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Monday, November 26, 2012

O meu part time: grilo falante

                                     
Não tenho o menor jeito para grilo falante, para ser a voz da razão ou da consciência. De vez em quando lá me vêm pedir conselho (talvez por causa da minha mania de analisar as situações por todos os ângulos, como se de estratégia militar se tratasse) e faço o meu melhor, mas detesto vivamente intrometer-me nos assuntos alheios. Ou pessoas que permitem que os outros interfiram nas suas decisões, opiniões, relacionamentos ou esfera privada. Uma das características que mais admiro em homens e mulheres é a força de carácter, a independência mental, a capacidade de ser senhor (a) do próprio nariz. Meio, obrigações, laços afectivos, nada é desculpa para permitir que os outros façam de nós marionetas. Por isso, abomino ver-me na posição de grilo falante, de avisar, de dizer "isto vai dar asneira da grossa"  especialmente a quem dali a nada muda de ideias da água para o vinho, bastando para isso ouvir o primeiro espírito-santo-de-orelha, sabujo, doidivanas ou interesseiro que encontra mal viramos costas. Infelizmente, vá-se lá saber porquê, não é a primeira, segunda ou terceira vez que isto me acontece: ocasiões em que acabo por ser a amiga, parente ou companheira sensata, que tem inegavelmente razão, mas que é uma grande chata porque - oh, pouca sorte a minha! - trata-se de pessoas chegadas, a situação envolve-me de alguma forma  e por mais que me custe, acabo por ter de avisar, aconselhar, ou tentar puxar por criaturas teimosas. Acabo sempre por largar a corda (com os malucos não se discute e ninguém me paga para aturar gente doida) e deixar que o cabeçudo (a) bata em cheio contra a parede ou caia do precipício abaixo, como tanto deseja. Por vezes a cabeçada/trambolhão é remédio santo, noutras liberto-me simplesmente da praga;  mas o stress que isso causa ninguém mo tira, até porque a tendência para a asneira é proporcional à capacidade para me enredar no disparate por mais que eu tente escapar. Talvez deva começar a cobrar, e caro, pelos serviços de consciência portátil. Fretes grátis, no thanks...


Ainda podem participar no passatempo 
Concreto + Sissi ! Para habilitar-se a um camisolão lindo de morrer assinado por Helder Baptista, é clicar aqui.

Monday, December 19, 2011

Igualzinho a ti, eu conheço mais de cem*...


Detesto pessoas que se acham a última bolacha do pacote, a última coca cola do deserto. Guess what, baby, you´re not so special. Ou é de mim, que sou muito pouco impressionável.

* Gabriel o Pensador

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