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Wednesday, May 11, 2016

Frase do dia: o tempo, esse bisbilhoteiro





Há dias, enquanto fazia exercício, entretive-me a ouvir alguns gurus do Youtube que dão conselhos ao mulherio (é sempre bom ter uma perspectiva masculina), matando assim dois coelhos de uma cajadada: cumprir a minha rotina de fitness e reflectir sobre eventuais conteúdos engraçados para partilhar aqui. Só assim para eu ver vídeos...normalmente prefiro ler.

E eis que um se sai com uma frase aparentemente óbvia, mas que dá que pensar: afirmava ele (a propósito dos benefícios de uma mulher levar uma relação com calma) "a minha mãe sempre disse que o tempo nos acaba por dizer tudo o que precisamos de saber sobre as pessoas". 

E é verdade. As mães têm sempre razão, mesmo as mães dos outros. A primeira impressão (seja boa ou má) raramente engana, mas precisa de confirmação. Há pessoas mais francas e abertas, ou com menos nuances, what you see is what you get;  e há outras que - não sendo necessariamente dissimuladas ou guardando segredos graves- demoram mais a revelar todas as suas facetas e miríades. Por vezes podem simplesmente ser mais complexas. Ter vários lados.


Mas com ou sem segredos, com ou sem esqueletos no armário, ou pesando apenas a questão da compatibilidade se falarmos de um casal, o tempo é o melhor serviço de informação, o detective mais competente. Como diz a Bíblia, não há nada oculto que não acabe por ser revelado, para o bem ou para o mal. Nenhuma complexidade resiste à convivência frequente. Nenhuma fachada sobrevive à armadilha da familiaridade. Nenhum sentimento fútil suporta a a erosão dos meses. Se alguém desperta dúvidas ou parece demasiado maravilhoso (a) para ser verdade, nada como dar a essa pessoa o benefício da dúvida e o teste da longevidade.

Umas passam-no brilhantemente, outras falham, mas nenhuma fica sem avaliação...

Friday, January 8, 2016

Frase do dia: o único termo de comparação que importa



"A única pessoa a quem deves comparar-te é a pessoa que eras ontem, 
e tentar ser mais forte do que isso".

vos falei de como aprecio alguns vídeos desta divertida instrutora de Pilates. E acredito muito naquele adágio que quem pratica sabe: "a vida é como o Pilates; se tudo parece fácil demais, não estás a obter bons resultados". Mas seja em termos de boa forma, de sucesso profissional ou pessoal, o pensamento de Cassey Ho é bem verdadeiro: comparar-se a  quem quer que seja é o pior atraso de vida possível. Isso e permitir conselhos ou opiniões demasiado veementes, vulgo interferências que ultrapassam a esfera do razoável.

Ser o mestre do seu barco é mais difícil do que parece. Às vezes é preciso fazer-se cego, surdo e mudo e ter no espelho - ou no Eu interior, ou lá como lhe chamam - o melhor conselheiro. Ouvir o instinto, o travesseiro (sábia dica que um bom doutor deu à minha avozinha no tempo da outra Senhora) e dizer para si próprio (a) "aqui mando eu e eu é que sei" mesmo que não saiba lá muito. Porque o que está correcto para cada um não é o que a vizinha é, faz ou tem; nem necessariamente o que quem lhe quer bem acha que deveria ser. At the end of the day, por muito que os outros tomem as dores ou partilhem os louros, é cada um que tem de lidar com as consequências das escolhas que fez: então, para o bem e para o mal, convém que seja o único responsável pelo desfecho...

Sunday, December 13, 2015

Frase para Domingo:o bom gosto, um dom feminino (?)


"Deus dotou as mulheres, mais do que os homens, com um sentido da graça e do bom gosto, com o dom de tornar aprazíveis as coisas mais simples..."

                                                                 
                                                Papa Pio XII


Isto no geral, digo eu: há homens bem masculinos com um bom gosto extremo e mulheres que...bem. Mas quando o gosto está ausente na alma feminina, o caso é mais grave, se entendermos as mulheres como arbiter elegantiarum de um casal ou de uma família ou num sentido mais amplo, enquanto espinha moral e estética da sociedade.

Já vos contei que a avó dizia mil vezes "vê-se na cara da mulher o tipo de marido que ela tem", ou o tratamento que ele lhe dá. E reza o povo: "a mulher faz o marido". O vice-versa também se aplica, como é óbvio, pois um casal é sempre uma equipa, e "junta-te aos bons...". Porém, a subtil influência feminina é fortíssima, para o bem ou para o mal. 

