É o lema do meu gato. Amancebou-se com uma gata de vida fácil no palheiro de uma quinta aqui perto, anda a fabricar ninhadas de pequenos ilegítimos fofinhos e peludos e vem para casa quando lhe apetece, sujinho que mete dó. Mas contente e sem vergonha nenhuma, a achar-se o Grande Maior. Um gato com tanto cachet, tratado com tantos mimos, a fugir-lhe a pata para a chinela desta maneira. No melhor pano cai a nódoa, lá diz o povo sábio, e por vezes quanto melhor a "linhagem" mais graça se acha ao lodaçal. Tenho ali um banhinho com champô de coco que ele até vai pedir perdão aos santos todos por tanto pecado junto.
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Saturday, January 26, 2013
Wednesday, January 23, 2013
Falso alarme
O meu gato já apareceu. Encharcado, esfaimado, gelado, mas satisfeito e bom de saúde, a correr para nós quando nos viu. Estou feliz. Já me via em mais uma saga interminável, com direito a temporadas e mid-seasons. Miolos de peluche malvado, o meu botinhas. Se mais cedo alarmasse toda a gente, mais cedo ele aparecia. Temos uma espécie de telepatia, nós os dois. (E rufia como ele é, ia jurar que nos trata, às mulheres da casa, por "essas gajas que me dão o bife". Logo eu, que não admito tal tratamento nem ao mais pintado. Mas isso é história para outro post).
Gatos estúpidos, não sabem o que é bom para vocês!
O senhor Farinelli Fofinho Della Malva Corleone Calígula Botinhas voltou a fazer das suas. Once again, sai de casa no melhor da tempestade, como se houvesse gatas lá fora com um tempo daqueles, e agora há dois dias que não vem a casa, indiferente à lareira, ao aquecedor, às toalhas quentinhas para o secar entre cada passeio e mesmo ao caixote de fruta manhoso que se vê na imagem e que ele teimou em adoptar para servir de cama porque gosta de apoiar as patas nas extremidades e deixá -las de fora. Acabei por forrá-lo com duas camisolas 100% cachemira que encolheram, encolheram até não servirem a ninguém, e foi a alegria dele. Desde que regressou a casa, em meados de Agosto, que ainda não parou de sentir "o apelo da natureza" (supostamente seria só agora em Janeiro, mas ainda não o vi sem miados histéricos e tentativas de marcar território, para inquietação nossa) o que impossibilitou a solução definitiva. E agora isto. Se não aparecer, começa a saga de pôr cartazes. Só comigo. A minha esperança é que tenha seduzido alguém, manipulador e espertinho como é, para o abrigar, e que logo que se veja satisfeito deixe cair a máscara de "ai que lindo gatinho, tão abandonadinho e meiguinho" e desate a morder toda a gente como é seu apanágio, a ver se o libertam. Fingers crossed.
Saturday, October 20, 2012
Quanto mais me bates, mais gosto de ti...
Não acredito que o meu próprio gato, o meu ai-Jesus
Farinelli, me deu um soco no nariz! Estou a ser alvo de violência
doméstica perpetrada por um saco de sarilhos peludo. Está certo que o mau
feitio deste birman cream
point felpudo e traumatizado já não é surpresa para ninguém (não se
chama Don Farinelli Dexter Della Malva Corleone por nada, Fofinho é só alcunha) mas ultimamente anda
mais tranquilo e civilizado – uma meiguice - e mesmo quando ataca, fica-se fica-se por pantufadas
fofas, sem unhas. Ontem porém, depois de muito jogar à bola comigo, passou-se e atirou-me um murro com garras que
até vi estrelas! Palavra de honra, parecia uma mistura de Muhammad Ali com
Freddy Krueger – só não digo Mike Tyson porque desta vez (não pode ser tudo
mau) absteve-se de me ferrar o dente. Fiquei a sangrar e com dores de tal ordem
que julguei que me tivesse partido alguma coisa. Quem diria que o maroto do
persa, que nem cinco quilos pesa, tinha tanta força? A culpa foi minha, que não
devia
pegar-lhe quando o vejo demasiado entusiasmado. Foi castigado
e não quase não falei com ele até ao pequeno almoço, quando veio ter comigo
contrito, arrependido, cheio de ronrons e a puxar-me pelo cinto do robe-de-chambre, como quem diz “desculpa
lá isso”. É caso para dizer quanto mais
me bates, mais gosto de ti, porque voltámos a ficar muito amiguinhos apesar
de eu estar condenada a uns dias de muito creme cicatrizante e corrector para
disfarçar a brincadeira. O que vale, o gato é o único ser à face da Terra a
quem dou esses amens – e mesmo assim,
só porque para todos os efeitos, ele não sabe o que faz…
Friday, August 31, 2012
Farinelli in the house
Saudável, meigo, com mau feitio...um ano e meio depois, eis que volta para casa para me deixar MUITO feliz. A fazer muito romrom, ainda um tanto ou quanto desconfiado e assustadiço, com medo de qualquer barulho e dos flashes (daí este retrato que não lhe faz justiça; ele está muito mais bonito do que parece aí) mas muito mais moderado nas dentadas e pantufadas. Ou seja, civilizou-se na rua. A liberdade fez-lhe bem. É miraculoso como sobreviveu e soube voltar a casa! O Mê gato, o mê gato, o mê gato está cá, benza-o Deus! A todos os que se preocuparam, que me mandaram mensagens de apoio e torceram pelo seu regresso, o nosso muito obrigada.
