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Thursday, December 24, 2015

Gatos: vamos lá ver se a gente se entende.



Uma coisa é a dona ser tolerante, toda fofinha e zen e quase new age em modo "deixa a vida correr, deixai um gato ser um gato" no que concerne ao conflito gatos-árvores de Natal, e acreditar nessa ideia de que a bicharada espatifar os enfeites faz parte e empresta outra graça à festa. 

(Até se tentou, por descargo de consciência embora já sabendo que não ia funcionar, dar-vos umas bolas que sobraram a ver se se entretinham. Não se pode ser mais amiguinha nem mais cool, hein?).



 Mas brincarem com os despojos, vulgo bolas, sininhos e anjinhos, toda a noite pela casa fora, com aquele barulho treca-treca -PAM-PUM-troc-troc-treca-treca, isso é que já é demais. Já sou crescidinha para acreditar que tal chinfrim é o Pai Natal e o Menino Jesus a estudarem os cantos à casa, para ver a melhor forma de deixarem os presentes sem serem detectados, e o único efeito da vossa algazarra é não deixarem ninguém pregar olho. Seus grinches fofos e peludos! Ou gremlins. Que seria uma palavra mais ilustrativa. Oh well.


Friday, November 6, 2015

Do gato que fugiu


A ex-deputada e consultora de comunicação Marta Rebelo tem estado nas bocas do mundo após revelar inflamadamente no seu blog que terminou o seu namoro depois de a cara-metade lhe ter deixado, sem querer, fugir o seu adorado gato amarelo. E acto contínuo, a linguagem algo incendiária do texto motivou que muitos internautas fizessem comentários do género "crazy cat lady...esperto foi o gato e sorte teve o namorado! Livra!".

(Também houve os "anjinhos" do costume, que reparando nos petiscos que ela descreveu que dava ao gato, atiraram logo com o habitual "tanta gente com fome" mas são incapazes de dar esmola a um pobre. Só que esses não interessam para o caso).

Voltemos à  menina Rebelo, ao namorado abandonado e ao gato fujão: curiosamente, o namoro tinha começado precisamente porque o ex adora animais e tinha recolhido um cãozinho abandonado que "apresentou" o casal no parque. Logo o rapaz mereceria um desconto, mas...

Ora, cada um lida com as perdas e as emoções à sua maneira. A consultora também afirmou publicamente que luta contra uma depressão crónica, o que pode de certa forma explicar que sinta tudo de forma mais intensa  (tive de ir ver isto tudo para me situar porque não conheço os intervenientes, só sei que Marta Rebelo parece escrever e dizer o que lhe passa pela alma sem grande filtro, que "não se afirma feminista, mas paritária" o que é uma ideia curiosa, e que respondeu às presentes críticas de uma forma pouco bem disposta).


Com a Imperatriz lá de casa

 Eu, que adoro animais, que entendo esse desgosto, que defendo com unhas e dentes o direito de uma mulher ficar solteira com o gato se assim o desejar (há pior na vida); que tenho quatro monstrinhos peludos e mimados (tudo adoptado e cada um com uma história mais rocambolesca do que a outra) fora os hóspedes que vão e vêm até encontrarem casa definitiva e os gatos silvestres sem mencionar outra bicharada, que até um morcego já levei ao veterinário; eu que não sou mulher de lágrimas mas chorei como uma Madalena quando o Farinelli me fugiu durante um ano e meio (veja, Marta, ainda há esperança para o Benny); eu que não sou blogger de contar a minha vida mas partilhei convosco a minha tristeza quando o Fari foi dar uma voltinha e a minha alegria quando ele finalmente voltou para casa...não concordo com a reacção de Marta Rebelo.

Nem me refiro propriamente à guia de marcha dada ao namorado, que isto quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro e se calhar o gatinho (amorosíssimo, por sinal) foi só a gota de água. Embora dizer que se mandou embora o cavalheiro à conta disso soe como soa, nem é por aí que me faz espécie. 


O meu monstrinho Maggie

O que eu não acho graça é que se escarrapachem coisas privadas tão nervosamente, tão apaixonadamente, de uma forma que soa tão exagerada. Primeiro, porque uma mulher deve, mais que tudo, ser serena; segundo, porque são esses exageros, esses sassaricos, esses fanicos, esses chiliques a parecer doidice (desculpem) ou fanatismo que fazem com que a causa dos animais, e de quem os protege, não seja muitas vezes tomada a sério.

 E conheço muitos protectores dos amores de quatro patas, super bem intencionados sem dúvida, que acabam por afastar até quem tenta ajudar precisamente por se expressarem desta maneira ou por terem posições muito radicais. Se queremos defender os animais, temos de os compreender; e se queremos sensibilizar as pessoas para os animais, é preciso perceber como muitas pensam também. 


A Tatiana Romanova, uma gatinha imprudente que me partiu o coração.

