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Monday, June 16, 2014

Verdade do dia: bom gosto x dinheiro


Nothing comes cheap, though the educated eye will always spot very nice things for the least money. 

                                    Albert Hadley, decorador favorito de Jackie Kennedy


A frase "quem diz que o dinheiro não dá felicidade não sabe onde ir às compras" já foi atribuída a tantos autores que não arrisco citar nenhum. 
   E embora haja alguma verdade nesta ideia, creio que seria mais justo dizer "alegria" do que "felicidade".
  Isto é sujeito à opinião e sensibilidade individual, claro, mas parece-me que a felicidade é algo mais permanente. 

   O dinheiro permite, isso sim, o acesso a pequenas alegrias e muitas coisas que facilitam a felicidade: a maior delas será liberdade total para fazer dos próprios dias o que bem se entender.

 Quem dispõe de meios está livre da maioria das preocupações mesquinhas que afligem o comum dos mortais, o que é (ou devia ser) meio caminho andado para se estar contente. 

 O resto depende de cada um - porque como qualquer recurso, o dinheiro é neutro e pode ser bem ou mal usado.

 Há coisas que o dinheiro complementa, mas não compra nem substitui: compra uma grande casa...mas se o dono não tiver gosto, esta será provavelmente um mamarracho; paga as propinas de boas escolas, mas não garante verdadeira educação, porque isso vem de trás; compra roupas caras e tratamentos de beleza, mas não  beleza, porte, bom ar e muito menos sentido de estilo. 

É claro que tudo isso é polido, limado e encadernado se a pessoa tiver o bom senso de contratar quem saiba para ajudar, mas uma transformação completa entra no campo dos milagres.



  Uma alma grosseira e sem sentido estético pode entrar na mais exclusiva das lojas, pedir - como tenho ouvido muito - "o  mais caro que houver" - e sair de lá exactamente na mesma. O preço assegura um mínimo de qualidade, mas isso é só a ponta do icebergue.



 Quem foi educado para o gosto, quem tem os olhos treinados e a sensibilidade aguçada por anos de prática e pela observação de bons exemplos, sai-se bem com muito ou pouco - seja na apresentação, na decoração da casa, ou em qualquer outra coisa. 


 Primeiro, porque um bonito porte e um ar racé asseguram que tudo cai como deve; depois porque saberá instintivamente evitar os artigos, caros ou baratos, de aspecto e qualidade duvidosa, comprar pelo valor real - não pelo preço de mercado - e fazer brilhar mesmo as peças mais modestas. 

 Quem é conhecedor (ainda que tenha vivido melhores tempos e não nade em dinheiro) sabe onde comprar (e provavelmente,  os pontos de venda onde fazer aquisições de qualidade com desconto e sem alardes) escolher peças intemporais, combinar coisas antigas com novas, conhece as coisas em que deve investir ou poupar, tem um grande sentido de parcimónia,  do que fica bem, da ocasião, da discrição, das prioridades -  mas acima de tudo, faz valer aquilo que possui.

  Mais do que qualquer coisa, as pessoas verdadeiramente elegantes têm a consciência de que a sua distinção não depende de factores externos: das flutuações da economia, da ostentação nem dos últimos figurinos (por muito agradável que seja ter acesso a eles)
 mas dos seus valores, das suas opções sempre correctas, do cachet que imprimem a tudo, e de princípios morais firmes - já enunciados aqui - que se reflectem na sua atitude, na sua fisionomia, em toda a sua pessoa. 
 Ou seja, dos tesouros à prova de crise.



