraçada...ai de mim, que vou morrer calçada!".


É óbvio que desatámos a rir e acabou ali a má disposição.





 E por fim, em quarto, é vital saber realmente delegar e confiar; por muito que doa deixar a casa menos impecável! Ausentar-se  quando necessário sem preparar tudo, ou deixar por fazer aquilo que de todo não pôde ser acabado, sem sentir culpa, tem mais poder do que muito sermão. Bem dizem os ingleses: aquilo que não pôde ser feito, não era tão importante como isso.






Afinal, como prega o povo, ou há moralidade ou preguiçam todos. Não ter peúgas enroladinhas na gaveta 
 uma vez por festa (e ter de as ir "pescar" ao cesto da roupa lavada pela manhã) ou encontrar a casa num rodilho quando chega, em vez do cenário aconchegante a que se habituou, não mata ninguém - mas terá decerto mais efeito num homem do que pedidos, censuras e ameaças. 

Por vezes é preciso combater uma atitude desfasada dos tempos com outra atitude à moda antiga: ou seja, aplicando o remédio da minha santa avozinha... dar-lhes o desconto que se dá às criancinhas e mostrar, como se mostra às mesmas criancinhas, que as atitudes mandrionas têm por consequência o desconforto.

Wednesday, October 4, 2017

Oh senhoras (?) por favor...depois não se queixem! (Basic Bit*hes, Parte I)


Cada vez mais,  fico admirada (e em alguns casos, envergonhada) com certas coisas que leio para aí, escritas por raparigas casadoiras ou esposas entre os vinte e muitos, trinta e picos. E pergunto-me para que ideia de casamento é que estas meninas foram educadas...

A supermodel Miranda Kerr fez cair o Carmo e a Trindade quando há umas semanas disse que as mulheres devem ser femininas e fazer por agradar aos olhos do marido. A sensata beldade segue o conselho da sua avó, que sempre a avisou que os homens são seres visuais. Logo,  uma mulher deve fazer um esforço para estar linda quando a cara metade chega a casa: pôr um vestido sexy ou um robe de seda e um bocadinho de maquilhagem (podem ler os seus conselhos aqui na íntegra).




E (para horror e ultraje das emancipadinhas de serviço) a modelo empreendedora, independente e podre de rica, que também criou a sua própria linha de cosmética, acrescentou que em trabalho é toda decidida, assertiva e mandona se for preciso; mas que em casa gosta de relaxar, cozinhar como uma chef, assumir uma postura mais gentil e feminina e permitir que o marido ( o multi milionário fundador do Snapchat) "vista as calças" e se sinta no seu papel masculino e poderoso.



 "É um bom equilíbrio" diz ela. De resto, Miranda é cá das minhas: não acredita que uma mulher deva tomar a iniciativa, correr atrás e tirar ao homem o prazer da conquista. Defende que os homens gostam de se sentir respeitados e as mulheres, acarinhadas.

"Não façam tudo por um homem. Se ele estiver interessado, vai querer fazer coisas por vocês". 

 É claro que estou completamente de acordo com Miranda: uma mulher realmente poderosa não tem medo de permitir ao homem guiar a dança, ao sabor da Mãe Natureza. E em troca do esforço dele para a conquistar, ela faz o esforço para agradar. Elementar. Amor com amor se paga.




Pois nem preciso de vos dizer que as reacções que se seguiram nas redes sociais da vida foram perfeitamente incendiárias!

Não faltaram jovens mulheres casadas (e outras que gostariam de estar casadas mas não conseguem encontrar um homem bom/segurar homem algum, não sabem elas porquê...) a dizer coisas do tipo: "só me faltava essa! Que grande canseira!  ou "quem me ama tem de me amar de fato de treino e toda desarranjada!" e ainda "é fácil falar para uma modelo rica que ganha a vida a parecer uma boneca insuflável e tem criados para lhe tratar de tudo!".




Houve ainda quem apontasse que a boa da Miranda, que sabe tanto, não conseguiu conservar o primeiro marido, Orlando Bloom.

 Bom, não sabemos o que se passou; mas não só o ex deve ter algum respeito por ela (já divorciado até chegou a bater em Justin Bieber para a defender, recordam-se?) como se calhar, só se calhar, foi ela que quis alguém com uma postura mais tradicional. Afinal, Orlando Bloom, depois do divórcio, andou a namorar com a feminazi das feminazis, Katy Perry. E o segundo marido é tão bem apessoado como ele e mais alpha male. Além de ultra milionário, o que, não precisando ela de mais dinheiro, pesa na balança social  em termos de grau de alfa macheza. Adiante.




É óbvio que também apareceram mulheres ajuizadas a dar-lhes respostas do tipo "chegar do emprego e não mudar logo para roupa de andar por casa nem tirar a maquilhagem não é exactamente física quântica" ou "um esforçozinho não mata ninguém. Eu gosto de estar bonita não só por ele, mas por mim" . Mas o tom geral nos comentários foi o "venha a nós" o desleixo, a preguiça e toda uma atitude de desafio

Desafio contra quem, ou contra quê? Nem elas sabem, mas tenho a certeza que só funciona contra elas próprias...


Parece que o mulherio de hoje (ou certo mulherio) quer tudo sem dar nada em troca. Estas meninas querem ser elogiadas pela beleza sem tomarem os mínimos cuidados com o físico e a toilette, e querem arranjar/ conservar um bom marido enquanto se comportam orgulhosamente como destravadas ou desesperadas em solteiras...e como generalas e biscas se eventualmente casam.

 Resumindo: não querem ser "wife material", não querem ser boas esposas, mas querem um óptimo marido?