Já mil vezes tive, por exemplo, a discussão com amigos dos animais que defendem que comprar um animal é ridículo, quando se pode adoptar. O que estas almas bondosas e utópicas não compreendem é que nem toda a gente tem perfil para adoptar (provavelmente nem terá perfil para respeitar e valorizar um animal que lhe custou dinheiro e que vem todo perfeitinho, sem traumas, como manda o figurino, quanto mais!). Não podemos pretender que toda a gente seja exactamente como nós. E essa postura de "bicho é sagrado" não ajuda os bichos, não...


Os amigos dos animais, as pessoas que os protegem, que muitas vezes tomam a cargo a bicharada de rua  - ou até os animais comprados e adoptados por vizinhos que depois não querem saber - pagando do seu bolso veterinário, alimentação, esterilização,etc... não são necessariamente hippies, boémios, excêntricos, milionários sem nada para fazer, anti sociais ou velhinhas com um parafusito solto. Muitos não são vegetarianos (adoraria, mas...c´est la vie) tão pouco têm posições extremas quanto a produtos de origem animal ou questões mais sensíveis como a caça ou a festa brava. São gente normal, estruturada, com um orçamento controlado, de família, anti crueldade, pró responsabilidade, com empatia e que por acaso, gosta realmente de conviver com animais e que os respeita.


Farinelli, que andou a monte mais de um ano

Mas respeitá-los também é compreendê-los. É perceber que, por muito que alguns animais sejam mais humanos do que certas pessoas, por muito que eu prefira mil vezes um dos meus gatos a certos humanos, a verdade é que gato é gato. E às vezes aplica-se-lhes aquela frase de um amigo meu, voluntário numa associação de ajuda animal que se sacrificava horrores para salvar felinos de rua, que face a fugas e saltos do 5º andar, desabafava "gatos estúpidos- não sabem o que é bom para vocês". 

Temos de aceitar que mesmo com mil cuidados, às vezes os animais -até esterilizados, e pelo que percebi o gato da Marta ainda não estaria assim- escapam. Aqui onde moro, com um jardim bem grande e montes de floresta à volta para brincarem em segurança, por vezes os meus querem porque querem dar a sua voltinha, ir lutar com os outros, ou namorar mesmo que já estejam medicamente impedidos de o fazer, sabe-se lá - e às vezes gastam-se as sete vidas.

Não podemos ser demasiado apegados a nada neste mundo, e a um animal que tem sede de liberdade por muito que nos ame - e que às vezes não sabe mesmo o que é bom para ele - muito menos. Há que amá-los e cuidar deles e muito darwinisticamente, seja o que Deus quiser...











Wednesday, October 29, 2014

Três tiradas do dia: mulheres gulosas, ingratidão masculina e Lady Mae



1- Beleza real, não: gulodice


O meu irmão dixit, ao ver-me toda encantada com as imagens do instagram de Isabel Goulart: ela tem uma figura horrível, isso são abdominais de rapaz

E eu que adoro ver uma barriguinha bem definida fico assim a olhar para ele, paladino das belezas naturais que gostos não se discutem. A seguir aplaudo-o quando, a propósito do mesmo assunto, diz que a guru-do-fitness-com-poses-ordinárias, Jen Selter, é isso mesmo, ordinareca e nada apelativa (e eu levanto as mãos para o céu de ter um irmão ajuizado) . Mas depois sai-se com esta, prova provada de que se não é um maluquinho da perfeição também não gosta de wishful thinking: é como essa porcaria da beleza real (irra, que somos mesmo parecidos!). Aquilo não são "mulheres reais". Aquilo são gordanchonas que querem enfardar hamburguers e usar roupa justa e depois desculpam-se assim. Elas são é LAMBAREIRAS. Ora tomem, feminazis.




2- Why don´t you love me? 


O meu gato Maggie, monstrinho über fofo, está tão encantado por morar in the country, que não pára em casa. Perdido e achado é no jardim ou escondido no meio do mato.  Esterilizou-se o bichano para nada e tenho um persa todo lindo para inglês ver - quando vê - porque se as gatas deixaram de ter apelo para ele o mesmo não se pode dizer de louva-a -Deus, libelinhas, toupeiras, passaritos e outra bicharada que anda por aí à solta. Já apanhou um susto com uma raposa e andou mais caseiro, mas foi sol de pouca dura...

Se o tentamos fechar fica raivoso, bate as patonas peludas no chão e rosna, como quem diz "bichos, bichos, biiiichos lá fora e vocês querem-me prisioneiro?" A minha esperança é que venha o Inverno - o Maggie-Maggie detesta frio e chuva - porque até lá ter este gato é (como alguém disse cá em casa) o mesmo que ter um marido bêbedo. Muito lindo, muito bonzinho, mas ninguém faz coisa nenhuma dele, não serve para nada.
 E pior: deixa uma pessoa assim num estado de carência patética, tipo "ama-me, ama-me, ama-me, mas porque é que não me amas? PORQUÊ???". Muita concorrência, é por isso. Como é que eu posso competir com louva-a-Deus e gafanhotos? Ná. Raposa, acode-me!