Thursday, August 16, 2012
Tio Karl e Farinelli atacam de novo
![]() |
| Sou o Karl Lagerfeld e digo o que me apetece, canta ele. |
O tio Karl voltou a fazer das suas, ao chamar feia a Pippa Middleton.
Quando se é um ícone, deve agir-se de acordo e a excentricidade não é desculpa para tudo...
Por muito desconto que se dê às suas palavras, não deve ser nada agradável ver-se criticada perante o planeta pelo director criativo da Chanel. Foi uma coisa feia de se fazer e vá lá, mesmo que a visada não seja um prodígio de beleza ou um exemplo de refinamento, é certamente graciosa e arranjadinha. Imagine-se usar a griffe em público depois de uma ofensa dessas...
Preferia quando ele se dedicava ao seu ofício discretamente, sem dizer tantos disparates. Até porque os designers superstar, com mais protagonismo do que as marcas que representam - e a ofender publicamente potenciais clientes, como John Galliano - estão cada vez mais démodé. Gosto muito dele - do seu trabalho, da sua figura e excluindo estas tonterias, da sua forma de estar - e espero que se refreie um bocadinho, não vá ser afastado antes do tempo por passar dos limites. De mais a mais, recuso-me a acreditar que quem gosta de gatos seja má pessoa. E Lagerfeld é fofo nisso também: veja-se a coisa amorosa que é a sua gatinha, Choupette, a posar ao lado de Laetitia Casta:
Por falar em bichanos brancos, peludos e de ar angelical, quem voltou a casa - embora ainda não para casa - foi o meu persa. Remember Farinelli? Ele mesmo, o eterno rebelde...e cada vez mais lindo! Já me deixa fazer festinhas e pegar ao colo, vem procurar-nos com ronrons e mimos, pode ser que desta vez tenhamos sorte e ele abandone a comuna de gatos onde se instalou para regressar aos confortos do lar. Não terá duas aias e um jardim só para ele como a Choupette que eu não aturo esses caprichos, mas também não se está nada mal...
Sunday, August 21, 2011
Damnatio ad bestias
Todos os anos o mesmo. Gente reles de férias, ou caçadores que a Deusa da Caça havia de castigar mais severamente que a Acteon, abandonam os animais que se tornaram "uma chatice". Há dias apareceram-me à porta dois cãezinhos de caça amorosos - um deles amarelo com olhos azul claríssimo, ou seja, um animalzinho que poderia comover mesmo as almas mais fúteis. Estado do cão castanho: coxo e quase zarolho da pancada que apanhou. Estado de ambos: desnutrição severa e terror do ser humano. Pudera...
Valeu-lhes que onde moro a grande maioria das pessoas é bondosa, amiga das árvores e dos animais. Cães e gatos encontram aqui um porto seguro com muito onde se abrigar e gente amiga que não lhes falha com água, alimentos e gestos de carinho.
Ainda não se aproximam muito, mas já nos abanam a cauda em sinal de amizade e estão mais gordinhos. Como andam sempre juntos, baptizei-os de Titus Pullus e Lucius Vorenus. Desconfio que o Titus é uma Tita mas não faz mal.
