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Sunday, November 23, 2014

Stacy and Clinton dixit: vista-se como quer ser tratada.


"Everything that you put on your body tells the world how do you expect to be treated "


Há anos que vou acompanhando o programa de Stacy London e Clinton Kelly, "What not to Wear" .

 Gosto sempre de ver pelo sentido de humor dos dois e pelos bons conselhos, embora enquanto "colega" nem sempre concorde com todas as suas opções: por vezes abusam de certo tipo de peças que não assentam a toda  a gente (como os casacos curtos) e tentam encaixar o "cliente" num estilo demasiado diferente do seu.

 Aposto convosco que alguns a seguir vão a correr para casa para dali a tempos andarem mais ou menos como andavam antes da makeover. Uma mudança de visual é como as dietas: se forem exageradas, o efeito dura pouco. Assim como os nutricionistas aconselham "reeducação alimentar" e não regimes malucos, quando se trata de estilo não basta mudar de fatiota: tem de se aprender a escolher o que favorece e absorver as regras essenciais para não cair no mesmo.

Acredito que uma consulta de imagem, por mais profunda e necessária que seja, deve polir e corrigir o estilo da pessoa, mas jamais alterá-lo completamente. Um punk ou uma maníaca do cor-de-rosa não mudam radicalmente só porque um personal stylist assim o disse...o que se pode fazer é actualizar, adoptar uma base clássica para adequar o todo, aconselhar as peças certas para o tipo de corpo e estilo de vida do cliente e retirar a poluição visual. Há o que é correcto em termos de proporções, harmonia estética e sentido do socialmente apropriado...e os aspectos de gosto, que podem diferir e temos sempre de respeitar.

 Mas aqui a dupla  disse palavras que podiam ser minhas: tudo o que usamos diz ao mundo como esperamos ser tratados.  Convém que uma pessoa se vista de acordo com o nível de respeito que deseja, de modo a que as pessoas saibam que TÊM de a tratar bem.  Atenção negativa é quando alguém é objectificado; atenção positiva é quando se dá nas vistas por boas razões.

Se uma mulher se veste como uma stripper, é porque conscientemente ou não acha que não tem mais nada a mostrar ao mundo senão o corpo, e não espera (ou sente que não merece) ser tratada com mais dignidade do que uma profissional do varão em hora de expediente.



 E quem diz stripper diz rebelde, delinquente ou desleixado. Tudo isso passa uma mensagem e é claro que se pode argumentar que "as aparências não são tudo" mas repito Oscar Wilde, só as pessoas superficiais não julgam pelas aparências; e insisto nas ideias a roupa não faz o carácter, é o carácter que faz a roupa,  "quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele"e "não há uma segunda oportunidade para criar uma primeira boa impressão"

 Se pensarmos de forma completamente pragmática,a maior parte da humanidade não tem tempo para tirar segundas impressões; a inteligência, competência ou integridade (ainda que existam por trás de trapos horrorosos) não podem ser demonstradas ao primeiro olhar. 

  E poucas pessoas são caridosas ou sensíveis que chegue para dar uma segunda chance ou mudar de ideias, por mais injusto que isso seja. 

 Resume-se tudo a uma fórmula: cada um que ouça o bom senso e o espelho, ou o mal é só seu...


Sunday, April 6, 2014

A Classe e o Ser Selectivo resumidos em poucas palavras.

CZ Guest, Vogue de Abril 1959


A propósito do faux pas que foi a capa da Vogue Americana de Abril (prova provada de que chegámos mesmo ao fim dos tempos e que podemos começar a construir bunkers para evitar a contaminação de mau gosto generalizada) e perante as justificações da revista, que classificou a decisão como um "sinal dos tempos", uma leitora espanhola, com a franqueza e raça de que só as espanholas são capazes, pôs tudo no seu lugar com uma simples frase:

"Excusas. No acertaron con la portada y lo saben. Esa pareja no es de Vogue y si Vogue se siente identificada con ellos, seré yo la que no es de Vogue".

E assim é, ou devia ser, com tudo na vida: não pode haver desculpas para o mau gosto ou para comportamentos menos abonatórios. Se uma publicação que foi por décadas o epíteto da sofisticação e da exclusividade concede fazer-se representar por um rapper arrogante e malcriado e uma reality star que escalou socialmente (salvo seja) à custa de um vídeo para maiores de 18, não vale a pena lamentar o facto: quem está contra, enquanto consumidor traça uma linha e demarca-se. Se a Vogue se identifica com isto, somos nós que já não nos identificamos com a Vogue (com a Vogue americana, pelo menos). Paciência. 

 Em casos assim, vale o velho ditado "os incomodados mudam-se". Ou lembrar a moral do charuto.

 E no quotidiano, nos relacionamentos, nas amizades, nos negócios, passa-se exactamente o mesmo: se alguém, pessoa ou organização, é conivente com atitudes menos elevadas que nos constrangem, se tem atitudes pouco éticas, se se apresenta em figuras (ou com pessoas que fazem figuras) que enchem qualquer alma sensata de vergonha alheia, se não distingue, se tanto lhe faz, se se diverte com isso ou ganha alguma coisa com isso, se, como diz o povo, não se importa de ir de cavalo para burro, então resta concluir que essa pessoa/empresa/clube não tem, deixou de ter ou (o que é mais provável) nunca teve a classe que aparentava, fazer o luto social ou outro da coisa e adeuzinho.