Bem dizia Anna Jameson que uma mulher delicada casada com um homem algo rough around the edges poderá enfrentar muitos desafios, mas dificilmente se vulgariza; e se ele a amar verdadeiramente (e tiver bom carácter, atenção; sem isso nada feito) acabará por refinar-se - ou se for em essência bem educado, voltará a sê-lo por amor dela. O contrário já não é bem assim. Um homem superior que ou por solidão, ou por insegurança, caia no erro de se unir a uma mulher vulgar e boçal, descarada e ambiciosa, quase sempre acaba por descer ao nível dela, em vez de a elevar ao seu. Isto porque as mulheres. menos impulsivas, têm uma visão aguçada, mais capaz de deslindar um diamante em bruto entre as zircónias comuns. Depois, porque o diabo está nos detalhes...e os detalhes são território feminino.

E isto não ficou enterrado nos anos 1950, quando "elas" reinavam quase exclusivamente sobre os assuntos domésticos e tinham a última palavra nos arranjos do lar e na educação dos filhos...continua bem presente, nos mais ínfimos pormenores. Uma namorada ou esposa elegante, de bom gosto, com bons hábitos, estará vigilante - ainda que de forma instintiva e sem imposições- quanto à linguagem, modos, companhias, apresentação pessoal, vestuário...e quer pelo exemplo quer por experimentação, os bons hábitos ganham-se, as arestas limam-se. 


Um rapaz que tenha ganho costumes menos desejáveis à custa de viver sozinho, por exemplo, rapidamente se habitua a melhorias, desde que contribuam para o seu conforto e bem estar: é todo um agradável mundo novo, proporcionado por esse dom feminil de tornar aprazíveis as coisas do dia a dia.

 Mas se o mesmo rapaz, bem intencionado e ainda que bem formado, se prende a uma mulher desmiolada e de hábitos duvidosos...a influência desta é igualmente forte, mas perniciosa. Lentamente, os gostos dela vão ganhando terreno, e ele achará que não há mal em usar na sua presença uma linguagem grosseira, pois ela própria o faz; em imitar, nos usos e nos trajes, os heróis dos reality shows que ela admira; e por mais que resista, pois haverá sempre coisas que lá no seu íntimo considera excessivas e fronteiras que não atravessa, acabam a puxar pelo pior lado um do outro.

Bem se vê, o poder de influenciar é um dos atributos mais fortes da mulher, embora seja um dom muito discreto.  E o "jeitinho feminino" faz muita falta...desde que bem direccionado, e sendo o "jeito" ou o "toque" da mulher certa...








Sunday, November 1, 2015

Frase do dia: just because you can, doesn´t mean you should

"Because we can can-can..." lá dizia a música


Lida aqui, num texto muito bem escrito a propósito de um assunto batido à exaustão cá no boudoir.

"Só porque podes, não quer dizer que devas" - é uma grande verdade de bom senso. Até vem, com  destaque, no Bom Livro, soberbamente escrita por alguém que bem sabia o que era errar (e que tinha uma extraordinária habilidade com a pluma). "Sei que posso fazer tudo, mas nem tudo me convém". 

Todos sabemos que isto é verdade e que se aplica às mais variadas coisas: às velocidades, aos excessos, às companhias, atitudes, relacionamentos, hábitos, roupas... e no entanto, o  "mostrar que se pode", ou que também se pode, nunca esteve tanto em voga como agora, mesmo quando aquilo que se pode efectivamente fazer, no exercício da "sacrossanta" liberdade (que é um bem maior, mas exige  gestão, e que se tornou quase uma obsessão para muita gente) não favorece, nem ajuda, nem convém a quem o faz.

"Because I can" é má receita. Há quem trate mal os outros e até as pessoas de quem gosta...porque pode. Ou acha que pode. Quem se ponha feia de propósito, vestindo o que lhe cai pior, só para mostrar "as gordinhas também podem". Quem tome atitudes disparatadas para a sua idade, só para dizer a si mesma (o) " não são só os jovens que podem", quem faça coisas arriscadas ou inconvenientes em modo Carpe Diem, para desafiar a família, a sorte ou o que seja...porque pode. O "porque posso" tem as suas vantagens, mas também é responsável por muitas más figuras, muitos problemas, muitos arrependimentos grandes e pequenos. Definitivamente, "poder" não é tudo...

Wednesday, September 30, 2015

A pequena grande virtude da sinceridade


"É impossível haver vida social se não se pode confiar na palavra dos outros. Enganar alguém é tratá-lo como inimigo e ao mesmo tempo, desonrar-se e tornar-se indigno de confiança".

                                   Georges Chevrot, As pequenas virtudes do lar


Se a frase acima é de uma verdade cristalina, é certo que pouca gente a aplica, muito menos na vida social - ou pelo menos,  em certos círculos. Quanto mais brilhante o meio, mais luzida a assembleia, mais selecionados os convivas... maior possibilidade há de o ambiente ser turvado pelos ambiciosos de serviço, que procuram toldar as afeições mais fervorosas, denegrir as condutas mais honestas, toldar as almas mais puras. E muitas vezes, as pessoas com mais "mundo" são as que possuem um coração mais ingénuo. Julgam-se intocáveis, acima das maquinações de quem vindo de baixo, não consegue congeminar nada senão baixezas. Bem dizia Shakespeare que a cabeça que traz a coroa nunca está segura...

