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Tuesday, September 25, 2018

Coisas/marcas a comprar em Londres #1: super acessível (mas disfarça bem)




Com Londres a duas horas de avião e tantos dos amigos do Imperatrix a viajar regularmente para cá, pensei em criar uma rubricazinha catita para vos ir dando conta, conforme me for lembrando,  de compras que vale a pena fazer por aqui (leia-se marcas, produtos, ou locais onde se encontram bons negócios).

Isto porque passear por Oxford Street parece tudo muito lindo mas só lá me apanham em trabalho... haja paciência!

Pois bem:  para começar vou falar-vos de uma marca baratinha, mas janota a valer, ideal não só para aqueles momentos "vou a Londres num pulo e não sei o que hei-de comprar para a mãe/tia/amiga, só que parece mal vir à capital das compras e voltar de mãos vazias com a desculpa da confusão e da pressa" mas também para ensacar uns básicos impecáveis e umas peças transitórias sem investir demasiado.



   Eu ainda sou do tempo em que o pai vir ao UK em trabalho significava trazer-me alguma coisa da Top Shop, da Dorothy Perkins ou do Selfridges. Porém, a Top Shop já está em Portugal e assim como assim, já não é o que era - actualmente, com tanta colaboração especial com designers os preços subiram, o posiocionamento alterou-se e os modelos tornaram-se mais arrojados- o que é bom quando se quer levar uma peça marcante para casa mas pode não dar jeito quando há pouco tempo para escolher.
 Ir ao Selfridges nem sempre é opção, além de ser obviamente uma loja mais voltada para investimentos maiores e não tanto para "trazer uma coisinha para cada pessoa e mais umas pecitas para mim" (a não ser que se tenha um orçamento muito simpático, claro).


Vestido azul marinho Dorothy Perkins

Quanto à Dorothy Perkins, de que já falei várias vezes por aqui a propósito dos vestidos, continua a estar entre as minhas favoritas (ainda há poucos meses lá comprei um sheath dress preto que mais parece Dolce & Gabbana e assenta como uma luva por menos de 30 libras) mas francamente, o stock é mil vezes melhor online. Vale a pena comprar no site uns dias antes de viajar e pedir para ser entregue na loja DP mais próxima, já que há quase uma em cada esquina.

A marca de que vos quero falar segue um sistema semelhante no que respeita a compras online e também tem a vantagem de pipocar em quase tudo o que é bairro, pelo que é possível ficar alojada em qualquer subúrbio amoroso e comprar coisas giras sem ir de propósito, em missão, ao centro da cidade a tropeçar em turistas que não saem da frente e shopaholics frenéticos de todos os cantos do globo (com todo o respeito por eles já que muitos são meus clientes, mas não são exactamente a companhia deal para quem se quer despachar).

Calças paperbag, New Look


Provavelmente já repararam que a New Look está um pouco por toda a parte em Londres e arredores, e por boas razões: com preços e qualidade algures entre a Primark e a Zara, é a marca ideal para ir buscar não só uns básicos fiáveis, que assentam bem (já lá vamos) mas também se mantém extremamente actualizada quanto às tendências.

Acho que os buyers e os designers deles devem ser uns taradinhos canta-monos do Instagram, sempre à coca do que está na berra. Basta ver que a New Look faz sucesso também na Ásia, paraíso por excelência de tudo o que é trendy, e que é activa em redes sociais como o Weibo ou o Wechat, essenciais para quem quer fazer negócios da China (mas um ponto onde muitas marcas que tentam entrar nesse mercado falham redondamente).



E o melhor é que a selecção de peças é bastante transversal: nem adolescente como a Forever21 ou serigaita como outras de que não vou falar agora, nem matrona (um problema que se vê muito em algumas marcas britânicas mais famosas) o que é um feito tendo em conta que a New Look nasceu em 1969. Conta também com uma boa escolha de tamanhos. Sem ter lojas muito grandes e confusas (há algumas aqui em que não tenho mesmo pachorra para entrar) há algo para toda a gente, de miúdos do liceu a peças para o escritório ou ocasiões especiais, passando por moda para mamãs e plus size.

Confesso que ao início torci o nariz (porque como imaginam encontrar lá tecidos aceitáveis exige algum cuidado) mas o styling das montras acabou por vencer a minha curiosidade. 



Depois, há uma New Look  mesmo ao pé de minha casa e eu passava por lá todos os dias no regresso. E terceiro, a minha busca incessante por calças de cintura alta que assentassem em condições e fossem confortáveis, tanto para trabalhar como para o dia a dia (com um emprego a tempo inteiro e a cuidar da casa acabo por usar imenso a máquina de secar mas as peças de griffe não gostam muito disso, pelo que tive de arranjar alternativas) lá me fez agarrar nuns quantos pares de calças "paperbag" e cigarrette e marchar para os provadores.

E bem, fiquei agradavelmente surpreendida! Havendo sorte e paciência para apanhar tecidos consistentes e agradáveis ao toque, vale a pena arriscar porque (à semelhança de outras marcas low cost, Primark incluída) a modelagem e o corte compensam pelo material menos nobre. Cairam-me tão bem, tinham tão bom ar e eram tão macias que segui o meu instinto e comprei uns quantos pares. Pois digo-vos que com os devidos cuidados têm durado bastante, mesmo tendo-as elevado ao estatuto de "kidas calcinhas que dão com tudo" e andando com elas non stop para cima e para baixo. Com o styling adequado e atirando-lhes com uns sapatinhos de designer e uma carteira decente, ninguém dá pela "barateza".



