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Thursday, October 18, 2018

Objectivo de vida: ser uma avozinha gaiteira (e cheia de estilo, como Joan Collins ou Faye Duynaye).




Isto para não ser indelicada e enunciar, preto no branco, um dos meus #lifegoals: um dia, ter a felicidade de ser uma velha gaiteira (e jarreta e careta e embirrenta mas absolutamente adorável ou seja, ficar mais velha mas de resto, não mudar absolutamente nada, cof, cof).

Por isso fico toda contente quando vejo anúncios de moda, como este da marca de calçado (britânica mas que manda fazer muito sapatinho em fábricas portuguesas) Kurt Geiger, com a sempre bela Dame Joan Collins:




Reparem como a eterna Alexis (eu era tão pequena que a única coisa que recordo de Dinastia é mesmo o panache da Alexis) continua linda de morrer, elegantíssima, bem disposta, a fazer luzir uma saia lápis como poucas, com um palmimho de cara e umas pernas que tomariam muitas de vinte!

 E não me tragam cá "oh Sissi mas olhe que isso é tudo plásticas" e "com a vida dela também eu", que isso das intervenções estéticas pequenas ou grandes não resolve tudo, até porque sem bom senso é quase sempre pior a emenda que o soneto. Não faço ideia qual é a rotina de beleza da actriz (que ainda me vai fazer mais feliz nos novos episódios de American Horror Story- how cool is that?). Nem o que mexeu ou deixou de mexer no rosto e no resto;  o que importa é que claramente o seu objectivo nunca foi esconder a idade (o que seria inútil) mas apenas continuar a ser bonita. Qual velhice, qual carapuça. 







Outra campanha que adorei (e que está a ser responsável por esgotar a carteira "Sylvie" em toda a parte, para tristeza dos meus clientes e mal dos meus pecados) é esta da Gucci, em que Faye Dunaway (77) contracena com a it girl francesa SoKo (32). As duas actrizes fazem de mãe e filha no luxuoso cenário de Beverly Hills, e ficam igualmente bonitas com as coloridas toilettes de Alessandro Michele- prova genial de que o estilo não tem idade e de que as mesmas roupas podem ser usadas em diferentes fases da vida, desde que com o styling adequado. Brilhante!




Já  por aqui falei várias vezes de como me faz feliz ver pessoas que continuam a ser elas próprias na terceira idade, principalmente no que ao estilo diz respeito.





 Senhoras e cavalheiros janotas que mantêm a sua figura, continuam a vestir mais ou menos o mesmo tamanho, a exercitar-se, a ter a mesma cara mais ruga menos ruga (nem tudo está na mão de cada um (a) mas ter cuidados ajuda)  e  a esmerar-se com a sua imagem, a divertir-se, a fazer troça de tudo, a não se levar demasiado a sério, a entusiasmar-se com hobbies, a ter objectivos e sonhos próprios,  a ralar-se com outras coisas que não as idas ao médico e os netos (que têm um lugar muito importante, claro, mas enquanto uma pessoa cá anda ainda tem uma vida sua; não precisa de cuidar só da dos outros como se estivesse para bater as botas mais minuto menos minuto).





 Gosto de gente cheia de vida e lá dizia a nossa Lili Caneças (também ela adepta do lema da Tia Pureza "o que importa é a alegria de viver e a caturreira"), estar vivo é o contrário de estar morto. A pobre senhora foi parodiada até à exaustão pela simplicidade da frase, mas as pessoas são demasiado básicas para entender boa filosofia quando a ouvem, é o que é. O que não falta para aí é gente morta viva- até gente nova- que anda na vida por ver andar os outros.

Depois, parecer bonito, estiloso e jovem(a) quandos se é jovem não é nenhuma proeza. É algo que está ao alcance de qualquer pessoa com um físico aceitável, alguma imaginação e um bocado de força de vontade.


Isso mesmo, Ms. Dunaway!

Porém, a verdadeira beleza e o verdadeiro estilo são outra louça: passam o teste do tempo. Já aqui o disse: as raparigas "giras" têm um prazo de validade muito curto, mas as mulheres belas só deixam de o ser se se desleixarem, porque a verdadeira beleza vem da boa estrutura óssea,  da boa genética, de uma alma bonita e de algum trabalho de manutenção (a preguiça não faz parte de uma alma bonita e raramente ajuda a manter o corpo no mesmo estado). Com os homens não é muito diferente: embora eles levem por norma mais tempo a chegar ao seu auge (o que lhes dá uma reputação de se conservarem melhor) se lá não chegam aos trinta e poucos, nada feito e depois é quase sempre a descer.

E com o estilo passa-se  outro tanto: há muito quem tenha tido (ou parecesse ter) estilo em novo, mas conservá-lo é outra história. Quantos ídolos de outras décadas não parecem hoje pessoas exactamente iguais a todas as outras, isto quando não congelam no tempo e ficam horrivelmente datadas? Lá dizia Coco Chanel: as modas passam, o estilo permanece.


Sophia Loren- Dolce & Gabbana

É por isso que tenho um enorme respeito por figuras como Sophia Loren (84) Sean Connery (88) Karl Lagerfeld (85), Jessica Lange (69), Raquel Welch (78)  Susan Sarandon (72) Mick Jagger (75) ou o Duque de Edimburgo (97) entre outras que agora não me ocorrem, sem contar com as que nos deixaram recentemente mas permaneceram maravilhosas até ao fim, como o meu adorado David Bowie.

