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Saturday, February 13, 2016

Adele devia ter adoptado o stage name "Adélia Desgraçada"



Oh Adelinha, vamos sentar-nos aqui e ter uma conversa de mulheres, que eu até gosto de a ouvir, acho que tem uma imagem óptima e só quero o seu bem. Tudo bem que os ex, quase todos ou todos mesmo, são uma praga da Humanidade (muitos só pelo facto de partilharem o planeta, outros porque aborrecem deveras) e uma inesgotável fonte de inspiração. 

Depois há os primeiros amores que voltam e a magia até se dá: veja-se este caso de dois namorados separados pela II Guerra Mundial que nunca se esqueceram e agora se reencontraram com 90 e poucos anos, que até me fez aparecer uma lagrimita ao canto do olho.

Mas - eu que conheço muito pouco da sua discografia, vá- será que cada single seu tem de versar um amor antigo? É que depois de Hello, de que eu até gostei bastante mas  já não era o primeiro nem o segundo com o tema "porque é que ele se foi embora?" ainda vem mais este bater na mesma tecla. Será que a  Adele é assim tão desgraçada? O Herman José tinha uma personagem assim, o fadista Felisberto Desgraçado, mas acho que nem ele era assim tão chorão.  



De qualquer maneira....bem dizem que quem vive do passado é museu, mas a julgar pelo sucesso da menina concluo que as suas letras devem falar à alma de MUITA gente que tem pedras no sapato, ressabiamentos, mágoas mal resolvidas e uma vontade infinita de gastar kleenexes...

Já estou como a Susaninha: ai meu Deus, como a vida é triste.

Monday, November 17, 2014

O dia dos Infiéis Defuntos


Por vezes há andaços que se propagam com o ar ou não sei: e um não muito frequente, mas que sucede, é os defuntos (leia-se, os ex de cada uma e os ex das amigas) levantarem-se da tumba e darem sinal de si, pelos mais variados motivos e todos ao mesmo tempo, que até parece que está o Apocalipse Zombie para começar.

São os Infiéis Defuntos, mesmo que a infidelidade não fosse o motivo de se finarem simbolicamente. 

Um Infiel Defunto não tem de ter sido coisa séria, e mesmo a rapariga menos namoradeira pode ter um ou dois na sua lista:  pode ser um ex namorado, ex noivo ou ex marido, mas pode também ser simplesmente um ex pretendente. Sim, por vezes até o Gonçalo do liceu, aquele pequeno giríssimo que vos ofereceu um peluche piroso (mas que ainda está guardado!) no Dia de S. Valentim, que nunca passou disso e agora está gorducho e careca, coitado, dá um ar da sua graça.

 É assim um surto colectivo de remorso/culpa/solidão aguda/nostalgia/epifania/etc.

 São os que aparecem com as conversas lamurientas sobre o passado, vulgo "ai, porque é que não resultou? Entre nós é que seria perfeito!"; os que surgem com a mesma conversa mas em modo Mea Culpa, estilo "não funcionou porque eu fui um anormal!" (olha a novidade, amigo). Isto com olhos de Bambi e motivado por a) medo de ficarem para tios b) intenções pouco honestas c) reflexão que resulta em realmente analisarem que só fizeram asneiras, que deram cabo das únicas hipóteses de felicidade, que foram uns parvalhões e vocês eram realmente os amores das vidas deles.

 São os que ou nunca se conformaram e que agem de forma passivo agressiva, fingindo-se muito vossos amigos e dando palpites sobre a vossa vida ou fazendo mexericos que vocês vêm a descobrir through the grapevine. E aqueles trágicos - relacionamentos que acabaram mesmo mal para os dois lados e ainda vão tentando dinamitar tudo à sua volta. Algures entre estes aparecem os que não jogam com o baralho todo ou não têm vida própria, por isso copiam tudo o que vocês fazem, gostam e frequentam, levando ao complexo "esta cidade é pequena demais para nós os dois!".

 O resultado disto tudo é as sobreviventes juntarem-se num bunkerzinho a partilhar os disparates que cada uma viu/soube/ouviu, a analisar o caso e a concluir "não sei o que fiz mal, mas acho que só saí com idiotas".



Tuesday, October 9, 2012

Pergunta da noite: ex namorado




Apesar de estar a ter uma noite ocupada, uma dúvida que não me larga 
fez-me vir aqui pedir a opinião às minhas amigas leitoras. Os meninos que se queiram amavelmente voluntariar também têm a minha gratidão. Ora aqui vai: 

Se um ex namorado vosso, bem apessoado, sem defeitos de maior e que sempre conheceram como rapaz são, escorreito e selectivo, desata de um momento para o outro a aparecer com um chorrilho de namoradas do piorio - verdadeiros camafeus, com mau ar e uma proveniência a tender para o reles - qual é a vossa conclusão?