 Tal como a maior parte das marcas, a New Look repete moldes e é fiel aos tamanhos (mudando só as cores, os materiais e alguns detalhes) por isso é boa ideia dar lá um pulinho para experimentar calças de tempos a tempos. Recomendo também as blusinhas vaporosas estilo vitoriano, as blusas de cambraia tipo camponesa, as peças básicas em algodão, os sundresses e jumpsuits, sapatos de tecido e quaisquer peças ou padrões sasonais. É tudo amoroso à vista e veste como parece, sem caídas esquisitas. Obviamente coisas mais elaboradas, como botas ou sobretudos, são quase sempre de evitar em lojas assim, mas para estas pequenas compras aprovo e recomendo!



Outra casa com um posicionamento parecido, que também vende online, costuma ter pontos de venda próximos da New Look e onde já encontrei coisas interessantes, baratíssimas e com um corte favorecedor (nomeadamente blusas de decote Bardot 100% algodão com manga rendada a 3/4 e calças skinny de cintura muito alta e tecido espesso que assentam de forma semelhante às Versace) é a Select.


Select

 No seu todo, a loja é menos de fiar do que a New Look e pode ter um ar serigaito como tudo em algumas alturas, mas não se deixem intimidar por isso e dêem uma olhadela com olhos de ver. Não esqueçamos que além de acompanharem todas as novidades estas marcas recrutam alguns designers e costureiros talentosos em início de carreira, portanto não é raro haver boas surpresas. É preciso peneirar e seleccionar bem para não comprar só porque é barato, mas usando de moderação fazem-se boas compras sem pesar na bagagem nem na bolsa.


Por fim, é difícil falar de Londres sem mencionar as omnipresentes drogarias e farmácias, que são autênticos paraísos para cosméticos e onde se encontram alguns produtos menos populares em Portugal (como por exemplo, champôs secos e texturizadores para todos os gostos).





A essas quero voltar em detalhe noutro post -  mas quanto mais não seja, ao regressar a Portugal é boa ideia passar um bocado a explorar a Boots (espécie de farmácia multiusos que até vende sanduiches) em Heathrow ou Gatwick antes de embarcar. O meu achado mais recente foi este desmaquilhante de olhos cremoso, de marca branca, que limpa tudo, até máscara de fibras para pestanas (quero falar da máscara de fibras em breve, mas aviso já  que parece cimento e custa à brava a tirar) sem ai nem ui. Uma maravilha! Por isso não desesperem: mesmo que tenham deixado tudo para a última da hora, ainda dá para levar alguma coisinha útil à prima, mana, etc, etc.











Monday, January 8, 2018

O que comprar em/de Portugal? (7 luxos portugueses que o mundo precisa de consumir)

Biocos do Algarve, imagem via


Recentemente li um livro das famosas stylists britânicas Trinny e Susannah que tinha um capítulo dedicado a "o que comprar quando se viaja". Para cada capital davam um punhado de sugestões mas quando chegavam a Lisboa...só recomendavam comprar azulejos!


 Ora, nada contra o belíssimo azulejo, que eu adoro; mas não só é uma coisa pouco prática para levar em quantidade na bagagem, como isto só prova o que eu já disse em tempos: Portugal está longe de ter uma identidade de estilo, um chic português. O português quando é elegante é elegantíssimo, mas o seu chic é tão discreto, ou tão mal aproveitado, que surpreende as pessoas quando notam que ele existe. 



Cesta Toino Abel

Quanto mais uma pessoa está longe, mais crítica se torna em relação ao país em que nasceu - mas também, melhor vê o que nele há de espectacular (tenho mesmo rascunhados uns quantos posts sobre Portugal x Reino Unido, mas isso fica para mais tarde).

  No meu caso, como estou sempre em contacto com marcas/artigos de moda e de luxo, penso muitas vezes nas estupendaças oportunidades de internacionalização que Portugal anda a perder: é que muitos produtos que em Londres, em Nova Iorque ou no Dubai são considerados exclusivos, em Portugal são corriqueiros; simplesmente, têm a qualidade a que os portugueses se habituaram ...e por isso, não se dá por eles. Aqui ficam alguns que me saltam mais à vista:


Boa marroquinaria



Imagem via

O português tem tentado por força impor o seu calçado, que é inegavelmente de qualidade tanto no fabrico como nos materiais (não é por acaso que várias marcas de renome mandam fazer aí os sapatos). Porém, (já o tenho dito) quando é desenhado em Portugal e não feito de acordo com as directrizes italianas, o calçado ainda fica, quase sempre, um pouco aquém em termos de conforto e daquele "quê" de sofisticação intemporal para competir, em pé de igualdade, com os Rossis ou (esqueçamos Itália por um instante) os Jimmy Choos e Manolos Blahniks deste mundo. 

 Certo é que designers como Louboutin ( que aliás, tem casa em Portugal) são mais conhecidos pela beleza do que pelo conforto das suas criações, mas ainda espero calçar um sapato português que me deixe mais leve e feliz do que usando uns Gucci. Tenho fé- as Josefinas já andam aí nos pés do mundo e mais virão com certeza.