Ainda não se inventou a pedra filosofal nem o elixir da eterna juventude, por isso não mudar rigorosamente como os vampiros da Anne Rice nada não é, por enquanto,  uma opção (e nem sei se seria muito boa ideia). 

No entanto, estas pessoas provam que com alguma disciplina e mantendo a dose certa de humor e rebeldia, é possível não encontrar um estranho ao espelho, não mudar demasiado, vestir as mesmas fatiotas (com umas actualizações sensatas aqui e ali, claro) em suma, continuar-se bonito e gaiato no corpo e na alma.

 Envelhecer não deve assustar ninguém, mas transformar-se numa velhota, ter trajes de velhota e espírito de velhota sim- e em última análise, esse é um mal escusado, evitável e desnecessário!


Carmen D´ell'orefice

Ora, uma das poucas coisas boas da actual tendência para a "inclusividade" e "representatividade" a qualquer custo na indústria de moda (bem intencionada e lucrativa, mas forçada e levada ao extremo muitas vezes) é que levou a que as marcas passassem a desconsiderar a idade como factor de sex appeal ou de sucesso. E que consequentemente, começassem a incluir estrelas de várias faixas etárias nas suas campanhas de há uns anos para cá.


Sean Connery, Louis Vuitton

Dolce & Gabbana e Louis Vuitton terão sido pioneiras, convidando ícones como Monica Bellucci (54) Sean Connery e Sophia Loren para encabeçar um elenco de celebridades mais jovens e modelos estreantes-  mas a ideia parece, felizmente, ter vindo para ficar e a prova disso é que modelos veteranas como Carmen Dell'Orefice (85) voltaram a trabalhar nas passerelles e a vender capas de revista.

 Afinal, quando se tem uma figura magnífica e um rosto icónico, o que são meia dúzia de linhas de expressão ou cabelos brancos? E para quê alienar uma parte do público-alvo (precisamente a que mais terá disponibilidade financeira, tempo livre e liberdade para investir em roupas, cremes e acessórios de luxo) em nome de algo tão efémero como a juventude de calendário? Venham as mães, as tias e as avós que têm muitíssimo a ensinar!

Thursday, September 14, 2017

Taylor Swift: e a nobre arte do Shake it off, era só conversa?




Taylor Swift ( que até respeito mais que qualquer outra "estrelinha" do momento, por ser uma rapariga de classe apesar de muito namoradeira e por ter umas canções aceitáveis) lançou, com estrondo, o seu novo single, Look What you made me do:



E- tal como o público esperava- a cantilena e o respectivo videoclip  são um ode a todas as celebridades com quem a cantora tem tido "guerrinhas" ultimamente e à forma como é retratada pelos média ( uma víbora manipuladora que passa por santa mas que se vinga destruindo os ex namorados nas suas músicas e uma "mean girl" control freak, sedenta de poder, com um esquadrão de amigas bonitas e fúteis).


Este número de Swift (zangar-se com alguém e alfinetar a criatura no próximo hit que lança) começa a ganhar mofo. E a perder o sentido à medida que ela vai ficando mais velha.




Ao ouvir a canção, recordei-me de uma situação que se passou comigo.


Há uns anos (quando eu ainda levava certas coisas e certas personagens demasiado a sério) tive sérias razões para ganhar aversão figadal a uma pessoa.

Digamos que a criatura (Deus lhe valha, era tão desinfeliz que merecia mais pena que outra coisa...) teve o atrevimento não só de tentar pregar-me uma partida, a mim que estava contentinha da vida e quieta no meu canto sem fazer mal a uma mosca (e nem andava a fazer assim muita troça das pessoas nem nada, juro). 

E ainda por cima, uma partida que representava tudo aquilo que mais desprezo neste mundo!

Agora olho para trás e vejo que era caso para um par de calduços e rir do assunto; mas na altura doeu e pior, o incómodo não desaparecia. A raiva é como o amor: consome, gasta energia, uma pessoa deita-se e acorda a pensar nisso.



Fiquei muito magoada, pois quem não se sente não é filho de boa gente... e não me orgulho de dizer que congeminei umas quantas artimanhas para expor a pessoa ao devido ridículo (esperem lá- orgulho pois. Soube-me bem e foi mais que merecido!).

É que eu tenho uma paciência de chinês, um saco de "dar o desconto" aos outros extremamente elástico e é muito raro zangar-me ou perder as estribeiras. Prezo o auto domínio acima de quase tudo e acho muito feio ser mesquinho. Dou a outra face, que é como quem diz "deito ao desprezo".

 Dizem-me muito que não percebem como tive calma nesta ou naquela situação, que não sabem onde vou buscar o sangue frio e que tenho uma pachorra de Job e tolerância ao intolerável. Mas quando finalmente me zango, quando o saco rebenta (ou até é a primeira vez que pisam o risco mas calha tocarem-me cá nos meus dogmas ou valores de base) o caldo pode entornar-se e aí já não vejo a direito.



Em resumo, eu já tinha desabafado e retaliado, já a estória arrefecera, a poeira baixara e em boa verdade tinha deixado de ser caso para tanto... mas eu continuava a deitar fumo. Insistir na fúria estava a fazer-me mais mal a mim do que à alminha que iniciara a confusão para começo de conversa.