3- Ainda Lady Mae

Cada vez gosto mais desta personagem: é complexa, cheia de nuances, imperturbável e acima de tudo, uma mulher forte. Casou por conveniência com um homem que ela sabia não ser nenhum anjo, mas que a amava apesar de ela não sentir o mesmo por ele. A tensão entre os dois, no entanto, é de cortar à faca, no bom e no mau sentido: nota-se que são parecidos em muitas coisas, tanto que ela admite "eu não amo o meu marido; se amasse, seria muito mais difícil"- frase que só quem ama ou já amou pessoas complicadas pode entender.
 Mas o que a torna interessante é que apesar de gostar do luxo e poder que o marido lhe proporciona, ela não é a golddigger típica: abre facilmente mão de tudo isso quando percebe realmente o monstro que ele é. A revelação do mau carácter de Lord Loxley em todo o seu esplendor e o facto de ele a fazer sentir cada vez mais encurralada convencem-na sair de casa quase só com a roupa do corpo, renunciando a tudo para começar de novo: sem meios, sem nome mas inteira como mulher e contando só com os recursos da sua inteligência e carisma. Há integridade nela, e a integridade é a característica que mais prezo nas pessoas (reais ou imaginárias) principalmente se vier acompanhada de coragem. Admiro mulheres que não receiam queimar pontes. Como ela própria diz, "o mundo é a minha ostra". Fantástica personagem, fabulosa actriz e óptimo exemplo!






Thursday, October 2, 2014

Ciumento de uma figa.


O meu gato Farinelli anda a passar uma crise: não gosta nem um bocadinho de dividir as atenções com outro bichano de longa pelagem, e se me vê com o Maggie ao colo é notá-lo a aproximar-se sorrateiro, com ar inquisidor, como quem diz (sem cerimónia, que ele foi criado ao Deus dará e apanhou maus hábitos antes de vir cá para casa, logo é de "tu" para baixo) "tanta coisa que eu era o teu gato e não sei quê e agora dás mimos a este? Sua falsa, cínica, impostora, tudo te serve!".

 E não há carinhos que o convençam de que, embora o Maggie - é um gato com nome de gata porque o pêlo era de tal maneira grande que o veterinário se enganou nos primeiros meses- seja uma das coisas mais fofas à face da Terra e precise de atenção para se ajustar a uma nova família, um amor não tira o lugar do outro. Já tentei explicar-lhe que o pedigree do outro não faz diferença (quanto a beleza estão empatados e amo igualmente os felinos de raça indefinida que tenho) mas qual quê...

 O último número que faz é vir com miados (ele que raramente abre a boca) turrinhas e ronrons, a pedir colo e carinhos e, ao fim de uma sessão de abracinho do gato, beijinho do gato, quem é o Fofinho? Onde ´tá o Fofinho? e melosices do género, ferrar-me uma boa dentada. Morde-me com evidente prazer e retira-se com a maior dignidade que pode, com ar de muito obrigada por cima.




Assim como quem diz "estúpida, partiste o meu coração e como não sou capaz de deixar de gostar de ti  tenho de te castigar, sua leviana que dá confiança a qualquer um!".

E eu, fazer o quê? Aguento a afronta e desculpo, pois.

 São coisas de macho Alfa e de macho alfa estragado com mimos, mas como é um gato dá-se o desconto, coitadinho. Sempre achei que o mais inteligente dos gatos terá, mais ou menos, o intelecto de uma criança muito esperta de 4/5 anos. São bichos muito sensíveis, muito inteligentes, mas eternos bebés. 

 O que é curioso notar é que o Farinelli é um gato, um bicharoco *considerado* não racional; além disso, mal ou bem tem realmente competição e razões, se não para questionar o amor eterno que se lhe dedica, para ficar aborrecido com a concorrência. Ele não quer dividir atenções mas coitado, tem de viver com isso.

 Porém há Alfas humanos, igualmente estragados com mimos, sem concorrência e sem razão para desconfiar que se comportam exactamente na mesma. Não mordem, se calhar (também era o que faltava!) mas fazem bem pior. É para onde é que ela estava a olhar, porque olhou para aquele, porque deu troco ao outro, porque ia vestida assim ou disse assado, e insultos, e desconfianças - quando na maioria das vezes, o sentimento que uma mulher lhes vota é daqueles tão profundos, tão avassaladores que consomem tudo o resto e não deixam espaço sequer a um pensamento rápido dedicado a outra pessoa. Só um amor desses explica que elas aturem cenas assim, de outro mundo e de outro tempo.

 O gato ao menos é gato, e tem razões de queixa, e sempre se pode amassar e encher de abracinhos ou fechar de castigo, se não se fizer nada dele. Soubesse eu e tinha chamado Othello ao gato, em vez de Farinelli. 

Monday, June 23, 2014

Quem ama o torto, perfeito lhe parece.


Alguém no seu perfeito juízo queria que o "Grumpy Cat"  tivesse outra cara?

   Quando gostamos de alguém, gostamos completamente. Tudo nos parece um encanto, até os defeitos.