 No entanto, quando falamos de marroquinaria (carteiras, bolsas e pequenos acessórios em cabedal) nem é preciso fazer esforço algum: basta dar uma volta pela Baixa de Lisboa ou melhor ainda, de Coimbra ou do Porto, e passear pelas velhas lojas para encontrar uma perfeição, um detalhe e uma engenharia de deixar num chinelo muitas carteiras Chloé, Burberry ou Prada. Não me entendam mal: tenho várias carteiras de griffe que adoro e a marca importa quando queremos um look ou peça em particular. No entanto, se a ideia é comprar só pela qualidade, beleza e durabilidade... estou certa que muitas das minhas clientes americanas, russas ou árabes perderiam a cabeça com um pulinho a Portugal. 

Vejo-as muitas vezes encantadas com certos pormenores (alças que se podem usar de maneiras diferentes, bolsos interiores, tons de couro variados, etc) que para nós são absolutamente banais. Só na minha colecção de carteiras vintage (já aqui falei de algumas) há amiude igual ou melhor. E cá fico eu numa indiferença portuguesa: na minha terra temos muito disto! Ou seja, o que "lá fora" é luxo, em Portugal é a qualidade standard. Não somos únicos nisto (se passearmos em Espanha ou Itália veremos lojinhas anónimas com peças lindas) mas apesar dos esforços de algumas marcas e designers nacionais, este é sem dúvida um ponto forte muito mal aproveitado. Se têm amigos estrangeiros e de bom gosto que queiram impressionar, comprem-lhes marroquinaria portuguesa!



Casacos de pele (s)





aqui comentei que as britânicas não se acanham de usar lindos e fofos casacos, boás, capas, estolas e chapéus de peles (tanto verdadeiras como falsas) - mas talvez a popularidade crescente tenha alguma coisa a ver com as milionárias russas e árabes que cada vez mais, fixam residência nos  bairros exclusivos no Oeste de Londres.


 Porém, posso dizer-vos que uma visita às encantadoras lojas de peles na Serra da Estrela não perde, em beleza nem qualidade, para as colecções felpudas do Harrods: o que aos olhos de muitas portuguesas pode parecer um pouco clássico, antiquado, extravagante, estilo "casaco da avozinha" é o máximo tanto para as Londrinas como para as turistas abastadas que cá vêm no firme propósito de comprar até cansar. Aliás, há tempos ofereci um lindo casaco de pêlo branco made in Portugal a uma amiga dos Emirados e ela delirou (era pele de coelho, já agora -  não compro peles de animais que não sirvam para alimentação salvo no caso de peças antigas, pois aí o mal já está feito). E um sobretudo de pêlo longo, vintage, a  3/4 que mandei vir de casa para usar quando casei, e que tenho luzido por aí desde então, faz as pessoas parar-me na rua para perguntar de onde veio. Temos óptimas casas especializadas que vendem peças lindas, volumosas e espampanantes a preços super atractivos, mas alguém ouve falar em portuguese fur coats? Olhem para Moscovo, para o Bahrain, o Kwait ou os Emirados e clientela não faltará, de certeza.


Jóias





A filigrana tem sido muito publicitada (e é linda) mas não é a única forma de "joalharia portuguesa". Uma visita aos nossos museus (ou uma "googladela" à soberba colecção da Senhora D. Maria Pia) basta para nos convencermos de que temos uma longa e magnífica tradição, e que os nossos criadores nada deviam aos Fabergés e Laliques deste mundo. E nem é preciso ir para peças muito exclusivas e dispendiosas: uma mera voltinha pelas velhas ourivesarias da Baixa é suficiente para nos encantarmos com as tradicionais peças cheias de arabescos em ouro ou prata com pedras coloridas, com os ricos cordões de ouro ou com os anéis, pulseiras ou alfinetes de prata envelhecida com marcassitas - que apesar de serem usadas pelas avós, têm um ar bastante "noir", understated e facilmente transportável para looks muito actuais.



Os nossos produtos de beleza vintage






Os charmosos sabonetes Ach Brito fizeram sucesso em Hollywood, mas ainda os vejo pouco nas lojas de luxo londrinas- e no entanto, nada perdem ao pé das Jo Malones e Molton Browns que por aí andam. E os meus queridos cremes Benamôr, de que estão à espera para ressuscitarem os seus produtos de maquilhagem antigos (e com embalagens giríssimas) para mostrarem às Benefits deste mundo com quantos paus se faz uma canoa e revelarem às fashionistas internacionais o melhor creme/primer do mundo, o verdadeiro photoshop em tubo? Consigo imaginar as clientes chinesas a encherem cestos e cestos para levarem para casa estas maravilhas.



Vinho, azeite, queijo, doces e mercearias finas







Do vinho já se sabe: o nosso é belíssimo  mas há muita competição e o mercado é difícil, etc. No entanto, atrevo-me a sugerir baseada no que vejo: pode ser complicado competir no segmento de luxo mas Portugal tem, em abundância, algo que falta noutros países. Ou seja, bom vinho a preços simpáticos. 


Encontrar vinho aceitável para o quotidiano a um preço convidativo é uma aventura em Londres (e suponho que noutros lugares suceda o mesmo). Então porque carga de diabos há-de ser o vinho australiano ou sul africano a preencher essa lacuna? 