O mundo está cheio disso - pelo que é indispensável confiar nos íntimos. Se nas amizades espontâneas e honestas, nos laços de família e nas relações apaixonadas não se aplica a regra bíblica do "sim quando é sim, não quando é não", se os jogos que pertencem inevitavelmente aos salões e bastidores da política se aplicam na intimidade, então não resta refúgio seguro neste mundo...

Friday, September 25, 2015

Parece treta new age, mas não é: nothing changes if nothing changes


Voltei a  ouvir esta frase hoje, e é uma daquelas que parecem um lugar comum sem grande sentido, estilo guru de social media

Até porque se trata de um raciocínio simplório de todo, que se pode fazer cada dia a propósito das coisas mais triviais. Mas olhando bem, tem muito que se lhe diga. "Nada muda se nada mudar" ou seja, se queremos modificar uma situação repetitiva ou estagnada é preciso alterar alguma coisa, já que a mesma fórmula leva inevitavelmente ao mesmo resultado.

Se uma cozinheira de gabarito quer fazer o seu famoso bolo de chocolate, vai usar a receita de sempre. Mas se quiser trazer uma novidade, dar-lhe um upgrade para surpreender a clientela do seu restaurante, vai ter de acrescentar qualquer coisa nova - criar a sua versão de bolo de chocolate ao rum, por exemplo. E se a concorrência estiver brava e ela decidir apostar forte nas sobremesas, precisará de introduzir mudanças maiores: além dos dois bolos de chocolate, pode criar um pão de ló frio com morangos e nata batida verdadeira de levantar os mortos, ou recuperar o doce de ovos da sua bisavó...e publicitar tudo isso o melhor que puder, para que os habitués da casa saibam que algo mudou.

 E já que estamos a falar de doces, uma vez entrevistei uma médica nutricionista que recomendava aos seus pacientes uma dieta super aborrecida para mandar embora aqueles quilos teimosos. Indicava comer muitas vezes, logo fome não se passava, mas nas primeiras semanas, açúcar... zero. Nem na fruta. Nem um compalzito de pêssego entre as refeições. Eu que sofro cá das minhas hipoglicémias achei aquilo algo exagerado e perguntei-lhe o porquê de tanto rigor, já que um sumo nem tem tantas calorias como isso. 

E ela respondeu-me "pois não tem, mas como o corpo se tornou preguiçoso temos de ser duros com ele, de lhe dar um choque, de lhe dizer que algo mudou. Aí ele fica aflito, vai buscar as reservas de gordura e só então se notam resultados".

Esta de "falar" com o próprio corpo nunca mais me esqueceu, mas é apenas um exemplo. Não é só o organismo que fica preguiçoso, mal habituado, preso ao rame-rame, na zona de conforto, a tomar tudo por garantido por muito mau que isso seja . Somos nós próprios, é a vida, são as carreiras, os relacionamentos, a sorte (para quem acredita nela) os projectos, os conflitos (os de cada um e os grandes, entre países) e as pessoas que fazem parte da existência de cada um.

E o remédio? O que está parado, agita-se. O que é previsível, contraria-se. O que anda muito descansado, prega-se-lhe um valente susto. Quem não está bem, muda-se. Ou muda alguma coisa. No news is good news, mas uma monotonia de lesma não costuma indicar nada de bom. Água parada fica choca, e sendo o nosso organismo composto de tanta água...façamos as contas.




Tuesday, September 15, 2015

Frase do dia: a justiça não é só poética, é lógica


Bonnie e Clyde

"Os gatunos têm um lado de semelhança com os toureiros: por mais hábeis, por mais cautos e peritos que sejam, lá vem um dia em que são colhidos".
                   Ferraz de Macedo, criminologista do sec. XIX (via Expresso)

E quem diz gatunos diz intriguistas, bajuladores, trapaceiros, alpinistas sociais, vira casacas, desordeiros, vigaristas e toda a espécie de criatura má, falsa e desonesta.

Enfim, gente que é "artista" ou tem a mania que sim.

 Sempre me fez confusão ouvir dizer que os maus não são castigados, que só quem faz batota chega a algum lado, etc, em modo Camões; "os bons vi sempre passar/no mundo graves tormentos/e os maus vi sempre nadar/em mar de contentamentos".

 Embora pessoalmente creia que a justiça, tal como a felicidade, nem sempre fica completa nesta Terra (e que no outro mundo é que realmente se conversa) também acredito que o Céu tem um sentido de humor muito curioso ou que, como diz o povo "o diabo é de boas contas e cobra sempre a factura a tempo".  Já vi acontecer imensas vezes, e basta olhar para grandes vilões da História para comprovar que é verdade isso de "a justiça tarda mas não falha".