Nem vou comentar a crueldade gratuita contra estes bichinhos, porque já vi, li e ouvi casos tão horríveis que nada me surpreende. Biltres que fazem isto não só prejudicam os animais que confiavam neles. Mostram não ter ponta de civismo, de saber estar em sociedade. Sabem perfeitamente que ao abandonar um animal, alguém terá de se ocupar dele. Que o animal se vai reproduzir, gerando mais infelizes abandonados. Que pode provocar acidentes. Mas não, esta gente pensa: se não querem ter trabalho, façam como eu e não o alimentem, acabará por morrer e deixar de chatear. É triste. Para pessoas assim, a pena ideal seria damnatio ad bestias: lançada na arena para gáudio da bicharada e de populaça da mesma laia. O método " fofinho e democrático" não serve para esta tropa fandanga.
Falando em bestas, a minha bestinha Farinelli deu - ao fim de meses intermináveis - sinal de vida. Vive na colónia de gatos junto à casa em frente e veio do alto do telhado miar-nos para dizer olá, com uma ternura que só visto. Ainda não o agarrámos, mas pouco falta. Já o seu sósia Mata Gatos não nos larga e já se deixa afagar. Não há fome que não dê em fartura.
Todos os anos o mesmo. Gente reles de férias, ou caçadores que a Deusa da Caça havia de castigar mais severamente que a Acteon, abandonam os animais que se tornaram "uma chatice". Há dias apareceram-me à porta dois cãezinhos de caça amorosos - um deles amarelo com olhos azul claríssimo, ou seja, um animalzinho que poderia comover mesmo as almas mais fúteis. Estado do cão castanho: coxo e quase zarolho da pancada que apanhou. Estado de ambos: desnutrição severa e terror do ser humano. Pudera...
Valeu-lhes que onde moro a grande maioria das pessoas é bondosa, amiga das árvores e dos animais. Cães e gatos encontram aqui um porto seguro com muito onde se abrigar e gente amiga que não lhes falha com água, alimentos e gestos de carinho.
Ainda não se aproximam muito, mas já nos abanam a cauda em sinal de amizade e estão mais gordinhos. Como andam sempre juntos, baptizei-os de Titus Pullus e Lucius Vorenus. Desconfio que o Titus é uma Tita mas não faz mal.
Nem vou comentar a crueldade gratuita contra estes bichinhos, porque já vi, li e ouvi casos tão horríveis que nada me surpreende. Biltres que fazem isto não só prejudicam os animais que confiavam neles. Mostram não ter ponta de civismo, de saber estar em sociedade. Sabem perfeitamente que ao abandonar um animal, alguém terá de se ocupar dele. Que o animal se vai reproduzir, gerando mais infelizes abandonados. Que pode provocar acidentes. Mas não, esta gente pensa: se não querem ter trabalho, façam como eu e não o alimentem, acabará por morrer e deixar de chatear. É triste. Para pessoas assim, a pena ideal seria damnatio ad bestias: lançada na arena para gáudio da bicharada e de populaça da mesma laia. O método " fofinho e democrático" não serve para esta tropa fandanga.
Tuesday, March 15, 2011
Gato malandro
O meu fofucho, o miolos de peluche do Farinelli continua a monte lá pela freguesia. Há dias quase lhe deitámos a mão, mas assustou-se com a Bolacha e fugiu a correr. Durante a noite, aparece para comer os biscoitos que deixamos à porta - sabemos que é ele porque tem uma forma curiosa de deixar o prato - e desaparece. Que julga ele que isto é, um Hotel? Não se desaparece assim sem dar cavaco a ninguém, deixando uma dona extremosa a chorar até lhe doerem os olhos. Para cúmulo do azar, onde moro há outro gato igualzinho, sem tirar nem pôr, um gato vadio, do povo, que tem o cognome de Mata Gatos porque não pertence nem quer pertencer a ninguém e bate em todos os coleguinhas que passem por ele. Dois gatos brancos, de pêlo comprido - quais são as probabilidades? - complicam à brava a nossa operação de resgate. O vizinho que alimenta o Mata Gatos só acreditou quando os encontrou juntos (e em santa paz, sabe-se lá como) a partilhar o almoço. Julgou que estava a ver a dobrar, e até eu já fiz figuras tristes atrás do Mata Gatos, que claro, não me dá troco nenhum. Lá dizia um amigo nosso que os gatos são estúpidos e não sabem o que é bom para eles. Quanto a mim, vou continuar a "Caça ao Fofinho" mas aprendi que adoptar bichanos em época do cio é asneira da grossa.
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