Até que uma grande amiga minha, farta de me aturar e de não reconhecer a minha pessoa naqueles preparos, me disse:

"Por amor de Deus, Sissi!!!! Tente ser mais magnânima! Isto está a tornar-se ridículo!" (ela é inglesa por isso usou o termo "gracious", que acho muito apropriado mas complicado de traduzir).



Foi como uma baldada de água fria bem necessária. É bom termos amigos que nos dêem um puxão de orelhas de vez em quando. Eu que tanto defendo manter a classe acima de tudo estava a ser rancorosa, e pior - a deixar que aquilo me amargurasse. 




Parou ali a brincadeira e passei a não levar as pessoas e os episódios tão a peito.

 A ter uma visão mais "Católica" do assunto, se quiserem.. embora alguns grandes santos se ofendessem e não deixassem créditos por mãos alheias. Por outro lado, os Santos enfureciam-se quando a glória de Deus estava em causa, e não a sua pessoa. Por outro ainda, isto transcende a religião: é algo comum a qualquer filosofia de auto domínio, bem viver e civilidade.

Ofender-se com justiça é legítimo, mas tomarmos como crime de lesa-Majestade qualquer agravo que nos façam é indigno não só de um um cristão, mas de qualquer pessoa de bem. É muita presunção. É acharmo-nos acima de toda e qualquer contrariedade.



 Acima de tudo, é deselegância. E eu não queria resvalar para a deselegância, até porque assim a pessoa malvada ficava mesmo a ganhar.

Por vezes - já o tenho dito - a nossa vitória é maior se aplicarmos às coisas e às pessoas um valente "deixa para lá" ou um "as acções ficam com quem as pratica".

 Ricardo Coração de Leão morreu ferido por uma flecha disparada por engano, perdoou o seu homicida e ainda mandou dar-lhe dinheiro. Soube ser Rei e deu desconto à situação do moço: não  havia glória em esborrachar uma pessoa insignificante por danos que já não se podiam reparar (a sua mãe, Leonor da Aquitânia, é que não esteve pelos ajustes e mandou executar o rapaz da maneira mais horrível, dizem). Quem não vive para as ninharias deste mundo não se pode consumir por causa delas. É isso que distingue as pessoas verdadeiramente inspiradoras!

Mas deixemos Ricardo Coração de Leão e voltemos a Taylor Swift Coração de Cheerleader.




 O grande mote para mais esta "cantiga de maldizer em versão pop" é, claro, ter sido apanhada a mentir (por nada mais nada menos que Kim Kardashian)  quanto a concordar ser mencionada de forma pouco lisonjeira por Kanye West na canção e no controverso videoclip de "Famous". Para muita gente caiu a máscara de rapariga amorosa e alguns amigos e fãs de Taylor alinharam com o "inimigo".



É claro que o escândalo vende e Taylor Swift sabe vender como ninguém. 

É possível que Miss Swift se sinta lesada, que até tenham em certa medida sido injustos com ela e que, para uma rapariga que tenta apresentar-se com certa elegância, seja o fim do mundo ser exposta como mentirosa  por uma figura de moral questionável como Kim Kardashian (por muito relevante que Mrs. Kardashian-West se tenha tornado,  por mais que muita gente jure que ela é boa pessoa e ainda que eu tenha que reconhecer que não lhe falta uma certa compostura na forma como se defende quando é atacada por outras caras conhecidas).



Mas não foi Swift que popularizou o mantra (muito útil, aliás) Shake it off? Não era ela que cantava que haters gonna hate e que os cães ladram mas a Taylor Swift passa com o seu esquadrão de amiguinhas e fantasmas de ex namorados e tudo como dantes no quartel de Abrantes?

Apesar de Taylor Swift ter tantas amigas, faltou-lhe uma amiga verdadeira, franca e sensata como a minha!

E depois, o erro foi dela mesma,  que andou a falar com pessoas com quem tinha razões para não simpatizar (acredite-se ou não que a birra de Kanye nos Grammies foi encenada para tornar Taylor mais famosa) e a associar-se a figuras com quem preferia que não a associassem. Há que aceitar a responsabilidade, rir do assunto e ...shake it off.



Tinha-lhe ficado melhor manter-se nessa onda, eu acho. Uma mulher chega a uma altura na vida em que tem de aprender a tal máxima de deixar as acções com quem as pratica, a dar um deixa para lá, um "Deus te ajude, coitadinho que não sabes o que fazes", a não devolver o carvão que os outros atiram para não ficar toda enfarruscada- a não deixar, enfim, que a raiva a consuma e a procurar a melhor vingança: viver lindamente e arreliar os antagonistas com a sua felicidade. Não há tortura pior.

A cantiga Look what you made me do é muito contagiante, admito - mas acho Shake it Off um lema bem melhor para viver bem.





Wednesday, July 19, 2017

Cuidado com os "homens pavão"

A mulher de Jeremy Meeks (esq.) e a amante (dir): ex-aequo Prémio Burrinha-Parvinha do ano!


Parece que eu estava certa em relação ao gangster de bairro que se tornou modelo famoso, Jeremy Meeks.  Eu quase nunca me engano e raramente tenho dúvidas em relação a estas situações, pronto. É um dom. Posso não ter jeito para outras coisas mas na arte de tirar o perfil às pessoas não há pai para mim.

 Não que neste caso fosse preciso ser nenhum profiler do FBI, entenda-se - qualquer pessoa com dois dedos de testa percebia a boa peça que ali estava.

