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Friday, April 8, 2016
Espartanos: homens com H...mas vaidosos!
Num documentário sobre os espartanos no Canal de História, foi realçado um pormenor que sempre admirei neles, e que contrastava com a austeridade que colocavam em tudo o resto: os bravos guerreiros penteavam e enfeitavam os longos cabelos antes da batalha (além de entrarem a cantar, o que o fantástico 300 não mostrou porque destoava com o tom dramático do filme, com certeza).
Aliás, trazer o cabelo longo era um privilégio dos homens feitos que já tinham dado provas de merecer fazer parte do exército mais exigente do seu tempo: os rapazes usavam a cabeça rapada, ou não fosse a infância e adolescência de um espartano uma longuíssima recruta.
Pois bem, contava o programa que antes da batalha das Termópilas, um batedor persa que espiava os 300 soldados de elite - entre os quais o próprio Rei Leónidas - vendo-os nesses preparos (besuntando as madeixas com óleo perfumado, que seria uma versão antiga dos fixadores, entrançando-o, etc) foi a correr contar ao Imperador Xerxes que nada havia a temer: os espartanos gastavam o tempo a arrebicar-se como donzelas! Eram uns efeminados, uns verdadeiros mariquinhas. Claro que, como toda a gente sabe, os persas levaram uma tareia monumental que fez a vitória parecer uma derrota e lhes espatifou os planos. E até nos faz rir que chamassem mariquinhas e efeminados aos maiores machos alfa que a História já contemplou...
O que me levanta dois pontos: primeiro, um homem pode e deve cuidar-se, sem deixar por isso de parecer másculo. Segundo, alto lá- os espartanos podiam pentear-se, polir as armaduras, trabalhar o corpo, perfumar-se e o diabo a sete, mas pareciam sempre varonis. Músculo, ferro e muita destreza em batalha garantiam que não havia cá confusões. Creio que se os Reis de Esparta tivessem aprovado penteados à Justin Bieber e poses à "gangsta fofinho", por muito duro que o treino fosse a moral das tropas havia de enfraquecer, e os persas acabariam por ter mesmo razão. Tudo tem limites.
Saturday, April 13, 2013
Never fear
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"Vinde buscá-las!"
A icónica frase acima foi, como saberão, dita pelos 300 espartanos quando o gigantesco exército persa lhes exigiu que depusessem as armas. É lema de várias forças militares, de equipas desportivas - e também um dos meus, por genética e por simpatia. Vinde buscá-las ... se vos atreveis. Em bom português, haviam de encontrar mulher. Coragem não é ausência de medo (embora a adrenalina, ou a alegria da batalha, possam camuflar uma inevitável insegurança, de tal forma que nem damos por ela). Coragem é borrifar-se para o medo e dizer à fatalidade "hoje não" ou, em caso grave, "hoje é um dia tão bom como qualquer outro". Atirar-se com unhas e dentes. Não temer nada, excepto que o céu nos caia em cima da cabeça. Não ter medo, nem admitir medo, de coisíssima nenhuma. Claro que a prática ajuda. À medida que se vão ultrapassando, derretendo e escangalhando barreiras, bloqueios, adversários e obstáculos uns atrás dos outros, as chatices vão perdendo a capacidade de nos impressionar: "digo ao Diabo não te temo, ó camafeu: conheci piores infernos do que o teu"*.
*Sérgio Godinho
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Saturday, December 31, 2011
Adeus, 2011...o ano da Agoge
Enquanto escrevo, estou a ansiar pela passagem de ano. Não que a data me entusiasme muito...eu nunca gostei do desconhecido, embora leve a sério aquela coisa do "mudar de página".