Era uma vez o menino Hitler que queria conquistar o mundo...

 Mas nem é necessário acreditar em nada de divino para atestar uma regra tão perfeita: é suficiente ter pensamento lógico e conhecer os rudimentos das leis da natureza. Lá dizia Confúcio: se queres conhecer o futuro, estuda o passado. A terceira Lei de Newton (acção reacção) reza que quando se aplica força sobre qualquer coisa, essa coisa reage com igual força.

Ora, alguém que se expõe constantemente a comportamentos de risco, quaisquer que eles sejam (velocidades, esquemas, andar em ruas perigosas, fazer zangar gente poderosa ou mafiosa) tem, por uma questão de probabilidades, maior possibilidade de que um dia algo corra mal. Voltemos ao espiritual: quem ama o perigo, nele perecerá (Eclo. 3, 27) . 

Há sempre uma ocasião em que se encontra um oponente mais esperto, uma vítima menos ingénua, um touro mais raivoso, uma estrada mais escorregadia, um clima desfavorável, enfim, uma combinação de factores pouco propícia à brincadeira. 

Ou simplesmente, em que a sorte se acaba e é a morte do artista...

Friday, July 31, 2015

Respondendo a 5 frases (deles) sobre as mulheres- de Byron a Cervantes


Há muita utilidade em entender a forma masculina de pensar sobre as mulheres - uma arte que as nossas avós (e as publicações que eram escritas para elas) dominavam, mas que tristemente, anda bastante esquecida.

É óbvio que as senhoras tiram valiosas lições da experiência umas das outras, e não só no que toca a modas & elegâncias. Porém, tanto homens como mulheres só têm a ganhar em compreender como o outro lado sente e raciocina a seu respeito.

Acredite-se na "guerra dos sexos" ou na saudável cooperação, apliquemos Sun Tzu: quem conhece o "inimigo" e a si mesmo (a), não tem de temer o resultado de cem batalhas

Ora vejamos cinco frases sobre nós: umas elogiosas, outras que no mínimo dão que pensar. Mas lembrem-se: da basófia masculina, há que acreditar em metade para não nos descabelarmos...


1- Montesquieu: "Não se fala o suficiente nas mulheres virtuosas, mas fala-se demasiado nas que não o são".

O nobre filósofo mal sonhava que em pleno sec. XXI, isto seria verdade como nunca. Já por aqui se criticou a velha falácia "as meninas boas vão para o céu, as más para toda a parte" que tão desagradáveis resultados dá...



2 - Lord Byron: "Vi a fúria das mulheres e a das ondas e lamento mais os maridos que os marinheiros".

O autor de D.Juan teve dois casamentos profundamente infelizes, inúmeros affairs e viveu pelo menos um grande amor (com uma mulher casada) que durou até à morte - o que nos permite supor que terá testemunhado a ira justa de mais de uma mulher. É claro que as há rezingonas, tagarelas, destemperadas e inseguras, de fazer perder a paciência a um santo, que peguilham por tudo, não sabem quando refrear a língua e dão má fama a todas as outras. Mas no caso de Byron (bonito e genial, mas instável) só uma santa para viver com ele. Ou um tapete.


3- Do Talmud: "Dez medidas de palavras desceram ao mundo: as mulheres ficaram com nove e os homens com uma".

Algumas vozes da ciência sustentam que os homens são mais visuais e focados numa só tarefa de cada vez, enquanto as mulheres são mais verbais e capazes de se concentrar em várias coisas em simultâneo. Acredito que isto seja até certo ponto verdade, embora não haja duas pessoas iguais. No entanto, permitam-me discordar da máxima rabínica: há homens mais dados à cordilhice e mexeriquice do que várias mulheres juntas, especialmente quando são ciumentos e querem marcar território. Aí perdem toda a discrição e racionalidade masculina, perdem a cabeça e tornam-se do mais indiscreto que há, mandando às urtigas a regra "a gentleman won´t tell". Se for preciso, exageram e inventam só para pôr um rival a andar. E não falemos das gabarolices de alguns uns com os outros  sobre as raparigas com quem não se importam (ou que os deixaram de coração partido; também acontece).  Acham que era à toa que as avozinhas avisavam "portem-se bem, que é muito fácil uma rapariga ganhar má fama"? De certeza que não eram os passarinhos a espalhar boatos...


4 - Cervantes: "Deus criou o Homem e a Mulher a seguir. Primeiro fazem-se as torres, depois os cataventos". 