Um dos gatos cá de casa - todos adoptados, bem entendido - saiu-me melhor que a encomenda, coitadinho. Deixaram-no à beira da estrada e ele (um siamês pequenino, vesgo e magricelas)  ficou, muito compenetrado e com ar de quem sabe o que é bom para ele, à espera de socorro. Levámo-lo connosco com a intenção de arranjar dono que lhe conviesse, pois por cá a lotação estava esgotada, mas rapidamente perdemos a ideia -  o bichinho vinha com todos os achaques, além de ter a cauda e a coluna tortas. E se já é difícil desencantar adopção responsável para gatos abandonados sãos e escorreitos, quanto mais para um com "defeito de fabrico", todo ranhoso ainda por cima.

     O facto de ser um animal super bem disposto e carismático também fez com que ficasse, porque ninguém, nem gatos nem pessoas, se quis separar dele. O Farinelli apadrinhou-o logo e teria um grande desgosto se ele se fosse embora. 
   E um ano depois, graças a muito antibiótico e muita água benta,  o Saca Rolhinhas cá anda, feito menino na mão das bruxas: caminha torto e move-se como uma cobra, mexe a cabeça como o Stevie Wonder quando lhe falamos (o veterinário desconfia de não sei quê a nível neurológico, mas como não o afecta e até lhe dá graça, paciência). Se lhe ralham, fica desnorteado que só visto, triste que dá dó.
 Ainda houve quem me dissesse "mas para que queres um gato todo torto? Ao menos manda cortar-lhe o rabo para ficar mais bonito!" - olhem que grande disparate. O rabo em saca rolhas dá-lhe imensa piada, é o que o torna diferente. Siameses é o que mais há - siameses com um nó na cauda é outra história.

 Faz mais ele com dificuldades de locomoção e nó na cauda do que muito boa gente saudável que conheço, que não ata coisa com coisa e não dá ponto sem nó. Eu não mudava uma vírgula no Saca Rolhinhas.

 E com as pessoas passa-se outro tanto. Já aqui o disse: devemos escolher para estar ao nosso lado não só quem tem as qualidades, valores e gostos compatíveis com os nossos, mas defeitos e ódios de estimação que combinem connosco- que sejamos capazes de apoiar ou pelo menos tolerar.
  É fácil achar graça a alguém - mas se nos desesperamos a tentar mudar isto ou aquilo porque não suportamos essas características, nada feito. Não é necessário que dois amigos ou os elementos de um casal sejam iguais como gotas de água, mas convém que sejam como o mata e o esfola.

 Se gostamos de cada detalhe, cada tolice, cada micro expressão de uma pessoa, se até as suas explosões nos fazem rir e não mudaríamos nadinha nela, isso é muito bom sinal.
  Se aceitamos a cauda torta (ou o feitio torcido) do outro e não trocaríamos a sua companhia por alguém com uma cauda exemplar, está tudo dito.

Sunday, June 15, 2014

Vox populi, vox Dei: gente muito boazinha.

Jan Steen, Crianças ensinando um gato a dançar ou A lição de dança  c. 1665-1668

"Casa sem gato nem cão é casa de velhaco ou ladrão"

(Dito popular do sec. XVII)

Vá, ladrão não digo, mas quem não gosta de animais não pode ser boa pessoa. Pior ainda são as criaturas que se repenicam todas, achando que fazem um figurão, quando dizem "eu gosto é de crianças", "não temos de nos preocupar com a bicharada quando há crianças com necessidades" ou mais disparatado ainda "eu não gosto de animais, só gosto de plantas".

 Como se ter animais em casa não fosse o melhor treino do mundo para quem quer responsabilizar-se por uma criança, ou as crianças não aprendessem lições de vida por começarem cedo a tomar conta de outro ser vivo. Ou - enganem-me, que eu gosto - como se quem é capaz de abandonar um animal indefeso, ou não se preocupar se um bichinho ou uma planta tem calor ou sede, fosse capaz de se ocupar de alguém que esteja a seu cargo. Até poderá fazer aquilo a que a lei ou a pressão social obrigam, mas mais do que isso não creio. 

 Quem não tem empatia numas coisas, não pode, por uma questão de lógica da batata, ser meigo e sensível nas outras. 

 Talvez me engane, mas acho que não há áreas cinzentas nestas coisas e quando ouço alguém falar assim, só me ocorre responder: então tenho pena das suas plantas/crianças/tamagotchis. E também não gosto nada de si!

Boas e santas almas, sem dúvida...



Sunday, May 25, 2014

Nem tudo o que parece é.


Ver as coisas por um ângulo limitado, sem saber a história toda, pode levar às interpretações mais disparatadas. Como dizem os chineses, "os meus olhos viram, mas até os meus olhos podem errar".  

E uma vez aconteceu-me uma peripécia que foi uma autêntica metáfora disto.

