| Entre o desastre e o assim assim, até Glennn Close desiludiu. Escolheram à pressa, ou quê? |
Ginnifer Goodwin, por Monique Lhuillier
Não consigo achar graça ao look rapazinho que arranjaram para esta actriz - poucas mulheres o suportam bem. No styling para os Emmy, a maquilhagem fez pouco por ela. O decote também não é o mais adequado para a sua silhueta, mas no todo é um vestido bonito, com impacto.
Julianna Margulies, por Gianbaptista Valli
Outro vestido giríssimo, com um padrão e textura em voga neste momento e que teria ganho se fosse ajustado convenientemente. Assim espalmou o busto da actriz. O styling também não faz justiça ao vestido nem à senhora - o cabelo tão colado à cabeça favorece muito poucas pessoas, não sei porque insistem nisso. Acrescentou-lhe dez anos e a maquilhagem pálida não ajudou.
Julianne Moore, por Dior
Sou suspeita por três razões: adoro a Julianne Moore (ruiva linda!) o amarelo é uma das minhas cores preferidas para vestidos formais e tenho um fraquinho tanto pelas mangas como por modelos minimalistas. O look não é espectacular - poderia ser, se não fosse aquele decote que raramente enaltece a beleza de alguém e o formato estranho na cintura - mas chamou a atenção entre tanta mesmice e disparate que por lá passou.
Kat Dennings, por J.Mendel
Vamos ver se eu percebo. Temos uma jovem com pele de porcelana e uma bela figura, um vestido de uma cor absolutamente gloriosa, e depois não o ajustamos à medida? Os cai-cais em coração são os mais favorecedores, mas o vestido tem de ser estruturado na perfeição para suportar tudo. Fez o peito parecer descaído e blusou na cintura. Com uns puxões de um profissional competente teria sido simples, mas arrasador. Adorei o styling.
Kelly Osbourne, por Zac Posen
Não sei como a menina passou de uma desgraça pegada a guru de moda, não morro de amores pela cor (nem do cabelo, nem da toilette) o tecido não me seduz, mas cai-lhe na perfeição e é admiravelmente feito. Se não estamos num momento genial mais vale ficar por um clássico, e foi isso que Kelly fez. Sure and simple.
Sofia Vergara, por Zuhair Murad
Cai-lhe a matar? Cai. Foi moldado para ela, sem dúvida. Se estava gira? Oh la la. Terá sido a única mulher a virar cabeças no evento? Aposto nisso. É um vestido para os Emmy? Por supuesto que si! Terá classe? Isso é que eu já não posso jurar. Zuhair Murad tem modelos deslumbrantes. Outros - como é o caso - lembram-me demasiado certas boutiques da baixa, Modas Milu- temos trajes para casamento e baptizados. O azar que se seguiu é uma consequência de levar ao exagero a máxima "uma senhora não precisa de respirar" e mais não digo...só não havia necessidade de tweetar o desaire.
Tina Fey, por Vivienne Westwood
Ora aqui está um decote cai-cai que assenta na perfeição, com a cintura como deve ser, uma cor rica e pormenores bonitos. Um pouco mais de cauda presa atrás teria acrescentado o va va voom necessário, mas é lindo mesmo assim. No styling é que Tina Fey, que parece continuar pouco confortável com o facto de ser uma mulher bonita, raramente acerta. Uma só cuff de brilhantes teria sido melhor do que as pulseirinhas e brincos longos, a clutch está um tanto desfasada e a makeup...é como o Melhoral, não faz bem nem faz mal. Ela tem traços regulares, não é difícil criar um look que os destaque. E aquela poupa? Adicionou-lhe anos e tirou-lhe beleza. Um estilo Veronica Lake era mil vezes melhor, me thinks.

