O mesmo se passa com o azeite: cá em casa não se vive sem isso (acho que só a Sophia Loren usará mais azeite do que eu) e o meu marido só parou de resmungar que o azeite não prestava quando passei a comprá-lo da Sicília e da Apúlia. As marcas portuguesas exportam pouca variedade e as qualidades à venda não dizem, de todo, o fantástico azeite "de lavrador" que se faz na lusitânia. Também já me vieram perguntar pelos enlatados portugueses (aliás, o aeroporto de Lisboa tem uma loja LINDA de conservas, capaz de competir com a Fortnum& Mason).


 Depois, pensem nos ovos moles de Aveiro, no doce de abóbora da Beira Alta, no pudim de castanha da Serra da Lousã, nos pastéis de Tentúgal e nos docinhos de amêndoa algarvios. Já há lugares em Londres que servem pastéis de nata, mas o que faz falta é uma bela pastelaria portuguesa que tenha uma boa amostra das nossas receitas mais requintadas - e que venda as suas especialidades nas lojas de departamento e supermercados exclusivos, aeroportos, etc. Com embalagens old school encantadoras como as dos pasteis de Belém. Ia ser uma febre no Instagram. Uma cadeia italiana, a Carluccio, fez isso por cá e está por toda a parte. (A cadeia de restaurantes Nando´s, aqui no Reino Unido, tem um êxito tremendo com uma espécie de churrascaria portuguesa a que mistura o frango de churrasco e as migas a umas especialidades brasileiras e bebidas refill - um conceito semelhante podia ser adaptado a muitas mais coisas). E os queijos? Nem falemos nos queijos! Urge erguer, numa zona bem turística de Lisboa, uma monumental loja de queijos e enchidos da Serra da Estrela. E exportá-los (com embalagens de luxo mas todas pitorescas).



Tricots, capas, pantufas e bolsinhas da Serra da Estrela





Ainda eu não morava em Londres e já não largava as minhas Ugg por nada, mas uma das razões que me fizeram apaixonar-me por elas (na sua versão de sola maleável, pelo menos) é que me lembravam as pantufas da Serra da Estrela. 

Há lá coisa mais macia, mais gira e mais resistente? Aquelas coisas duram anos!  E as almofadas, mantas, capas e mantos em peles ou em lã? E as pequeninas carteiras de camurça a tiracolo com pêlo de várias cores, que eu adorava em pequena (agora fiquei com vontade de ir à Beira Alta de propósito comprar umas quantas)? E os porta chaves felpudos? Fazem ideia do quanto as compradoras da Hermès, Chanel ou Louis Vuitton, capazes de dar milhares por uma pequenina carteira com alça, ou centenas por uma borla em couro colorido, lhes iam achar graça? Quanto aos tricots de pastor, querem coisa mais intemporal? É um dos meus básicos de estilo- herdei um camisolão da mãe, branco com estrelinhas azuis, e marcou a minha adolescência. Usei-o até cair de velho e não descansei até arranjar mais. Intemporal, suave e bem quentinho. Imaginem-nos com umas moon boots Louis Vuitton ou Jimmy Choo para uma estada em Aspen. Chique a valer!


Lenços, xailes, tecidos bordados, capas e "ceiras" (cestas)



É verdade que já há duas marcas a vender os lindos biocos (capas encapuçadas) do Algarve e as amorosas "ceirinhas" (cestas) da minha infância com assinalável sucesso, até a nível internacional. Mas isso precisa de ser trazido, divulgado, mostrado às grandes casas. Por vezes uma marca só tem dificuldade em internacionalizar-se e é mais fácil ir pelos canais de distribuição multimarcas, como as grandes department stores. Ignoro se já puseram estas capas e cestinhas à venda no El Corte Inglès ou na Avenida da Liberdade (se não estão, deviam) ou se os seus criadores continuam a usar o próprio site como único ponto de venda.


No entanto, alguém já se terá lembrado de contactar os buyers do Barneys, Bloomingdales, Harrods, Selfridges, só para citar alguns, e convencê-los a testar esses produtos junto do público? Ou de fazer parcerias com os grandes influencers globais dos social media? Fazem ideia de como uma carteira específica, numa cor específica, desta ou daquela marca, esgota em poucos dias só porque uma qualquer instagirl do momento decidiu aparecer com ela? E quem diz biocos e cestas diz os lindos lenços bordados e xailes de seda com franjas, tão românticos,  os vestidos, corpetes, blusas e saias do Minho, etc.


Em suma, portugueses: parem de se esforçar tanto por inventar e passem a comunicar melhor para os "turistas de compras", que o mais difícil já está feito.

Wednesday, August 9, 2017

Temos de falar sobre estes correctores e este blush. MESMO.


Como sabem eu costumo ter uma certa preguiça de falar em cosméticos, por isso só escrevo alguma coisa sobre isso quando descubro um produto milagreiro. Pois bem, desta feita são dois! Ou antes, três.

As nossas necessidades de maquilhagem evoluem connosco. Neste caso, eu nunca tinha dado grande importância ao corrector. Tive sempre vários correctores e iluminadores (líquidos, em stick e em creme, de marcas profissionais ou luxuosas e das mais acessíveis) mas era algo básico e elementar a que não dava aquela importância- e até era capaz de passar sem isso, principalmente quando usava uma base com maior cobertura.