*Pausa para sorriso maquiavélico, encolher de ombros incrédulo, revirar de olhos e face palm*


Criaturas do Senhor: não dá, não funciona!



Mas perguntarão vocês, porquê dar ao post o subtítulo "basic b***ches"? 

Simples: o  conceito de "basic b*tch"  banalizou-se na cultura pop para definir uma rapariguinha fútil,  cabeça de vento, instruída mas sem grande cultura nem bom gosto, que adopta todas as tendências do momento sem pensar se lhe vão bem, que só ouve e lê o que é comercial, que compra todas as ideias superficiais que os media lhe impingem. 




Em suma, uma alma sem referências, nem refinamento,  nem personalidade, que mal arranha a superfície. Creio bem que o termo se aplica lindamente à noção que muitas mulheres hoje têm acerca do seu papel num relacionamento: querem o "boneco" e o status de casadas perante a sociedade; mas só superficialmente, sem sacrifícios, sem trabalho. Adoptam, sem pensar e nos aspectos mais importantes das suas vidas, o que meia dúzia de jornalistas amarguradas com a vida lhes impingem nas revistas femininas e sites feministas. Num bovarismo desbragado, acham que tudo lhes é devido. Esperam ser tratadas como princesas quando se comportam como peixeiras (sem ofensa às peixeiras que se fartam de trabalhar e muitas serão óptimas esposas). São, em suma, básicas. Mas acham-se o máximo, pensam que merecem tudo,  exigem ser vistas como jóias raras e preciosas. 


 OK, continuem a acreditar nisso- que a Miranda lá está contente, bem casada, mimada e irritantemente feliz. 

 Nota: continuaremos a analisar este "fenómeno" por outros ângulos na segunda parte deste post, porque é muita "basiquice" junta para dizer tudo num só!



Friday, May 19, 2017

As coisas que eu ouço: com esposas destas...





No ano passado uma colega de profissão, personal shopper numa elegante loja de departamento no centro de Londres, contou-me uma história que me ficou. 

Antes de mais deixem-me dizer-vos que mesmo no nicho de luxo um personal shopper e/ou stylist encontra vários tipos de clientes. Há o dinheiro velho, o dinheiro novo, os magnatas do petróleo, o cliente que vive dos rendimentos, a aristocracia, a princesa árabe, o multimilionário, a celebridade, o profissional liberal bem pago, a mulher de carreira que poupa o seu dinheirinho extra para comprar uma carteira extravagante...

Tudo perfis diferentes com prioridades, gostos e orçamentos distintos. A essa minha amiga calhou-lhe certo dia uma senhora muito expansiva que não se calava com a sua nova casa em Miami, que estava a redecorar enquanto o marido corria mundo a tratar dos seus negócios. Naturalmente, a minha colega assumiu que se tratava de algum milionário da banca ou das novas tecnologias, desses para quem fazer mais dinheiro é puro passatempo e não uma necessidade. E no decorrer da conversa habitual nestas situações, lá lhe perguntou, querendo ser amável:

- É uma pena o seu marido não a acompanhar à América...deve sentir imenso a falta dele, não?

Responde a senhora, com o maior à vontade:

- Oh! Ainda bem que ele se ausenta tanto! Se ele não trabalhasse tanto assim, não poderíamos ter todas estas lindas coisas...


Moral da história: o pobre homem não era assim tão abastado, e lá se andava a esfalfar para satisfazer os caprichos da tonta da esposa, que fazia lembrar aquela cantiga dos Mamonas Assassinas: mas a pior de todas é minha mulher/ tudo que ela olha a desgraçada quer. E o pior é que conheço outros casos, até da classe média baixa, da pequena burguesia remediada, em que a mulher se porta exactamente da mesma maneira: o desgraçado a estafar-se no supermercado ou na fábrica, e a vaidosa de uma figa ansiosa para o despachar para comprar o último grito em  tupperwares, ter um carro igual ao da amiga mesmo que não lhes convenha ou manter as unhacas de gel. 

E o inverso também sucede: mulheres que , sem que seja preciso, se focam apenas na carreira e dsleixam o resto, para ostentar isto ou aquilo.
Isto porque, trabalhe a mulher ou fique em casa, o orçamento familiar é o orçamento familiar. Não mudou com a alteração de papéis...
 

Este egoísmo faz-me muita impressão - cresci rodeada de exemplos de casais que não se podiam ver um sem o outro. E apesar de achar que marido e mulher devem apoiar-se mutuamente para alcançar objectivos, em modo "por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher, e vice versa"; embora creia que é maravilhoso que um marido mime a cara metade dentro das possibilidades com as miudezas que o mulherio tanto aprecia... haja prioridades. A uma mulher apaixonada, até a mera separação pela manhã é suposto custar.
 É certo que há por aí casórios por toda a sorte de motivos -e casamentos "de razão" que até resultam - mas escapa-me como é que uma mulher põe coisas, tralhas, bugigangas,  à frente do bem estar e da saúde do marido, à frente da felicidade conjugal, da harmonia familiar e da paz doméstica. Já bastam os sacrifícios e as saudades que não se podem evitar, quanto mais!
 Se uma mulher não se casa com um homem para o adorar, para o fazer feliz, e receber outro tanto de volta, melhor faria se estivesse quietinha. Se não sente a falta dele dele, talvez não devesse ter casado. Bem diz a Bíblia e com razão, que a mulher virtuosa é difícil de achar, vale mais que rubis e edifica a casa, enquanto a mulher tola a destrói. Depois corre mal, e bem que choram e se queixam e vão à cartomante tentar resolver os problemas que elas próprias criaram. #ohmulhertenhajuizo


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