Wednesday, June 13, 2012

10 Mandamentos do Smart Shopping, parte II


                                 
4- Custo-benefício, qualidade-preço e Valor por uso (VPU).  Considere as peças pelo que elas valem, não pelo que elas custam. Isto é verdadeiro para as pechinchas e para as aquisições significativas. Repare na execução, costura, molde e material do artigo em causa: justificam o preço, tornam-no irrisório ou pelo contrário, o custo está inflacionado considerando a qualidade? Vai preencher uma necessidade específica? Em que situações tenciona usá-lo? E sobretudo, quantas vezes? Se dividir o preço da peça pelo número de vezes que poderá usar um objecto vai obter o seu custo real. Por exemplo, uma gabardina de 250 euros que vista seis vezes por mês durante meio ano sai-lhe a cerca de 7 euros por cada – sem contar que a poderá usar nas temporadas seguintes. Uma carteira de pele que esteja barata é um achado. Uma blusa que custe 20 euros e vista só uma vez, pelo contrário...Quanto mais passageira, extravagante ou de menor qualidade a peça seja, menos deve investir nela.


5- Conheça o que tem…e o que precisa.                                                                                                                     
Para não acumular "tralha" convém fazer uma triagem periódica do que está a faltar no roupeiro, e elaborar uma lista antes de ir às compras. Assim é mais fácil concentrar-se no necessário em vez de se dispersar com “amores à primeira vista” que só duram até chegar a casa. Pense na sua roupa como um todo e pondere, antes de comprar, de que modo pode combinar as peças novas com o resto da sua colecção. 


6- Varie as suas fontes...É mais fácil ter um estilo pessoal e original se misturar peças e acessórios com origens diferentes. Comprar tudo nas mesmos locais pode ser limitativo e aumenta as probabilidades de ver mais pessoas com roupa igual à sua. Um pouco de hi-lo fashion, combinando elementos de marcas prestigiadas com outros mais acessíveis, é uma forma interessante de sair da zona de conforto se tem o hábito de se cingir a peças muito caras ou pelo contrário, exagera nas pechinchas (que nem sempre se justificam). Pode experimentar coordenar o novo com o vintage, os grandes armazéns com comércio e boutiques tradicionais, lojas online, estabelecimentos "alternativos", flea markets, outlets e feiras (desde que se afaste de produtos contrafeitos) comprar quando viaja ou mesmo conhecer novas lojas dentro do chamado fast fashion...
Isto não só abre horizontes e permite descobrir coisas mais invulgares, que tenham realmente a ver consigo, como evita o "efeito stress" de cada vez que a Zara lança um modelo novo.




7- ...Mas conheça as especialidades das lojas.
Embora actualmente todas as marcas se esforcem por fabricar todos os artigos (de lingerie a sapatos) há sempre coisas que fazem melhor. Em geral, esses foram os produtos que lhes deram renome, mas nem sempre. Apesar dos preços equivalentes, alguns designers ou marcas fabricam jeans estupendos, outros são melhores nos vestidos ou fatos, em certas lojas os casacos são óptimos noutras não. Os moldes e modo de execução costumam repetir-se entre colecções. Escolha os "fornecedores" certos para cada tipo de produto.


8- Conheça o seu tipo de corpo. Por muito que esteja em voga, uma saia bandage dificilmente favorece um "tipo pêra" ou um vestido cintado cai a matar num corpo "coluna". Há sempre forma de "dar a volta" às tendências e actualizar o guarda roupa sem desperdiçar meios em peças que não assentam tão bem.


9- Tire partido dos saldos/promoções Aproveite-os para adquirir "caprichos passageiros" se o desconto for mesmo grande; para renovar básicos, clássicos e roupa social; e para comprar elementos ou acessórios que refresquem o visual sem fazer uma grande mossa no seu orçamento. Normalmente nesta altura compra-se em maior quantidade, por isso procure não arrumar a roupa nova no closet sem antes mandar fazer os arranjos necessários em ajustes ou bainhas - assim evitará "trapos em coma". E já se sabe - aderir a ajuntamentos e confusões de "super descontos" leva a enganos. Escolha os horários mais calmos. Se está mesmo apaixonada por uma peça e não quer arriscar-se a esperar pelo meio da época de promoções talvez valha a pena comprá-la antes. É tudo uma questão de prioridades.