Amiga de árvores como eu sou, passar o Verão na casa de férias na Grande Lisboa, casa essa rodeada de pinheiros a cheirar ao sal do mar, era a minha parte preferida do ano.
 O meu irmão é que não gostava muito, porque estava naquela idade - e como quem tem primos tem tudo, geralmente convidávamos um ao outro para se juntar a nós.
 Ora, certo dia estávamos eu e o meu primo V. a tomar o pequeno almoço quando ouvimos um certo alarido lá em baixo: os vizinhos estavam a tentar convencer uma gata a descer de um pinheiro altíssimo, sem ramos, daqueles impossíveis de trepar mesmo para um felino.
 Saímos para ajudar, e ao fim de uns vinte minutos estávamos com vontade de chamar os bombeiros porque não havia maneira de trazer o bicho para terra firme.
 Não querendo alarmar o condomínio inteiro com a presença de um carro de bombeiros (num sítio daqueles, com tanto pinhal, tinonis eram um sinal pior que o costume) lá nos lembrámos que o que vai para cima tem de vir para baixo, e que ver água convenceria a gatinha a descer.
 Se bem pensámos, melhor o fizemos e a vizinha foi buscar a mangueira de jardim. 
 Mas a mangueira não tinha alcance suficiente para a água chegar a uma árvore tão alta, pelo que o meu primo se lembrou de me pegar às cavalitas

 Estávamos nisto, eu a oscilar nos ombros dele e a vizinha a dar indicações (fazendo com que o animalzinho, que gostava menos de água do que de alturas, se resolvesse a descer pata ante pata) quando o meu irmão acorda e vem à varanda, vendo-nos naquela bonita figura.

 Estremunhado e com os olhos piscos pela luz da manhã, não entendeu nada do que se passava, não viu gato algum, e pensou que ainda estava a sonhar ou que tínhamos perdido o juízo.

 "Que raio andavam vocês a regar naqueles preparos?" - perguntou quando voltámos, muito espantado.

E assim como foi com uma coisa sem importância, que teve logo explicação, é com questões mais complicadas, que levam a mal entendidos. Ver com os próprios olhos é bom, mas convém apoiar isso em informações mais sólidas, não vá perder-se o contexto...





Wednesday, May 21, 2014

O homem da casa.


É um valente egoísta, um egocêntrico de marca maior, controla tudo o que se passa, acha que põe e dispõe, é absorvente, exige atenção, quer o sofá à disposição de sua excelência, espera os melhores petiscos à hora que lhe dá jeito, marca território, porta-se mal mas
 acha-se com direito a todos os mimos, abusa e depois vem com festinhas a pedir desculpa...em suma, faz com que uma mulher se arrependa de abdicar da sua independência e supremacia. E com que jure nunca mais olhar para seres grandes, com olhos expressivos e cabelo comprido e escuro. Mas é tão fofinho.  E uma pessoa não é de ferro, perdoa tudo, e pronto, lá cede aos carinhos depois de ter dito pela milésima vez "não me voltas a enganar, malandro".

 Mas quem é que consegue zangar-se com uma coisinha tão fofa....



...destas? 

A ala masculina, a tirar a paciência à outra metade desde que o mundo é mundo, não importa de que espécie seja.

Wednesday, May 14, 2014

Pelos queridos bichinhos, tudo: apelo às pessoas fofas e respeitáveis.


Das causas que me movem, a dos animais é uma das mais presentes- porque o nível de desenvolvimento de uma sociedade de mede pela forma como os trata; porque eles não votam, logo têm pouco quem os defenda e porque a minha vida sem os meus queridos bichinhos - vulgo bonecos, gataria malcriada, etc-  não teria metade do encanto.

 É que eles dão trabalho, certo, mas são a alegria da casa, sempre disponíveis para brincadeiras, mimos e abracinhos. Nunca deixam de me surpreender pelos raciocínios e emoções subtis que demonstram. 

 Todos os bicharocos que tenho - de momento só felinos - foram adoptados. Ou porque apareceram à porta enfim, lá foram ficando porque uma pessoa não resiste, ou porque não sei quem não podia tomar conta deles e não era conveniente ficarem com estranhos, e assim por diante.

  De vez em quando, lá acontece servirmos de intermediários para que os protegidos que não podemos guardar encontrem uma família que os trate com o carinho que merecem. E na minha cidade, há uma Associação que ajuda em tudo isto com um trabalho meritório, incansável e muitas vezes sem apoio substancial no socorro aos animais abandonados e de rua: a Agir

Há anos que conheço de perto o seu esforço e dedicação e sempre que me é possível, faço questão de ajudar.
 Os seus voluntários desdobram-se, prescindem do seu tempo livre a horas inusitadas se preciso for para resgatar animais em risco, muitas vezes contribuindo para as despesas do seu próprio bolso-  logo, merecem toda a solidariedade e respeito.

 Ora, neste momento a Agir pelos Animais tem duas campanhas em curso, e ajudar não custa quase nada. 

1- A primeira é daquelas que não consome tempo nem dinheiro quase nenhum mas significa muitíssimo: basta transferir 1€ (ou mais, se quiserem ser extra fofinhos e generosos) para o NIB da Associação: NIB: 0035 0255 0022 0728 230 56 - e assim ajudar a pagar dívidas contraídas em esterilizações e tratamentos veterinários.