 Porque há coisas que são intoleráveis para quem tem gosto. Intoleráveis e impensáveis. Quem tem a elasticidade moral ou estética de se aproximar delas não pode ser posto num pedestal. Ainda que seja algo tão bonito como uma Vogue. Não podemos controlar as condescendências e liberdades alheias, mas temos o dever de controlar as nossas para que uma maçã podre não contamine o cesto: se te identificas com isso, sou eu que não me identifico contigo.

Dizia Baudelaire que a vantagem do mau gosto é a possibilidade de troçar dele: mas também serve lindamente como sinal de Sentido Proibido, para que se tome o caminho exactamente oposto.



 


Monday, January 13, 2014

Como usar o maior decote do mundo e mesmo assim ter classe



É fácil, fácil. Basta ser a Gwyneth Paltrow. E a cereja no topo é que ela estava acompanhada de outra senhora à séria, Diane Von Furstenberg. Lo and behold!

Nota bene: adesivo de perucas para segurar tudo no lugar também é, ouvi dizer, um grande truque para vestir aberturas impossíveis sem  fazer figuras. *Rumour has it, que eu não sou fã de perucas nem de decotes que desafiem as leis da gravidade*
                gwyneth

Tuesday, July 9, 2013

Inés de la Fressange dixit: silêncio, que vai falar uma Senhora.


 
 
Sobre como o estilo é uma forma de ver a vida e desfrutar dela, in Hola!:
 
"Sou uma afortunada, porém também tenho a sorte de dar-me conta disso. As coisas dramáticas que sucedem na vida deviam ajudar-nos a relativizar, mas acima de tudo, a identificar-nos com os outros".
 
Se há coisa que me aborrece é ver pessoas que têm tudo para ser felizes e ainda assim, arranjam todas as desculpas para a depressão, para a auto destruição e para a lamúria . Aceitar graciosamente as bênçãos que a vida nos dá (e reparar nelas, por mais que se viva rodeada de coisas bonitas) não é só uma receita para a felicidade; é um sinal inequívoco de classe e serenidade interior. Claro que o sucesso tende a ter efeitos mais nefastos em quem não foi preparado para ele, ou em quem se centra em si próprio. Inès de La Fressange (modelo icónica, tão dotada de berço e raça como de elegância) não sofre desse mal. Sabe estar, como só uma Senhora pode. Reagiu à viuvez como só uma Senhora sabe. Consegue amadurecer sem envelhecer e sem se tornar uma caricatura de si mesma, porque o chic parisiense nunca caduca e quem está certo do seu lugar na vida não se deixa impressionar por coisas efémeras, nem pela inveja, nem pelo sucesso ou juventude alheios. Simplicidade no estilo (eterno e à prova de bala) joi de vivre e consciência de que tudo é emprestado neste Mundo logo, as alegrias, os prazeres da existência e a futilidade saudável são extras de fazer levantar as mãos para o céu parecem fórmulas comuns. Porém, é preciso know-how para as aplicar verdadeiramente. Proveito dela, que já nasceu ensinada. Exemplo para todas as outras - e para muitas cabeças tontas de todas as idades.

 


Saturday, March 16, 2013

Pensamento do dia: com muita dignidade...


"Se você agir sempre com dignidade, pode

não melhorar o mundo, mas uma coisa é

 certa: haverá na Terra um canalha a

 menos."

(autor não confirmado)

Ninguém é santo e nem sempre é possível agir com perfeição e nobreza férrea. Mas podemos fazer o mínimo para deslizar por aí de face limpa e com um certo estilo.  Evitar a pulhice, a pandilhice, o atrevimento, a malandrice, a cobardia, a graxa, o abjecto acto de se safar, de dar um jeitinho, como fazem os escroques, está ao alcance de todos, qualquer que seja o berço ou a educação que se recebeu. Ser um bom malandro é um privilégio de muito poucos e exige coisas como um espírito infantil, um grande coração, instinto de Robin dos Bosques, agilidade, encanto e quase sempre, um grande pedigree. Todos os outros são apenas malandros. Malandros que se desenrascam. Malandros que fazem pela vida. Não importa o preço dos vestidos ou dos fatos, o valor do relógio, o bonito carro, o porte treinado, o cargo prestigiante que se ocupa - muitas vezes, à custa das manobras mais sórdidas - o fundo turvo e grosseiro está lá, sempre disposto à vénia. C´est tout.

Thursday, January 17, 2013

Quando eu for grande...

                                                  
...quero ser como Jane Seymour. Aos 61 anos continua linda de morrer, com um corpo que tomariam muitas de 20 e um visual jovem sem, no entanto, ceder à tentação de se vestir como uma jovenzinha. A actriz conseguiu um equilíbrio difícil - ter uma pele óptima sem aparentemente recorrer a intervenções estéticas que só fazem pior, manter o mesmo look mas actualizando-o com o passar dos anos, sem se transformar numa matrona nem numa caricatura de si própria. E quem disse que depois de certa idade uma senhora tem de cortar ou prender o cabelo? Acho que uma pessoa deve avançar no tempo graciosamente e o melhor possível, sem no entanto acordar um belo dia e ver ao espelho uma avó de totó e óculos na ponta do nariz...

Tuesday, July 13, 2010

Deixa-te ´tar, que ´tás bem...



Emily Blunt

Emily Blunt é uma das actrizes mais interessantes da sua geração. Para começar, é uma actriz a sério, com formação e um currículo respeitável. Gosto dela por isso. Gosto dela pela sua selecção de papéis(quem interpreta a Rainha Victoria, uma princesa celta e ainda entra em The Devil wears Prada tende a ganhar a minha aprovação, que querem). E por fim, gosto dela porque tem estilo, pinta e um porte aristocrático, com aqueles olhos verdes amendoados e beleza distinta. Mulheres de classe são tão raras hoje em dia.

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