Qualquer pessoa menos as fãs malucas do "modelo" ...e a esposa deste, Melissa, que foi doida o suficiente para se casar com o valdevinos quando ele era um criminoso anónimo sempre dentro e fora da cadeia (já lá vamos).



Long story short: o "manequim" (e insisto nas aspas porque a mim o menino nunca me enganou nem provou ser mais do que um cadastrado perigoso num golpe de sorte) foi fotografado há dias a trair a mulher com a herdeira da Top Shop, Chloe Green. 



A rapariga, que é uma cabeça leve, está toda contente e a escarnecer a legítima na carinha. O traidor das dúzias, todo contente está. O pai da menina, o magnata dos trapos Sir Phillip Green, encolhe os ombros mas não há-de ter ficado nada satisfeito.  E a mulher do bandido, essa, pediu-lhe o divórcio. Melissa diz-se devastada com a traição e a humilhação pública. Coitadinha. Tenho imensa pena dela.

E no entanto...não tenho.

Uma pessoa não pode fazer-se de vítima das circunstâncias que criou por sua própria cabeça. Mas Melissa - como montes de mulheres por esse planeta fora- está a fazer isso mesmo. O futuro da relação estava escrito a letras gordas e ela não viu porque não quis ver.

Verdade seja dita, nesta história a esposa e a "amiga" levam as duas, num desonroso empate, o Prémio Burrinha -Parvinha do ano. Mas a mulher será quem sofre mais, pela triste figura, porque não tem milhões para se consolar em distracções, porque tem uma família para criar e em última análise, pelo muito que aturou para agora ter esta recompensa.




 A pobre coitada, que se mata a trabalhar como enfermeira, conheceu o gandim de olhos claros quando era uma mãe solteira (e carente, com certeza- o mal do mulherio é sempre a carência e a baixa auto estima, que lhe tolda a esperteza) e ele, um gangster sem eira nem beira uns quantos anos mais novo do que ela.

A diferença de idades, não tendo grande importância per se, quando associada a outros senãos é um factor de risco: os homens são sempre um pouco mais imaturos; isto além de acharem, muitas vezes, que uma mulher perde pontos no "mercado dos namoros" quanto mais velha for. Por fim, sejamos francos: não sendo Melissa uma mulher de se deitar fora, ele é bastante mais vistoso do que ela. Honra lhe seja feita, aos 38 anos é mais gira do que a amante de 26, mas ainda assim...  erro crasso, senhoras!




 Um casal deve estar fisicamente equilibrado, mas se é para alguém ser mais espampanante que seja a mulher, porque homens vaidosos não há quem ature. Em suma, a receita era desastrosa.

E apesar disso... que fez esta moça com estudos, com uma carreira, com duas crianças a seu cargo?

 Deixou-se embeiçar e a fazendo vista grossa ao cadastro *literalmente falando* nada recomendável do mancebo, tratou de o levar para casa, de se amasiar com ele e por fim, de casar com a criatura (nem me surpreendia nada que tivesse sido ela a pedir a mão dele; querem apostar?).




Não contente com isso, ainda passou a sustentá-lo, trabalhando a full time enquanto o madraço (quando não estava na prisão) ficava a tomar conta da casa e da pequenada. Era preciso ter muita confiança! E nas vezes que o seu amado ia de cana, lá estava a a escrava a trabalhar, a tomar conta da família e a fazer-lhe visitinhas conjugais. Um paraíso. Entretanto lá nasceu mais um pequerrucho.





Por fim, o rapazola foi catado pela bófia pela enésima vez e lá alcançou os seus 15 minutos de fama graças ao infame retrato da cadeia, começando, comme il faut, uma divertida existência estilo rockstar.

A esposa (que na sua ingenuidade sem limites, ainda achou que ele ia finalmente trabalhar e ter meios para sustentar a casa) reclamou que queria ser incluída na nova vida dele -  mas é claro que o deslumbrado quis fazer de solteiro, como bom malandro que é - típico de quem nunca teve nada na vida nem fez por isso, e perde a cabeça com os primeiros brilhos dos holofotes. Mandou-a passear e ficar nos EUA com os pequenos, na mesma casa onde tinha vivido às custas dela, sem beneficiar em nada dos seus recém adquiridos luxos e mordomias. Sempre que vinha a casa, havia zaragata. E o que tinha de suceder sucedeu, pois claro. Daí a traí-la publicamente foi um pulinho.



É claro que agora Jeremy está a fazer os possíveis por repetir o filme e achar uma mulher que o sustente, desta feita para o resto da vida e em grande estilo. Quem sempre se aproveitou de mulheres e nunca teve ética vai agora ganhar consciência e vergonha na cara? ´Tá quieto! Mal a separação se tornou oficial, apareceu em Beverly Hills com a "amiga" às compras. Jóias. Vamos apostar quem pagou a conta?




Volto a dizer- e desculpem a dureza, mas as mulheres têm de ganhar juízo senão vão continuar sempre a chorar pelo mesmo - no meio disto tudo, Melissa só se pode culpar a  si própria. Que mulher ajuizada, a trabalhar para sustentar dois filhos que já tem fora do casamento, se apaixona por um cadastrado conhecido só porque tem uns olhos azul-piscina de carneiro mal morto e diz umas coisas bonitas que ela quer ouvir? Só para mostrar que afinal arranjou marido? Para fazer inveja às "migas"?