Não vamos aqui dissertar sobre a nobre utilidade dos cataventos, nem sobre a obsessão do autor de D. Quixote com moinhos de vento, cataventos e tudo o que era empurrado pelo dito. Then again, é inegável que há muitas mulheres catavento, ou cabeça de vento, que dão às restantes a reputação de desmioladas. Mas creia-se ou não nas máximas "o homem é a cabeça, a mulher é o coração" ou "os homens governam o mundo, mas as mulheres governam o coração dos homens" (há quem ache isto romântico, há quem fique furiosa só de pensar em tais ideias) a verdade é que Cervantes parecia detestar mulheres levianas, mas valorizava as sensatas e virtuosas. Ou seja, não media todas pela mesma bitola. Reconhecia a raridade de uma mulher serena e discreta, pois disse "nenhuma jóia sobre a terra se pode comparar à mulher de honra e virtude".



5 - Nietzsche: "A influência de uma mulher diminui na medida em que aumentam os seus direitos e pretensões".

Não querendo pôr os meus sapatinhos em seara alheia, tenho para mim que Nietzsche deu ao mundo algumas ideias geniais ("o abismo atrai o abismo") mas outras francamente assustadoras e que se toda a gente lhe desse ouvidos, que seria. Acabou louco, por isso há que tomar o que diz com o devido grão de sal. Esta frase é daquelas que dá realmente que pensar. É verdade que muitos pontos fortes tradicionalmente atribuídos ao feminino - a astúcia, a subtileza, a  delicada capacidade de mover os acontecimentos nos bastidores - terão sido aguçados pelo papel não oficial que desempenhavam na vida pública. Não possuindo, em determinadas épocas, poder de facto (embora tal não as impedisse de levar a água ao seu moinho ou de serem levadas a sério quando era caso disso) valiam-se do poder psicológico, faziam da fragilidade força, usando a ideia Bíblica "Deus pôs no mundo as coisas delicadas para vencer as fortes". E para o bem e para o mal, essa é uma forma de poder que fica esquecida, ou que deixa de ter tanto efeito, num cenário de absoluta igualdade entre os sexos. 
 No entanto, há outro aspecto: quanto mais barulhenta e reivindicativa uma mulher é, menos probabilidades há de ser levada a sério, até pelas outras mulheres, ainda que defenda pontos de vista justos. O comportamento senhoril e sereno é bem vindo em toda a parte. Por isso, nesta Nietzsche tem uma certa razão, faltou-lhe foi diplomacia...









Tuesday, July 28, 2015

Frase do dia: fia-te no destino, mas...


'O destino guia quem consente 
e arrasta quem recusa'. 

                                            (Ditado estóico)


Muitos grandes pensadores se debruçaram sobre a ideia de destino. Podemos crer nele, e/ou na Divina Providência; aceitar mesmo a ideia de amor fati, de não resistência para não sermos arrastados. 

 Outra hipótese plausível no meio destas é acreditar como Maquiavel em usar a Virtude, a capacidade de se antecipar e reagir aos acontecimentos que está na nossa mão, para tirar o melhor partido da Fortuna - a versão feminina e caprichosa do destino - que ninguém pode prever nem controlar; apenas conservá-la amiga usando o instinto, a ousadia, dominando-a e raptando-a de vez em quando.

Não há mal em sentir que algo nos é destinado, em ter uma certeza interior que nos permite observar os acontecimentos com calma e fazer o que é preciso ser feito all in peace, all in time. Há acontecimentos e ligações que parecem de facto fadados, escritos na pedra e quanto mais tentamos afastar-nos deles, com maior força nos perseguem e atingem. 

Mas isto não é desculpa para deixar a virtude de lado ou seja, não fazer nenhum, zombar do destino achando que mesmo assim ele nos dará de bandeja o que é nosso e pior - virar-lhe a bandeja, bater-lhe e mandá-lo passear porque está tudo garantido, porque se acha que a oportunidade há-de voltar quantas vezes nos apetecer. Não fazer nadinha, ou estragar tudo, e ainda reclamar com o destino ou a fortuna que se limitaram a fazer o seu trabalho, a abrir janelas de oportunidade, é muita lata. E abuso. 




Wednesday, June 3, 2015

Frase do dia: o amor, esse saco sem fundo




Encontrei hoje este trecho num livro de 1968 e achei-o cheio de verdade, muito a condizer com o que temos visto aqui sobre amor, capacidade de entrega, devoção e confiança. Não se gosta verdadeiramente se não houver um plafond infinito de fé e paciência. Se esse saco sem fundo é incondicional ou se no mínimo depende do amor-com-amor-se-paga já é outra história...

"Não há processo de amar sem precisar de superar-se, de perdoar,de ser fiel, de sentir-se desiludido e ser fiel apesar disso, de acreditar além das aparências, de acreditar apesar das aparências, de por vezes dar crédito contra toda a esperança, de recomeçar por vezes dolorosamente a tudo esperar, a tudo aguardar. Quando nos damos, deixamos de nos pertencer. Quando o amor dura, torna-se doloroso. Porquê? A nossa individualidade é o resíduo da nossa incapacidade de dom.
Amar é renunciar a esse resíduo, a este núcleo de segurança
".