2- A segunda, que se realiza no próximo fim de semana (dias 17 e 18 de Maio) junto ao Continente do Fórum Coimbra, precisa de voluntários para proceder à recolha de alimentos. Quem se quiser inscrever pode enviar um e-mail para agir.voluntariado@gmail.com. E claro, quem por lá passar para deixar o seu donativo vai certamente acumular muito bom karma...





Friday, July 26, 2013

Justiça pouco poética

     

O pobre gato não sabe por onde anda e aterra debaixo dos meus pés. Piso o desgraçado, que fica triste e ofendido que só visto. Corro a casa toda na tentativa de o consolar enquanto ele foge de mim, coitadinho, coitadinho do gatinho. A mãe (minha e por adopção, do gato) pergunta que cena é aquela. 
 - Pobrezinho do Farinelli...pisei-o sem querer.
 -  Paciência...mas é bem feito! Ainda há pouco me mordeu, e foi de propósito!

Sempre achei que se o karma existe, nós somos muitas vezes o instrumento dele. Ser assim a "Mão de Deus" ou o "instrumento da Justiça Divina" como se diz nos livros e nos filmes quando é preciso uma desculpa para desancar o mau da fita como se não houvesse amanhã sem parecer mal. Mas se é assim, prefiro exercer o karma de gente realmente má. Then again, como o Universo fala por sinais, às tantas foi-me atribuída a tarefa de justiceira e eu não dei por nada. Preparem-se, inimigos da verdade e da justiça! A vossa hora vai chegar! (Ou outra frase à super herói que entendam...).

Thursday, July 11, 2013

O Diabo em figura de gato



O meu irmão diz que o gato- o meu cuti cuti, ai JesusApple of my eye Farinelli - é o demónio. Que está endemoninhado, possuído pelo tinhoso, que é o Diabo em figura de gato fofinho e peludo. Tudo porque o gato Chiquinho, único macho não esterilizado lá de casa, começou por embirrar com ele. Não só não brincava com ele, como o atacava de cada vez que se cruzavam, por medo ou por orgulho felino. Se tropeçavam um no outro, zás. Uma vez deixou-lhe o nariz a sangrar. Como D. Farinelli acredita em odiar e esperar, decidiu vingar-se do desprezo e das pantufadas. E a situação inverteu-se: agora temos o menino Chiquinho aterrorizado e corrido de casa, que nem se atreve a entrar. E o meu pobre irmão, quando tentava protegê-lo, levando-o ao colo, foi perseguido também por um Farinelli furibundo, que se lhe agarrou às pernas e não largava por mais insultos e safanões que levasse. Ele já achava que o meu querido gato era mimado e mau. Agora convenceu-se de que precisamos de chamar um exorcista cá a casa. Bonito.

Wednesday, March 6, 2013

A vingança é terrível: prepara-te, gato.

O gato Chiquinho não anda bom da cabeça. É o amor, é o prelúdio da Primavera, não sei a causa mas algo o está a pôr seriamente maluco. Mia para sair, mia para entrar, mia por miar, com os trinados mais estranhos e elaborados que imaginar se possa; e quando pensamos que está sossegado no seu canto, que dorme como um bebé e não vai chatear ninguém até de manhã, lembra-se de acordar a meio da noite e armar um berreiro para que lhe abram a porta. Por mim podia choramingar até deitar a casa abaixo, pois é literalmente para o lado que durmo melhor. Tenho o sono pesado e costuma ser preciso muito para me arrancar aos braços de Morfeu. Já a mamã não pode dizer outro tanto: se se esquece de fechar a porta do quarto, acorda e acorda mesmo  - ai que isto faz um eco no escuro que não se pode, mas o gato não se cala, shhhhht, passa...e ele na mesma, que quer é ir à sua vida, a noite é uma criança - e não descansa enquanto não se levanta para pôr Sua Excelência na rua, a seu passeio. De modo que há duas semanas que não dorme como deve, e está a ficar deveras fora de si com a brincadeira. 
     Estava eu distraída, minding my own business, quando a ouço gritar: "TAMBÉM GOSTAS QUE TE ACORDEM, HEIN? GOSTAS??? QUE TAL? É BOM, NÃO É, MEU PATIFE?". Virei-me para ver a causa do desacato e lá estava ela a sobressaltar o gato (que dormia como um prelado no sofá) de propósito,  ele a olhar para ela, assarapantado, como quem diz "a minha dona ensandeceu" e a senhora mãe a prometer mais vinganças do estilo até que a mania passe. Realmente, a falta de sono é um mal daqueles. Ou a tonteria é contagiosa. Vou fechar-me a sete chaves, pelo sim pelo não.