 Francamente-  o rapaz é engraçadinho, mas dessem-lhe olhos comuns e só sobrava um moço normal com boa estrutura óssea.  E se calhar nem isso, porque na altura em que a esposa o conheceu até era mais gordinho e tinha um rabo de cavalo farfalhudo que lhe tirava metade do impacto.




 Um tipo sem instrução, sem pedigree, metido em más companhias e pior, acusado ou pelo menos associado a crimes violentos - uma alma corrompida, em suma, oriunda de um meio muito ordinário. Um mariola que não se pode apresentar a ninguém. Ora francamente. É caso para uma mulher perder a cabeça? A rapariga tem uma auto estima abaixo de zero, ou o feminismo deu-lhe a volta às ideias. No "meu" tempo havia um nome muito categórico para "homens" velhacos, sejam feios ou bonitos, que vivem à custa de mulheres.



Resta esperar que Chloe Green, a amante, como menina rica e caprichosa que é, se farte depressa do brinquedo (ou que o pai tenha bastante energia para velar por ela) . E que ponha a mão na consciência - um homem casado é off limits, mesmo que não valha um caracol. Esperemos também que Melissa, por seu turno, ganhe juizinho e amor próprio para não fazer de mulher da luta no futuro.




Quanto ao manequim, se for tão desmiolado como tem sido, não há-de saber conservar a sua boa sorte. Mas se acreditarmos nas palavras de Camões ("os maus vi sempre nadar em mar de contentamentos") e na baixa auto estima de muita mulher por esse mundo de Deus, há-de andar a explorar incautas até que a idade o atraiçoe e perca os encantos que o têm mantido confortável na vida até aqui...

E a todas as que não têm nada a ver com o caso, fique a lição para seu governo: um homem que se deixa sustentar sem o mínimo de pejo não é boa rês, por mais que o feminismo pregue o contrário. E quem quiser um pavão para exibir, mais vale comprar um pavão a sério, com cauda- sempre enfeita o jardim e não causa inseguranças escusadas. Aprendam que eu não duro sempre mas cafadjestxis sempre os haverá.

Uma mulher não pode ser tão fraca. Bem dizia a minha santa avozinha, "é preciso ser muito segura e resoluta!". Or else...

Tuesday, May 24, 2016

It´s Britney, b***...fazer o quê?


Parece que Britney Spears voltou aos seus bons tempos: teve uma performance muito elogiada nos Billboard Music Awards e pelo pouco que vi, pisou o palco em grande forma física, com um bikini/fatiota de "escrava de ficção científica" do género a que nos acostumou.

Mas na passadeira encarnada do evento? Já não acho tão bem, não. Não sei quanto a vós, mas eu sou pelo que manda o figurino: uma toilette "normal" (mais clássica ou irreverente, consoante a situação) para o red carpet, e "roupa de palco" para usar no dito. Uma coisa é pôr um maillot para actuar, outra é estar numa festa vestida assim. Não só por uma questão de ser ou não apropriado, mas porque tem outra graça ver o contraste dos dois visuais. Porém, se algumas (como Beyoncé e Jennifer Lopez) lá vão mal ou bem tendo essa noção e tirando partido do melhor dos dois mundos, outras nem tanto.



 E zás - a eterna princesa da pop, que nunca foi propriamente constante em termos de bom gosto (faça o que fizer, volta e meia foge-lhe o pezinho para a pinderiquice) para entrar na entrega de prémios, decidiu brindar-nos com um ode àquele visual que nós sabemos e que tem sido desancado aqui até à exaustão.

 Irra, Britney, que até podemos fazer um jogo dos sete erros! 

Reparemos, como se já não tivéssemos reparado:

 1) Cabelo louro queimado com raiz à vista. Que quem tem poucos meios erre em casa ou num salão da esquina, é mau mas vá. Agora quem pode...

2- Bâton rosa-serigaita do mais pálido ( de novo, há nudes tão bonitos se querem chamar a atenção para os olhos...não sei para que usam esta cor que desclassifica socialmente qualquer uma e dá cara de pouca saúde).

3- Rosto excessivamente bronzeado ou pior, com base escura. Uma "corzinha saudável" não é terrosa nem torrada.

4- Renda -de-ar-barato- que-neste-caso-é-cara-de-certeza. É Reem Acra, certo, mas estilo body ali da Bershka para arrasar na "noite sensual de rebolation afro latina". Renda sintética é a melhor amiga da lycra. E nunca hei-de perceber a preferência do mulherio que veste assim por "golas altas, mas transparentes". 

5 - Sandália/bota de stripper gladiatrix. É claro que a qualidade é melhorzita (não muito; são de nobuck, da marca Schutz)  e noutro conjunto até podia funcionar, mas que bailarina exótica não mataria para deitar a unha a estas "gladiadoras"?

6- Madeixas com pontas ressequidas (extensões de novo, Britneyzinha? Depois de tantos anos ainda não deixou crescer o cabelo?E não vale dizer que é um despenteado à Brigitte Bardot; graças a Deus a musa ainda está viva para desmentir) .

7- Um smokey eye excessivamente carregado para o tom do cabelo. Adoro o smokey eye e de novo, o look Bardot tipo "fiz a sesta maquilhada", mas menos é mais e junto com o bâton lívido é um mau ar tão típico, tão típico...


Em resumo: Britney está de parabéns pelo prémio de carreira e continuo a adorar as suas canções (principalmente para ouvir durante um treino exigente) mas já se sabe: I´m a serigaita for you, I cannot hold it, I cannot control it. I´m a serigaita for you, I can´t deny it, I´m not tryin´to hide it.