A situação mudou quando comecei a ter horários estranhos (e.g., levantar às quatro da matina várias vezes por semana) e mais responsabilidades em casa. Mesmo tentando compensar o sono, às vezes fica-se com um ar cansado e não há cremes que valham. 

Foi então que comecei a demanda pelo corrector perfeito

Foi preciso testar muitos, investir nuns quantos (incluindo Chanel e Elizabeth Arden) mas a busca só terminou com duas maravilhas da Benefit: o Boi-ing e o Fake up!


Ambos fazem o truque de nos deixar com um ar fresquíssimo e relaxadíssimo, mas sobre o primeiro não me vou alongar: o Boi-ing é um corrector em creme com uma cobertura excelente ("industrial", diz a marca) e que se mantém o dia todo, além de ser confortável de usar. Tudo dito.



Já o Fake up! é um corrector em stick metade pigmento, metade creme de olhos carregadinho de Vitamina E, que é um prodígio. Apesar de ter uma cobertura *supostamente* leve, esconde tudo (olheiras, olhos papudos, manchinhas...) ilumina a zona e eu poderia jurar que não só disfarça os olhos cansados, mas trata mesmo a pele. 

De qualquer modo, é a coisa mais agradável que já experimentei no contorno dos olhos. Não repuxa, espalha-se lindamente sem precisar de grandes mexidelas nessa área tão sensível (e já vos contei como sou ultra cuidadosa com isso, porque acho O FIM ver mulheres com pés de galinha antes do tempo) e dá boa cara em dois segundos.

 Maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso, chic a valer - vale cada cêntimo.



Devo dizer que foi uma surpresa para mim, porque tenho uma relação on/off com a Benefit- por vezes é um pouco overrated: alguns dos seus produtos valem pela inovação e pela embalagem bonitinha, mas não são assim tão extraordinários que justifiquem o preço.

 No entanto (também, isto acontece na maioria das marcas...) quando fazem um produto bom, é realmente bom.

Infelizmente, ao que parece em Portugal não está disponível em cada esquina, mas encontra-se na Sephora ou na Fapex...e prometo que vale a pena ir lá de propósito ou encomendar.


Agora, sobre o blush Sleek: não vou falar de um blush específico desta marca, porque tenho vários - e até já me desfiz de alguns com pena, porque não eram a cor certa para mim...mas AQUELA TEXTURA!!! 

Já por aqui comentei várias vezes que sou esquisita com o blush, mas os da Sleek nunca falham e, sendo uma marca bastante acessível, acho-os superiores a outros mais luxuosos, mesmo os célebres Nars. É que são o equilíbrio perfeito entre pigmentação e transparência e dão um ligeiríssimo brilho de maçãzinha rosada às faces que não encontro em nenhum outro, além de terem cores lindas.

 De resto, a Sleek tem vários produtos interessantes com óptima relação qualidade-preço,mas se tivesse de escolher o seu porta estandarte, seria o blush de certeza. Experimentem um num tom alaranjado ou rosa claro e digam-me.

E pronto, está a recomendação feita porque eu não gosto de guardar os achados só para mim. Happy shopping!

Saturday, July 22, 2017

Tecidos: quebrar a regra de ouro (mas pouco)



As minhas queridas amigas sabem que ao longo destes anos de blog tenho sempre batido na tecla dos tecidos... e no ódio de estimação ao poliéster e semelhantes.

 Em qualquer roupa o tecido tem (porque não há outra forma de a roupa ter boa caída) de ser de boa qualidade. E de preferência, natural, materiais nobres - ou pelo menos, com uma boa quantidade de fibras naturais. Escolher o tecido certo é quase uma ciência, mas também exige experiência e instinto.

O tecido certo (não importa a sua textura, cor ou espessura) precisa ser consistente, confortável ao toque e sem brilho exagerado (mesmo em materiais brilhantes por excelência, como o cetim). Só assim uma peça terá bom ar. Nenhuma roupa parece bem, por muito cara que seja, se o material tiver um aspecto barato.

 Dito isto, também é verdade que cada vez mais as marcas - pasme-se, até as de luxo - incluem nas suas colecções algumas peças em fibras sintéticas ou com misturas. 
 Às vezes por ganância, mas também porque pode ser necessário um material específico para obter um efeito específico, ou para tornar a peça mais fácil de manter. Não esquecer também que nem todos os sintéticos são iguais: há uns melhores (ou menos maus...) do que os outros. Há dias falámos nisso, quando vos contei sobre as blusinhas "wash and go".

E admiram-se vocês: então a Sissi andou aqui a pregar aos peixes, a enganar-nos, em modo "bem prega Frei Tomás?". Nada disso.  Insisto, como sempre, na minha velha máxima, aplicando desta feita Maquiavel aos panostecidos nobres sempre que possível, e dos outros sempre que necessário.

E quando é que é "necessário?".

Não é desatar a comprar vestidos com má caída, fininhos e ranhosos só para poupar uns cobres ou porque o modelo era giro.


O necessário aplica-se, por exemplo, aos jeans, como já disse algures por aqui: convém que tenham uns 2% de elastano para se ajustarem à figura e serem confortáveis. Lembram-se do horror que era vestir jeans justos nos anos 90? I rest my case.