Saturday, January 26, 2013

Hoes before bros

                            
É o lema do meu gato. Amancebou-se com uma gata de vida fácil no palheiro de uma quinta aqui perto, anda a fabricar ninhadas de pequenos ilegítimos fofinhos e peludos e vem para casa quando lhe apetece, sujinho que mete dó. Mas contente e sem vergonha nenhuma, a achar-se o Grande Maior. Um gato com tanto cachet, tratado com tantos mimos, a  fugir-lhe a pata para a chinela desta maneira. No melhor pano cai a nódoa, lá diz o povo sábio, e por vezes quanto melhor a "linhagem" mais graça se acha ao lodaçal. Tenho ali um banhinho com champô de coco que ele até vai pedir perdão aos santos todos por tanto pecado junto. 

Wednesday, January 23, 2013

Falso alarme


O meu gato já apareceu. Encharcado, esfaimado, gelado, mas satisfeito e bom de saúde, a correr para nós quando nos viu. Estou feliz. Já me via em mais uma saga interminável, com direito a temporadas e mid-seasons. Miolos de peluche malvado, o meu botinhas. Se mais cedo alarmasse toda a gente, mais cedo ele aparecia. Temos uma espécie de telepatia, nós os dois. (E rufia como ele é, ia jurar que nos trata, às mulheres da casa, por "essas gajas que me dão o bife". Logo eu, que não admito tal tratamento nem ao mais pintado. Mas isso é história para outro post). 

Gatos estúpidos, não sabem o que é bom para vocês!

O senhor Farinelli Fofinho Della Malva Corleone Calígula Botinhas voltou a fazer das suas. Once again, sai de casa no melhor da tempestade, como se houvesse gatas lá fora com um tempo daqueles, e agora há dois dias que não vem a casa, indiferente à lareira, ao aquecedor, às toalhas quentinhas para o secar entre cada passeio e mesmo ao caixote de fruta manhoso que se vê na imagem e que ele teimou em adoptar para servir de cama porque gosta de apoiar as patas nas extremidades e deixá -las de fora. Acabei por forrá-lo com duas camisolas 100% cachemira que encolheram, encolheram até não servirem a ninguém, e foi a alegria dele. Desde que regressou a casa, em meados de Agosto, que ainda não parou de sentir "o apelo da natureza" (supostamente seria só agora em Janeiro, mas ainda não o vi sem miados histéricos e tentativas de marcar território, para inquietação nossa) o que impossibilitou a solução definitiva.  E agora isto. Se não aparecer, começa a saga de pôr cartazes. Só comigo. A minha esperança é que tenha seduzido alguém, manipulador e espertinho como é, para o abrigar, e que logo que se veja satisfeito deixe cair a máscara de "ai que lindo gatinho, tão abandonadinho e meiguinho" e desate a morder toda a gente como é seu apanágio, a ver se o libertam. Fingers crossed.

Saturday, October 20, 2012

Quanto mais me bates, mais gosto de ti...



Não acredito que o meu próprio gato, o meu ai-Jesus Farinelli, me deu um soco no nariz! Estou a ser alvo de  violência doméstica perpetrada por um saco de sarilhos peludo. Está certo que o mau feitio deste birman cream point felpudo e traumatizado já não é surpresa para ninguém (não se chama Don Farinelli Dexter Della Malva Corleone por nada, Fofinho é só alcunha) mas ultimamente anda mais tranquilo e civilizado – uma meiguice -  e mesmo quando ataca, fica-se  fica-se por pantufadas fofas, sem unhas. Ontem porém, depois de muito jogar à bola comigo,  passou-se e atirou-me um murro com garras que até vi estrelas! Palavra de honra, parecia uma mistura de Muhammad Ali com Freddy Krueger – só não digo Mike Tyson porque desta vez (não pode ser tudo mau) absteve-se de me ferrar o dente. Fiquei a sangrar e com dores de tal ordem que julguei que me tivesse partido alguma coisa. Quem diria que o maroto do persa, que nem cinco quilos pesa, tinha tanta força? A culpa foi minha, que não devia 
pegar-lhe quando o vejo demasiado entusiasmado. Foi castigado e não quase não falei com ele até ao pequeno almoço, quando veio ter comigo contrito, arrependido, cheio de ronrons e a puxar-me pelo cinto do robe-de-chambre, como quem diz “desculpa lá isso”. É caso para dizer quanto mais me bates, mais gosto de ti, porque voltámos a ficar muito amiguinhos apesar de eu estar condenada a uns dias de muito creme cicatrizante e corrector para disfarçar a brincadeira. O que vale, o gato é o único ser à face da Terra a quem dou esses amens – e mesmo assim, só porque para todos os efeitos, ele não sabe o que faz…