Saturday, May 21, 2016

À passadeira encarnada o que é da passadeira encarnada.


"Há lugares, trajes e ocasiões para tudo (ou quase tudo, vá) nesta vida". Esta é capaz de ser das frases que mais se repetem aqui pelo Imperatrix, embora haja sempre quem ache que não, ou até concorde mas fique muito surpreendido quando calha criticar-se algo que remotamente lhe diga respeito.

Ora, há dias falámos na patetice de Jennifer Lawrence e das suas "intervenções políticas". Eu sou da opinião de que os artistas - e em especial os actores - devem manter alguma discrição acerca de assuntos sérios. Não só a bem de uma certa neutralidade que lhes permite chegar a uma audiência mais alargada, não apenas porque é raro terem posições sensatas (veja-se o disparate de Jodie Foster a dizer que os ricos são o demo quando ela própria vale muitos milhões) mas também porque detesto ver eventos como os óscares transformados em manifestos baratos. Não sei o que fizeram da velha máxima "numa festa não se discute futebol, religião nem política" mas ela faz muita falta. Cada macaco no seu galho.



Se os famosos querem intervir em causas, podem fazê-lo brilhantemente apenas por serem famosos: usando a sua imagem para chamar a atenção para problemas que os média ignoram (como Audrey Hepburn e mais recentemente, Angelina Jolie, que goste-se ou não dela tem sabido ajudar sem dizer tolices) passando grandes cheques para caridade como fazia a saudosa Elizabeth Taylor (seja às ocultas seja em público para que haja mais gente a querer fazer o mesmo) organizando eventos de solidariedade cheios de caras conhecidas, ou gravando singles do tipo We are the World, como Michael Jackson e companhia. E finalmente há as entrevistas e os social media, onde podem dizer da sua justiça para os seus muitos seguidores, nem que seja para debitar as piores fiadas de asneiras.


O campo de acção é vasto, mas às ocasiões festivas há que deixar a devida leveza. Atravessar a passadeira encarnada é um momento leve, superficial mesmo - e convém que assim seja.

 Pessoalmente não tenho paciência para acompanhar os ditos das celebridades que pisam o red carpet a caminho de qualquer entrega de prémios (vejo o que vestiram nas publicações da especialidade, e mesmo assim...) mas já se sabe que é puro trolaró.

 O que dizem é pouco relevante e é bom que assim se mantenha. Por muito importantes que se achem, actores e cantores recebem os balúrdios que recebem para ENTRETER as plateias. Deles espera-se material para descontracção e diversão e com sorte, algum bom exemplo. Ninguém lhes paga para questionar os grandes enigmas da humanidade: para isso há filósofos, cientistas e estrategas.

Por isso, quando a comediante toda pró-liberal e pró-feminismo progressivo Amy Poehler vem desafiar os jornalistas a fazer "perguntas inteligentes" às mulheres na passadeira encarnada, porque falar só de roupas é sexista e redutor- diz ela- não é que haja mal no caso; é só disparatado.


 Eis mais um exemplo de chica esperta a querer por força provar que é inteligente. E já se sabe, uma rapariga inteligente e poderosa não precisa de o demonstrar por força, tal como uma senhora não tem de provar que é uma senhora. De resto, trate-se de homens ou mulheres, não estou para que me macem com as suas teorias na passadeira encarnada. Quero saber que trapos vestiram, um ou outro plano de carreira e já é muita conversa. Não é que todas as perguntas sugeridas por Amy e seguidoras (até Hillary Clinton, cruzes) sejam totalmente descabidas; mas arrelia-me a constante necessidade de afirmação feminina, tanto como a constante necessidade de afirmação da gente de Hollywood. Não podem concentrar-se no seu trabalho e deixá-lo falar por si? 

Ninguém tem de provar nada a ninguém, há ocasiões para tudo e cada caranguejo no seu buraco, etc. Pior que ser cabeça de vento, só fazer questão de partilhar isso com o mundo...


Thursday, May 19, 2016

Kim Kardashian: como transformar diamantes em "brilhos de serigaita"


Sabem aquele filme em que uma data de modelos acabam envolvidas com uns mafiosos russos que para traficarem diamantes sem dar nas vistas, mandam aplicar as pedras à laia de lantejoulas nuns vestidos medonhos? A cena deu origem a uma frase que acho impecável: I can't die here. This place is full of ugly dresses.

Lá está- nem tudo o que parece é...ou vice-versa, que foi o caso esta semana. O material mais belo, raro e luxuoso pode passar por uma coisa vulgar se mal utilizado. É mais difícil criar uma peça que pareça barata usando boas matérias-primas, mas não é impossível (lembram-se do desgosto que foi o Ralph Lauren de Kate Winslet, que parecia vindo da lojinha do chinês?).

Ora, Kim Kardashian pode vestir Givenchy e Balmain actualmente (e até acertar uma vez por outra, embora devesse dizer a Kanye West que cale aquela bocarra pois por muito que marido/empresário tenha gostos mais caros, apesar de tudo ela sabe melhor do que ele o que favorece a sua silhueta). 

Pode estar na primeira fila dos maiores desfiles, ter sido mãe duas vezes, fazer capas da Vogue e ter entrada franca em quase todo o lado - não porque as pessoas sofram de amnésia mas porque ser mercenário está na moda. Money talks e onde a Kim vai, há publicidade de certeza e protagonismo nos social media vale ouro (por muito que isso desvirtue a ideia de verdadeiro luxo). 