                                                Louis Evely


Wednesday, April 29, 2015

Frase do dia: coisa que um homem prudente não faz


"Alguns ha tão pouco advertidos, que requebrão suas mulheres à mesa diante de seus criados, agora com as palavras, agora com os mencos, e de todos os modos indignissimo; porque igualmente offende a modestia dos homens, e a honestidade das mulheres". 

D. Francisco Manuel de Melo, in


Que a leitura deste sábio autor português não esteja na moda, diz muito sobre a mentalidade actual. A sua obra devia ser o livro de cabeceira de muitos casais e de muita gente que pretende ocupar determinados lugares na sociedade. Os aborrecimentos que se poupavam!

 Pois bem, por aqui tem-se falado no feio vício que as meninas do nosso tempo ganharam: o de, julgando que isso as faz parecer muito "modernas", muito despachadas, diminuir os homens em público, contradizê-los diante de quem está, interrompê-los bruscamente ou falar mal deles às amigas. Poucas coisas são tão destrutivas para um relacionamento já que os cavalheiros, ainda que de forma inconsciente, levam muito a peito o respeito e admiração que a cara metade lhes deve.

  Mas igual dose de respeito se espera dos homens: e muitos há - ou por destempero, ou porque se sentem zangados, ou com um ataque de ciúmes, ou porque são autoritários ou tomam ao pé da letra uma postura tradicional (esquecendo que essa obriga ao cavalheirismo), abusando da boa vontade e paciência de quem gosta deles - que fazem gala de repreender quem está com eles diante de quem está, passe o trocadilho. Parece que ficam mais confortáveis, ou com mais coragem de dizer da sua justiça, se for diante dos amigos, de estranhos ou do pobre homem que vem tranquilamente com a sua bandeja servir o almoço ou o chá...


 Sentem-se assim mais apoiados, porque contam com a boa educação da mulher, que se calará para evitar piorar a cena; acham que a castigam ou se vingam melhor de algo que ela lhes tenha feito; e arvoram, julgam eles, figura de galo da casa, que tem a mulher na mão. Imaginam que os compinchas dirão que grande homem! Com aquele não se pisa o risco! Ele mostrou-lhe quem manda...e "conversas de caserna" deste estilo. Se calhar não é bem assim...

Já no sec. XVII tais atitudes eram mal vistas...um homem deve ser sempre senhor de si, antes de pretender ser senhor dos outros. Ao vexar a mulher diante de pessoas, pondo em causa a sua capacidade ou mesmo a sua honestidade, diz mais de si próprio do que dela, levantando até suposições injustas sobre si mesmo e sobre questões privadas lá dos dois. Não só passa por indiscreto e descontrolado, perdendo o respeito alheio, como faz com que a menina ou senhora visada lhe perca também o respeito; que não confie nele e esfrie, se for sensata, quaisquer sentimentos que nutra por tal bruto.

 Se às mulheres convém serem temperadas, aos homens convém que sejam "advertidos", mas num sentido mais arcaico do termo: ajuizados, prudentes e a guardar para o momento certo aquilo que não lhes convém que o mundo ouça.




Tuesday, April 21, 2015

Frase do dia: enjoy the silence


"É melhor ficar em silêncio e passar por tolo (a) 
do que abrir a boca e não deixar lugar a dúvidas"


Hoje li esta frase, dita por uma avó (e já se sabe, as avós são poços de sapiência) que é uma versão mais esclarecedora do famoso dito de Madame de Maintenon : antes passar por circunspecta do que por tola. Alguém muito sábio (que estupidamente agora não me ocorre nem me aparece por mais voltas que dê...) afirmava que um néscio nunca se cala. Em relação às mulheres destemperadas, que falam por falar, reza o ditado espanhol "mulher faladeira, ruim fiandeira" (quem diz fiandeira, que já pouca gente fia, diz outra profissão qualquer); o Bom Livro lembra que até um néscio passa por sábio quando se cala e os romanos, que lá deviam saber, avisavam multis lingua nocet: nocuere silentia nulli: falar prejudica muitos; calar, a ninguém...o que é outra forma de dizer quem muito fala, pouco acerta.

É claro que duas verdades bem ditas no momento certo, um argumento bem estruturado quando é necessário, um esclarecimento, não deixar coisas importantes por dizer...tudo isso é essencial. Mas na maioria das vezes, podia reduzir-se o ruído e o disparate a metade e nem por isso o mundo deixar de girar. A quanta tolice não ficavam poupados os nossos ouvidos, quantas zangas escusavam de escalar, quantas más impressões escusadas não chegariam a acontecer...

 Infelizmente vivemos num tempo em que a maioria adora ouvir a própria voz, e parece que morre se não der a sua opinião...