Hipótese a) Vaidade: Sou mesmo o melhorzinho que já lhe aconteceu!

Hipótese b) Vendetta: é muito bem feito; não é mais do que mereces, crápula.
Hipótese c) Medo: o que é que isto diz de mim???
Hipótese d) Remorso: Meu Deus, dei cabo dele! Nunca mais foi ninguém desde que nos separámos!


   You tell me....







Monday, May 14, 2012

Alcunhas para ex


Tropecei nesta imagem amorosa do Monstro das Bolachas, que me fez lembrar uma private joke que tinha com um amigo. Ele era muito vaidoso, bastante namoradeiro e um grande filósofo.  
  Foi quem me ensinou uma frase incontornável : as notas de 50 euros não andam para aí a voar - alguém as agarra rapidamente!  Ou seja, uma pessoa espectacular nunca fica sozinha ou sem emprego por muito tempo.
Também era muito divertido (quando não tinha os seus momentos francamente parvos) e fazia uma imitação extraordinária do Monstro das Bolachas só para me obrigar a rir. Tantas vezes o fez, e tantas vezes se mencionou a máxima da nota dos 50 euros, que uma coisa ficou ligada à outra e "Monstro das Bolachas" acabou por se tornar um eufemismo para ex. Daí a ser adoptado por outros amigos nossos foi um passo, que eu sempre tive um dom inexplicável para pôr alcunhas que pegassem, e com um "parceiro no crime" pior um pouco. "Vamos mudar para o outro lado da rua, que vem aí o meu Monstro das Bolachas"  ;  "Então, estás tão tristinho? Não me digas que  viste o Monstro das Bolachas! " ; "Anda toda contente porque recebeu uma mensagem do Monstro das Bolachas dela". Percebem a ideia. O simpático "Cookie Monster" traduzia, sem cair no insulto, um antigo namoro, actual arrufo, pedra - no - sapato -com -potencial -para -uma -segunda -chance, monstro sim, mas fofo e perdoável. Não era tão ofensivo como o inenarrável o meu falecido, que tanta gente usatão condescendente como esse senhor (a) nem tão drástico como Besta 666 ou Anticristo - private joke reservada às pessoas mesmo mazinhas e insuportáveis, vulgo candidatas a ordem de restrição.

Tuesday, June 21, 2011

Nem ao menos vê que não...


Johnny Depp

Situação comum à maioria das mulheres: os pretendentes do Livrinho Negro. Desde que a senhora em causa não seja hipótese a) um camafeu de meter medo ao susto; hipótese b) chata como a potassa, a pontos de afastar todos os exemplares do sexo oposto num raio de quilómetros; hipótese c) completamente destituída de auto estima (o que a colocaria na categoria b) é muito provável que conte com a presença destas entidades na sua vida.
Os meninos do Livrinho Negro são a contraparte Daquele que Escapou: rapazes românticos, com um tremendo fraquinho por nós, que podem situar-se no ex flirt, ex pretendente ou ex namorado, que continuam a achar que ainda têm uma hipótese. Para os meninos do Livrinho Negro, nós somos Aquela que Escapou (visão não necessariamente correspondida) ou situamo-nos algures no Top Ten das Mulheres- que- eu-deixei – estupidamente-escapar-e- com-quem-não-me-importava-nada – de assentar. Para eles o tempo não passa, a fila não anda, a vida não muda. Gostou uma vez, está gostado, pelo menos se o objecto da sua paixoneta não tiver mudado muito de visual. São criaturas constantes e de preferências bem definidas.
Está uma mulher ocupada com as suas coisas, a pensar em tudo menos em namoricos, e zás: lá aparece a criatura do nada, out of the blue, a arrastar a asa, a cortejar, a dizer coisas do estilo “ contigo é que eu havia de casar”, “ largo já tudo e fico contigo” e “ que burro que eu fui em não te ter agarrado logo” sem ninguém lhe encomendar o sermão nem a massagenzita ao ego, sem que ao menos perguntem se a apaixonada ainda está disponível para a corte. Ou para aí virada. Tenho a impressão que estes senhores acham que são videntes ( tu és o meu destino) acreditam no amor eterno à moda medieval (disse que gostava de ti há cinco anos e isso vale para sempre mesmo que não se fale no assunto desde sei lá quando) ou têm um ego do tamanho do mundo, para virem assim, de uma forma tão seca e tão directa, declarar-se a quem está para lá de Bagdad.

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