Mas 2011 equivaleu a uma agoge* na idade adulta. Este ano foi como os mestres dos filmes de kung fu dos anos 70, que ensinam magistralmente - à bofetada, para não esquecermos as lições. Num mood ou aprendes e sobrevives, ou estás feita. A contornar obstáculos. A forçar-me a respirar. Uma longa aula que me obrigou a "abrir a pestana" e pôr fim a certos padrões que se vinham instalando. Com músculos doridos, membros arranhados, exausta - mas apta. Mais forte. Mais ágil. Mais rápida. Foram 12 meses que me permitiram realizar alguns desejos e pôr em prática projectos muito bons. Vitórias que valem o dobro porque sei que muito do que consegui foi feito com o coração ferido, a alma a pesar toneladas e vontade de não me levantar do sítio. Esforcei-me a triplicar porque as mulheres da minha família, tal como as mulheres espartanas, não choram quando têm problemas - erguem-se, inspiram, sacodem o pó dos vestidos e vão à luta. Que eu guarde bem as lições desta "coming of age" forçada:
- O meu primeiro instinto está sempre correcto e é para seguir, pareça o que parecer, doa a quem doer.
Se faz quá quá como um pato e anda como um pato, provavelmente é um pato. Quando o meu dedo que adivinha e o meu chackra de estimação dão sinal de alarme, estou perante uma situação perigosa. Há que saltar para cima do inimigo ou dali para fora imediatamente. Se parece mal, paciência. Se se zangarem comigo, temos pena.
- Com os malucos não se discute. Esta poupa imenso tempo e muita canseira. Cada um tem o seu ritmo, não vale a pena tentar resolver tudo segundo os meus padrões. Deixar que os outros percebam os factos por eles mesmos. Já sabia esta mas ainda fui parva...a prudência excessiva nunca resultou bem comigo. A racionalidade sim, mas tem limites.
- As pessoas magoam muito mais facilmente aqueles que amam. Facto.
-A culpa não morre solteira. Vi cair com estrondo um mostrengo que parecia intocável e fazia a vida dos outros num inferno. Todos torciam para isso, mas ninguém esperava um desmoronar tão meteórico e definitivo, daqueles que garantem que a besta não voltará a chatear vivalma. Sim, os Deuses estão acordados. Às vezes gostam de se espreguiçar, mas não falham.
- Não tentar salvar a carruagem descarrilada, nem bater num cavalo morto. Quando a coisa está preta ou cheira a esturro, mais vale sair do comboio a tempo. O que nos estiver destinado, volta e compõe-se. O que não voltar estava a mais.
- Face a uma crise, há que lançar mão a todos os recursos.
E isto significa mesmo todos. Sair da zona de conforto. Não é esperar que o diabo não seja tão negro como o pintam, perder tempo a analisar pormenores nem arranhar a superfície. O que aprendemos não vale nada se não for usado. Mesmo que meta medo ou dê muito trabalho. Mesmo que tenhamos vontade de nos acanhar. O bem sempre que possível, o resto sempre que necessário. Mover montanhas a pontapé, ir buscar recursos à China, chamar o génio da lâmpada, a girl´s gotta do what a girl´s gotta do. E mais nada.
- Há sempre uma surpresa boa ao virar da esquina. Não vale a pena descabelar-se, a roda gira constantemente.
Desejo-vos um Feliz Ano Novo. Que 2012 seja mais romano e menos espartano...queremos alegria!
* Regime de treino duríssimo a que as crianças espartanas eram submetidas.
- Não tentar salvar a carruagem descarrilada, nem bater num cavalo morto. Quando a coisa está preta ou cheira a esturro, mais vale sair do comboio a tempo. O que nos estiver destinado, volta e compõe-se. O que não voltar estava a mais.
- Face a uma crise, há que lançar mão a todos os recursos.
E isto significa mesmo todos. Sair da zona de conforto. Não é esperar que o diabo não seja tão negro como o pintam, perder tempo a analisar pormenores nem arranhar a superfície. O que aprendemos não vale nada se não for usado. Mesmo que meta medo ou dê muito trabalho. Mesmo que tenhamos vontade de nos acanhar. O bem sempre que possível, o resto sempre que necessário. Mover montanhas a pontapé, ir buscar recursos à China, chamar o génio da lâmpada, a girl´s gotta do what a girl´s gotta do. E mais nada.
- Há sempre uma surpresa boa ao virar da esquina. Não vale a pena descabelar-se, a roda gira constantemente.
Desejo-vos um Feliz Ano Novo. Que 2012 seja mais romano e menos espartano...queremos alegria!
* Regime de treino duríssimo a que as crianças espartanas eram submetidas.
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