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Sunday, August 10, 2014

Os casalinhos bimbo... perdão, Bimby.

A nossa Bimby é mais cara que a vossa (e também temos uma colecção de Tupperwares maior).


Estava eu a comentar este post com uma pessoa chegada - pessoa essa que como conhece de perto hipsters e todo o tipo de gente sabe sempre coisas do arco da velha - e fiquei a conhecer um disparate de todo o tamanho.

É que há casais jovens e dinâmicos assim do género novo yuppie ou burguesinho (daqueles metidos a trendy e cosmopolitas que odeiam o campo, adoram viajar, vão em todas as modas, fazem questão de comer sushi mesmo que detestem, espatifam o cartão de crédito, fazem jogging no meio da estrada, dão pontapés no português, compram em todas as marcas médias ou entry level porque os logótipos são maiores,  põem aos filhos nomes da moda que nunca houve na família seguidos de outro mais a condizer estilo Constança Iara ou Tomás Rúben  e outras maluqueiras de classe média emergente (publicadas de cinco em cinco minutos nas redes sociais - olhem para isto: a Constancinha fez cocó verde, que lindo!) ... que não só estão convencidos de que a Bimby faz tudo sozinha (e ao que finalmente percebi não faz; só corta e cozinha uma coisa de cada vez, é assim uma espécie de parente rica do vulgar 1-2-3 da Moulinex) como a levam a passear.


 Ou seja, quando se juntam com outros casalinhos iguais nos apartamentos super urbanos uns dos outros (para falar de futebol, ou dos saldos da Ana Sousa, ou para se queixarem da sogra, a Sra. Felismina, que lhes quis dar um naperon, do patrão que é um chato, ou da empregada da limpeza que não sabe mexer na Bimby) cada um leva a sua Bimby

Suponho que no final cada casal guarde as sobras numa tupperware mas tem de ser mesmo Tupperware, se for numa do Ikea já não é a mesma coisa. Um autêntico swing de Bimbies e Tupperwares. 

Não é que isto tenha propriamente mal nenhum - mas é muito engraçado, minha gente. 
Faz-me lembrar as crianças, que levam os brinquedos para brincar em casa uns dos outros e comparar quem tem mais coisas da Barbie. Os vulgares churrascos já não têm graça; é preciso prestar homenagem a um electrodoméstico complicadote, porque não basta tê-lo: há que justificar o investimento exibindo-o. 

 Como não aprenderam a cozinhar (porque em casa dos pais a senhora Felismina, coitada, fazia tudo porque filhos tinham era que estudar..) assim é mais chic, pensam eles. Já era maçador e parolo gabarem-se das viagens para a Tailândia pagas a prestações...tentar fazer vista com um robot de cozinha é o fim do mundo.

 Isto vendo a coisa pelo ângulo meramente social, porque se vamos para o aspecto antropológico, pior estamos: que fossem só as mulheres a fazer coisas destas, enfim. Há uma esposa de Stepford em todas e se a engenhoca até funciona, ter um assomo de exibicionismo é uma tolice que numa mulher se desculpa.

 O pior é que os homens fazem outro tanto e apoiam "ai, a Marta coitada só cozinha na Bimby...tão lindo!" ou " a minha Bimby foi mais cara que a tua" . Eu explico: que um homem se ocupe do coelho à caçador, das facas japonesas que trincham carne como se fosse manteiga ou do barbecue é perfeitamente masculino e aceitável. Mas um homem a fazer questão de levar uma Bimby debaixo do braço? Desculpem, isso é a coisa mais amaricada que já ouvi, sem ofensa porque sinceramente não vejo um casal gay a fazer uma destas. 

 São homens destes que não se sabem impor minimamente, que aplaudem todas as doidices, que aturam todos os desmandos e desvarios. Uns bananas sem espinha dorsal, em suma. Depois queixam-se que "a Ana dá cabo de mim porque ainda não conseguimos engravidar" (frase que dá urticária) ou "a Patrícia passa demasiado tempo com o personal trainer e torrou o American Express nos saldos do Dolce Vita, mas ela é que sabe".