Porém, faça o que fizer, vista o que vestir, ou mesmo tendo fama de não ser má pessoa, Kim Kardashian é uma serigaita. Uma serigaitae pavonis por dentro e por forado tipo mais vistoso, com derrièrre avantajado, cabelo preto-graxa, montes de base escura na cara, quilos de lápis preto nos olhos, um grande currículo de proezas de alcova incluindo divórcios, escandaleiras na internet...e brilhos, brilhinhos e brilhantes. Qualquer serigaita adora BRILHAR, usar brilhinhos em tudo e Kim Kardashian não renega as origens.

Pode-se tirar a serigaita da barraca, mas nunca se tira a barraca da serigaita. Ela própria admite com orgulho que há-de tirar naked selfies até morrer, logo não lhe estou a fazer nenhum enxovalho ao dizer isto. 

E como boa representante da espécie, Mrs. Kardashian-West quis chegar a Cannes (sic) em grande brilho.




 E pronto: já que usar strass barato parecia mal e o Kanye não deixava porque adora mostrar que subiu na vida, deve ter-lhe dito "dama, se queres brilhar como um pirilampo força, mas tem de ser com diamantes verdadeiros para mostrar que não somos nenhuns pelintras".


Zás, tratou-se do assunto com uma marca de joalharia, elaborou-se um vestido de 36 milhões, arranjou-se um penteado arrepiado de efeito molhado à moda do bairro perigoso daqueles que fazem um carão de bolacha a quase toda a gente, e lá foi a Kim toda contente e pimpona, pronta a arrasar.


Ai que carão de melão...melão, melão, melão...

Que vá, usar um vestido de diamantes é uma ostentação, uma extravagância, mas nem seria tão disparatado uma vez que foi para promover uma casa de jóias. Se o modelo a favorecesse e o styling fosse diferente, mais serigaitice menos serigaitice, perdida por um, perdida por mil.

O problema é que, vá-se lá saber porquê, Kim que até é engraçada dentro do seu tipo, insiste em usar tudo o que lhe esconde os melhores atributos (menos o "dito cujo", claro) e tudo o que a torna mais baixa e mais gorda do que na realidade é. 



Tem um cabelo bonito (quando opta pelo seu castanho-preto natural) mas cola-o à cabeça com gel; tem uma figura de ampulheta bem feita, mas aumenta de volume com tecidos elásticos demais e esconde o colo com decotes afogados feitos para modelos esquálidas, que a fazem parecer uma cabaça e "engordam"; tem o rosto oval e traços regulares, mas pinta-se e penteia-se de forma a parecer que tem cara de melão; e usa quase sempre comprimentos que a atarracam. Em suma, o vestido não é feio e funcionaria num tipo físico diferente. Para resultar nela, era modificar aquele decote, tirar as transparências de lado que aumentam a anca e encurtar a barra da saia, lavar-lhe a cabeça com sabão azul e fazer um penteado que favorecesse o rosto. Simples.

Posto isto, o melhor que Kim faria era cortar um pedaço à vestimenta e dá-la como pagamento a qualquer stylist com credenciais. Continuava a ir coberta de diamantes, se é o que gosta, mas o efeito era outro.

Wednesday, May 18, 2016

Jennifer Lawrence, cabecinha de alho chocho por excelência.


Eu não simpatizo com a persona de Jennifer Lawrence. Nada contra o seu trabalho como actriz, mas enquanto figura pública e role model deixa muito a desejar. Tudo nela me soa a tonteria desbragada, ou a falsidade para captar simpatias: das gaffes (propositadas?) às tiradas escatológicas do género Maria Rapaz armada em engraçadinha passando pelo excesso de partilha de intimidades no melhor espírito hipocritazito "eu não sou uma estrela, sou uma pessoa igual às outras!", e pela sua atitude politicamente correcta de santa padroeira da "beleza real", sem esquecer a lamuria e a histeria quando retratos privados seus vieram a público (por amor da Santa - ninguém merece uma vergonhaça assim, mas para que raio vai uma celebridade adorada por nerds e hackers arriscar retratar-se sem roupa e colocar as imagens na nuvem? É uma necessidade? What the hell were you thinking??? E ainda se vitimiza?).


Decididamente, não é o tipo de "famosa" que eu acho que mereça admiração, mas o público parece adorá-la porque afinal, é mais fácil identificar-se com comportamentos que nivelam por baixo do que inspirar-se em quem se rege pela elegância no discurso. Sinais dos tempos, mas eu continuo a preferir estrelas de classe como antigamente e daqui não me tiro.

E esta última peripécia veio confirmar a minha opinião: Jennifer é uma liberal de primeira como a maior parte dos artistas, alinhando por todas as modernices- e apoia os Democratas apesar de ter sido criada como Republicana (cá para mim, nem ela sabe de que lado há-de estar, mas adiante). De modo que embirrando com Donald Trump, como meio mundo embirra, e tendo-se cruzado com o homem numa festa, não foi de modas: corajosa como ninguém, tratou de pôr a sua equipa de seguranças à procura dele, com o firme propósito de lhe dizer "F**** you!" na cara.
Ficou-se pelas intenções pois Trump, por mero acaso, ou porque estava de saída, ou porque nem ele tem pachorra, escapou à justiceira de Hunger Games; mas ainda assim a menina tratou de contar a toda a gente. Boa. Que heroína, hein? Classy.