Outro necessário é quando o tecido não é natural, ou não é completamente natural, e se calhar tem um nadica de nada de brilho mais do que devia, mas o cair é impecável, o pano é consistente e - a cereja em cima do bolo - o corte da peça é maravilhosamente bem feito. Já me aconteceu! E à conta disso, rejeitei duas peças que me ficaram atravessadas até hoje.

Uma delas, já vos contei, foi com o meu traje académico. Optei pelo tecido sem qualquer elasticidade, porque era mais luxuoso, mas o malvado parecia que alargava cada vez mais. Nunca se adaptou ao corpo apesar de o mandar à costureira várias vezes. As minhas primas, que optaram pelo modelo mais acessível, ficavam cintadinhas e giríssimas com o traje "baratinho". E esta?

Outra foi um conjunto de vestido + casaco que me apaixonou à primeira vista quando fui convidada pela Primark a testar as suas roupas (que na altura desconhecia quase de todo), prova provada de que a mais simples fast fashion consegue fazer peças boas. Uma modelagem que juro, muita gente me pergunta qual é a griffe quando o uso (ainda está para as curvas, impecável...) forro de cetim bourdeaux, pontos fortes e um tecido espesso. Na altura estava disponível em preto liso e em cinza, com um efeito tweed.




 Podia ter comprado ambos (e o preto ia dar-me bastante jeito...) mas, enquanto o cinza tinha um aspecto dispendioso que não acusava nada, no preto...bom, havia um brilhinho muito ligeiro. Ficou na loja. 

Resumindo: o conjunto cinzento está como novo apesar de o ter usado bastante (e lavado na máquina!). É só juntar-lhe uns sapatos Prada e uma carteira boa, e caso arrumado.

 E fiquei danada comigo mesma anos a fio por ter sido esquisita com o preto. Como a Primark (tal como a Zara e outras marcas do género) costuma repetir modelos, volta e meia passava lá a ver se por acaso o teriam voltado a fazer, até porque uma amiga comprou entretanto o mesmo vestido em azul escuro (giríssimo também). Sem sorte. Foi preciso vir a Inglaterra para o encontrar - e assim que o vi deixei-me de esquisitices, trouxe o vestido e dois blazers e fiquei com pena de não haver mais...continuo de olho porque é o sheath dress perfeito; em termos de design e fitting, não fica atrás aos seus primos Dolce & Gabbana. Como eu digo sempre, um vestido modesto passa, desde que seja bonito e caia bem- é só compensar com bom calçado e bons acessórios e caso arrumado.

 Moral da história: quando o corte, a execução e o fitting são bons e o tecido, apesar de não ser uma maravilha, é firme, não se cola ao corpo e não marca nada, temos de ser um pouco mais permissivas para não perder um bom negócio. 
Por isso, se uma peça lhe cai às mil maravilhas, ouça o seu instinto. Principalmente se o preço é conveniente- isso porque pagar muito por materiais sofríveis, nem pensar; nem nas marcas acessíveis, nem nas de luxo. Logo podemos quebrar a "regra de ouro dos tecidos"...mas com cuidadinho, como dizia o outro.





Sunday, January 10, 2016

Afinal, o que vale a pena comprar nestes saldos?


Sou franca convosco, saldos só mais lá para diante e para ir buscar básicos ou peças muito específicas, porque confusão e compras por impulso não são o meu cup of tea. Ainda assim, já dei a minha olhadela para fazer uma pequena lista do que é interessante trazer para casa- porque são peças úteis e clássicas, ou tendências que vão continuar em voga por mais uns tempinhos.



1- Uns botins básicos e todo o terreno, como estes de que já falámos. Ou estes Melissa, que além de um design muito versátil têm a vantagem de ser super impermeáveis....

Em pele, Massimo Dutti
2- Track pants, porque com a variedade de modelos amplos, extravagantes (e quase de certeza passageiros) que apareceram, prefiro cingir-me a uma opção elegante que ainda foi pouco explorada. A H&M tem a maior variedade de opções para estas "calças de fato de treino promovidas", by the way. Não digo que não a umas pantalonas mas disso já tenho para os dias em que apetece variar, e de jeans ou calças flared  estou bem servida - mas aconselho quem não tem nenhumas a tentar uma versão simples e favorecedora como esta.


3- Sheath dress ou vestido tubo da praxe- porque é de aproveitar sempre esta altura para comprar mais um. Nunca estão a mais.

"Carvela", Kut Geiger

4- *Mais* umas botas overknee, simples, impermeáveis, de pele preta. Aconselha-se um modelo luxuoso a quem já é viciada no género e deseja investir, mas para primeira aquisição (ou simplesmente, para ter mais uns exemplares porque já se sabe que este tipo de calçado não abunda por aí) vi alguns pares em couro verdadeiro bem interessantes com saltos de vários tamanhos nas megastores de calçado habituais, e.g. Seaside. 


Happy shopping!

Tuesday, December 22, 2015

Sugestão de Natal para "eles": acabar com a ditadura dos ténis



Digo muitas vezes que um cavalheiro se conhece pelo calçado. E que a dada altura da vida, um homem, por muito que não faça o tipo dandy, por mais que o seu estilo de vida o permita e que prefira um look casual deve começar a aceitar que nem sempre é apropriado- nem elegante - continuar agarrado à combinação jeans + ténis+ t-shirts todos os dias que Deus deita ao mundo. Impõe-se um upgrade que estabeleça a diferença entre um homem e um rapaz!