  Não consigo estabelecer bem a relação entre a possidonice, os homens feministas disfarçados, o modo Pato Bravo de ser, certos modismos e o descalabro da sociedade... mas que ela existe, existe.

Friday, July 11, 2014

Drives me crazy. Slightly mad. Bananas.


Põe-me os neurónios a ferver, de tal maneira que sinto os coitadinhos a cair ao chão de pernas para o ar lá na superfície do meu córtex, a espumar, a estrebuchar e a murchar irremediavelmente. Começo a duvidar da sanidade do interlocutor ou da minha própria, que já não se sabe quem está são e quem está sandeu.

 É isso que acontece quando um assunto já foi falado over and over, já se assentou, já se filtrou, já se acertaram agulhas, tudo desculpado/explicadíssimo/ assente/tratado/afinadinho e supostamente siga a marinha...e depois se volta ao mesmo vezes sem conta, como se não se tivesse dito nada. Nesse caso, era escusado chegar a acordo, certo? Ou  é preciso começar a assinar contratos formais todos os dias da semana para garantir que não há discos riscados?
 Não é por  voltarem à vaca fria que o que já lá vai desaparece, que a situação se vai modificar magicamente ou que se vai forçar os outros a concordar que sim, que a ideia é genial, seja feita a tua vontade e não a minha.

Eu não posso com gente repisadora. Acho que para além do atrevimento e da moral elástica é o defeito que mais me tira do sério. E com gente repisadora e desmemoriada ainda por cima, muito menos. 

 Júlio de Matos, acho que deixaram uma porta aberta e que todos os malucos recebem o meu contacto como agente de reinserção. Podem resolver o equívoco? Grata.



Saturday, May 31, 2014

A União Europeia está doida - deixem o Chanel nº5 em paz!!!!

Marilyn, venha cá abaixo ver isto!


Isto não me surpreende nem um bocadinho porque não confio lá muito na União Europeia. Uma entidade que manda em nós como se fosse na sua casa, que proíbe galheteiros, colheres de pau e tem não sei quantos pesos e medidas para aplicar conforme lhe dá jeito , uma organização supostamente importante que se ocupa, enfim, de cordilhices, não conquista a minha simpatia.

 E agora o ridículo assumiu contornos ainda mais disparatados, estilo Cem Anos de Solidão. É incrível a atenção que dedicam a limitar pequenas liberdades individuais, a coisas insignificantes, em vez de procurar medidas que melhorem de facto a vida das pessoas. Sempre me quis parecer - e eu não sou de andar a reparar nos "tachos" alheios - que "ir para Bruxelas" significa muitas vezes um dolce far niente para políticos- que -não- sabem- fazer nenhum -e -precisam -de- um -tachinho- decorativo, mas agora estou convencida.

Algum desocupado que não gosta de Chanel nº5 se lembrou de arranjar a desculpa perfeita para mandar alterar a fórmula - e hoje em dia, nesta era de papalvismo generalizado, basta dizer que a receita tem não sei quê que "faz mal à saúde" para entrar tudo em histeria.

 Atrás do Chanel nº5 (que é um clássico, mas até passo bem sem ele) virão outros porque, imaginem...fazem alergia! Não se descobriu que provocam alguma macacoa mortal. Ou que estão associados ao desenvolvimento de alguma doença séria. A preocupação da UE é não fazer espirrar as pessoas, porque na Europa moderninha e politicamente correcta nem espirrar se pode.

 Sempre houve pessoas alérgicas a  perfumes, assim como sempre houve quem tolere mal o sal e quem não possa comer tanto açúcar porque engorda com  facilidade; mas nestes dias do fim do mundo, se um não pode, proíbe-se para que ninguém se sinta melindrado nem discriminado.

 Estes iluminados (não confundir com os Iluminati, que vêm sempre à baila em qualquer conspiração mas a ser verdade, terão coisas com mais pés e cabeça com que se ocupar, acho) querem ainda alterar as embalagens dos perfumes, para que pareçam caixas de medicamentos. Um luxo...