Thursday, March 5, 2015

Frase do dia: nem génio, nem louco


"Há meninos espertos que simulam a loucura para se fazerem passar por génios".

A fonte é antiga, mas a frase cai como uma luva no panorama actual. Como já nada é novidade mas tem de ser constantemente noticiado como se fosse, há um desespero e uma constante pressão (mediática/social) para dar nas vistas, ser escandaloso...embora seja cada vez mais difícil chocar ou dar nas vistas, porque está... tudo visto.

 Já se tirou em público toda a roupa que havia para tirar, já se atacaram todos os poderes instituídos, já se ofendeu toda a gente, há sempre alguém que já transgrediu antes, por mais transgressor que um artista/personalidade/entertainer pretenda ser. O que lhe resta mostrar? O talento. E se não tiver talento? Aí, meu filho, só mesmo alimentando a ânsia de constantes, pequenas e fanadas novidades que não o são mas faz de conta nas redes sociais, porque assim como assim amanhã já ninguém se lembra. É viver para lutar outro dia - para conseguir mais uns milhares de likes e shares e assim, ir alimentando a máquina do protagonismo.

 Há dias uma blogger da nossa praça falava de Madonna, que abriu o caminho para as jovens artistas "sexy e irreverentes" de hoje. Eu acho que Madonna, se o seu objectivo é dar nas vistas, pasmaria mais o mundo se se tornasse uma tia bem comportada. Isso sim seria novidade. Por mais piruetas que faça, não se pode superar a si própria, porque o choque nunca seria igual ao que foi na primeira vez e porque entretanto já houve muita gente (as Britneys, Katies, Nickies, Rihannas, Beyoncès, Adrianas, Iggies, Gagas etc) a fazer outro tanto. Muitas vezes sem metade da piada nem da elegância, mas a fazer o mesmo e a cansar as vistas. 

Digo muitas vezes que a verdadeira rebeldia, actualmente, está em ser-se conservador. E pela mesma ordem de ideias, a maior prova de genialidade e transgressão será ser-se minimalista, caladinho, misterioso, inacessível. Isso sim é capaz de ser revolucionário e chocante...


Saturday, February 14, 2015

Frase para o dia de hoje: tudo ou nada


"O Amor não quer um coração dividido: quer tudo ou nada!"
(Santa Teresa Margarida)


Numa época em que se relativiza, banaliza e aligeira tudo, em que muita gente crê que nada é definitivo, escrito na pedra, preto ou branco, certo ou errado; em que a palavra de honra está ameaçada de extinção e as relações são cada vez mais desgraçadamente flexíveis, importa recordar isto: é que por muito "moderno(a)" que cada um se gabe de ser, quem está apaixonado não quer áreas cinzentas. Pode não o admitir em voz alta, mas lá consigo sofre com isso.

 Noutras épocas - basta falar com pessoas mais velhas e ler uns quantos livros escritos ou passados em tempos idos - punha-se a dignidade à frente da fraqueza de sentimentos, porque amor unilateral, ou amor fraco, não é amor - mesmo que duas pessoas estejam física e oficialmente juntas. Ninguém queria ser o mono (ou seja, gostar muito de uma pessoa e ficar com ela, sabendo que ela gostava de outra, só porque convinha) o passatempo, o entretém, o remedeio. Claro que acontecia; gente frágil e insegura sempre houve e sempre haverá - mas não era bem visto, nem bem vindo.

 No romance Memórias de uma Gueixa, há uma personagem que diz tudo, quando se afasta de vez da mulher que adora, mas que sabe que o verá sempre como um amigo "sou um homem muito fácil de compreender: não gosto de ver as coisas que não posso ter a passear à minha frente ".

 Hoje quase não existem pessoas com esta capacidade de abnegação; e é um mal tão masculino como feminino. Dos homens que vivem na permanente "friendzone" à espera de uma chance de, quanto mais não seja, se aproveitarem de um momento de solidão da rapariga por quem têm um fraquinho não correspondido às tristes mulheres da luta que dão todos os passos e suportam todas as humilhações para estar ao lado de quem não sente paixão por elas, a doença generalizou-se.



 E nesta data, os casos de "amores" forçados, assim assim, suplentes, sofrem de crises agudas. Há até o mito urbano de certos engatatões que atacam em força nesta altura do ano, esperando conquistar mulheres fragilizadas.

Porém, as regras do Amor, do amor que vale a pena, são bem claras: tudo ou nada. Ou é ou não é.

Se um homem propõe ou insinua uma conveniente situação de "amizade colorida" isso não serve para nenhuma mulher com amor próprio (e conheço tantos casos!). Não é amor, nem nunca será. Quem o aceita na esperança de que venha a pegar, está mal enganada. Se um (a) parceiro (a), ou ex,  tenta uma reconciliação mas recusa chamar as coisas pelos nomes ou corrigir de vez os comportamentos que levaram à ruptura, isso não é amor... porque o amor ou é ou não é. E pior - quem (e há muito quem) entra numa relação, ou tenta entrar, sabendo que o outro morre de amores por uma terceira pessoa, na esperança patética de lhe conquistar o coração...isso nem vale a pena falar. O amor nunca poderá viver num coração dividido.