Ora, a tarefa de aprimorar (ou simplesmente actualizar) o guarda roupa masculino (seja de irmãos, filhos, pai, cara metade e até de avós, (o avô adorava quando eu lhe oferecia roupas elegantes) cabe muitas vezes às mulheres da casa, já que muitos não fazem caso disso, são distraídos ou simplesmente demasiado preguiçosos para se aventurar nas lojas. Já aqui falámos que a influência feminina é poderosíssima em questões de gosto, e espero publicar um post detalhado sobre o assunto em breve, abarcando os essenciais do guarda roupa deles. Mas como diz este artigo, a melhor forma de acabar com os faux pas masculinos é ir subtilmente fazendo substituições. "Eles" são criaturas de hábitos e acostumam-se rapidamente a peças melhores (e francamente, mais confortáveis). Depois, a vaidade masculina acaba por falar mais alto e a maioria adopta as novidades sem problemas, ao ver que favorecem e facilitam a vida.


Ralph Lauren

 No entanto, uma das tarefas mais complicadas é exorcizar o reinado dos ténis (que têm o seu lugar e os há bem engraçados, mas estão longe de ser a única opção cómoda, até por causa da chuva). E uma  forma de se fazer essa transição sem muito atrito é começar pelas botas. Chelsea boots, botas do tipo montanha  e outras prestam-se a looks muito informais mas também a combinações um bocadinho mais sofisticadas, além de serem quentinhas, resistentes e não atrapalharem a maioria das tarefas ou hobbies tradicionalmente masculinos - mas também versáteis, de modo a que "eles" não façam cara feia, mas também não façam má figura. Deixo-vos algumas sugestões da Timberland, todas disponíveis nesta nova loja de calçado online com envio super rápido e óptimos preços:


Botas clássicas de atacadores


Chelsea boots


Botas  ´Bradstreet



Recomenda-se uma visita à Escape Shoes nestas Festas...Happy shopping!



Thursday, December 10, 2015

9 peças que vale a pena comprar em quantidade


Há as compras exageradas, por impulso, que são maus investimentos e geram tralha inútil no armário. Depois há as compras sensatas - que representam gastos e ocupam espaço, mas facilitam a vida a longo prazo.

O site Who What Wear publicou uma pequena lista que encerra uma grande verdade: há certas peças que mais vale comprar em quantidade quando se apanham à venda (e nos saldos). Ou como eu digo sempre, "compre quando há e pode, nunca em cima da hora...porque nessas alturas nunca há nada de jeito à venda".

Determinados artigos - como casacos, vestidos de noite, fatos, peças em pele, saias ou mesmo camisas -   exigem bastante ponderação e não se renovam com tanta frequência.

 Depois, existem os outros que é boa ideia comprar "por atacado".

É que apesar de quase todos caírem na categoria dos básicos (ou seja, peças que se podem usar e usar, que dão com tudo o que se tem no armário, sem as quais não se passa, são a "cola" que liga o resto do guarda roupa e feitas de bons materiais, de modo a durarem muito tempo) nem sempre estão disponíveis.

 Primeiro, o modelo pode ser descontinuado (algumas marcas de confiança repetem moldes que adoramos de estação para estação, apenas para deixarem de os fazer inexplicavelmente quando já nos habituámos a eles) segundo, os bons básicos às vezes faltam nas colecções sem qualquer motivo razoável; e terceiro, lá porque todas as lojas vendem "vestidinhos pretos" ou "t-shirts brancas" não quer dizer que os façam com o design e tecido que nos cai melhor

É aborrecido ver que o top preferido, aquele que procuramos sempre, está a ficar bom para limpar o pó...e não ter substituto à altura.

Para evitar tal maçada, aqui fica uma versão alargada da lista de "ai-Jesus" do guarda roupa a comprar em quantidade sempre que possível e mal o modelo perfeito apareça: 


1- As t-shirts ideais
T-shirts em pack, H&M
Parece favas contadas, mas achar a t-shirt perfeita não é assim tão simples.

 A melhores são 100% algodão consistente mas macio, longas o suficiente para não encolherem (o que também as torna mais versáteis para diferentes alturas de cintura, podendo ser usadas por dentro ou por fora sem nunca exporem os rins quando uma pessoa se baixa), com mangas realmente curtinhas e largas (nada de costuras a oprimir o braço) e com algum decote, redondo ou em V (evitem-se as muito fechadas, que lembram os modelos de criança e "engordam"). 

Isto em branco, preto e azul escuro (também poderá gostar de uma cinzenta). Um bom sortido delas poupa muitas correrias. Sou uma grande fã das da H&M, vendidas em packs - até ver continuam à venda e esperemos que isso não mude.

Nota: o mesmo vale para os tank tops pretos de alças.


2- Tops de manga comprida ou 3/4


Top H&M

Em preto e um ou outro branco, com ou sem botões, mais uns quantos às riscas. Estes últimos podem ficar bonitos com um pouco menos de decote, bem à francesa. Para escolher os melhores, aplica-se rigorosamente tudo o que foi dito acerca das t-shirts. Zara (sobretudo para os modelos de breton stripes) Pull & Bear, H&M e Stradivarius são boas pistas para encher o cestinho deste básico que salva mil toilettes. Quem gosta de bodies, pode inclui-los nesta categoria. Muitas vezes somem-se das lojas e depois o que é que uma pessoa faz para usar um top sem desfraldar?