Que a mim a briga dá-me igual: tinha alguma admiração por Trump enquanto homem de negócios capaz de se reerguer depois de ter perdido tudo; fiquei surpreendida por o ver em tais aventuras mas de resto, em relação à política americana estou em modo God Bless America.

Porém, se o discurso Trump é às vezes adoidado e desagradável, mandá-lo a uma certa parte em público (e rodeada de seguranças) não me parece ser uma atitude muito melhor. Se a actriz não concorda com o senhor pode sempre dizer isso no Twitter para os seus milhões de seguidores, apoiar a campanha adversária, eu sei lá. Mas não. Reagir como uma fedelha desmiolada e malcriada é que é.

Poupe-me, Jennifer: a mim não me engana. Ainda há escolas de boas maneiras na Suiça para quem não levou a lição estudada de casa; talvez devesse passar por lá em vez de dizer asneiras. Que enjoo!





Tuesday, May 17, 2016

Jennifer Lopez tem uma certa razão!




Ando um bocadinho viciada no novo single de Jennifer Lopez, Ain´t your Mama.



É que, fora a mensagem feminista mais fanada que os as barbas de D. Fuas Roupinho no início do videoclip ( estou cheia de pena da J-Lo magnata e cheia de sucesso a exigir "equal pay"; olhem para mim comiseradíssima) e pondo que uma mulher não morre por mimar um pouco os homens lá de casa (fazer uma sanduíche ao pai, irmão ou marido é uma gentileza, não um gesto de criada para todo o serviço) a menina tem um bocadinho de razão.




Afinal, quase todas já se cruzaram com/ têm uma amiga que apanhou, um bebezão imaturo deste género, um preguiçoso que não é homem que sirva para coisa nenhuma e ainda toma a cara-metade por garantida. Isto para não falar de casos piores, dos  marmanjos para quem a "igualdade" veio dar muito jeito porque a dignidade masculina não lhes assiste; são daqueles que deixam a mulher carregar os sacos e se lhes derem asas, nem se ralam nada de serem sustentados por ela, e ainda muito obrigada por cima! *arrepio de repugnância*. E de resto, a cantiguinha cai como uma luva a qualquer homem que se acomoda com a mulher de quem gosta a sério e que acaba em modo Lambada (com ou sem estalo) "chorando se foi/ao lembrar de um amor/quem um dia não soube cuidaaaaaaaaaaaar".



Then again, estará Ms. Lopez a falar por experiência própria, já que arranjou um boy toy namorado muitíssimo mais novo que ela, aproveitador e malcriado como tudo, sem fortuna nem predicados que o recomendem (e que aqui entre nós que ninguém nos ouve, ainda por cima não deve nada à beleza) e que tem mesmo cara de fazer o que ela canta, ou seja, de passar o dia sentado no dito cujo a jogar videogames?

Oh Jennifer, a menina é too good for that, too good for that!


Não quero soar preconceituosa: Jennifer Lopez fez-se uma mulher lindíssima (aquela cinturinha! Aquelas maçãs do rosto! Tudo cinzeladinho e modeladinho, a provar que no pain, no gain). Não envelhece nem por nada. 





Quando começou a aparecer eu achava-a uma morenita igual a tantas latinas cheiinhas mas desabrochou, sofisticou e mais retoque menos retoque, está uma beldade. Se não fosse o penúltimo hit escabroso em que tentou competir com as novas "rainhas do derrièrre" teria a maior admiração por ela. Quanto mais não fosse por gratidão pelas vezes em que dancei ao som disto e pasmava para o vídeo, que era um encanto:




Voltemos a 2016 (fico sempre tonta com estes flashbacks) e à Jennifer: qualquer homem seria um sortudo por estar ao seu lado, mais velho ou mais novo. Mas a estatística não recomenda tais namoros porque "eles" já são, por natureza, mais imaturos e ainda por cima acham (repito: acham) que têm a natureza do lado deles, como se não existissem calvície, andropausa e essas maleitas masculinas todas. Ainda há dias tivemos um caso por cá, e caso bem disparatado...cada uma sabe de si, cada situação é uma situação, há pessoas decentes e há crápulas em todas as idades, mas é de desconfiar.



 E quando uma mulher é bonita e rica e o namorado-fedelho nem por isso, há que desconfiar o triplo das suas boas intenções. Jennifer tem um filho para criar, não precisa de outro. Esperta era se arranjasse um homem à séria que tomasse conta dela, não que Lopez precise mas sabe sempre bem. Simbólica e emocionalmente, pelo menos. Lá diz o ditado "uma mulher a sério basta-se a si mesma, mas um homem a sério não a deixa fazer tudo sozinha".  Não vejo onde está o charme dos imberbes... to each their own, fazer o quê.



Em todo o caso, a canção é bem orelhuda e o vídeo cheio de referências vintage é muito engraçado (e bom para ouvir enquanto se faz exercício, fica a dica). Já me pôs a cantar e a dançar I ain´t your mamma cá por casa, que pelo andar da carruagem ainda pensam que me passei para o lado negro da força e internam-me porque no dia em que desatar a queimar soutiens, é sinal que pirei de vez. Mas nunca fiando: como diz a Jenny from the block, nunca convém deixar que o "inimigo" fique demasiado confortável. Uma coisa é ser tradicional e feminina, outra é ser tapete. Não se confundam.

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