Tuesday, October 16, 2012

Amor não correspondido


Desde que veio para esta casa que o meu gato branco, o Farinelli, tem uma paixão louca pela nossa gata preta, a Maria Bolacha. Esse amor assolapado não diminuiu com a sua fuga e ausência de um ano e tal. Deve ter conhecido outras gatas, namorado por aí, mas o amor verdadeiro é tramado, não acalma  com prémios de consolação; por mais carinhos e amens que se recebam de outros lados, nada preenche aquele vazio. O Farinelli é a prova disso:  assim que a voltou a ver, a reacção foi a mesma de sempre -  ficar-se a olhar para ela com ar de adoração e depois, sem um miado, persegui-la em silêncio e com a cauda em riste pela casa fora, como um carrinho de choque peludo e imparável. O pior é que a Bolacha é uma gata esterilizada e sem paciência para brincadeiras. Ainda por cima, acho que tanto pelo a assusta - e ele tem imensa vaidade em "enchouriçar" a bela pelagem para parecer maior e mais imponente. Ou seja, a única reacção que o coitadinho do Farinelli obtém é gritaria e rugidos. Ela foge dele a sete pés, em pânico, e não lhe dá a menor hipótese. Tudo bem que os métodos dele são um tanto abrutalhados (ser decidido não é tudo numa relação) mas dá pena vê-lo contemplá-la (ele no chão, ela no alto de qualquer coisa para garantir que não há chances de ele chegar perto) tristinho, tristinho. 

Friday, August 31, 2012

Farinelli in the house


Saudável, meigo, com mau feitio...um ano e meio depois, eis que volta para casa para me deixar MUITO feliz. A fazer muito romrom, ainda um tanto ou quanto desconfiado e assustadiço, com medo de qualquer barulho e dos flashes (daí este retrato que não lhe faz justiça; ele está muito mais bonito do que parece aí)  mas muito mais moderado nas dentadas e pantufadas. Ou seja, civilizou-se na rua. A liberdade fez-lhe bem. É miraculoso como sobreviveu e soube voltar a casa! O Mê gato, o mê gato, o mê gato está cá, benza-o Deus! A todos os que se preocuparam, que me mandaram mensagens de apoio e torceram pelo seu regresso, o nosso muito obrigada.

Saturday, August 25, 2012

A Rua dos Gatos sem Rabo

Isto não é "O Macaco do Rabo cortado"
que dá para voltar a colar, suas bestas!

Anda um anormal, às ocultas, a cortar a cauda aos gatos da minha rua. Vai uma pessoa morar para uma zona supostamente civilizada e encontra coisas destas! A verdade é que a par com as propriedades novas, há por aqui quintas antigas cujos donos talvez não gostem de invasões de domicílio felinas. Mas reagir com selvajarias destas é revoltante, aviltante, faz-me pensar em todo o tipo de retaliações violentas. Em pouco tempo, é o quarto gato que cá aparece sem cauda. Primeiro, foi o Mata Gatos: Cauda partida. Seguiu-se o "Hitler", o gato do vizinho que mora defronte
( alcunhámo-lo assim porque tem um bigodinho igual ao do dito cujo, mas o bicho é um bom serás). Meio rabo. Depois, o Gato Feio - um bichano giríssimo de olhos esbugalhados e focinho achatado, estilo mogwai, que ganhou esse cognome graças aos traços invulgares e à mania de assustar as pessoas olhando fixamente para elas. Zero rabo. Nada de cauda. Rentinha. E agora, o gato do vizinho do lado, que apareceu cá em casa (julga que esta é a casa dele...) com o "apêndice" cortado a meio, cheio de dores. A isto adiciona-se o meu gato Chiquinho ter voltado, há umas semanas, com a anca deslocada (a cauda escapou, felizmente) e uma consequente conta simpática do veterinário. Se apanho o bruto que anda a fazer isto, esse Serial Killer de Rabos, à falta de cauda vou aparar-lhe as orelhas. Ou coisa que o valha. Não haverá por aí um raio sobressalente que parta pessoas assim?

Saturday, August 18, 2012

Maldade suprema do dia: grande galdéria

Mais ou menos assim...mas para pior. É que eu não quero
 imagens ordinárias nem vulgaridades por aqui.
Onde vivo, há uma gata vadia (sem trocadilhos, vive mesmo na rua) que é a maior ordinária que já se viu. Tudo lhe serve: gatos novos, velhos, bonitos ou feios, de raça ou rafeiros, bem na vida ou sem eira nem beira. É um desassossego, porque ao contrário das outras, tem o descaramento de aparecer por aqui a desencaminhar os bichanos alheios, que estão quietos em casa. Depois não tem meios para cuidar dos gatinhos que vão nascendo: semeia tudo de crias carenciadas e silveiras que ninguém consegue civilizar. Até a caminhar se bamboleia, a desavergonhada. Sem lhe saber o nome, apelidei-a de "gata galdéria". Olhem, a Gata Galdéria esteve aqui ontem. A Gata Galdéria andou no jardim a "fazer-se" ao Segovax. A Gata Galdéria virou-se ao contrário, para chamar a atenção do Chiquinho (que coitadinho, ainda não dá atenção a coisas dessas).  A Gata Galdéria anda de volta do Farinelli. A Gata Galdéria estava a fazer festas ao Mata-Gatos. Percebem a ideia...a alcunha foi ficando. Mas como já vou conhecendo o animalzinho, estou a pensar pôr-lhe nome de gente. Não deve ser difícil arranjar madrinha, a julgar pelos exemplos que vejo para aí.

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