 Claro que as marcas estão preocupadas.

«“O Chanel 5 nunca fez mal a ninguém. Estas directivas serão a morte dos perfumes”, disse à AFP Sylvie Jourdet, da Associação Francesa de Perfumes, considerando também que toda a gente sabe que os ingredientes naturais estão associados a alergias.»

 A mim, mais do que a alteração dos aromas, irrita-me o ataque a coisinhas insignificantes, a futilidade de tais ideias. Faltinha do que fazer, much?


Wednesday, April 3, 2013

Lei de Murphy: SMS chatas

                                      
É trigo limpo, farinha amparo: se temos pressa de receber uma SMS importante (ou porque aguardamos boas notícias ou porque precisamos dos dados que ela contém para tratar da nossa vida)  tudo quanto é porcaria se lembra de nós. Quando não esperamos comunicação nenhuma o telefone anda sossegadinho que é um gosto, mas basta ficar algo pendente para começar o circo. São as mensagens de corrente parvas que uma pessoa julgava extintas desde o advento do Facebook, os descontos do Jumbo, os avisos da PT ou da Vodafone, promoções de perfumarias, discotecas que vá-se saber por obra de quem nos têm na mailing list, e até uma mensagem de parabéns enviada por uma óptica qualquer cujo destinatário é um tal...Gustavo. Haja paciência.

Saturday, November 10, 2012

Os fala barato da internet


Há pouco um blogger que muito aprecio, o Dexter das Confissões de uma Mente Depravada, tirou-me as palavras da pena com um texto assaz lúcido. Tenho para mim que este é um país onde se resmorde muito. Para fazer alguma coisinha de jeito hesita-se, anda-se às voltas, ninguém se atreve. Mas para rosnar e opinar, lá está o português. E quando opina um português, opinam logo dois ou três. Pior ainda, quando um atira uma posta de pescada previamente demolhada em asneira, os outros imitam-no para não ficar atrás; era o que faltava não acrescentar qualquer coisinha à peixeirada geral. 
Mais do que reflectir, neste país bitaita-se
É espantosa a quantidade de gente que adora o som da própria voz: basta ter o azar de assistir a reuniões, assembleias ou "tertúlias" neste país para perceber isso. É um costume que aterroriza, por exemplo, os ingleses (povo com os seus defeitos, mas pragmático e direito ao assunto) que incautamente, venham para cá trabalhar. Uma reunião que supostamente, demoraria meia hora, por cá arrasta-se ad nauseam: há sempre um ou dois imbecis que decidem discursar interminavelmente, bater no ceguinho, dizer mais do mesmo, não acrescentar nada à assistência a não ser um tédio assassino. Vi estas personagens na faculdade (há sempre o chico esperto da turma que decide interromper a aula para massacrar o professor e os colegas com opiniões medíocres e cheias de pormenores) e sobretudo, vi-as enquanto jornalista, em intermináveis trabalhos noite dentro: verdadeiros testes à minha paciência, à sanidade dos meus neurónios, à capacidade do meu gravador e ao espaço do meu bloco de notas. Há sempre aqueles a quem apetece berrar, em modo Su Majestad "Porque não te calas?!" atirá-los para o chão e encher-lhes a boca de papel higiénico para estancar a verborreia ou silenciá-los de forma mais...permanente. 
                                              