3- Sua Majestade, o "Top de sair" por excelência (com mangas e um decote amplo) 


Top com decote Bardot, na ASOS

Idem, mas na versão noite. Em simples algodão preto, seda ou num tecido mais elaborado. Se escolher um liso, combina com saias de fantasia, calças de pele, statement trousers, saias lápis em materiais luxuosos, saias e calças de veludo...

Basicamente, um "top maravilhástico" permite inventar mil outfits sem pensar muito, quando se quer dar protagonismo à parte de baixo e ainda mostrar um bonito colo, um look sempre favorecedor para qualquer mulher. Se encontrar o seu "top maravilhástico", traga uns quantos consigo, porque podem ser como o amor da sua vida: uma vez sumido, não há outro à altura.


4- "Aqueles" jeans
Jeans de cintura alta, Zara
Os jeans são peças sui generis actualmente: as marcas especializadas, bem como as de luxo, fazem denim- investimento que molda inacreditavelmente a figura e dura imenso, mas as lojas acessíveis evoluíram muito: quem tem olho e paciência de Job para experimentar encontra facilmente na Zara, H&M ou Primark pares extra macios em modelos actuais (mas não necessariamente efémeros) e favorecedores, com lavagens lindas. 

Logo, os seus jeans perfeitos podem estar em qualquer parte. Se vê que comprou uns que não consegue largar, de um modelo clássico, que a fazem sentir-se fabulosa não importa o coordenado que faça, a solução é reservar alguns recursos para os saldos e trazer mais exemplares consigo. Poderá não lhes dar logo uso, mas quando os primeiros começarem a dar de si vai saber-lhe muito bem ter outros no armário, em vez de os substituir a correr pagando a totalidade do preço. Ou pior, pagar o preço de mercado por umas calças que não chegam aos calcanhares das outras.


5- Calças estreitas, clássicas, pretas


Modelo Givenchy, na Farfetch

Aviso de amiga: se encontrou o modelo cigarrette, slim ou skinny ideal (seja Zara, Mango, Escada,Trussardi, Givenchy ou something in between) faça o sacrifício de comprar os exemplares a que puder deitar as mãos. Depois de ter usado as calças certas para si, todas as outras vão parecer-lhe pálidas imitações. Ou acabará a levar as velhas a uma modista, implorando-lhe que faça umas novas, iguais, por um preço pouco simpático.

6- Collants (e afins) fiáveis


Collants modeladores, Calzedonia

É deprimente e stressante andar a correr de manhã, em busca de umas meias em condições. Os outlets são óptimos para se abastecer por uma fracção do preço - afinal, acabam inevitavelmente por danificar-se, pelo que mais vale trazê-las "à baciada", como dizia uma amiga minha...


6- Sheath (ou pencil) dresses


Vestido lápis, Karen Millen

Todos os outros vestidos podem ser comprados de acordo com as tendências (embora nem sempre os haja abaixo do joelho, o que é estranho). Mas deste modelo clássico, que favorece a maior parte das mulheres, há muito poucos a cada estação. A boa notícia é que as marcas e lojas que os têm (ASOS, Dorothy Perkins, Karen Millen, Zara, Primark, Mango, Dolce & Gabbana) costumam repetir os moldes e por vezes, lançam o vestido-lápis em mais do que uma cor e tecido a cada estação. Onde houver, agarre, pois duram uma vida e resolvem dezenas de situações em que precisa de estar fantástica sem esforço.

7- O soutien ideal


Soutien ideal para t-shirts, Oysho

Encontrar o suporte perfeito, à medida de cada uma, é uma tarefa delicada. Se der com um - e cada vez há mais por onde escolher, com qualidade bem razoável, nas próprias marcas de fast fashion- compre o mesmo modelo em diferentes versões e cores. Não é raro descontinuarem os melhores sem aviso.

8 - Os 4 calçados do Apocalipse


Modelos Stuart Weitzman, Ferragamo e Jimmy Choo


por aqui vimos que as botas compridas em pele (pelo joelho ou um pouco acima), os botins perfeitos, as sandálias que favorecem sem magoar e os pumps básicos (em preto e nude) são do mais versátil e confortável que há, facilitando inúmeras toilettes. Mas por vezes surge "aquele" modelo irrepreensível e embora o calçado represente um investimento maior, pode valer a pena trazer mais do que um par para casa. Antes isso do que andar desesperada em busca de um substituto, ou de uma alternativa para não espatifar os seus preferidos antes do tempo.



9 - A camisola de gola alta perfeita


Camisola de caxemira, Neiman Marcus

Além do "camisolão de pescador" esta é das poucas malhas que nunca passa de moda e à se mantém à prova de erro, além de combinar virtualmente com qualquer coisa. Em caxemira ou misturas aceitáveis (algodão + seda+ caxemira, ou lã + algodão, por exemplo). Convém que seja suave mas consistente, que não pique, que não borbote, que seja justa sem marcar e comprida q.b, pois estas peças tendem a encolher com o tempo por mais que se faça. Pretas e brancas (ou cru) bastam, mas uma vez encontrando um modelo bonito há que multiplicá-lo. Não faltam versões de fraca qualidade por aí e encontrar uma boa a preço simpático é caso para abrir os cordões à bolsa.




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