Há anos que vou acompanhando o programa de Stacy London e Clinton Kelly, "What not to Wear" .
Gosto sempre de ver pelo sentido de humor dos dois e pelos bons conselhos, embora enquanto "colega" nem sempre concorde com todas as suas opções: por vezes abusam de certo tipo de peças que não assentam a toda a gente (como os casacos curtos) e tentam encaixar o "cliente" num estilo demasiado diferente do seu.
Aposto convosco que alguns a seguir vão a correr para casa para dali a tempos andarem mais ou menos como andavam antes da makeover. Uma mudança de visual é como as dietas: se forem exageradas, o efeito dura pouco. Assim como os nutricionistas aconselham "reeducação alimentar" e não regimes malucos, quando se trata de estilo não basta mudar de fatiota: tem de se aprender a escolher o que favorece e absorver as regras essenciais para não cair no mesmo.
Acredito que uma consulta de imagem, por mais profunda e necessária que seja, deve polir e corrigir o estilo da pessoa, mas jamais alterá-lo completamente. Um punk ou uma maníaca do cor-de-rosa não mudam radicalmente só porque um personal stylist assim o disse...o que se pode fazer é actualizar, adoptar uma base clássica para adequar o todo, aconselhar as peças certas para o tipo de corpo e estilo de vida do cliente e retirar a poluição visual. Há o que é correcto em termos de proporções, harmonia estética e sentido do socialmente apropriado...e os aspectos de gosto, que podem diferir e temos sempre de respeitar.
Mas aqui a dupla disse palavras que podiam ser minhas: tudo o que usamos diz ao mundo como esperamos ser tratados. Convém que uma pessoa se vista de acordo com o nível de respeito que deseja, de modo a que as pessoas saibam que TÊM de a tratar bem. Atenção negativa é quando alguém é objectificado; atenção positiva é quando se dá nas vistas por boas razões.
Se uma mulher se veste como uma stripper, é porque conscientemente ou não acha que não tem mais nada a mostrar ao mundo senão o corpo, e não espera (ou sente que não merece) ser tratada com mais dignidade do que uma profissional do varão em hora de expediente.
E quem diz stripper diz rebelde, delinquente ou desleixado. Tudo isso passa uma mensagem e é claro que se pode argumentar que "as aparências não são tudo" mas repito Oscar Wilde, só as pessoas superficiais não julgam pelas aparências; e insisto nas ideias a roupa não faz o carácter, é o carácter que faz a roupa, "quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele"e "não há uma segunda oportunidade para criar uma primeira boa impressão".
Se pensarmos de forma completamente pragmática,a maior parte da humanidade não tem tempo para tirar segundas impressões; a inteligência, competência ou integridade (ainda que existam por trás de trapos horrorosos) não podem ser demonstradas ao primeiro olhar.
E poucas pessoas são caridosas ou sensíveis que chegue para dar uma segunda chance ou mudar de ideias, por mais injusto que isso seja.
Resume-se tudo a uma fórmula: cada um que ouça o bom senso e o espelho, ou o mal é só seu...
Se uma mulher se veste como uma stripper, é porque conscientemente ou não acha que não tem mais nada a mostrar ao mundo senão o corpo, e não espera (ou sente que não merece) ser tratada com mais dignidade do que uma profissional do varão em hora de expediente.
E quem diz stripper diz rebelde, delinquente ou desleixado. Tudo isso passa uma mensagem e é claro que se pode argumentar que "as aparências não são tudo" mas repito Oscar Wilde, só as pessoas superficiais não julgam pelas aparências; e insisto nas ideias a roupa não faz o carácter, é o carácter que faz a roupa, "quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele"e "não há uma segunda oportunidade para criar uma primeira boa impressão".
Se pensarmos de forma completamente pragmática,a maior parte da humanidade não tem tempo para tirar segundas impressões; a inteligência, competência ou integridade (ainda que existam por trás de trapos horrorosos) não podem ser demonstradas ao primeiro olhar.
E poucas pessoas são caridosas ou sensíveis que chegue para dar uma segunda chance ou mudar de ideias, por mais injusto que isso seja.
Resume-se tudo a uma fórmula: cada um que ouça o bom senso e o espelho, ou o mal é só seu...