Nem o frio, nem as cadeiras desconfortáveis, nem o sono, nem o jantar à espera eram capazes de fechar aquelas bocarras, verdadeiros depósitos de porcaria, nem de deter aqueles enxurros de cloaca, capazes de soltar por aí a cólera e a peste. Ainda por cima, a incapacidade para ser sucinto ou para estar calado nas excelentes oportunidades para isso é directamente proporcional à escassez de inteligência e de espírito. Quem muito fala pouco acerta, lá diz o povo. Ora, para pessoas assim, a internet foi uma bênção dos céus. Dizia o Dexter que é muito desagradável abrir os comentários dos jornais online: eu já nem os abro. Do palavrão gratuito à ofensa mais gratuita ainda, passando pela imbecilidade pura e simples sem esquecer os erros ortográficos, o catálogo da mediocridade, da estupidez, oferece de tudo. Depois há o Facebook
Jesus, o que esta gente chata e amarga tem constantemente de deitar cá para fora. A possibilidade de ter quem os ouça! De se queixar! De atirar aos olhos dos outros as suas opiniões sobre a política, sobre o futebol, sobre o estado do país, sobre gatinhos e cãezinhos e piadas sem graça. Oh, maravilha da tecnologia!  E se não houver nada para dizer, escarrapacha-se uma imagem com uma frase feita. É preciso falar. É preciso dizer alguma coisa...a ânsia de protagonismo é voraz, há que alimentá-la constantemente. Por fim, temos a blogosfera. Há quem se divirta a semear bitaites em blog alheio. E dirão vocês:  a Sissi não pode falar, tem um blog onde embirra sobre tudo o que lhe apetece. A diferença é que ao blog só vem quem quer e o dono do blog pode filtrar os comentários, poupando os seus frequentadores aos surtos de patetice do vaidoso mais próximo. E se os meus amigos e conhecidos no Facebook não quiserem aturar as minhas opiniões, é só não abrir os links que lá deixo para o Imperatriz e pronto. O que difere grandemente de ver, no mural e em detalhe, a palermice debitada várias vezes por dia. 
 No entanto há uma enorme vantagem na internet: se as redes sociais permitem a esta gente com ego inchadíssimo e pouco miolo desabafar à fartazana, talvez se calem um bocadinho na vida real. Ao menos estando em casa e ao quente, confortavelmente sentado ao computador, só lê quem tem paciência e não é preciso arranjar desculpas para sair à francesa...

Thursday, September 20, 2012

Nova regra cá em casa

                                     
Se mais alguém, com a mania das arrumações e das mudanças, me tira o material de pilates  do sítio vamos ter chatices, ai vamos. Já me cansei mais escada acima escada abaixo em busca  de um dos meus colchões de Ioga (e de todas as coisas que encontrei e larguei entretanto) do que numa hora de treino daquele puxadote. Quem terá sido o iluminado?

Monday, September 10, 2012

Não gosto


Ao contrário de outras celebridades que foram mães, Liv Tyler deixou  claro
que perderia a "baby fat" ao seu ritmo e se lhe apetecesse.
No entanto, apareceu sempre
bem arranjada. No meio está a virtude...
de ver no Facebook mensagens lamechas sobre a maternidade, vulgo " se tiveste uma mãe desgraçadinha, que sofreu muito por ti, que chorou muita lagriminha para te criar, que abdicou disto e daquilo por tua causa, cola isto no teu mural" ao melhor estilo canção-pimba-de-fazer-chorar-as-pedras-da-calçada-que- passa-nos-altifalantes-da-aldeia-em-dia-de-festa-do-emigrante, ou " se trocaste a tua silhueta por um barrigão, a tua maquilhagem por uma cara de meter medo e os teus luxos por choradeiras toda a noite e cocó verde, cola isto no teu mural". As mães desta blogosfera que me desculpem, que eu estou completamente solidária convosco e sei que nunca é fácil, muito menos nos dias que correm, com uma mulher a labutar em três ou quatro frentes. Mas tenho de dizer isto, primeiro porque embirro com palermices politicamente correctas estilo "se não partilhares esta mariquice és mau e insensível", como já disse aqui. Depois porque abomino a ideia de mater dolorosa. Já se sabe que ter um filho exige sacrifícios e ajuste de prioridades mas não é nenhuma tragédia, coisa do outro mundo nem caso para ganhar um Prémio Nobel, eu acho, e séculos de mulherio a pôr filhos na terra desde que Deus Nosso Senhor criou este planeta parecem dar-me razão. Depois porque me irrita ainda mais que tentem enfiar na cabeça alheia o mito " mãe é mulher desleixada". Ora, tretas. É certo que cada uma tem diferentes facilidades e meios, um organismo diferente e que a reacção do corpo de cada uma à maternidade é individual. Há mulheres que demoram mais a recuperar do que outras e dependendo das ajudas que se tem, existe sempre um período de transição em que há menos tempo/paciência para produções elaboradas, mas quem se preocupa com a sua aparência arranja maneira de estar apresentável. Mesmo que algumas coisas só voltem definitivamente ao sítio com ajuda de um Dr. 90210 qualquer (e para isso nem é preciso ser mãe, temos sempre coisas menos perfeitas) é possível manter uma boa aparência.  Nós, mulheres, somos boas nisso desde a noite dos tempos. E não é tanto uma questão de plásticas e tratamentos (embora isso ajude e agilize o processo) mas de vontade. Fala a filha de uma mãe que depois de dois bebés, tinha uma silhueta de capa de revista, numa época em que não se falava de procedimentos estéticos como hoje. As mulheres da minha família sempre se cuidaram e nunca viram os filhos como uma catástrofe, nem a si mesmas como heroínas. Bebés eram parte da vida e a vida seguia depois da maternidade. Não me digam que o biberon faz desaparecer o kit de maquilhagem, a não ser que se queira. O mais cómico no meio disto tudo é que as jovens que vejo falar assim, com uma atitude " sou MÃE, MÃE, MÃE, premeiem-me e desculpem lá se pareço um trambolho sem vida própria" nunca foram meninas de se cuidar. E agora deitam a culpa ao pequeno que ainda nem falar sabe? Balelas.