 Qualquer situação que tenha como premissa um "vai-se a ver", um "vamos ver no que dá"...não é amor, porque o amor ou é ou não é. Claro que será irrealista prometer mundos e fundos ou determinar o futuro - porém,  o mínimo que se pede é a certeza de intenções. Lá dizia a cantiga "podemos planear um lindo piquenique mas não podemos prever o tempo que vai fazer". 

Mas ao menos que se tenha o piquenique organizado de boa fé, rezando para que não chova. Sem uma cesta de intenções boas e firmes, qualquer relação é um teatrinho de fantoches para uma plateia desesperada...




 




Sunday, February 16, 2014

Frase do dia: luxo é...sossego

CZ Guest

Por estes dias tropecei numa frase sábia de alguém. Entretanto o autor  varreu-se da minha memória e não houve motor de busca que me valesse para encontrar a citação na íntegra (com muita pena minha) ... mas o conteúdo ficou.

Era algo sobre o verdadeiro luxo (ou o cúmulo da elegância) ser não aparecer, de todo, mencionado no Google (tarefa complicada na era do Big Brother, e mais complicada para profissões que a despeito de serem honestas, dependam da notoriedade). Não pode haver requinte maior nos dias *negros* que atravessamos - em que toda a gente tem coisas a dizer nas redes sociais, em que qualquer um vai à televisão mostrar o seu talento ou a completa falta dele, obtém um grau académico sem grande mérito, escreve um livro e tem, enfim, uma voz e uma imagem nem que seja a voz da infâmia/burrice ou a imagem da sordidez.

Numa época em que a fama e o suposto sucesso estão ao alcance da pior das criaturas, em que tudo é aceitável, desculpável ou até louvável, a frase "elegance is refusal" de Coco Chanel nunca fez tanto sentido. Já dei aqui a minha ideia de luxo absoluto, que não anda muito longe dessa negação. A recusa, o ser do contra, o menos, muito menos que é sempre mais, a discrição, a simplicidade, a qualidade, o cepticismo, uma pitadinha de niilismo e cinismo, dizer "não, obrigada" à abjecção da carneirada e do aplauso populista, a arte de ser selectivo, tudo isso são luxos interiores que nos descansam e não custam um cêntimo. 

Bem se dizia antigamente que uma senhora só aparece nos jornais quando nasce, quando casa e no dia do seu enterro. Será assim tão mau ser anónimo, principalmente se não se tem nada de especial para mostrar a um mundo saturado de tanta informação inútil? I think not.

Wednesday, September 4, 2013

Erros meus, má fortuna, amor ardente....


                                             

...qual de nós mais frequente?*

*Luís de Camões/Sérgio Godinho.

Saturday, March 23, 2013

Friday, December 21, 2012

L´ amour est sans merci

La Belle Dame sans Merci , J.H Waterhouse
                                                          
" O amor é rápido a suspeitar e cruel ao atormentar-se a si mesmo..."

AR Hope Moncrieff, "Beltenebros" (Amadis de Gaula) in `Romance & Legend of Chivalry´


Tuesday, September 4, 2012

Verdade do dia: segredinhos

 

"Nada há de oculto

 
que não se torne

 manifesto, e 

nada em segredo que
 
não seja 

conhecido e venha à

 luz do dia." 

                      Evangelho de S. Lucas 8, 17



Até lá, nada a fazer a não ser seguir adiante. Um dia - provavelmente tarde demais, mas as informações por vezes têm esta mania - talvez se conheçam os mistérios que nos intrigaram meses a fio, e tudo pareça simples. Uma vez aberta a caixa de Pandora, uma pessoa pensa "o que eu me chateei por uma treta destas!" ou " bah, agora já não serve para nada, mas enfim". Em todo o caso a quem, como eu, não tem pachorra para enigmas intrincados nem puzzles, só resta, muito queirosianamente, virar-se para a esfinge, ou para o detentor da sabedoria, e gritar-lhe o bom e velho "Fica-te para aí!". Depois é andar para a frente, que atrás vem gente e essas frases assim. 




Saturday, August 18, 2012

Frase do dia: a ousadia masculina

                      (Antigamente, era assim...)                             
"Ao observar-se o que os homens fazem só porque os outros estão a ver, é de perguntar o que fariam se ninguém os visse: os piropos atirados a uma rapariga que passa (...) nunca seriam lançados se ele não tivesse dois ou três companheiros de auditório. Sozinhos, mostram-se muito menos atrevidos".

                                                                   Pierre Daninos

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