10 - Interprete as tendências com subtileza...e antecedência. Em geral, quanto mais prática e confortável uma tendência é, maior a sua longevidade. Os modelos que se mantêm actuais por mais tempo quase sempre correspondem a uma necessidade que não estava a ser explorada. 
























10 Mandamentos do Smart Shopping, parte I


                                         
Ter estilo próprio (ou tirar o melhor partido dele) exige fazer compras equilibradas, que enriqueçam o roupeiro sem gastos excessivos nem criar confusão no armário. Quantidade nem sempre é bom sinal. Por vezes usamos efectivamente uma pequena parte da nossa roupa: o que está sub aproveitado deve ser revisto e incorporado no uso quotidiano ou encaminhado para quem lhe dê utilidade. Em tempo de crise, maximizar o que temos e compramos torna-se mais necessário do que nunca, mas tanta oferta (aposta das marcas no desenvolvimento da fast fashion, lojas online) e menos recursos exigem que se aguce o engenho. Cada consumidor poderá desenvolver as suas estratégias para o conseguir, mas é útil observar as regras de antigamente, quando a roupa era feita para durar e mais facilmente se investia em pessoal competente para cuidar dela do que em comprar com tanta frequência. 

1– Clássicos para um “enxoval” de qualidade. Em tempos idos pensava-se mais num enxoval adaptável que contivesse tudo o que era necessário (fatos de dia, de lazer, de missa, de noite, etc) do que em ir adquirindo peças com tanta frequência. Para não lhe faltar nada e minimizar as compras por impulso, adopte este conceito e pense no seu guarda-roupa como um investimento a longo prazo, em vez de um conjunto efémero de coisas. Os elementos intemporais como o trench coat, calças clássicas, o little black dress, etc– quanto mais tradicionais, melhor – e roupas adequadas a situações distintas devem estar sempre presentes. São a base para combinar tudo o resto e nunca passam de moda, logo não precisam de ser constantemente substituídas. Estas peças representam os gastos mais importantes e consoante as suas posses, deverão ser de bons materiais e de uma casa de confiança.

2-“Ó linda costureirinha...” Se não tem uma, encontre-a. Nada pior do que acumular, sem usar, roupa que “foi um achado” mas precisa de ser apertada ou tem as bainhas, alças, etc muito compridas, ou ir a correr comprar calças iguais às vinte que já tem em casa quase novas porque nenhuma delas está operacional. Além disso, todas as roupas resultam melhor quando são adaptadas ao corpo. O mesmo vale para um bom sapateiro à moda antiga, que pode remediar algumas compras disparatadas e assegurar que o seu calçado preferido dura mais tempo.

3-Compre quando háe pode. Para isso, precisa de se conhecer. Provavelmente existe um tipo de calças, vestido ou sapatos que lhe fica bem e gosta sempre de usar. Consoante as tendências e as demandas do mercado, por vezes mesmo os modelos mais clássicos desaparecem misteriosamente das lojas (por exemplo, eu adoro sobretudos a ¾, que têm rareado nas últimas colecções). Canalize os seus gastos para se abastecer dessas peças nas temporadas em que elas aparecem em quantidade – e preste atenção aos saldos das mesmas. Quando visitar um outlet, procure os seus modelos preferidos. Provavelmente gastará mais nessas alturas, mas não vai precisar de “torrar” dinheiro mais tarde, à pressa, em coisas que não lhe ficam bem porque “todos os seus casacos estão velhos” ou "precisa de um vestido para casamento com urgência". Esta regra, claro, aplica-se a roupas ou acessórios que não fiquem datados. Também deve empregá-la em relação às suas finanças: vá às compras quando estiver monetariamente mais à vontade, mas reserve 80% desses gastos para itens que possa usar durante bastante tempo.

 To be continued...(clique aqui)

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