Friday, August 31, 2012

Boss AC...misericórdia!

É que já não posso ouvir a cantiguinha orelhuda da Sexta feira não sei quê não sei quê. Quem diz a verdade não merece castigo, as pessoas identificam-se com a canção, o instrumental é curioso e o vídeo está giro - esse gatinho de Lego é a coisa mais fofa -  mas aquela traquitana entra pelos ouvidos dentro e fica na cabeça que é uma coisa doentia. Com o spot de regresso às aulas do Continente, pior um pouco. Em boa verdade, já cheguei a pensar (que eu tenho uma certa crença na máxima o semelhante atrai o semelhante, Abyssum abyssus invocat, e por aí fora...) se os portugueses não terão magicamente atraído a crise por tanto gostarem de se queixar. Agora que realmente têm razão para isso, é vê-los lamentar-se freneticamente, com ar guloso, mesclado com um certo olhar de desapontamento porque agora toca à maioria e já não podem ser mais infelizes do que o vizinho, nem cascar nesses malandros privilegiados dos funcionários públicos.  Tenho para mim que essa coisa da crise é como o Diabo: quanto mais se fala nela, mais contente ela fica. E canções sobre a dita cuja, haja paciência. Palpita-me que se a ignorássemos, se fizéssemos por levar a nossa vidinha como se tal coisa não existisse, se não lhe déssemos importância, a criatura metia a cauda entre as pernas, a viola no saco e ia chatear outro. Just my two cents here.

Friday, March 9, 2012

Não detestam...‏

Teseu e o Minotauro
...situações que se repetem uma e outra vez, que andam às voltas para ir dar sempre ao mesmo, formando padrões na vossa existência? Não andam para trás nem para diante, sucedem-se sem evoluir, conseguimos prever exactamente o que vai acontecer de seguida, fazem calos na alma, cansam-nos a paciência e toldam-nos a visão. É extremamente enervante pensar " oh não, lá vamos nós outra vez. Está-se mesmo a ver que daqui a pouco..." e tufas, infelizmente temos razão. Parece karma - e eu sou pouco chegada a essa crença tão pouco subtil.

Sou daquelas pessoas com pouca paciência para mistérios, a  não ser nos livros. Quero tudo certinho, explicadinho, preto no branco, e com um desenvolvimento a ritmo normal. Nunca gostei de puzzles; de enigmas só gosto se tiver alguma coisa a ganhar com isso; não tenho tempo para charadas; nunca tive paciência para picotados, fascículos, tricot, nem bordados...como é que hei-de de arranjar pachorra para mantas de retalhos?

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